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Papa: tolerância zero contra os abusos das crianças

“Tolerância zero contra os abusos”: este foi o princípio reiterado pelo Papa Francisco ao receber em audiência na manhã de quinta-feira (21/09) a Pontifícia Comissão para a Tutela dos Menores. O Pontífice entregou o discurso e dirigiu aos membros algumas palavras improvisadas. Ouça o áudio 1 Falando espontaneamente, ou seja, sem texto, o Santo Padre afirmou que a Igreja tomou tardiamente consciência do problema dos abusos contra menores perpetrados por expoentes do clero e “quando a consciência chega tarde os meios para resolver o problema chegam tarde”. Ouça o áudio 2 “Mas graças a Deus o Senhor suscitou homens profetas na Igreja” para fazer emergir o problema “e encará-lo de frente”, acrescentou. Na Congregação para a Doutrina da Fé, que se ocupa dos abusos, “há muitos casos que não vão para frente” – reconheceu o Papa –, por conseguinte se está procurando colocar mais pessoas que possam estudar os dossiês. Ademais, se há provas de um abuso isso é suficiente para não aceitar recursos – afirmou. Não por uma aversão – explicou –, mas simplesmente porque a pessoa que pratica esse delito é doente: se se arrepende é perdoada, “após dois anos cai novamente”. Por isso o Papa disse com decisão: jamais assinarei a graça. Logo no início do seu discurso, o Pontífice compartilhou “a profunda dor que sente na alma pela situação das crianças abusadas”. “O escândalo do abuso sexual é verdadeiramente uma ruína terrível para toda a humanidade, e que afeta muitas crianças, jovens e adultos vulneráveis em todos os países e em todas as sociedades. Também para a Igreja tem sido uma experiência muito dolorosa. Sentimos vergonha pelos abusos cometidos por ministros sagrados, que deveriam ser os mais dignos de confiança.” Francisco prosseguiu reafirmando que o abuso sexual é um pecado “horrível”, completamente oposto e em contradição com o que Cristo e a Igreja ensinam. O Papa considerou um “privilégio” a oportunidade que teve de ouvir as histórias das vítimas, que compartilharam abertamente os efeitos que o abuso sexual provocou em suas vidas e em de suas famílias. “Por isso, reitero hoje uma vez mais que a Igreja, em todos os níveis, responderá com a aplicação das mais firmes medidas a todos aqueles que traíram seu chamado e abusaram dos filhos de Deus”, disse Francisco com veemência. O Pontífice afirmou que as medidas disciplinares que as Igrejas particulares adotaram devem ser aplicadas a todos que trabalham nas instituições da Igreja. Todavia, acrescentou, a responsabilidade primordial é dos bispos, sacerdotes e religiosos, daqueles que receberam do Senhor a vocação de oferecer suas vidas. “Por esta razão, a Igreja irrevogavelmente e em todos os níveis pretende aplicar contra o abuso sexual de menores o princípio da ‘tolerância zero’”. O Papa citou o motu proprio “Como uma mãe amorosa”, que aborda os casos de negligência por parte de autoridades eclesiásticas e o trabalho realizado pela Comissão há três anos para proteger os menores e os adultos vulneráveis. Francisco declara-se satisfeito em saber que as Conferências Episcopais e de Superiores Maiores procuram a Comissão acerca das Diretrizes a serem aplicadas, e o trabalho em equipe com outras instituições vaticanas na formação de novos bispos e em vários congressos internacionais “A Igreja está chamada a ser um lugar de piedade e compaixão, especialmente para os que sofreram. Para todos nós, a Igreja Católica segue sendo um hospital de campanha que nos acompanha em nosso itinerário espiritual,” concluiu o Papa, afirmando que confia plenamente no trabalho da Comissão, agradecendo aos membros pelos conselhos e esforços realizados nesses três anos de atividades. Por Rádio Vaticano.

Bispo de Barretos alerta sobre tentativa de implantar banheiros por gênero em escolas

A Câmara Municipal de Barretos (SP) convocou a população para uma audiência pública sobre o uso de banheiros nas escolas de acordo com o “gênero” com o qual o aluno se identifica, o que chamou a atenção para a insistência do Estado em implantar a ideologia de gênero nos colégios, como advertiu o bispo Dom Milton Kenan Júnior. Em uma nota a respeito desta audiência pública, o Bispo de Barretos declarou que “a comunidade católica barretense viu-se surpreendida com o convite para a Audiência Pública, promovida pela Câmara Municipal de Barretos, para tratar da decisão do Governo do Estado de São Paulo que instituiu nas Escolas Públicas da Rede Estadual de Ensino o uso dos banheiros por alunos de acordo com o seu ‘gênero’”. A audiência pública marcada para o dia 21 de setembro foi requerida pelo vereador Raphael Aparecido de Oliveira (PRP), o qual “segundo o Governo do Estado de São Paulo, as escolas devem seguir a Lei Estadual nº 10.948, que versa sobre discriminação em razão de orientação sexual e identidade de gênero”. Porém, o vereador recorda que “durante a votação do Plano Nacional de Educação, Lei Federal nº 13.005/2014, foram suprimidos todos os termos que fizessem menção à ‘Ideologia de Gênero’”. Para Raphael de Oliveira, ao considerar “o atual dinamismo da sociedade, é necessário que haja uma audiência pública para que sejam discutidos todos os aspectos relativos aos riscos à integridade física e psicológica de nossas crianças, sacrificando os seus direitos à segurança, à privacidade e à decência, e abrindo possibilidades de riscos a todos os tipos de promiscuidade dentro do ambiente escolar”. Nesse sentido, defende que “o tema em pauta necessita de estudos aprofundados, debates e análises, inclusive com participação integrada dos representantes municipais e de especialistas”. Por sua vez, o Bispo de Barretos assinalou que compreende que a Câmara Municipal tenha convocado a audiência sobre “um tema tão importante e tão controverso”. Entretanto, indica, “causa preocupação o fato do Estado brasileiro num momento de tanta fragilidade política e social, insistir por implantar nas escolas públicas ações que não erradicam a discriminação ou o preconceito (no caso dos homossexuais, discentes travestis e transexuais), mas corroboram com a falência da instituição familiar e a devastação de valores que promovem a família e a dignidade da vida humana”. O Prelado, então, explica que o Documento Orientador da Coordenadoria de Gestão da Educação Básica (CGEB) publicado em novembro de 2015 preconiza “ações que visam implantar no Programa Estadual de Educação, a ‘ideologia de gênero’”, a qual afirma que o gênero é “uma função social que cada qual decide autonomamente”. Ao contrário disso, reforça, “na compreensão da pessoa humana – que coincide com a abordagem científica – a realidade está em íntima relação com o corpo humano”. Nesse sentido, adverte que “admitir a sexualidade como ‘construção social’ é relativizar o que há de mais sublime na existência, ou seja, a maternidade, a família, a religião, a ética, a tradição, os valores culturais”. “Reduzir o tratamento da ‘identidade sexual’ a um conjunto de medidas sem considerar as implicações na vida pessoal, social e comunitária dos indivíduos e, sem ouvir todos os interessados como as famílias, os educadores, as igrejas e os que estão mais próximos da formação das novas gerações soa como uma atitude arbitrária”, pontua. Por fim, o Prelado deixa um “apelo que aqueles que haverão de decidir sobre a viabilidade desse tema guiem-se pelo amor ao Bem Comum e a busca da verdade”. “Repudiando toda discriminação e preconceito, a intolerância e a violência que sofrem irmãos e irmãs nossos, em razão da sua atividade sexual, cremos que a superação dos traumas não ocorre quando negamos as diferenças, mas quando as respeitando, colaboramos com uma sociedade onde cada um e cada uma sejam ajudados a corresponder o mais fielmente possível ao desígnio divino”, conclui. Por acidigital.com

Papa Francisco anuncia duas novas nomeações na manhã desta quarta-feira, 20

A Nunciatura Apostólica no Brasil comunicou na manhã desta quarta-feira, 20, a decisão do papa Francisco em nomear dois novos bispos: um para a diocese de Sete Lagoas, em Minas Gerais e o outro para a prelazia de Borba, no Amazonas. As decisões foram tomadas com base no pedido de renúncia, por motivo de idade, dos bispos dom Guilherme Porto e dom Eloi Roggia, respectivamente.   Sete Lagoas (MG) Quem assume a diocese de Sete Lagoas, em Minas Gerais é o quinto bispo da diocese de Teófilo Otoni, dom Aloísio Jorge Pena Vitral (na foto, à esquerda). Nascido em 23 de abril de 1955, no Rio de Janeiro (RJ), dom Aloísio cursou Filosofia, de 1977 a 1979, em Brusque (SC) e Teologia, de 1980 a 1983 em Taubaté (SP), concluindo o curso em 1985, na Pontifícia Universidade Católica de Minas (PUC Minas). Foi ordenado sacerdote em janeiro de 1986, tomando posse na Paróquia de Santo Antônio, em Nova Lima (MG), onde permaneceu até 1990. Assumiu a reitoria do Seminário de Filosofia Emaús da Arquidiocese de Belo Horizonte, de 1991 a 1992. No ano seguinte, em 1993, tomou posse como pároco da Paróquia Santa Efigênia dos Militares, onde permaneceu até outubro de 2005. Na paróquia criou a Estação da Vida e desenvolveu um profundo trabalho de espiritualidade. Dom Aloísio foi também Formador Espiritual no Seminário Maior da Arquidiocese. Antes de ser nomeado bispo, era pároco da Paróquia Nossa Senhora das Dores, em Belo Horizonte.   Prelazia de Borba (AM) Na prelazia de Borba, no Amazonas, quem assume é o atual bispo coadjutor da prelazia, dom Zenildo Luiz Pereira da Silva (na foto, à direita). Natural de Linhares (ES), dom Zenildo nasceu em 06 de junho de 1968. É membro da Congregação do Santíssimo Redentor. Recebeu a ordenação presbiteral em 11 de agosto de 2001. Possui pós-graduação em Gestão de Pessoas. Na trajetória sacerdotal, atuou como formador do Juniorato Redentorista, em Manaus. Foi pároco na paróquia Nossa Senhora de Nazaré, em Manacapuru (AM), de 2001 a 2008, na paróquia Perpétuo Socorro, de 2009 a 2011, em Educandos, Manaus, de 2008 a 2011.  Também ocupou o cargo de vice provincial dos redentoristas de 2011 a 2014. Foi nomeado como coadjutor da Prelazia de Borba em fevereiro de 2016. Por CNBB.

Na Audiência, Papa se dirige aos jovens: viva, ame, sonhe e acredite

Viva, ame, sonhe e acredite: a Audiência Geral desta quarta-feira (20/09) do Papa Francisco foi diferente. A tradicional catequese deu lugar a uma “conversa imaginária” com um jovem ou com qualquer pessoa aberta ao aprendizado. Retomando o tema das catequeses precedentes – a esperança – o Pontífice inovou ao falar da “educação à esperança”, com uma série de exortações. A primeira delas é “não se renda às trevas”. O primeiro inimigo a combater não está fora de você, mas dentro. Portanto, não dê espaço aos pensamentos negativos; a luta que conduzimos aqui não é inútil, ao final da existência não nos espera o naufrágio: em nós palpita algo de absoluto. “Deus não desilude. Tudo nasce para florescer numa eterna primavera”, disse Francisco, que citou o diálogo entre o carvalho e a amendoeira. O carvalho pediu à amendoeira que falasse de Deus, e ela floresceu. E o Papa exortou: “Onde quer que estiver, construa! Se estiver no chão, levante-se! Se estiver sentado, coloque-se em caminho! Se o tédio o paralisa, realize obras de bem! Se estiver desmoralizado, peça que o Espírito Santo possa preencher o seu vazio.” O Pontífice prosseguiu convidando a atuar a paz em meio aos homens e a não ouvir a voz de quem espalha ódio e divisão. Por mais diferente que sejam, as pessoas foram criadas para viverem juntas: “ame os seres humanos. Cada criança que nasce é a promessa de uma vida que, mais uma vez, se demonstra mais forte do que a morte”. “Jesus nos entregou uma luz que brilha nas trevas: proteja-a. Esta única chama é a maior riqueza confiada a sua vida.” Outra exortação dirigida aos jovens é sonhar: “Sonhe, não tenha medo de sonhar, sonhe um mundo que ainda não se vê, mas que certamente chegará”. Os homens que cultivaram esperanças são também os que venceram a escravidão e promoveram melhores condições de vida sobre a terra. “Seja responsável por este mundo e pela vida de cada homem.” Toda injustiça contra um pobre é uma ferida aberta. A vida não acaba com a sua existência, neste mundo virão outras gerações. Outro convite é pedir a Deus o dom da coragem. “O nosso inimigo mais insidioso nada pode contra a fé. Se um dia o medo o tomar, pense simplesmente que Jesus vive em você. Tenha sempre a coragem da verdade”, lembrando-se porém que não é superior a ninguém, levando no coração os sofrimentos de toda criatura. Cultive os ideais – aconselhou ainda o Papa –; viva por algo que supere o homem. Se errar, levante-se: nada é mais humano do que cometer erros. O Filho de Deus não veio para os saudáveis, mas para os doentes. “Deus é seu amigo. Aprenda com a maravilha, cultive o estupor. Viva, ame, sonhe, acredite. E, com a graça de Deus, jamais se desespere.” Por Rádio Vaticano.

Papa: aproximar-se de quem sofre para restituir dignidade

“Compaixão”, “aproximar-se” e “restituir”. Na Missa matutina na Casa Santa Marta (19/09), o Papa Francisco pediu ao Senhor que nos dê a “graça” de sentir compaixão “diante de tanta gente que sofre”, de nos aproximar e levar essas pessoas “pela mão” até a “dignidade que Deus deu para elas”. Inspirando-se no Evangelho do dia de Lucas, dedicado à narração da ressurreição do filho da viúva de Naim por obra de Jesus, o Pontífice explicou que no Antigo Testamento os “mais pobres dos escravos” eram justamente as viúvas, os órfãos, os estrangeiros e os forasteiros. E o convite é para cuidar deles, de modo que se insiram “na sociedade”. Jesus, que tem a capacidade de “olhar o detalhe”, porque “olha com o coração”, tem compaixão: “A compaixão é um sentimento envolvente, é um sentimento do coração, das vísceras, envolve tudo. Não é o mesmo que a “pena” ou … “que dó, pobre gente!”: não, não é a mesma coisa. A compaixão envolve.  É “padecer com”. Isso é a compaixão. O Senhor se envolve com uma viúva e com um órfão.... Mas diga, há uma multidão aqui, por que não fala para a multidão? Deixe … a vida é assim … são tragédias que acontecem, acontecem.... Não. Para Ele, era mais importante aquela viúva e aquele órfão morto do que a multidão para a qual Ele estava falando e que o seguia. Por que? Porque o seu coração, as suas vísceras se envolveram. O Senhor, com a sua compaixão, se envolveu neste caso. Teve compaixão”. A compaixão, portanto, impulsiona “a aproximar-se”, observou o Papa: podem-se ver muitas coisas, mas não se aproximar delas: “Aproximar-se e tocar a realidade. Não olhá-la de longe. Teve compaixão – primeira palavra – se aproximou – segunda palavra. Depois fez o milagre e Jesus não disse: ‘Até logo, eu continuo o caminho’: não. Pegou o rapaz e o que fez? ‘O devolveu para sua mãe’: devolver, a terceira palavra. Jesus faz milagres para restituir, para colocar as pessoas no próprio lugar. E foi o que fez com a redenção. Teve compaixão – Deus teve compaixão – se aproximou de nós no seu Filho, e restituiu a todos nós a dignidade de filhos de Deus. Ele recriou todos nós”. A exortação é a “fazer o mesmo”, seguir o exemplo de Cristo, aproximar-se dos necessitados, não ajudá-los “de longe, porque há aqueles que estão sujos”, não tomam banho”, “têm mau cheiro”. “Muitas vezes vemos os jornais ou a primeira página dos jornais, as tragédias... mas olhe, as crianças naquele país não têm o que comer; naquele país, as crianças são soldados; naquele país as mulheres são escravizadas; naquele país ... oh, que calamidade! Pobre gente ... Viro a página e passo ao romance, para a telenovela que vem depois. E isso não é cristão. E a pergunta que eu faria agora, olhando para todos, também para mim: “Eu sou capaz de ter compaixão? De rezar? Quando eu vejo essas coisas, que me trazem a casa, através da mídia ... as vísceras se movem? O coração sofre com essas pessoas, ou sinto pena, digo “pobre gente”, e assim ... “. E se você não pode ter compaixão, peça a graça: ‘Senhor, dá-me a graça da compaixão’”! Com a “oração de intercessão”, com o nosso “trabalho” de cristãos - devemos ser capazes de ajudar as pessoas que sofrem, para que “retornem à sociedade”, à “vida familiar”, de trabalho; em síntese: à “vida cotidiana”. BF-SP, em Rádio vaticano.

Semana do Alzheimer: A importância da conscientização sobre a doença

Para muita gente o enfraquecimento da memória e do raciocínio são características normais do envelhecimento, mas é importante ressaltar, que tais sintomas também podem ser o início de uma das doenças mais comuns entre idosos do mundo todo: o Alzheimer. Essa forma de demência degenerativa, ou perda de funções cognitivas (memória, orientação, atenção e linguagem), causada pela morte de células cerebrais, atinge 5% das pessoas com mais de 60 anos. Após os 65, o risco de desenvolvê-la dobra a cada cinco anos, segundo o Instituto Alzheimer Brasil (Abraz). Dicas de atenção na alteração de comportamento e atitudes. Fonte: @Grupoapoioalzheimer   O dia 21 de setembro é considerado o Dia Mundial do Alzheimer e reflete sobre a doença que atinge um número cada vez maior de idosos, já que a expectativa de vida vem aumentando e a convivência também dos familiares que cuidam com amor dos doentes. Segundo dados do Abraz, só no Brasil já são mais de 1,2 milhões de casos – a maior parte deles ainda sem diagnóstico, o que contribui para que o problema continue a progredir de forma acelerada, degenerando a saúde do paciente e prejudicando sua relação com os familiares. A doença é uma enfermidade incurável que se agrava ao longo do tempo, mas pode e deve ser tratada. Quando diagnosticada no início, é possível retardar o seu avanço e ter mais controle sobre os sintomas, garantindo melhor qualidade de vida ao paciente e à família. Segundo a geriatra Natália Salles Bicalho Reis, em geral, as famílias não estão preparadas para cuidar de um parente com Alzheimer. Não é fácil cuidar de alguém tão próximo e que nunca precisou de ajuda antes. “A partir do momento que a família entende e está disposta a assumir estes cuidados, a preparação deve ser feita junto à uma equipe multiprofissional, de preferência. Quando há dedicação tudo se ajeita. Qualquer família se torna capaz”, explica a médica. Para a geriatra, carinho e respeito são fundamentais para sucesso do tratamento. “ É sabido que o cuidado faz diferença em qualquer relação. Mesmo que em estágios mais avançados o paciente com Alzheimer deve ser tratado com carinho, respeito, amor”. “Ouvir a voz de quem cuida é importante e faz diferença, sim”, enfatiza. Ano passado, o papa Francisco lembrou da data e pediu à multidão presente na Praça São Pedro que seguisse o exemplo de Jesus e Maria, lembrando-se de quem sofre de Alzheimer e também dos familiares que cuidam com amor dos doentes. A doença torna o paciente, geralmente idoso, muito dependente dos cuidadores, que devem promover mudanças até mesmo dentro do lar para garantir a segurança do paciente com Alzheimer. A indicação é criar uma rotina de repetições que seguida todos os dias da mesma forma faz com que o tratamento seja mais eficaz. É importante ressaltar que os cuidados envolvendo o paciente vão desde a alimentação, higiene pessoal, horário correto de medicamentos, estimular ao máximo a autonomia do mesmo: tudo que ele puder realizar sozinho – supervisionado se for necessário, deixá-lo fazer. “Estimular a independência seria uma das melhores coisas a serem feitas”, finaliza a geriatra. No próximo dia 23 de setembro acontecerá uma caminhada em prol da memória para celebrar o dia mundial da conscientização do Alzheimer. Pelo segundo ano, a “Memory Walk”, no parque Villa Lobos, em São Paulo (SP). O objetivo é chamar atenção para a detecção e prevenção da doença. Por CNBB.

Papa no Angelus: abrir-se à alegria, à paz e à liberdade do perdão

“O perdão não nega o erro sofrido, mas reconhece que o ser humano, criado à imagem de Deus, é sempre maior do que o mal que comete”. Por isto, quem experimentou "a alegria, a paz e a liberdade interior que vem do ser perdoado pode, por sua vez, abrir-se à possibilidade de perdoar". O Papa Francisco dedicou a sua reflexão que precede a oração mariana do Angelus deste XXIV Domingo do Tempo Comum ao perdão, inspirando-se na passagem de Mateus proposta pela liturgia do dia. “Perdoar setenta vezes sete, ou seja, sempre”, é a resposta de Jesus a Pedro ao ser questionado por ele sobre quantas vezes se deve perdoar. Se para ele perdoar setes vezes uma mesma pessoas já parecia ser muito, “talvez para nós pareça muito fazê-lo duas vezes”, observou o Papa. Jesus ilustra a sua exortação com a parábola do “Rei misericordioso e do servo perverso, que mostra a incoerência daquele que antes foi perdoado e depois se recusa a perdoar”: “A atitude incoerente deste servo é também a nossa quando rejeitamos o perdão aos nosso irmãos. Enquanto o rei da parábola é a imagem de Deus que nos ama com um amor tão rico de misericórdia, que nos acolhe, nos ama e nos perdoa continuamente”. Com o nosso Batismo – recordou o Santo Padre – Deus nos perdoou de uma “dívida insolvível”, e continua a nos perdoar “assim que mostramos um pequeno sinal de arrependimento”. E Francisco nos dá um conselho quando temos dificuldade em perdoar: “Quando somos tentados a fechar o nosso coração a quem nos ofendeu e nos pede desculpa, nos recordemos das palavras do Pai celeste ao servo perverso: “eu te perdoei toda a tua dívida, porque tu me suplicaste. Não devias tu também ter compaixão do teu companheiro, como eu tive compaixão de ti?”. “Alguém que tenha experimentado a alegria, a paz e a liberdade interior que vem do ser perdoado pode, por sua vez, abrir-se à possibilidade de perdoar”, sublinhou Francisco, que recordou que “na oração do Pai Nosso, Jesus quis inserir o mesmo ensinamento desta parábola. Colocou em relação direta o perdão que pedimos a Deus com o perdão que devemos conceder aos nossos irmãos: “Perdoai as nossas ofensas assim como nós perdoamos quem nos tenha ofendido”: “O perdão de Deus é o sinal de seu amor transbordante por cada um de nós; é o amor que nos deixa livres para nos afastar, como o filho pródigo, mas que espera a cada dia o nosso retorno; é o amor contínuo do pastor pela ovelha perdida; é a ternura que acolhe todo pecado que bate à sua porta. O Pai celeste é pleno de amor e quer oferece-lo, mas não o pode fazer se fechamos o nosso coração ao amor pelos outros”. Ao concluir, o Papa pede que “a Virgem Maria nos ajude a sermos sempre mais conscientes da gratuidade e da grandeza do perdão recebido de Deus, para nos tornarmos misericordiosos como Ele, Pai bom, lento para a ira e grande no amor”. Por JE, em Rádio Vaticano.

Secretário-Geral envia mensagem de pesar da CNBB pelo falecimento de dom Izidoro Kosinski

Dom Leonardo Steiner, secretário-geral da CNBB, enviou, na manhã deste sábado, 16 de setembro, mensagem de pesar pelo falecimento de dom Izidoro Kosinski, bispo emérito de Três Lagoas (MS). A mensagem foi dirigida a dom Francisco Gonçalves Knupp, bispo diocesano de Três Lagoas. Dom Izidoro estava internado há alguns dias no Hospital Nossa Senhora das Graças, em Curitiba (PR). Já com a saúde debilitada pela idade, o quadro clínico de Dom Izidoro se agravou devido a um acidente ocorrido há alguns anos. A confirmação do seu falecimento foi anunciada às 20h15 de sexta-feira, 15 de setembro, por representantes da Casa da Congregação da Missão São Vicente de Paulo, de Araucária (PR), local onde ele residia desde 2009. A Missa e Exéquias será celebrada neste sábado , 16 de setembro, às 15h na Igreja São Miguel em Tomás Coelho, em Araucária. Na sequência, será o sepultamento. Leia a Nota da CNBB:   Nota de Condolências da CNBB pelo falecimento de dom Izidoro Kosinski Brasília, 16 de setembro de 2017 Prezado Irmão, dom Luiz Gonçalves Knupp. A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) recebe com pesar a notícia do falecimento de dom Izidoro Konsinski, bispo emérito de Três Lagoas (MS), ocorrido na noite desta sexta-feira, 15 de setembro. Renovamos a nossa solidariedade fraterna e pedimos que o senhor estenda aos familiares e às comunidades da diocese os nossos sentimentos nesta hora em que todos celebram a Páscoa desse nosso Irmão que esteve por quase 30 anos no pastoreio da sua Diocese. Dom Izidoro, conforme o senhor mesmo já mencionou em sua Nota de Pesar, “soube como ninguém amar a Cristo no pobre, no excluído, no sem voz e sem vez, muitas vezes incompreendido e atacado pelo poder opressor e agressor da dignidade integral da pessoa humana. De maneira especial soube defender profeticamente os irmãos indígenas e os sem-terras através do profundo trabalho das pastorais sociais”. Recorremos às palavras do Santo Padre, Papa Francisco, para manifestarmos nossa proximidade com o senhor, com os familiares e com toda a Diocese de Três Lagoas. Em uma de suas Catequeses do começo deste ano, o Papa disse: “sob a misericórdia divina, e ainda mais à luz do mistério pascal, a morte pode tornar-se, como foi para São Francisco de Assis, ‘nossa irmã morte’ e representar, para cada homem e para cada um de nós, a surpreendente ocasião de conhecer a esperança e de encontrar o Senhor”. Na despedida desse nosso Irmão, caro dom Luiz, é bonito recordar seu lema episcopal: “Evangelizar os pobres”. Quanta luz e quanta inspiração existe nesse lema que guiou dom Izidoro no seu serviço como bispo na Igreja! Tomara que esse mandato do Cristo continue a nos manter em alerta e renovar o compromisso de todos nós com o serviço aos mais abandonados deste mundo. Enviamos o nosso abraço a todos e as nossas orações pelo descanso eterno de dom Izidoro. Em Cristo, Dom Leonardo Ulrich Steiner Bispo auxiliar de Brasília Secretário-Geral da CNBB Por CNBB.

Papa: contemplar Nossa Senhora das Dores aos pés da Cruz

O primeiro compromisso do Papa Francisco na manhã desta sexta-feira (15/09) foi a celebração da missa na capela da Casa Santa Marta. Em sua homilia, o Pontífice convidou os fiéis a contemplarem Nossa Senhora das Dores, aos pés da Cruz, no dia em que a Igreja recorda a sua memória: “Contemplar a Mãe de Jesus, contemplar este sinal de contradição, porque Jesus é o vencedor, mas sobre a Cruz, sobre a Cruz. É uma contradição, não se compreende… É preciso fé para entender, pelo menos para se aproximar deste mistério”. Maria sabia disso e “toda a vida viveu com a alma traspassada”. Seguia Jesus e ouvia os comentários das pessoas, às vezes a favor, às vezes contra, mas sempre esteve atrás de seu Filho. E “por isso dizemos que é a primeira discípula”, destacou Francisco. Maria tinha a inquietação que fazia nascer no seu coração este “sinal de contradição”. No final, ficava ali, em silêncio, sob a Cruz olhando o Filho. Talvez, ouvia comentários do tipo:  “Olha, aquela é a Mãe de um dos três delinquentes”. Mas Ela “mostrou o rosto pelo Filho”: “Aquilo que digo agora são pequenas palavras para ajudar a contemplar, em silêncio, este mistério. Naquele momento, Ela deu à luz a todos nós: deu à luz a Igreja. 'Mulher’ – Lhe diz o Filho – ‘eis os teus filhos’. Não diz ‘mãe’: diz ‘mulher’. Mulher forte, corajosa; mulher que estava ali para dizer: ‘Este é meu Filho: não O renego’”. Portanto, o trecho do Evangelho é mais para contemplar do que para refletir. “Que seja o Espírito Santo  - conclui - a dizer a cada um de nós aquilo de que precisamos”. Por Rádio Vaticano.

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Na Audiência, Papa se dirige aos jovens: viva, ame, sonhe e acredite
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EVANGELIZAR, a partir de Jesus Cristo e na força do Espírito Santo, como igreja discípula, missionária e profética, alimentada pela Eucaristia e orientada pela animação bíblica, promovendo a catequese de inspiração catecumenal, a setorização e a juventude, à luz da evangélica opção preferencial pelos pobres, para que todos tenham vida (cf. Jo 10,10), rumo ao reino definitivo.

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