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Sagrada Família

O menino crescia e ficava forte, cheio de sabedoria. E a graça de Deus estava com ele. (Evangelho segundo Lucas). O menino crescia e ficava forte, cheio de sabedoria. E a graça de Deus estava com ele. (Evangelho segundo Lucas). Fonte da imagem: http://catedralmoc.com/wp-content/uploads/sagrada-familia.jpg

“Vossos filhos não são os vossos filhos”

O evangelho lembra a frase de Kahlil Gibran, em O Profeta: “Vossos filhos não são os vossos filhos”. Quando os pais apresentam o sacrifício de resgate do primogênito, este, na realidade, não é resgatado: Deus o guarda para si! As palavras de Simeão revelam que ele é o enviado de Deus, e Maria aprende a difícil missão de ser mãe de um “sinal de contradição”.

Vivemos num mundo cheio de contradições. Há jovens que são “luzes” expondo ao claro essas contradições. Muitas vezes, seus pais não os entendem, ficam preocupados, frustrados até. Em tais momentos lembrem-se do que aconteceu com Jesus: Deus o guardou para si. Os filhos que Deus dá não são propriedade dos pais. Os pais são como a escora que sustenta a árvore nova para que ela “cresça e se fortaleça”(cf. Lc 2,40); depois, devem tornar-se supérfluos. A mãe não guarda o filho em si, mas o dá à luz!

Maria e José apresentam seu filho a Deus. Esse gesto nos ajuda a compreender o sentido do batismo das crianças: são entregues a Deus para participar da missão profética da Igreja, que o Concílio Vaticano II caracterizou como “Luz das Nações” (evangelho, Lc 2,32; cf. Is 42,6; 49,6).

Como compreender então a família? Muitos pais consideram sua família “modelo”na medida em que for fechada e auto-suficiente. Mas o ideal da família cristã é ser evangelizadora. Essa missão poderá provocar separações dolorosas, ou até atitudes aparentemente incompreensíveis – como eram as palavras de Simeão (Lc 2,23). Mas a unidade da família está naquele que a todos envia: o Pai celeste.

 

Dar um filho ao mundo

Os educadores pretendem formar “homens e mulheres para o mundo”. Mas o que vemos são filhos ou abandonados ou  mimados, e o resultado é o mesmo: só vivem para si.

Os pais de Jesus oferecem seu filho a Deus, e assim, ao mundo.

A lei judaica prescrevia oferecer a Deus o primeiro filho homem, porque Deus é o dono da vida. Simbolicamente, resgatava-se então o filho mediante um sacrifício. Para os mais pobres – o caso de José e Maria – este sacrifício podia ser um par de rolinhas.

Ao apresentar Jesus ao templo, os pais de Jesus encontram o velho Simeão, pessoa piedosa, que tinha até visões. Assim, ele explicou a Maria que seu filho não pertencia a ela, mas a Deus. E que o filho a faria sofrer, porque seria um “sinal de contradição”…

Depois, José e Maria voltaram a Nazaré, para criar Jesus até o tempo em que Deus o requisitasse. E ele crescia física e intelectualmente, e “a graça de Deus estava com ele”.

Muitos pais são incapazes de educar os filhos para deixa-los afastar-se deles… É um drama quando o adolescente revela a idéia de assumir uma profissão fora do quadro da família, ainda que seja médico dos pobres ou ecologista. E no dia-a-dia, quantos pais deixam os filhos organizar sua vida conforme sua consciência e não conforme os interesses desproporcionados da família? E quando se trata de noivado, casamento… E a escolha do partido político…

A família cristã deve se caracterizar pelo oferecimento dos filhos a Deus e ao mundo, conforme o projeto de Deus. Para isso, eles têm de receber educação – educação para a liberdade, para o serviço, para o desapego. Desapego por parte dos pais que os educam para doá-los ao mundo. E desapego como virtude dos filhos, levando-os a doar-se, em vez de procurar a própria satisfação.
Nem abandonados, nem mimados, mas filhos de Deus e homens e mulheres para o mundo.

Do livro “Liturgia Dominical”, de Johan Konings, SJ, Editora Vozes.

Disponível em: franciscanos.org.br

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