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Cúria Diocesana

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Sem credibilidade estudo que define como falsa metade das manchas do Sudário

A notícia girou o mundo. Metade das manchas de sangue impressas no sudário não seria compatível com a postura de um homem crucificado e outras nem sequer encontrariam resposta de posição quer na cruz como no túmulo. Aparentemente uma bomba, com um pedigree respeitável: a assinatura da Universidade de Liverpool, que publicou o estudo no Journal of Forensic Sciences. Os dois pesquisadores autores do trabalho, Matteo Borrini da mesma universidade e Luigi Garlaschelli, do Comitê Italiano para o Controle de pseudociências, tentaram simular a perda de sangue de um manequim colocado sobre uma toalha: os resultados não deram a mesma evidência do Sudário. A esse ponto, as manchetes da mídia em todo o mundo não hesitaram em afirmar: metade das manchas de sangue não são verdadeiras.   Investigação não crível: não há rigor científico Chegando aos ouvidos da professora Emanuela Marinelli, estudiosa do Sudário de renome mundial, a 'bomba' não a fez saltar da cadeira, antes pelo contrário. Ao telefone não parece abalada, mas questionada sim. "Você leu o resumo da pesquisa? Não há nada de científico. Mas parece a você um critério científico pegar um manequim desses utilizados para expor roupas em vitrines de uma loja e com uma esponja embebida em sangue artificial fixada em um pedaço de madeira pressionar sobre o lado direito do boneco para ver onde caem os filetes de sangue? Este material não tem o rigor científico de outras pesquisas como aquelas realizadas há quarenta anos sobre os cadáveres de homens mortos por hemopericárdio (presumivelmente como Jesus, ndr), posicionados verticalmente e pontos com um bisturi entre a quinta e a sexta costela, assim como fez com a lança o soldado romano. Provas que tiveram resultados diferentes dos de Borrini e Garlaschelli", explica tudo de uma vez a professora.   Grupos ideológicos financiam pesquisas pseudocientíficas para dizer que o Sudário é falso Então, alguém pode perguntar-se por que uma instituição do calibre da Universidade de Liverpool decidiu validar e publicar uma pesquisa que apresenta dúvidas em relação às metodologias fundamentais empregadas, capazes de minar sua credibilidade. A resposta de Marinelli é espetacular. E abre a janela para um outro cenário, mais nebuloso: para tentar valorizar a tese de que o  Sudário é falso, grupos ideológicos financiam, sem poupar esforços, pesquisas pré-concebidas, pré-construídas. "Basta pagar e as pesquisas são realizadas - explica Marinelli. E também há quem as publica para você. É inegável que por trás de algumas delas, se escondem grupos que querem fazer acreditar que o Sudário é uma falsidade histórica. Um exemplo para todos: existe um belo documentário chamado "A Noite do Sudário". Bem, este documentário nunca foi transmitido pela RAI, porque contém uma afirmação que talvez possa não agrada a alguém. E esta afirmação é representada por uma carta em papel timbrado da Cúria de Turim, que o cardeal Anastasio Ballestrero, na época custódio do Sudário, enviou ao seu consultor científico, o engenheiro Luigi Gonella, com a qual sustentava firmemente que em matéria de datação por carbono 14 (mais tarde refutada por várias pesquisas sucessivas, ndr), houve a mão da maçonaria que queria a todo custo provar que o Sudário era da época medieval". Em suma, há uma dificuldade em relação a um "verdadeiro Sudário da parte daqueles que querem negar não somente a Cristo, mas também a sua ressurreição". Como dizia o cardeal Giacomo Biffi: para um católico, descobrir que o Sudário é falso, não muda nada. Tudo muda, no entanto, para um ateu. E talvez disto tenha medo quem procura a todo  custo demonstrar sua falsidade.   Custódio Pontifício do Sudário Também o Custódio Pontifício do Sudário, Dom Cesare Nosiglia, ofereceu uma reflexão: “No decorrer dos séculos, e com maior frequência nos últimos anos, existiram muitas tentativas de questionar a autenticidade do Sudário. Tiveram seu momento de publicidade, com manchetes e artigos de jornais, que davam por válida sua pesquisa e suas conclusões, mas em muitos casos, demonstraram-se cientificamente duvidosas. Os estudos e as pesquisas – quando conduzidas com critérios científicos e sem hipóteses pré-concebidas – estimulam um debate sereno e construtivo, confirmando o que afirmava São João Paulo II: “O Sudário é uma constante provocação para a ciência e a inteligência.” Coube a caberá também desta vez a outros cientistas e estudiosos promover um debate e eventualmente contestar no plano científico ou experimental a validade e solidez da pesquisa realizada. É, de qualquer forma, um debate que diz respeito aos estudiosos e cientistas que querem desafiar-se nesta empresa. Acredito, todavia, que deve ser reiterado um princípio fundamental que deve guiar quem deseja tratar com método rigorosamente científico questões complexas como esta: é o princípio da neutralidade, porque se se parte de um preconceito e a pesquisa é orientada para demonstrá-lo, facilmente se chegará a confirmá-lo. Neste caso, não são mais os fatos que contam, mas as ideias pré-concebidas, frustrando assim aquela neutralidade própria da ciência em relação às convicções pessoais. No entanto, tudo isso não afeta minimamente o significado espiritual e religioso do Sudário como um ícone da paixão e morte do Senhor, como o definiu o ensinamento dos Pontífices. Ninguém pode negar a evidência de que contemplar o Sudário é como ler as páginas do Evangelho que nos falam sobre a paixão e morte na cruz do Filho de Deus. Portanto o Sudário, que mesmo não sendo objeto da fé, ajuda porém a própria fé, porque abre o coração daqueles que se aproximam dele e o contemplam, para se tornarem conscientes do que foi a paixão de Jesus na cruz e, portanto, daquele amor maior que Ele nos demostrou ao sofrer terrível violência física e moral pela salvação do mundo todo. Esta sempre foi e continua sendo a razão pela qual milhões e milhões de fiéis de todo o mundo veneram, rezam e contemplam o Sudário e dele obtém esperança para sua vida cotidiana".   Centro Internacional de Sindonologia Também pronunciou-se em mérito, o vice-diretor do Centro Internacional de Sindonologia de Turim, Prof. Paolo Di Lazzaro. “O artigo publicado no Journal of forensic sciences refere-se aos experimentos realizados pelos proff. Borini e Garlaschelli em 2014, sobre os quais já se havia discutido na época, com a integração de novas tentativas experimentais. Mesmo contendo vários elementos de interesse, acredito que as modalidades pelas quais esses experimentos foram conduzidos, exigiriam integrações e atenções específicas para serem considerados cientificamente válidas e com alguma autoridade. As medições de dosagem de sangue no laboratório são realizadas usando um voluntário com boas condições de saúde, em cuja pele limpa o sangue foi derramado contendo um anticoagulante. Estas condições de contorno são muito diferentes daquelas contidas no Sudário. Não levam em consideração a presença na pele do homem do Sudário de poeira, sujeira, suor, hematomas da flagelação e tampouco a acentuada viscosidade do sangue devido à forte desidratação. Não é possível pensar em reproduzir condições realistas do gotejamento de sangue no corpo de um crucificado sem considerar todos esses fatores que afetam significativamente o caminho do sangue escorrendo”. Federico Piana e Jackson Erpen Em Vatican News

Edições CNBB oferece coletânea com Teologia do Papa Francisco

“O que anima o papa Francisco é uma preocupação de caráter essencialmente teológico e cristológico”, este conceito está no livro Rostos, gestos e lugares: A cristologia do Papa Francisco, do autor Lucio Casula e lançado no Brasil pela editora ‘Edições CNBB’. Este trabalho é o volume 2 da coleção “A Teologia do Papa Francisco” que apresenta o poder inspirador das palavras e gestos de Francisco. Ao todo, a ‘Edições CNBB’ vai lançar 11 volumes discorrendo sobre a visão do papa acerca dos principais temas da teologia como por exemplo: antropologia, cristologia, eclesiologia, mariologia, ecumenismo, entre outros. A obra traz a seguinte reflexão: “O que é, na verdade, a evangelização, senão o anúncio de Cristo? E qual é o motivo que o impulsiona a se empenhar para a reforma da Igreja, senão o desejo de ter uma Igreja mais adepta à mensagem e ao estilo de Jesus, para que possa cumprir a sua missão de modo mais crível e eficaz? Enriqueça-se com a reflexão do Papa Francisco acerca da Igreja que foi chamada a guardar o Evangelho de Cristo, em todo lugar, todo tempo”. Já o volume 1 que tem como título: A teologia do papa Francisco– A fraqueza de deus pelo homem, também está disponível em português e traz um estudo mais pontual do ensinamento do papa e pode ser útil também para mostrar que é preciso se manter sempre crítico em relação a uma teologia que assuma com “fidelidade criativa” a tarefa de pensar criticamente aquela mesma fé, a fim de que continue a ser anunciada. O livro lembra ainda que: “Quando, no nosso coração, encontra lugar o menor dos nossos irmãos, é o próprio Deus que aí encontra lugar; e, quando se deixa fora aquele irmão, é o próprio Deus que não é acolhido”, diz o papa. Conheça outros produtos das Edições CNBB acessando o portal www.edicoescnbb.com.br. Por CNBB.

Comunicação e Igreja: 6º Encontro Nacional da Pascom, em Aparecida (SP)

Presidida por dom Darci José Nicioli, arcebispo de Diamantina (MG), a Comissão Episcopal Pastoral para a Comunicação da CNBB promove mais um encontro nacional da Pastoral da Comunicação (Pascom), que será realizado de 19 a 22 de julho, no centro de eventos P. Vítor Coelho de Almeida, no pátio do Santuário Nacional, em Aparecida (SP). Mais de 500 agentes se inscreveram para ouvir vários palestrantes, entre eles dom Leomar Brustolin, bispo auxiliar de Porto Alegre (RS).   Histórico No curso das realizações do Mutirão Brasileiro da Comunicação (Muticom), as lideranças chegaram a conclusão de que seria importante a criação de um estudo específico para a Pascom. Por meio da liderança dos bispos responsáveis pela Comissão da Comunicação e, sobretudo, pelo esforço e organização da Ir. Élide Fogolari, da assessoria da Comissão, foram realizados quatro grandes encontros com adesão crescente dos agentes. No quarto encontro, por exemplo, foram trazidos palestrantes europeus para refletir em Aparecida. Houve também parceria com a Comissão para Juventude. No início do atual quadriênio, o 5º encontro, foi feita uma parceria com a Comissão para a Liturgia. Quase 700 agentes ligados às duas áreas da pastoral estiveram reunidos e contaram com a ajuda de vários palestrantes de expressão, entre eles os doutores em Liturgia e Comunicação, respectivamente Frei Ariovaldo da Silva e o Prof. Moisés Sbardelotto. Além deles, vários estudiosos de comunicação em diálogo com a liturgia ajudaram os participantes nos debates durante os vários seminários temáticos feitos durante o encontro.   6º Encontro “Comunicação e Igreja” foi o tema escolhido pelas lideranças para o encontro desta semana, depois do encontro de 2016, por meio de uma avaliação acompanhada de sugestões. A coordenação de toda a preparação e também da execução desse projeto pastoral está nas costas do P. Antonio Xavier, da assessoria da Comissão. Ele levantou nomes junto a professores e pesquisadores e convidou, além de dom Leomar, os vários palestrantes que compõem a comunidade de pesquisadores do tema. Os doutores Ir. Joana Puntel, Ir. Helena Corazza, Moisés Sbardelotto e Elson Faxina, os professores Ricardo Alvarenga e Jessé Barbosa. No domingo, antes da despedida, vai falar o diretor-executivo da Transparência Internacional no Brasil, Bruno Brandão. Haverá seminários específicos: A educomunicação nas práticas pastorais da Igreja, Fotografia Religiosa: resignificação a partir da imagem, Implantação da Pastoral da Comunicação (considerando o processo concreto realizado em 2016 que envolveu inteiramente a arquidiocese de Diamantina), A pastoral em tempo de Redes Sociais Digitais e  Planejamento de Comunicação.   Prêmios de Comunicação Na chamada “Noite Cultural”, durante o 6º Encontro Nacional da Pascom, por decisão do Conselho Pastoral (Consep) da CNBB, serão entregues os prêmios de comunicação da Conferência. A Rede Aparecida e a Agência GBA são as parceiras da Comissão para a Comunicação na realização desse projeto. A TV Aparecida assumiu a produção da cerimônia no formato de um programa de TV que será gravado no dia 20 de julho, sexta-feira e exibido no dia 25, quarta-feira, as 20hs, com transmissão em conjunto com várias emissoras de inspiração católica. Receberão os prêmios “Margarida de Prata” (Cinema), “Microfone de Prata” (Rádio), “Clara de Assis” (TV), “Dom Hélder Câmara (Imprensa) e “Dom Luciano Mendes de Almeida” (Internet) os ganhadores que se inscreveram seus trabalhos que foram escolhidos pelos bispos depois de terem sido selecionados por professores de quatro universidades católicas (PUC Rio, PUC Goiás, Católica de Brasília e Católica de Salvador) e por profissionais de Rádio da Reede Católica de Rádio (RCR) e da Signis Brasil. A agência GBA que coordenou os trabalhos online das inscrições, foi responsável também por uma votação nas redes sociais que escolheram uma “Menção Honrosa” para cada categoria dos Prêmios de Comunicação. Por CNBB.

Papa envia mensagem a Seminário sobre Esporte no Rio de Janeiro

O Papa Francisco enviou mensagem para o Seminário sobre "Esporte como Ferramenta para o Desenvolvimento Humano, Econômico e Social" (http://www.fgv.br/seminariogestaoesportiva) animando a todos que continuem promovendo o esporte como exercício da prática da virtude, que ajuda a fomentar o crescimento integral dos seres humanos e no desenvolvimento das comunidades. Em correspondência ao Professor Pedro Trengrouse, Coordenador Acadêmico do curso de Gestão do Esporte da Fundação Getulio Vargas (FGV) com a Federação Internacional de Futebol Associação (FIFA) e o Centro Internacional de Estudos do Esporte (CIES), o Papa Francisco fez questão de invocar as bênçãos do Pai Celestial sobre todos os participantes, reafirmando a certeza de que o esporte não é somente uma forma de entretenimento, mas sobretudo um instrumento para embasar uma cultura do encontro, da fraternidade e da solidariedade, caminho seguro para a construção de um mundo mais pacífico e justo. Evento será transmitido ao vivo Inspirada pelo chamado do Papa Francisco na Conferência Esporte e Fé, realizada pelo Pontifício Conselho para a Cultura no Vaticano, em 2016, a Fundação Getulio Vargas, considerada melhor think-tank da América do Sul, realizará no próximo dia 25 de agosto, no Rio de Janeiro, um Seminário sobre Esporte como Ferramenta para o Desenvolvimento Humano, Econômico e Social. O evento, será transmitido ao vivo pela internet e aberto ao público em geral. Alinhado com Programa Executivo FGV/FIFA/CIES de Aperfeiçoamento em Gestão do Esporte, é oferecido em colaboração com o Centro Internacional de Estudos do Esporte (CIES) e a FIFA, integrante da Rede Universitária Internacional FIFA/CIES, com 16 universidades na América, África, Europa e Oriente Médio: Argentina, Brasil, Chile, Costa Rica, Egito, Palestina, Peru, Polônia, Rússia, Senegal, África do Sul, Espanha, Trinidad e Tobago, Emirados Árabes Unidos e Venezuela. As palestras O primeiro painel é sobre Esporte e Fé, com palestra do Monsenhor Melchor, Subsecretário do Pontifício Conselho para a Cultura no Vaticano e responsável pelo Movimento Esporte a Serviço da Humanidade, que inspira todas as organizações e participantes do esporte a viver, pensar e agir de acordo com a Declaração de Princípios do “Esporte ao Serviço da Humanidade” (http://sportforhumanity.com/declaration-of-principles/). No segundo painel: "Esporte e Desenvolvimento Social", o foco é na explicação para o sucesso da Islândia com esporte dentro e fora de campo. A palestra é do Vidar Halldorsson, PhD., Professor da Universidade da Islândia, Membro do Centro Islandês de Pesquisa e Análise Social, autor de diversas publicações sobre esporte,  com destaque para: "O Contexto Social da Excelência no Esporte" e "Esporte na Islândia: como países pequenos alcançam sucesso internacional". Ainda palestras com a Embaixadora Vera Cintia Alvarez, Coordenadora Geral de Cooperação Esportiva do Ministério das Relações Exteriores, sobre o “Soft Power do Esporte”; Paulo Wanderley, Presidente do Comitê Olímpico do Brasil, e Mizael Conrado, Presidente do Comitê Paraolímpico Brasileiro, sobre o Olimpismo, filosofia de vida que enaltece equilíbrio entre corpo, mente e espírito, tendo como princípios amizade, compreensão mútua, solidariedade e jogo limpo, estimulando a alegria do esforço, bons exemplos e princípios éticos universais, colocando o esporte a serviço do desenvolvimento humano, econômico e social para a construção de um mundo melhor, sem nenhum tipo de discriminação, assegurando a prática esportiva como direito de todos; e vários medalhistas olímpicos como Lars Grael, Ana Moser e Flávio Canto, sobre a responsabilidade social dos atletas. Por Vatican News

Papa: batizado que não sente necessidade de anunciar Jesus não é um bom cristão

O Evangelho deste XV Domingo  do Tempo Comum- Marcos 6, 7-13 - inspirou a reflexão do Papa Francisco no Angelus: "Queridos irmãos e irmãs, bom dia! O Evangelho de hoje (cf. Mc 6, 7-13) narra o momento em que Jesus envia os doze em missão. Depois de tê-los chamado pelo nome um a um, "para que ficassem em sua companhia" (Mc 3,14), ouvindo suas palavras e observando seus gestos de cura, agora os chama novamente para "enviá-los dois a dois" (6, 7) às aldeias onde ele estava indo. É uma espécie de "treinamento" para aquilo que serão chamados a fazer após a ressurreição do Senhor com o poder do Espírito Santo. A passagem do Evangelho se concentra no estilo do missionário, que podemos resumir em dois pontos: a missão tem um centro; a missão tem um rosto. O discípulo missionário tem antes de tudo um seu centro de referência, que é a pessoa de Jesus. A narrativa indica isso usando uma série de verbos que têm Ele por objeto - "chamou para si", "começou a enviá-los'', “deu-lhes poder", "ordenou", "dizia a eles” (v 7.8.10.), de modo que o ir e o agir dos Doze parece como irradiando de um centro, a recorrência da presença e da obra de Jesus em sua ação missionária. Isso mostra como os Apóstolos não têm nada de próprio para anunciar, nem própria capacidade de demonstrar, mas falam e agem como "enviados", como mensageiros de Jesus. É precisamente o Batismo que nos torna missionários. Um batizado que não sente a necessidade de anunciar o Evangelho, de anunciar Jesus, não é um bom cristão. Este episódio do Evangelho também diz respeito a nós, e não somente aos sacerdotes, mas todos os batizados, chamados a testemunhar nos vários ambientes da vida, o Evangelho de Cristo. E também para nós esta missão é autêntica, somente a partir do seu centro imutável que é Jesus. Não é uma iniciativa individual dos fiéis, nem dos grupos e nem mesmo das grandes agremiações, mas é a missão da Igreja inseparavelmente unida ao seu Senhor. Nenhum cristão proclama o Evangelho "por si mesmo", mas somente enviado pela Igreja que recebeu o mandato do próprio Cristo. A segunda característica do estilo do missionário é, por assim dizer, um rosto, que consiste na pobreza dos meios. O seu equipamento atende a um critério de sobriedade. Os Doze, de fato, têm a ordem de "não levar nada além de um bordão para a jornada: nem pão, nem mochila, nem dinheiro no cinto" (v. 8). O Mestre os quer livres e leves, sem apoios e sem favores, seguros somente do amor d’Aquele que os envia, fortes somente de sua palavra que irão anunciar. O bastão e as sandálias são a dotação dos peregrinos, porque assim são os mensageiros do reino de Deus, não gestores onipotentes, não funcionários estáveis, não divos em turnê. Pensemos, por exemplo, nesta Diocese da qual eu sou bispo. Pensemos em alguns Santos desta Diocese de Roma: São Filipe Neri, São Benedito José Labre, Santo Aléssio, São Gaspar Del Bulfalo e tantos outros. Não eram funcionários ou empreendedores, mas humildes trabalhadores do Reino. Tinham este rosto. E a esse "rosto" também pertence a maneira pela qual a mensagem é acolhida: de fato, pode acontecer que ela não seja acolhida ou escutada (ver verso 11). Isso também é pobreza: a experiência do fracasso. A história de Jesus, que foi rejeitado e crucificado, prefigura o destino de seu mensageiro. E somente se estivermos unidos a ele, morto e ressuscitado, poderemos encontrar a coragem da evangelização. Que a Virgem Maria, primeira discípula e missionária da Palavra de Deus, nos ajude a levar ao mundo a mensagem do Evangelho em uma exultação humilde e radiante, para além de toda rejeição, incompreensão ou tribulação." Por Vatican News

Unicef descreve drama de mais de 2 milhões e meio de crianças do Sudão do Sul

Enquanto vacila o cessar-fogo, o Unicef descreve o drama de mais de 2 milhões e meio de crianças do Sudão do Sul que desde a independência de 2011 só conheceram abusos, guerra e desnutrição. Com uma metralhadora nas mãos que deveriam estar com uma bola de futebol. Ou se têm mais sorte com uma colher diante de uma panela com comida. Ainda pior, são vítimas de abusos ignóbeis. Não se pode deixar de falar das crianças-soldado nem mesmo, ampliando, das crianças em zonas de guerra, primeiras vítimas, porque se não combatem, escapam e morrem, ou pela violência ou pela fome e doenças.   Exploração No entanto, quem fala com certezas, ou seja com números, é o Unicef, que divulga um comunicado sobre as condições dos menores no Sudão do Sul. Já a primeira consideração é aterradora: das 3,4 milhões de crianças nascidas desde a criação do país africano, 7 anos atrás – quando se tornou o “país mais jovem do mundo” – cerca de “2,6 milhões nasceram em guerra”. Um número absurdo de crianças que só conheceram o medo, sangue e dramas. “Embora desde o início do ano – informa o Unicef – tenham sido libertados 800 meninos dos grupos armados, estima-se que 19 mil crianças continuem a ser utilizadas como soldados, cozinheiros e mensageiros e submetidas a abusos sexuais, em confronto com as 500 crianças que havia quando iniciou o conflito em 2013”. “19 mil crianças continuam a ser utilizadas como soldados, cozinheiros e mensageiros e submetidas a abusos sexuais”.   Sem comida nem estudo Se em 2014, 35 de cada 100 crianças não sabia se teria a próxima refeição, este valor subiu agora para 60 de cada 100 crianças, “com algumas regiões do país – continua o comunicado – a um passo da carestia, principalmente no período de seca”. Os índices de desnutrição “têm valores críticos. Mais de 1 milhão de crianças são desnutridas, 300 mil das quais gravemente desnutridas e com risco de morte”. Como se sabe, uma nação em guerra não oferece futuro para seus filhos. Porque, prossegue o Unicef, “o conflito levou centenas de milhares de crianças para fora da escola, sem instrução alguma. Uma de cada três escolas está destruída, ocupada, ou fechada desde 2013”. Em outras palavras, “mais de 2 milhões de crianças – ou mais de 70% dos que deveriam frequentar as aulas – não recebem educação”.   Espaço para os que socorrem “Enquanto o Sudão do Sul completa 7 anos, uma guerra aparentemente sem fim continua a devastar a vida de milhões de crianças”, declarou Henrietta H. Fore, Diretora geral do Unicef, em visita a Juba, Ganiyel e Bentiu. “A assinatura de um cessar-fogo permanente entre as duas principais partes em conflito realizada em Cartum no mês passado, foi um passo positivo neste processo lento e vacilante. Agora contamos com as lideranças e seus comandantes para respeitá-lo, ao mesmo tempo dando garantia para que os agentes humanitários possam ter acesso ilimitado para atender os que necessitam”. Por CNBB

Bolívia: CAM 5, um dos desafios é ser Igreja “decididamente missionária"

Conclui-se neste sábado, dia 14 em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, o V Congresso Missionário Americano (CAM 5). Desde a tarde da última quarta-feira (11/07) mais de 2.500 missionários de 24 países, entre eles o Brasil, estão reunidos para falar dos desafios da Igreja. Um dos desafios é ser Igreja “decididamente missionária”, não se fechar em suas atividades e trabalhar “para transformar as estruturas de morte e corrupção, de tanta violência”.   Objetivo do CAM 5 O objetivo geral do CAM 5 é fortalecer, nas Igrejas das Américas, a identidade e o compromisso missionário Ad Agentes, anunciando a Alegria do Evangelho a todos os povos, com particular atenção às periferias do mundo de hoje, a serviço de uma sociedade mais justa, solidária e fraterna. Este ano, a temática do congresso é: “A Alegria do Evangelho, coração da missão profética, fonte de reconciliação e comunhão” e o lema “América em missão, o Evangelho é Alegria”. Nesse contexto, foram discutidas formas de avivar a fé, com renovado compromisso missionário para que a Alegria do Evangelho, como anúncio querigmático, dinamize a vida missionária de nossas Igrejas no continente.   Enviado do Papa Presente o enviado especial do Papa Francisco para o CAM 5, cardeal Fernando Filoni. Num do seus discursos chamou a atenção para a necessidade de enfrentar o problema da falta de vocações missionárias com “uma generosa disposição de partilha de missionários entre as Igrejas mais ricas e as mais pobres”, além de deixar-se “tomar por um profundo e generoso amor a serviço das comunidades mais privadas do anúncio do Evangelho”.   O Brasil no CAM 5 Presente entre outros no CAM 5 o diretor nacional das Pontifícias Obras Missionárias (POM), padre Maurício da Silva Jardim, que integra a delegação brasileira: Clique aqui para ouvir o Padre Maurício da Silva Jardim. Participa também do encontro Dom Esmeraldo de Farias, presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Ação Missionária e Cooperação Intereclesial da CNBB: Clique para ouvir Dom Esmeraldo de Farias. A Repam, Rede Pan-Amazônica também está presente no CAM 5: Clique para ouvir os representantes da REPAM. Por Silvonei José Em Vatican News

Exéquias do cardeal Tauran: Sodano, caminho iluminado pelas Bem-aventuranças

Nesta quinta-feira, 12 de julho, às 10h45, foi realizada no Altar da Basílica de São Pedro as exéquias do cardeal Jean-Louis Tauran, Titular da diaconia de Santo Apolinário nas Termas Neronianas-Alexandrinas. A Liturgia das Exéquias foi celebrada pelo cardeal Angelo Sodano, Decano do Colégio Cardinalício, junto com os cardeais, arcebispos e bispos. Ao recordar o “inesquecível” cardeal francês Jean-Louis Tauran, o cardeal Angelo Sodano disse “foi um irmão” que serviu “corajosamente a Santa Igreja de Cristo”, apesar do “peso da sua doença”. O Papa Francisco estava presente. Também estava presente a irmã do cardeal, Geneviève Dubert, à qual o Pontífice tinah enviado um telegrama de condolências alguns dias atrás.   Caminho iluminado pelas Bem-aventuranças “No Evangelho, Jesus – explicou o cardeal Sodano – nos recordou quais são as verdadeiras bem-aventuranças do cristão. É comovedor ouvir-lhe proclamar estas bem-aventuranças na nossa Igreja. Bem-aventurados os pobres de espírito. Bem-aventurados os mansos. Bem-aventurados os puros de coração, bem-aventurados os que promovem a paz. São bem-aventuranças que iluminaram toda a vida do nosso querido irmão falecido, como estrelas luminosas no seu caminho”, sublinhou destacando que foi “testemunha por muitos anos do grande espírito apostólico do cardeal Tauran.   Do Concílio, diálogo com homens de boa-vontade Cardeal Sodano evidenciou também que o cardeal Tauran era “uma grande figura” de sacerdote, bispo e cardeal que – disse – “dedicou, como muitos, a sua vida ao serviço da Santa Sé, da Igreja e nos últimos anos particularmente ao diálogo com todos os homens de boa-vontade”. Deste modo, seguiu a linha traçada pelo Concílio Ecumênico Vaticano II no compromisso – segundo a Gaudium et spes – de ser irmãos e por isso chamados pela mesma vocação humana e divina”, podemos e devemos cooperar pacificamente, “sem violência, nem engano” na edificação “do mundo na verdadeira paz”.   No final o Pontífice presidiu o rito da Ultima Commendatio e da Valedictio No final o Pontífice presidiu o rito da Ultima Commendatio e da Valedictio. O camerlengo da Santa Igreja Romana e presidente do Pontifício Conselho para o Diálogo Inter-Religioso faleceu em 5 de Julho em Hartford, nos estados Unidos, depois de uma longa doença. Tinha completado 75 anos em abril. Será sepultado na basílica de Santo Apolinário nas Termas neronianas-Alexandrinas, da qual era titular.   A recordação nas palavras do cardeal Santos Abril y Castelló Para recordar o cardeal Tauran, Hélène Destombes entrevistou o cardeal espanhol Santos Abril y Castelló, ligado por uma profunda amizade com o cardeal francês. R. – "A minha recordação do cardeal Tauran é verdadeiramente uma recordação de amizade e lamentação pelo fato de ele ter nos deixado. Ultimamente, eu o via evidentemente enfraquecido. Mas mesmo neste período, ele colocava seu dever em primeiro lugar: o de procurar aproximar as posições com o mundo das outras religiões, especialmente com o Islã. E ele fazia isso com um grande sentido de respeito para com todos, de grande competência e com uma grande capacidade de diálogo, de propor possíveis soluções. Ele fez tudo isso também com grande sacrifício, porque a sua saúde era muito fraca nos últimos tempos: ele percebia que não estava nas condições ideais para continuar o magnífico trabalho que estava fazendo para a Igreja". Por Vatican News

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