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Papa despede-se do Chile

O Papa Francisco despediu-se do Chile esta quinta-feira. Pouco antes das 17 horas, horário local, um avião A321 da Latam decolou do Aeroporto internacional “Diego Aracena” de Iquique, rumo ao Aeroporto internacional de Lima, distante 1.200 quilômetros. O Pontífice foi acolhido na Sala Vip do aeroporto de Iquique pela presidente Michelle Bachelet, com quem conversou  por alguns minutos. Após passou em revista a Guarda de Honra e saudou as delegações.   Agradecimento do Papa O último compromisso público do Santo Padre em terras chilenas foi a celebração da Santa Missa no Campo Lobito, em Iquique. A presidente chilena participou da celebração. No final da celebração, Francisco agradeceu a Dom Guillermo Vera Soto, Bispo de Iquique, pelas as amáveis palavras que lhe dirigiu em nome de seus irmãos bispos e de todo o povo de Deus no Chile. Agradeçeu ainda a Presidente Michelle Bachelet pelo convite para visitar o país. O Santo Padre expressou de modo especial a sua gratidão a todos aqueles que tornaram possível a visita: às autoridades civis e, na pessoa delas, cada funcionário que, com profissionalismo, contribuiu para que todos pudessem desfrutar deste tempo de encontro. Obrigado também - disse Francisco - pelo trabalho sacrificado e silencioso de milhares de voluntário: "sem o seu comprometimento e colaboração, teriam faltado as vasilhas com água para que o Senhor pudesse fazer o milagre do vinho da alegria. Obrigado a quantos, de muitas maneiras e formas, acompanharam esta peregrinação, especialmente com a oração. Sei do sacrifício que tiveram de fazer para participar nas celebrações e encontros. Aprecio-o e agradeço-o de coração. Obrigado aos membros da comissão organizadora. Todos trabalharam! Muito obrigado". O Santo Padre destacou em seguida que a sua peregrinação continuaria agora no Peru. "Povo amigo e irmão desta Pátria Grande que estamos convidados a cuidar. Uma Pátria que encontra a sua beleza no rosto pluriforme dos seus povos". E concluiu: "Queridos irmãos, em cada Eucaristia, dizemos: Olhai, Senhor, para a «fé da vossa Igreja e dai-lhe a união e a paz, segundo a vossa vontade». Que mais posso desejar-vos do que terminar a minha visita dizendo ao Senhor: Olhai a fé desse povo e dai-lhe a união e a paz". A última palavra foi para que não se esqueçam de rezar por ele.   Santuário Nossa Senhora de Lourdes Após a celebração, o Pontífice e séquito transferiram-se para a Casa de Retiros do Santuário Nossa Senhora de Lourdes, dos Padre Oblatos – distante 12 km – onde almoçaram. O Papa foi acolhido pelo Reitor e por dois sacerdotes da Casa, que o acompanharam até a igreja, onde foi homenageado com flores por três crianças. Na igreja também estavam dez pessoas enfermas e 2 familiares das vítimas da repressão dos anos 70.   Vítimas da ditadura O Papa saudou Héctor Marín Rossel, presidente da Agrupación de Familiares de Ejecutados Políticos y Detenidos Desaparecidos de Iquique y Pisagua (Afepi). Seu irmão, Jorge, foi sequestrado em 28 de setembro de 1973, quando tinha 19 anos. Ele entregou ao Papa uma carta onde descrevia os esforços do grupo para encontrar familiares desaparecidos, contando com a colaboração das forças armadas e do governo chileno. Héctor, ademais, manifestou o seu apreço pela grande obra de promoção e defesa dos direitos humanos da Igreja no Chile. Antes de partir para o aeroporto, Francisco posou para três fotos com um grupo de seminaristas, de Irmãs Salesianas Missionárias – que serviram o almoço – e com alguns membros do Comitê organizador local da viagem. Por fim, o Papa saudou do papamóvel os sacerdotes que o aguardavam na saída. No local, construído no início do século XX por desejo do vigário apostólico de Tarapacá e futuro primeiro cardeal, Dom Maria Caro, existe uma reprodução da célebre gruta de Massabielle, em Lourdes. Desde 1949 o Santuário foi confiado aos Missionários Oblatos de Maria Imaculada (OMI), Congregação Missionária fundada em 1816 na França, por S. Eugène de Mazenod, para a evangelização das populações pobres das áreas rurais. Por Vatican News

Papa: gerar dinâmica de convivência dentro do sistema educacional

O Papa Francisco visitou, nesta quarta-feira (17/01), a Pontifícia Universidade Católica do Chile, em Santiago. Fundada em 21 de junho de 1888, pelo então Arcebispo de Santiago, Dom Mariano Casanova, a instituição celebra, este ano, 130 anos de vida.  Em seu discurso aos estudantes, funcionários e expoentes do mundo acadêmico, Francisco manifestou a alegria de estar ali naquela universidade que “ofereceu ao país um serviço inestimável”.  “A história desta Universidade está, de certa forma, entrançada com a história do Chile. São milhares os homens e mulheres que, tendo-se formado aqui, desempenharam tarefas importantes em prol do desenvolvimento do país.” "Apraz-me recordar especialmente a figura de Santo Alberto Hurtado, neste ano em que se celebra o centenário do início de seus estudos aqui.  A sua vida é um claro testemunho de como a inteligência, a excelência acadêmica e o profissionalismo na atividade, harmonizados com a fé, a justiça e a caridade, longe de se debilitar, adquirem uma força profética capaz de abrir horizontes e iluminar o caminho, especialmente para as pessoas descartadas da sociedade.” Retomando as palavras do reitor, Doutor Ignacio Sánchez, a propósito dos desafios importantes para Chile, o Papa deteve-se em dois pontos: “convivência nacional e capacidade de progredir em comunidade”.   Convivência nacional “Falar de desafios é admitir que há situações que chegaram a um ponto em que devem ser repensadas. O que até ontem podia ser um fator de unidade e coesão, hoje exige novas respostas. O ritmo acelerado e a implementação quase vertiginosa de alguns processos e mudanças, que se impõem em nossas sociedades, nos convidam, de maneira serena mas sem demora, a uma reflexão que não seja ingênua, utopista e menos ainda voluntarista.  Isto não significa frenar o desenvolvimento do conhecimento, mas fazer da universidade um espaço privilegiado para «praticar a gramática do diálogo que forma encontro».  Pois «a verdadeira sabedoria [é] fruto da reflexão, do diálogo e do encontro generoso entre as pessoas».  “A convivência nacional é possível na medida em que dermos vida a processos educativos que sejam simultaneamente transformadores, inclusivos e de convivência.” 'Educar para a convivência não significa apenas acrescentar valores ao trabalho educacional, mas gerar uma dinâmica de convivência dentro do próprio sistema educativo", destacou o Papa.  "Não é tanto uma questão de conteúdos, como sobretudo de ensinar a pensar e raciocinar de modo integral: aquilo que os clássicos costumavam designar com o nome de forma mentis.   E, para se alcançar isto, é necessário desenvolver o que eu chamaria uma alfabetização integral que saiba adaptar os processos de transformação que se estão a verificar no seio das nossas sociedades. De acordo com o Pontífice, "tal processo de alfabetização requer que se trabalhe, de maneira simultânea, na integração das diferentes linguagens que nos constituem como pessoas. Ou seja, uma educação (alfabetização) que integre e harmonize o intelecto (a cabeça), os afetos (o coração) e a ação (as mãos). Isto proporcionará e possibilitará um crescimento dos alunos de maneira harmoniosa não só a nível pessoal, mas também e simultaneamente a nível social.  É urgente criar espaços onde a fragmentação não seja o esquema dominante, mesmo do pensamento; para isso, é necessário ensinar a pensar o que se sente e faz; a sentir o que se pensa e faz; a fazer o que se pensa e sente. Um dinamismo de capacidades ao serviço da pessoa e da sociedade." “A alfabetização, baseada na integração das diferentes linguagens que nos constituem, envolverá os alunos no seu processo educativo; processo voltado para os desafios que o futuro próximo lhes apresentará.” Segundo Francisco, "a única coisa que consegue o «divórcio» dos saberes e das linguagens, o analfabetismo sobre como integrar as diferentes dimensões da vida, é a fragmentação e ruptura social". "Nesta sociedade líquida  ou volátil,  como a definiram alguns pensadores, vão desparecendo os pontos de referência a partir dos quais se possam construir, individual e socialmente, as pessoas. Parece que hoje a «nuvem» seja o novo ponto de encontro, que se caracteriza pela falta de estabilidade, já que tudo se volatiliza e, consequentemente, perde consistência. “Esta falta de consistência poderia ser uma das razões para a perda de consciência do espaço público.” "Um espaço que exige um mínimo de transcendência sobre os interesses privados (viver mais e melhor) para construir sobre bases que revelem aquela dimensão tão importante da nossa vida que é o «nós». Sem esta consciência, mas sobretudo sem este sentimento e, por conseguinte, sem esta experiência é, e será, muito difícil construir a nação. Neste caso, pareceria que a única coisa importante e válida fosse o que diz respeito ao indivíduo e, tudo o que ficasse fora desta jurisdição, torna-se-ia obsoleto.  Semelhante cultura perdeu a memória, perdeu os vínculos que sustentam e tornam possível a vida. Sem o «nós» dum povo, duma família, duma nação e, ao mesmo tempo, sem o «nós» do futuro, dos filhos e do amanhã; sem o «nós» duma cidade que «me» transcenda e seja mais rica do que os interesses individuais, a vida será não só cada vez mais fragmentada, mas também mais conflituosa e violenta. Neste sentido, a universidade tem o desafio de gerar, dentro do seu próprio claustro, as novas dinâmicas que superem toda a fragmentação do saber e estimulem a uma verdadeira universitas".   Progredir em comunidade "Daí segue-se o segundo elemento, muito importante para esta Casa de Estudo: a capacidade de progredir em comunidade", frisou o Pontífice. "Soube, com alegria, do esforço evangelizador e da vitalidade radiosa da vossa pastoral universitária, sinal duma Igreja jovem, viva e «em saída». As missões, que vocês realizam em diferentes locais do país, são um ponto forte e muito enriquecedor.  Em tais ocasiões, vocês conseguem alargar o horizonte de seu olhar e entrar em contato com várias situações que, para além do evento específico, deixam vocês mobilizados. De fato, o «missionário» nunca retorna igual da missão; experimenta a passagem de Deus no encontro com tantos rostos. Estas experiências não podem ficar isoladas do percurso universitário. Os métodos clássicos de investigação provam nisso certos limites, e mais ainda numa cultura como a nossa que estimula a participação direta e instantânea dos sujeitos." “A cultura atual exige novas formas capazes de incluir todos os atores que dão vida à realidade social e, consequentemente, educativa. Daí a importância de ampliar o conceito de comunidade educativa.” "Esta comunidade é desafiada a não se isolar de [novas] formas de conhecimento; bem como a não construir conhecimentos à margem dos destinatários dos mesmos. É preciso que a aquisição de conhecimento seja capaz de gerar uma interação entre a aula e a sabedoria dos povos que constituem esta terra abençoada.  Uma sabedoria carregada de intuições, de «olfato», que não se pode ignorar na hora de pensar o Chile. Deste modo, produzir-se-á a sinergia muito enriquecedora entre rigor científico e intuição popular.  Esta estreita interação mútua impede o divórcio entre a razão e a ação, entre o pensar e o sentir, entre o conhecer e o viver, entre a profissão e o serviço". “O conhecimento deve sentir-se sempre a serviço da vida e confrontar-se com ela para continuar a progredir.” "Por isso, a comunidade educativa não se pode reduzir a aulas e bibliotecas, mas deve ser continuamente desafiada à participação. Tal diálogo só pode ser realizado a partir duma episteme capaz de assumir uma lógica plural, ou seja, que assume a interdisciplinaridade e a interdependência do saber.  «Neste sentido, é indispensável prestar uma atenção especial às comunidades aborígenes com as suas tradições culturais. Não são apenas uma minoria entre outras, mas devem tornar-se os principais interlocutores, especialmente quando se avança com grandes projetos que afetam os seus espaços».  A comunidade educacional guarda, em si mesma, um número infinito de possibilidades e potencialidades, quando se deixa enriquecer e interpelar por todos os atores que compõem a realidade educativa. Isto requer um maior esforço em termos de qualidade e integração." “O serviço universitário deve ter sempre como objetivo ser de qualidade e excelência, colocadas a serviço da convivência nacional.” "Neste sentido, poderíamos dizer que a universidade se torna um laboratório para o futuro do país, porque sabe incorporar em si a vida e a caminhada do povo, superando toda a lógica antagónica e elitista do saber. Uma antiga tradição cabalística diz que a origem do mal se encontra na divisão produzida pelo ser humano quando comeu da árvore da ciência do bem e do mal. Desta forma, o conhecimento adquiriu um primado sobre a criação, submetendo-a aos seus esquemas e desejos.   Será tentação latente em todos os campos acadêmicos, a de reduzir a criação a alguns esquemas interpretativos, privando-a do mistério que lhe é próprio e que impeliu gerações inteiras a procurar o que justo, bom, belo e verdadeiro. Mas, quando o professor se torna «mestre» pela sua dimensão sapiencial, é capaz de despertar a capacidade de deslumbramento nos nossos alunos. Deslumbramento perante um mundo e um universo a descobrir! “Hoje, a missão que vocês têm nas mãos é profética. Vocês são chamados a gerar processos que iluminem a cultura atual, propondo um humanismo renovado que evite cair em qualquer tipo de reducionismo.” E esta profecia, que nos é solicitada, impele-nos a buscar eventuais espaços mais de diálogo que de conflito; espaços mais de encontro que de divisão; caminhos de amistosa discrepância, porque se diverge, com respeito, entre pessoas que caminham procurando lealmente progredir em comunidade para uma convivência nacional renovada. E, se vocês pedirem, não duvido que o Espírito Santo guiará os seus passos para que esta Casa continue frutificando para o bem do povo do Chile e para a glória de Deus." Por Vatican News

Papa aponta desafio "apaixonante" aos chilenos: inclusão

O primeiro discurso do Papa Francisco em terras chilenas foi às autoridades, à sociedade civil e ao corpo diplomático, reunidos no Palácio Presidencial “La Moneda”. Depois de ouvir as boas-vindas da presidente Michelle Bachelet, o Pontífice tomou a palavra para manifestar sua satisfação de voltar à América Latina, começando sua visita nesta “amada terra chilena”, onde fez parte de sua formação juvenil. Francisco iniciou seu discurso destacando o desenvolvimento da democracia chilena, que permitiu ao país alcançar nas últimas décadas um “notável progresso”. O Papa cita a celebração este ano do bicentenário da declaração de independência, ressaltando que cada geração deve fazer suas as lutas e as conquistas das gerações anteriores e levá-las a metas ainda mais altas.   Democracia e inclusão Diante das situações de injustiça que ainda persistem, Francisco apontou para os chilenos um “desafio grande e apaixonante”: “continuar a trabalhar para que a democracia, o sonho de seus pais, não se limite aos aspetos formais mas seja verdadeiramente um lugar de encontro para todos. Seja um lugar onde todos, sem exceção, se sintam chamados a construir casa, família e nação. Um lugar, uma casa, uma família chamada Chile”.   A Igreja pede perdão O Papa enalteceu a pluralidade étnica, cultural e histórica da nação, que exige ser protegida de qualquer tentativa feita de parcialidade ou supremacia. Para Francisco, é indispensável escutar: os desempregados, os povos nativos, os migrantes, os jovens, os idosos, as crianças. “E aqui não posso deixar de expressar o pesar e a vergonha que sinto perante o dano irreparável causado às crianças por ministros da Igreja. Desejo unir-me aos meus irmãos no episcopado, porque é justo pedir perdão e apoiar, com todas as forças, as vítimas, ao mesmo tempo que nos devemos empenhar para que isso não volte a repetir-se.”   Casa Comum e povos nativos Com esta capacidade de escuta, o Papa convidou as autoridades a a prestar uma atenção preferencial à nossa Casa Comum: “promover uma cultura que saiba cuidar da terra, não nos contentando com oferecer respostas pontuais aos graves problemas ecológicos e ambientais que se apresentem”. Francisco pediu a ousadia de um novo estilo de vida, aprendendo com a sabedoria dos povos nativos. “Deles, podemos aprender que não existe verdadeiro desenvolvimento num povo que volta as costas à terra com tudo e todos os que nela se movem. O Chile possui, nas suas raízes, uma sabedoria capaz de ajudar a transcender a concepção meramente consumista da existência para adquirir uma atitude sapiencial em relação ao futuro.” O Pontífice concluiu seu discurso convidando os chilenos a uma “opção radical pela vida”: “Agradeço mais uma vez o convite que me possibilitou vir encontrar-me com vocês, com a alma deste povo; e rezo para que a Nossa Senhora do Carmo, Mãe e Rainha do Chile, continue a acompanhar e fazer crescer os sonhos desta abençoada nação”.   Por Vatican News

O Chile que aguarda o Papa Francisco

Às 8h55 min desta segunda-feira, 15 de janeiro,  o Papa Francisco partiu rumo ao Chile em mais uma Viagem Apostólica internacional, a 22ª de seu Pontificado e a 6ª à América Latina. O Papa chegou ao Aeroporto Fiumicino às 8h12min a bordo de um Ford Fiesta do Vaticano escoltado por um carro da segurança e subiu sorridente a escada até o Boeing 777-200 ER da Alitalia, carregando a sua pasta preta. Antes de entrar no avião, saudou as duas hostess e o comandante do voo e após acenou para autoridades civis e religiosas presentes na pista. A primeira etapa é no Chile, onde além da capital Santiago,  visitará Temuco e Iquique. E a realidade que encontrará é bem diferente daquela de 1987, ano da visita do Papa João Paulo II ao país. Há 30 anos, o Chile vivia sob a ditadura de Pinochet, enquanto agora respira ares de democracia. A Presidente Michelle Bachelet entregará o cargo em março a Sebastián Piñera, vencedor do segundo turno das eleições em 17 de dezembro, e que já havia governado o país de 2010 a 2014. "O Papa Francisco chegará a um país com pleno estado de direito, que recuperou sua democracia em 1990, e que é muito mais diversificado nos diversos âmbitos, com um crescente número de imigrantes", havia declarado Bachelet em um comunicado, após a confirmação da visita do Pontífice ao país.   Pertença religiosa Em 1987, os chilenos eram 12,4 milhões, enquanto agora a população é de 18,3 milhões. Mas a mudança nestes 30 anos não foi apenas demográfica ou no campo político. Mudou também o perfil da sociedade chilena. Há três décadas, 70% dos chilenos se declaravam católicos, percentual que caiu para 59%, segundo revelou a Pesquisa do Bicentenário, realizada em 2014. Diminuiu o número de quem se diz católico e aumentou o número de ateus e evangélicos. Em 2006, 12% da população se dizia ateia, enquanto em 2014 este percentual subiu para 22%. Já os evangélicos constituíam 14% da população há dez anos, enquanto hoje representam 16% dos chilenos. As cifras de pertença religiosa variam entre as diferentes pesquisas realizadas, mas todas revelam esta tendência a uma diminuição entre aqueles que se declaram católicos.   "Conflito mapuche" Nos ataques contra igrejas na madrugada da última sexta-feira, foram deixados panfletos fazendo menção à questão dos mapuches,  povo autóctone que vive nas proximidades de Temuco, cidade que será visitada pelo Papa. O fato de os agressores terem mencionado o "conflito mapuche" - como é conhecido - não significa necessariamente que os ataques tenham alguma relação com a causa, mas acena para esta questão que gera tensões e conflitos no sul do país. De fato, nos últimos anos, a região de Araucanía tem sido foco de ataques violentos contra as pessoas e também contra igrejas. De 2014  a 2016,  15 igrejas - 12 católicas e 3 evangélicas - foram incendiadas, 11 delas somente em 2016. Em 2017, foram sete. Todos os ataques atribuídos ao grupo indígena Weichan Auka Mapu . Por valorizar as populações indígenas ao redor do planeta e defender a sua proteção, é de se esperar que o Papa Francisco leve alguma esperança de solução para este conflito. Os serviços de segurança do Chile e do Vaticano levaram em consideração os conflitos existentes na região ao elaborar o esquema de segurança do Pontífice e da população.   Dados da Igreja Católica no Chile Segundo dados de dezembro de 2015, existem no Chile 27 Circunscrições Eclesiásticas, 960 paróquias, 3.779 Centros Pastorais. Os bispos são 50, 1.175 os sacerdotes diocesanos, 1.108 os sacerdotes religiosos, 1.138 os diáconos permanentes, 546 os religiosos não sacerdotes, 4.006 as religiosas professas, 472 membros leigos de Institutos Seculares, 1.473 missionários leigos, 43.547 catequistas. Os seminaristas menores são 39, os maiores 568. Centros de educação de propriedade e/ou dirigidos por eclesiásticos ou religiosos 957 escolas maternas e primárias, atendendo 258.366 estudantes;  597 escolas médias e secundárias, com 392.582 estudantes e  27  escolas superiores e universidades, com 321.105 estudantes. A Igreja Católica também administra no país 18 hospitais, 39 ambulatórios, 1 leprosário, 318 casas para idosos e pessoas com invalidez; 205 orfanatrófios e jardins de infância; 30 consultórios familiares; 43 centros especiais de educação ou reeducação sociais, além de 447 outras instituições. Por Jackson Erpen Em Vatican News

Seminário Internacional sobre a água debateu o uso dos recursos hídricos no planeta

Diante da mais grave crise ambiental e aquífera pela qual passa o país, cientistas, especialistas e líderes espirituais se reúnem entre os dias 11 e 12 de janeiro, em Brasília (DF), para debater a importância da preservação dos recursos hídricos do planeta. O seminário “Águas pela Paz – II Seminário Internacional Água e Transdiciplinaridade” promoverá a discussão a respeito da sustentabilidade e será um dos eventos preparatórios para o 8º Fórum Mundial da Água, que será realizado pela primeira vez, no Hemisfério Sul, em março de 2018, também na Capital Federal. A programação do encontro inclui palestras, painéis, oficinas e debates. Uma das propostas é discutir formas de garantir a conservação e o uso consciente da água no planeta. Os painéis temáticos irão abordar assuntos como o “saber das tradições na relação com a água”, “o papel das plataformas internacionais na articulação de atores locais”, “a função da pesquisa transdisciplinar no avanço do conhecimento”, “a medição de conflitos na gestão da água e do território” bem como “o papel da educação e da cultura neste contexto”. Todos os debates são abertos ao público e acontecerão no Museu da República. Além de discutir a cultura da paz e o compartilhamento da água entre povos e nações, o seminário abordará uma visão ampliada em perspectiva internacional, intercultural e espiritual, com base na solidariedade, no respeito aos valores e direitos humanos universais. Além de dom Leonardo Steiner, bispo auxiliar de Brasília e secretário-geral da CNBB, para compor o corpo técnico do evento foram convidados nomes de peso como o Biofísico, Berverly Rubik e o embaixador de Água e Patrimônio do ICOMOS na Holanda, Henk Van Schaik. No grupo de ativistas estão Oscar Rivas, ex-ministro de meio ambiente do Paraguai e fundador da ONG Sobrevivência e Álvoro Tukano, liderança indígena e diretor do Memorial dos Povos Indígenas. Para tratar da pauta espiritual, o evento contará com a presença do líder humanitário e um dos idealizadores do seminário, Sri Prem Baba, que ministrará a palestra magna; monge Sato, residente do Templo Shin Budista; Babalorisa Ogun Tòórikpe, fundador da comunidade religiosa Ilé Asé Opo Osogunlade, entre outros representantes de tradições. Ao final do evento, o documento “Carta Águas pela Paz” será apresentado como contribuição ao 8º Fórum Mundial da Água e ao Fórum Alternativo Mundial da Água (FAMA).   8º Fórum Mundial da Água – Em março de 2018, Brasília receberá o maior evento da agenda de água do mundo. É a primeira vez que o evento acontecerá no Hemisfério Sul e há uma expectativa de reunir cerca de 40 mil representantes de 170 países. O Fórum Mundial da Água, que ocorre a cada três anos, acontecerá no Centro de Convenções Ulisses Guimarães e no Estádio Nacional de Brasíliua de 18 a 23 de março de 2018.   Fórum Alternativo Mundial da Água – FAMA – Acontece como evento paralelo ao Fórum Mundial da Água questionando os interesses que estão por trás dos organizadores do evento oficial e defendendo a bandeira de que “Água não é mercadoria”. O FAMA acontecerá de 17 a 22 de março de 2018 e terá como culminância uma marcha pela Esplanada dos Ministérios. Confira o site do evento. Por CNBB.

Papa no Chile e no Peru: Estas são as últimas notícias de acordo com o Vaticano

O Papa Francisco realizará entre os dias 15 e 21 de janeiro a sua visita pastoral ao Chile e ao Peru, a sua 22ª viagem internacional, com 33 países no total. Em uma coletiva com os meios de comunicação, o Diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Greg Burke, analisou a agenda do Papa em ambos os países e ofereceu alguns detalhes. O Papa Francisco visitará o Chile de 15 a 18 de janeiro e logo depois seguirá para o Peru, onde permanecerá até o dia 21 de janeiro. Burke assinalou que são “dois países que o Papa conhece bem”, pois “viveu no Chile um ano e meio durante o seu noviciado na comunidade jesuíta”. “E visitou o Peru várias vezes e no ano passado recebeu em visita ad limina os dois episcopados”, recordou. Por outro lado, destacou que São João Paulo II visitou o Chile em 1987 e esteve no Peru em 1985 e 1988. Afirmou que a visita tem, sobretudo, um “objetivo pastoral” e serão importantes os temas sobre a “paz, a unidade, a esperança e a alegria do Evangelho”. Em sua opinião, há dois encontros em ambos os países que centrarão a atenção na comunidade indígena. No Chile, visitará a cidade de Temuco, na região de La Araucanía, onde encontrará os Mapuches, e no Peru visitará a Amazônia, algo que tem uma grande importância, depois do anúncio do Vaticano de que realizará um Sínodo dos Bispos para a Amazônia em outubro de 2019. Em Temuco, também celebrará uma “Missa muito animada com música e língua indígena”. Por outro lado, durante a sua visita ao país, Francisco saudará brevemente em algum momento o novo presidente do Chile, Sebastián Piñera. Em Santiago, em 16 de janeiro, celebrará a Santa Missa no Parque O'Higgins e depois saudará brevemente os bispos. Entre eles, um Prelado que tem 102 anos. Também estará com 12 doentes e 2 vítimas da ditadura chilena das décadas de 1970 e 1980. Como já é tradição em cada viagem, o Papa também terá um encontro privado com os jesuítas de cada país. Sobre a possibilidade de que o Pontífice encontre com vítimas de abusos sexuais, o porta-voz do Vaticano também assinalou que “não está no programa, mas não é impossível. É um tema importante. Os melhores encontros nessas viagens são os privados”. No Peru, o Santo Padre visitará Puerto Maldonado no dia 19, onde terá um encontro com os povos indígenas, “por isso, esta visita será muito importante”. É “como um primeiro encontro do Sínodo” e, de fato, “estará presente o Cardeal Lorenzo Baldisseri, Secretário Geral do Sínodo dos Bispos, que permanecerá mais alguns dias para preparar o encontro de outubro. Também participará o Cardeal Cláudio Hummes, Presidente da Rede Eclesial Pan-Amazônica (REPAM)”. “Ao visitar Puerto Maldonado, será a primeira vez que o Papa viajará ao coração da Amazônia e será acolhido por uma família indígena”, assinalou Greg Burke. Neste local, o Papa participará de um encontro “com danças, canções e testemunhos das pessoas” e “entregará a Laudato Si (encíclica sobre o cuidado da criação) em diversas línguas locais”. No mesmo dia, visitará o “Lar Principito”, um centro da Igreja para ajudar as crianças desta região que foram exploradas. Destacarão as “canções, danças e o testemunho de uma menina que foi ajudada por este centro”. O Santo Padre também almoçará com alguns representantes da Amazônia e estará acompanhado pelo Vigário Apostólico da região. “A ideia era visitar um bairro pobre de Lima, mas não será possível, mas algumas crianças de um dos bairros mais pobres estarão no Palácio Presidencial, ao lado da Orquestra Infantil de Manchay”, acrescentou Burke. No dia seguinte, o Pontífice viajará a Trujillo, cidade peruana visitada por São João Paulo II. “Esta cidade sofreu inundações nos últimos meses, causando numerosas mortes”. Neste local, será celebrada uma Missa da qual participarão cerca de 500 mil pessoas. Precisamente, o Santo Padre percorrerá em papamóvel o bairro de Buenos Aires, “uma zona da periferia muito atingida pelas inundações” e será acompanhado pelos “cavalos de raça peruana”. “No último dia, o Papa visitará o Santuário do Senhor dos Milagres e rezará com 500 religiosos de vida contemplativa. Em seguida, rezará dia das relíquias de vários santos peruanos”. No Chile, pronunciará 4 discursos e 3 homilias e, no Peru, 5 discursos e também 3 homilias. Além disso, no Chile, usará 3 papamóveis: 2 foram utilizados durante a visita do Papa aos Estados Unidos em setembro de 2015 e o outro, durante a sua visita à Bolívia em julho do mesmo ano. No Peru, também usará 3 papamóveis utilizados durante sua visita apostólica à Colômbia em setembro de 2017. Por Álvaro de Juana Em acidigital.com

Igreja no Brasil anuncia solenidades móveis do ano

Nas celebrações deste domingo, dia 7 de janeiro, quando foi celebrada a Solenidade da Epifania do Senhor, foi feito o anúncio das solenidades móveis deste ano de 2018. Centro do Ano Litúrgico, o Tríduo Pascal culmina no Domingo da Páscoa, este ano em 1º de abril. Eis o anúncio realizado no último domingo: ANÚNCIO DO DIA DA PÁSCOA Irmãos caríssimos, a glória do Senhor manifestou-se, e sempre há de manifestar-se no meio de nós até a sua vinda no fim dos tempos. Nos ritmos e nas vicissitudes do tempo recordamos e vivemos os mistérios da salvação. O centro de todo o ano litúrgico é o Tríduo do Senhor crucificado, sepultado e ressuscitado, que culminará no Domingo da Páscoa, este ano a 01 de abril. Em cada Domingo, Páscoa semanal, a Santa Igreja torna presente este grande acontecimento, no qual Jesus Cristo venceu o pecado e a morte. Da celebração da Páscoa do Senhor derivam todas as celebrações do Ano Litúrgico: as Cinzas, início da Quaresma, a 14 de fevereiro; a Ascensão do Senhor, a 13 de maio;Pentecostes, a 20 de maio; o primeiro Domingo do Advento, a 02 de dezembro. Também nas festas da Santa Mãe de Deus, dos Apóstolos, dos Santos e na Comemoração dos Fiéis Defuntos, a Igreja peregrina sobre a terra proclama a Páscoa do Senhor. A Cristo que era, que é e que há de vir, Senhor do tempo e da história, louvor e glória pelos séculos dos séculos. Amém.   Eventos e iniciativas da Igreja no Brasil também acontecem com base nas solenidades celebradas na liturgia. A Campanha da Fraternidade é aberta junto com a Quaresma, portanto, em 14 de fevereiro. Já a Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) tem início na quarta-feira após o segundo domingo da Páscoa, este ano, 11 de abril. Já a Campanha para a Evangelização acontece no Advento, com a coleta no terceiro domingo, 16 de dezembro. Algumas datas religiosas importantes tornaram-se feriado no Brasil. Confira quais são e os respectivos dias da semana:07/01/2018 (domingo) – Epifania do Senhor08/01/2018 (segunda-feira) – Batismo do Senhor14/02/2018 (quarta-feira) – Quarta-feira de Cinzas30/03/2018 (sexta-feira) – Paixão de Cristo01/04/2018 (domingo) – Páscoa da Ressurreição31/05/2018 (quinta-feira) – Corpus Christi12/10/2018 (sexta-feira) – Nossa Senhora Aparecida – Padroeira do Brasil02/11/2018 (sexta-feira) – Finados25/12/2018 (terça-feira) – Natal. Por CNBB.  

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EVANGELIZAR, a partir de Jesus Cristo e na força do Espírito Santo, como igreja discípula, missionária e profética, alimentada pela Eucaristia e orientada pela animação bíblica, promovendo a catequese de inspiração catecumenal, a setorização e a juventude, à luz da evangélica opção preferencial pelos pobres, para que todos tenham vida (cf. Jo 10,10), rumo ao reino definitivo.

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