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ÍCONE DA SANTÍSSIMA TRINDADE

Toda composição do ícone de Rublev foi construída sobre a Cruz, que constitui a estrutura geométrica principal. Toda composição do ícone de Rublev foi construída sobre a Cruz, que constitui a estrutura geométrica principal. Imagem: http://4.bp.blogspot.com/_NkpuZmaF69Y/S5kirJdwZ9I/AAAAAAAABG8/YpgsDjnr53s/s400/Sant%C3%ADssima_Trindade%5B3%5D.jpg

ESTRUTURA GEOMÉTRICA


Como todo ícone, este também foi "escrito" com base numa estrutura geométrica muito precisa, na qual cada elemento tem uma proporção estabelecida em relação aos outros e encontra o seu lugar segundo o seu significado e o seu valor simbólico. Essa estrutura dá equilíbrio e harmonia a todo o conjunto.

 

Toda composição do ícone de Rublev foi construída sobre a Cruz, que constitui a estrutura geométrica principal. A sua vertical, como eixo central (E-P), liga a árvore, a cabeça do anjo central, o cálice e o retângulo dos mártires. A linha horizontal da cruz (F-G), liga a cabeça dos anjos laterais, passando pela fronte do anjo central, desde a arquitetura até o monte.

Os anjos aparecem sob um círculo que indica a plenitude e a perfeição e sublinha a circularidade dos olhares de Amor das Três Pessoas. A mão do anjo central é o centro da circunferência, onde estão as três cabeças.

Também o cálice, com a cabeça do cordeiro imolado sobre o altar, está dentro de um círculo, em torno do qual se concentram todos os outros, constituindo assim, o centro móvem do ícone. Acima da cabeça do anjo central (E) forma a ponta do triângulo, cuja base (A-B) é a linha inferior do ícone. O segundo triângulo se apresenta inverso. Sua base (C-D) é a linha superior do ícone.

Todo o ícone está inscrito em um octógono. "O número oito simboliza o poder celestial na Terra, o dia após o sétimo dia da criação, a ressurreição de Cristo e o começo da perfeição. A figura geométrica octógono, já é símbolo da perfeição desde a Antiguidade. É a fusão entre o infinito, o céu (círculo) e a área delimitada, os quatro pontos cardeais terrenos (quadrado)", o número simbólico dos quatro evangelistas: é o sinal da universalidade da Palavra.

O espaço compreendido entre os dois anjos laterais assume a forma de um cálice que sobe de baixo: o Pai e o Espírito Santo "contém" o Corpo e o Sangue de Cristo.

 

OS TRÊS ANJOS

Os três anjos, perfeitamente iguais e, todavia diferenciados, representam um só Deus em três pessoas: o Pai, o Filho e o Espírito Santo.

É próprio da Santíssima Trindade diversificar, quanto ser una e indivisível, na sua essência e nas suas manifestações, embora na diversidade das Pessoas. Conhecemos o Pai através do Filho: Quem me vê, vê o Pai (Jo 14,19). Conhecemos o Filho através do Espírito Santo: Ninguém pode dizer Jesus Cristo é o Senhor, senão por meio do Espírito Santo (1 Cor 12, 3).

Os cetros idênticos indicam a igualdade do poder do qual cada anjo é dotado. A diversidade é expressa através das cores das roupas, mas sobretudo pela atitude pessoal de cada um em relação aos outros.

No anjo da esquerda se reconhece a figura Pai, no anjo central a do Filho e no anjo da direita a figura do Espírito Santo.

 

O PAI

O anjo da esquerda, o Pai, veste um manto lilás sobre uma túnica azul, símbolo da sua divindade. O lilás é uma cor evanescente, quase transparente, sinal do mistério e da transcendência.

O seu manto cobre os seus dois ombros, ao contrário do Filho e do Espírito, porque Ele não é enviado, mas envia os outros. Este seu envio é indicado também é indicado pelo pé esquerdo, que parece estar iniciando um passo de dança, ao qual o Espírito, enviado ao mundo depois do Filho, responde.

Tudo converge para ele, como para a fonte: os outros dois anjos, a rocha, a casa e a árvore. Está estático, reto, porque esta pessoa é a origem de si mesma: é o sinal da majestade e a referência para os outros dois.

O gesto da mão e o olhar parecem confiar uma missão ao Filho que a acolhe, curvado, em sinal de consentimento. As suas mão não tocam a Terra-altar, mas a abençoam com os dois dedos da mão direita levantados; Ele não está no mundo. A cabeça inclinada indica que ele acolhe a oferta amorosa do Filho.

 

O FILHO

O anjo central, o Filho, traja a túnica vermelha: simbolo da natureza humana assumida na encarnação; o manto azul é sinal da natureza divina da qual se "vestiu" depois da sua vida na terra e cobre um só ombro, porque Ele é enviado pelo Pai. A estola dourada indica a sua missão vitoriosa do Cristo "sumo sacerdote", que se deu a si mesmo para a salvação do mundo e ressuscitou.

O seu corpo curvado e o olhar de Amor voltado para o Pai indicam a aceitação e a docilidade à vontade paterna. Está comunicando com o Pai a respeito da missão que cumpriu.

A sua mão direita, apoiada à Terra-altar, é a mais próxima do cálice da oferta, porque ele é a oferta simbolizada pela cabeça do cordeiro. A mão reproduz o gesto de abençoar do Pai e o ato de apoiá-la à Terra-altar, indica a sua descida ao mundo através da encarnação; os dois dedos são símbolo das suas duas naturezas: Ele é plenamente Deus e plenamente homem.

 

O ESPÍRITO SANTO

O anjo da direita, o Espírito Santo, traz a túnica azul, símbolo da sua divindade, um manto verde-água, cor da vida, do crescimento e da fertilidade. No campo espiritual o verde é o símbolo da força vivificante do Espírito, que ressuscitou Cristo e comunicou ao mundo a plenitude do significado da Ressurreição.

É Ele quem dá a vida: o Espírito de Amor e da comunhão. Dos três, este é o anjo que tem a expressão mais reservada.

A sua figura é a mais curvada sobre a mesa, em atitude de escuta, de humildade e de docilidade. Revela-nos um aspecto novo do Amor, tipicamente feminino, que é também necessidade de ser acolhido, protegido, para ser fecundado.

A sua mão pendente sobre a Terra-altar indica a direção da bênção: o mundo ao qual o Espírito dá vida e crescimento, fazendo germinar o cálice do sacrifício e o seu fruto.

O Espírito está participando profundamente do diálogo divino e está pronto para ser enviado ao mundo para continuar a obra do Filho. O manto, apoiado sobre um dos seus ombros e o pé que está respondendo à dança iniciada pelo Pai, são símbolos do seu estar preparado para partir para cumprir a missão que lhe foi confiada: Quando o Espírito vier, Ele vos guiará a verdade toda inteira... dirá tudo que já foi dito e lhes anunciará as coisas futuras (Jo 16, 13).

Todo o simbolismo iconográfico do ícone da Trindade nos mostra a tese eclesiológica fundamental: a Igreja é uma revelação do Pai no Filho e no Espírito Santo.

 

OS OUTROS ELEMENTOS

Atrás do Pai se vê a casa de Abraão, que se tornou templo, morada do Pai e símbolo da Igreja, sua Filha, porque "corpo" de Cristo, segundo a teologia paulina.

O carvalho de Mambré se transforma na árvore da vida: a cruz de Cristo, o homem novo, pagou o resgate da humanidade.

A rocha-monte atrás do Espírito Santo é, ao mesmo tempo, símbolo de proteção, de lugar "teofânico", isto é, lugar onde Deus se manivesta e símbolo da ascensão espiritual.

O vitelo ofertado por Sara numa bandeja se torna o cálice eucarístico.

O ouro, símbolo da luz divina: o fundo e as auréolas douradas são símbolos da luz divina, como o sol é fonte de toda luz e cor.

No ícone a luz não é natural, mas espiritual; provém da graça recebida, por meio do Espírito, antes de tudo pelo iconógrafo, na contemplação do mistério que ele vai representar, depois por quem contempla o ícone com a mesma atitude de oração.

 

Fontes bibliográficas:

SENDLER, Egon. L'ICONA: immagine dell'invisibile - Elementi di teologia, estética e tecnica. Milano: San Paolo, 1985.

Comunità Missionaria di Villaregia. Ícone da Santíssima Trindade. Disponível em: www.cmv.it

Wikipédia: A enciclopédia livre. Catedral de Aachen. Disponível em: pt.wikipedia.org/wiki/Catedral_de_Aachen

 

Por Atelier de Iconografia SANTA CRUZ

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