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Solenidade da Santa Mãe de Deus, Maria

Maria, porém, conservava todos esses fatos, e meditava sobre eles em seu coração. (Evangelho segundo Lucas). Maria, porém, conservava todos esses fatos, e meditava sobre eles em seu coração. (Evangelho segundo Lucas). Fonte da imagem: http://2.bp.blogspot.com/-bKGtIUPtckQ/Ur75ipKDTQI/AAAAAAAAHpc/UfHDuXOIZeg/s1600/Stained_glass_depicting_the_Virgin_Mary_holding_baby_Jesus.jpg

Nascido de mulher, nascido sob a lei

Quem se lembra da antiga liturgia gregoriana terá saudades, hoje, da maravilhosa antífona Salve sancta parens (“Salve, santa genitora”), a participação de Maria no mistério da Encarnação. Celebramos a oitava de Natal. Ora, ao oitavo dia do parto confere-se ao filho a circuncisão (nome antigo desta festa), acompanhada da imposição do nome.

É a integração na comunidade judaica. A 2ª leitura ressalta a maternidade e o rito judaico: “Nascido de mulher, nascido sob a Lei” (Gl 4,4). Mediante a figura de Maria é celebrada a inserção de Jesus na humanidade, especificamente, na comunidade judaica. Pois Jesus não era “bom demais” para nascer como homem, nem para ser submetido à lei judaica. Com isso combina bem o fato de celebrarmos essa festa no início do ano civil, lembrando a bênção do ano novo israelita (1ª leitura), reforçada pelo pedido de bênção no salmo responsorial. Aliás, o nome que Jesus recebe (evangelho) é uma bênção: Ieshua (‘= “Javé salva”).

Através do nascimento maravilhoso, Maria deu Jesus à humanidade como um presente de Deus (cf. 4° dom. do Advento), no seio de um povo com leis e costumes, povo sobre o qual Deus faz “brilhar sua face”, e o nome de Jesus traz a bênção do Senhor Deus. Jesus, “o Senhor salva”, este é o nome que doravante será invocado sobre a humanidade (cf. Nm 6,27).

A mediação da comunidade de Israel no projeto salvífico de Deus nos ensina que Deus não ama em geral, abstratamente, mas através de pessoas e comunidades concretas. Só aquilo que é concreto pode ser realidade. Assim como Maria, no seio do povo de Israel, foi o caminho concreto para o Salvador, serão comunidades concretas as portadoras de Cristo como salvação de Deus para o mundo hoje. Assim, Maria é protótipo da Igreja e das comunidades eclesiais (cf. oração do dia).

A festa de hoje remete também à renhida discussão teológica que reclamou para Maria o titulo de Theótokos, “Genitora (Mãe) de Deus” (Concílio de Éfeso). Decerto, Deus não tem mãe, mas escolheu Maria como mãe para o Filho que em tudo realiza a obra de Deus. Santificou em Maria a maternidade quando o Filho assumiu a humanidade. Deus experimentou a realidade íntima da maternidade em Cristo. A maternidade é, como a humanidade, capax Dei, capaz de receber Deus… Deus é tão grande que conhece também o mistério da maternidade, e por dentro! (Para captar isso talvez tenhamos de modificar um pouco nosso conceito de Deus).

 

Jesus de Maria, bênção do povo

Que sentido tem para você a celebração do Ano Novo? Mais uma festinha? Ou até uma farra? Um costume social? Uma ocasião para demonstrar seu carinho para com os amigos, trocar votos de paz e felicidade, injetar um pouco de otimismo em si mesmo e nos outros?

Para os cristãos, o novo ano litúrgico já começou, há um mês, no 1º domingo do Advento. Celebrar o Ano Novo no 1º de janeiro não é próprio da Igreja; mas os cristãos participam desta celebração como cidadãos da sociedade civil. Participam da celebração do Ano Novo civil com uma festa de Maria, Mãe do Deus Salvador, Jesus Cristo. Querem felicitar de modo especial a Mãe da família dos cristãos – pois, ao visitarmos hoje a casa de nossos amigos, não cumprimentamos primeiro a dona da casa?

Por que a Igreja marca este dia com uma festa de Maria, Mãe de Deus? É um voto de paz e bênção para a sociedade, para o mundo! Pois o filho de Maria é uma bênção para toda a humanidade e o será também neste novo ano civil, que hoje inicia.

A 1ª leitura de hoje nos faz ouvir a bênção de Deus transmitida pelos sacerdotes do templo de Jerusalém. Maria nos transmite uma bênção maior, da parte de Deus: o seu filho, Jesus. Os nossos votos de paz e bênção, neste dia, devem ser a extensão desta bênção que é Jesus, e que Maria fez chegar até nós. Em Jesus é que desejamos paz e bênção aos nossos amigos.

Então, nossos votos serão profundamente cristãos, e não apenas fórmula social ou até desejo egoísta, mera bajulação de “amigos importantes”… Desejaremos aos nossos amigos aquilo que veio até nós em Cristo: o amor de Deus na doação da vida para os irmãos. Esta é a verdadeira paz, que convém desejar neste Dia Mundial da Paz. Somente onde reinam os sentimentos de Jesus – o esquecimento de si para o bem dos irmãos, como pessoas e como sociedade – pode existir a paz que vem de Deus. É este o espírito de Jesus, no qual chamamos a Deus de Pai e aos outros, de irmãos.

Do livro “Liturgia Dominical”, de Johan Konings, SJ, Editora Vozes.

Disponível em: franciscanos.org.br

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Homilia Diária.732: Solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus. Padre Paulo Ricardo

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