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VOCAÇÃO E MISSÃO NA VIDA DA IGREJA

Na prática, a distinção entre a vocação e a missão é mais caráter pedagógico que real. Na prática, a distinção entre a vocação e a missão é mais caráter pedagógico que real. Fonte da imagem: http://alianca.fm.br/uploads/formacao/e4ff89a05a4f6b89021ba636b94dedc4.png

Na bíblia toda vocação é para a missão e esta pressupõe um chamado: a vocação. Do contrário, a vocação seria algo estéril, fechada em si mesma sem comunhão e consequências em prol do reino de Deus. A missão não é um acréscimo ou extensão da vocação, mas um componente essencial, quer seja ela leiga, religiosa ou sacerdotal. A missão faz parte do DNA de toda e qualquer vocação. A vocação tem origem divina: Deus é quem chama e toma a iniciativa desde a sua gratuidade. O chamado é graça e o envio também. Tanto a vocação quanto a missão nunca visam o bem pessoal do vocacionado, mas de todo o povo de Deus.

 

Vocação e missão

Na prática, a distinção entre a vocação e a missão é mais caráter pedagógico que real. Isto significa que precisamos ficar atentos para evitar certas expressões como aquelas que escutamos ao falar da “dimensão missionária do serviço de animação vocacional”. Pois, a missão não é uma simples ‘dimensão’, mas elemento constitutivo da identidade de toda vocação e parte integrante do serviço de animação vocacional.

 

A identidade missionária da Igreja

A comunidade dos discípulos de Jesus é essencialmente missionária. A missão faz parte da própria natureza e identidade da Igreja. O Concílio Vaticano II insistiu na natureza e na identidade missionária da Igreja. No decreto Ad Gentes afirma: “A Igreja peregrina é, por sua natureza, missionária, visto que tem a sua origem, segundo o desígnio de Deus Pai, na missão do Filho e do Espírito Santo.”

 

O binômio vocação-missão                                       

Ao tratar da vocação dos discípulos missionários na Bíblia, encontramos um esquema simples e invariável montado a partir de dois verbos: chamar e enviar. Todo chamado é feito em vista de uma missão, o envio. São Lucas no seu evangelho relata o momento em que Jesus envia seus discípulos para a missão, confiando-lhe poderes de curar pessoas e desejar a paz a qualquer residência onde entrassem, pois transmitir a paz era algo divino, confiado aos profetas no Antigo Testamento. Os grandes vocacionados e vocacionadas na Bíblia não são apenas modelo de pessoas chamadas, mas também são exemplos de missionários e missionários enviados a proclamar e a construir o reino. Dizer sim ao chamado vocacional é o mesmo que acolher a missão inerente a este chamado. O chamado de Jesus aos vocacionados que pescavam no mar da Galiléia, na coletoria de impostos a Mateus, ao cego Bartimeu na estrada de Jericó ou em qualquer outro lugar não é apenas um convite ao seguimento, mas também uma convocação a assumir o projeto do reino e a participar da sua missão. A missão dos discípulos missionários de Jesus chamados a transformar a história pessoal e de toda a humanidade, está situada entre a manhã de Pentecostes e a volta gloriosa de Jesus. O próprio Jesus os chamará de “pescadores de homens” quando os convidou ao seguimento desde a margem do mar da Galiléia.

 

A missão não conhece fronteiras

A missão indicada por Jesus Cristo supera as fronteiras, não exclui nenhum povo e alcança todas as nações. Do mesmo modo que esta missão ultrapassa as fronteiras de Israel ela também supera os limites do tempo devendo se estender até a consumação dos séculos. O principal objetivo da missão é o de promover a adesão à pessoa de Jesus e não realizar um marketing da fé ou divulgar uma doutrina. A finalidade da missão é de proclamar o reino e motivar todos a se comprometerem com a sua justiça. A missão dos discípulos missionários se realiza em nome de Jesus ressuscitado do qual receberam toda a autoridade e por amor ao evangelho. Em última análise, a missão não é outra senão a de ser testemunha do ressuscitado.

 

Jesus está com os discípulos missionários

Os discípulos missionários caminham com a certeza de que aquele que os chamou estará sempre presente no meio deles. Os discípulos missionários partem para a missão na presença do Ressuscitado que caminha com eles da mesma maneira que no passado Deus caminhava com o povo de Israel. Os discípulos missionários chamados a “estar com Jesus” partem para a missão acompanhados por aquele que o envia. Ou seja, o vocacionado estará sempre com Jesus, quer na hora do chamado como também no dia a dia da missão.

 

Missão de Todos e de cada Um de nós

Jesus não confiou à missão evangelizadora a Pedro ou a um dos apóstolos, mas aos onze que representam toda a Igreja chamada a edificar o reino. Pelo batismo todos somos chamados e convocados a missão. Mas cada vocação especifica tem formas próprias de participar da missão evangelizadora da Igreja.

 

A Igreja, discípula missionária de Jesus Cristo

A comunidade eclesial tem sua vocação. Ela é “chamada a descobrir e integrar os talentos escondidos e silenciosos, com os quais o Espírito presenteia os fiéis”. Na Igreja, povo de Deus, os seus membros, segundo sua vocação específica, são convocados a santidade na comunhão e na missão. A vocação ao discipulado missionário é convocação a comunhão em sua Igreja e todos os batizados através do sacerdócio comum são chamados a viver e a transmitir a comunhão com a trindade.

 

Maria, discípula missionária

É a discípula mais perfeita do Senhor, sua seguidora mais radical, é a grande missionária, continuadora da missão de seu filho e formadora de missionários. Sua figura de mulher livre e forte emerge do Evangelho conscientemente orientada para o verdadeiro seguimento de Jesus Cristo. Ela, da mesma forma como deu a luz o Salvador do mundo, trouxe o evangelho a nossa América. Citamos duas aparições de Maria Santíssima na América, que é o acontecimento em Guadalupe no México, e Aparecida no Brasil. Maria, a mãe de Jesus, não é apenas modelo de vocacionada discípula missionária, mas também de animação vocacional evangelizadora. Somos chamados a permanecer na escola de Maria, mantendo vivas as atitudes de atenção, de serviço, de entrega e de gratuidade que devem distinguir os discípulos de seu filho. Com Maria aprendemos a sair de nós mesmos, no caminho do sacrifício, de amor e serviço: “Ide, pois, fazer discípulos entre todas as nações”.


Autor: Seminarista Jeferson Lunkes, seminarista do segundo ano de teologia.

Arquidiocese de Porto Alegre.

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EVANGELIZAR, a partir de Jesus Cristo e na força do Espírito Santo, como igreja discípula, missionária e profética, alimentada pela Eucaristia e orientada pela animação bíblica, promovendo a catequese de inspiração catecumenal, a setorização e a juventude, à luz da evangélica opção preferencial pelos pobres, para que todos tenham vida (cf. Jo 10,10), rumo ao reino definitivo.

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