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Ministério – vocação ou profissão?

Ministério – vocação ou profissão?
A palavra do Senhor veio a Jonas, filho de Amitai, com esta ordem: “Vá depressa à grande cidade de Nínive e pregue contra ela, porque a sua maldade subiu até a minha presença”. Mas Jonas fugiu da presença do Senhor, dirigindo-se para Társis. Desceu à cidade de Jope, onde encontrou um navio que se destinava àquele porto. Depois de pagar a passagem, embarcou para Társis, para fugir do Senhor. Jonas 1.1-3

Deparando-nos com o texto de Jonas 1.1-3, percebemos algo muito contextualizado com a nossa realida¬de: uma pessoa com uma identidade conhecida, que tem uma referência de família e recebe um chamado de Deus onde é vocacionado por ele, para a missão de anunciar a mensagem do Senhor. O interessante aqui, é que Jonas ouviu e entendeu sua missão, mas a sua disposição/reação foi totalmente direcionada para longe da vontade de Deus. Ele toma a decisão de ir para Társis e não para o lugar que Deus o chamou e designou para ir, Nínive. E tu, tens certeza que o lugar que estás é onde Deus quer que estejas? Tu já pensaste em servir a Deus no ministério de tempo integral?

Cremos que um dos grandes equívocos que somos levados a cometer é reduzir nossas vidas à própria carreira profissional. Não nos referimos a bi vocacionados. Existe um chamado geral e um chamado específico. O geral (bi vocacionado) diz respeito a todas as pessoas que confessam a Jesus como Senhor e Salvador. A cada uma destas pessoas é conferida a tarefa de testemunhar do amor de Deus no lugar onde está e por onde passar, sendo sal e luz do mundo. Todavia, alguns são vocacionados por Deus para uma tarefa específica. Renunciar a sua vida a fim de anunciar de tempo integral o evangelho de Jesus Cristo, levando pessoas a terem um encontro pessoal com Cristo e capacitando-as na tarefa de fazer outros discípulos. Mas isso, a maioria não quer!

Precisamos fazer uma reflexão mais profunda sobre a vida. Em algum momento, temos de fazer uma escolha, que determinará todo o nosso futuro. Ter a consciência da missão e, a partir disso, fazer as escolhas, pois a humanidade geme com dores de parto, clamando por uma orientação; e, nós cristãos, sabemos onde encontrar. Jesus Cristo é o caminho, a verdade e a vida. Nisso, a cultura imposta pelo mundo corporativo, com suas demandas crescentes e competitividade acirrada, tem feito com que muitas pessoas compreendam suas vidas como sinônimo de car¬reira profissional. No entanto, a espiritualidade cristã procura nos despertar para a realidade de que não podemos reduzir nossa vocação à nossa própria carreira. Vocação integral não é apenas profissão!

Vocação integral, você já pensou nisso?
É possível que você já tenha pensado nisso. No entanto, acompanhado deste pensamento vieram alguns ques¬tionamentos, tais como: Vocação integral ou Profissão? O que vou fazer? Tem mercado de trabalho? Quanto vou ganhar? Onde vou morar? Que condição de vida terei ou manterei? Que status isso pode me dar? E, no final lem¬bra-se: Igreja, vocação, ministério, lidar com pessoas, pregar a palavra, administrar os sacramentos? Tudo isso é complicado, meio difícil, pensamos que não é para nós! Por que ficamos nos escondendo atrás de nossos medos?

A resposta é uma só! Se o Senhor chama, a única atitude é dizer “Eis-me aqui. Envia-me!” Is 6.8, porque quem vo¬caciona é Deus na ação do seu Santo Espírito. Não sou eu quem o digo, mas o próprio Jesus quem diz: “vocês não me escolheram, mas eu os escolhi para irem e darem fruto, fruto que permaneça, a fim de que o Pai lhes conceda o que pedirem em meu nome.” Jo 15. 16. O Senhor da seara chama e qual é a nossa ou a tua resposta?

Eu, Benito, tive que responder ao chamado de Deus. Com 29 anos de idade, uma profissão estabilizada, mantendo um salário mensal satisfatório e crescente a cada semestre, com casa, carro na garagem e dinheiro na conta. O que fazer se tenho clareza de que Deus me chama? Só pude dizer que sim! Reunir a família, compartilhar do chamado recebido, e, claro, pedir a benção deles, encerrar os compromissos assumidos e assim aos 30 anos fazer as malas e ir estudar teologia. Posso dizer, hoje, que foi a decisão mais acertada que tomei. Tenho experimentado a cada dia a maravilha de servir a Deus e de trabalhar na sua obra. Trabalho, como estagiário, desde 2010 na comunidade do bairro Primavera em Novo Hamburgo/ RS. Tenho sido capacitado e suprido em tudo, a cada dia, por Deus. Ver pessoas chegando à fé, sendo um instrumento de Deus para restauração de lares, relacionamentos, vínculos fa-miliares, além de incentivar e motivar outros na fé. Certamente não haveria profissão que pudesse conceder isso. Quero seguir na vocação integral por toda minha vida.

E você já pensou na sua vocação? Se te sentes e tens certeza do chamado, então pare de fugir e de negar como Jonas! Decida-se! Tome uma atitude. O Senhor está contigo!

Benito Holz Konflanz e Bruno Kesler Gauthier - Estudantes de teologia da EST – São Leopoldo/RS

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Fonte: Revista do Movimento Encontrão – Pastoreio & Missão – Edição 04 – Ano 2013

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