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Bispo referencial da Pastoral Rodoviária sobre caminhoneiros: “eles podem parar o país”

Após praticamente uma semana de paralisação, protestos e bloqueios nas estradas do Brasil, os caminhoneiros conseguiram fechar um acordo com o Governo Federal em relação a alguns pontos reivindicados. Diante do desafio de encarar milhares de quilômetros sem as condições ideais para levar país afora a produção, é com a Igreja que os trabalhadores das rodovias contam para ouvir suas dificuldades e receber palavras de conforto. Há 42 anos seguindo a rota dos caminhoneiros, a Pastoral Rodoviária tem sido alento e apoio na assistência religiosa aos profissionais motoristas, de postos de combustível, borracharias entre outras atividades ligadas à realidade das rodovias brasileiras. Dom José Carlos | Foto: reprodução/diocese de Caraguatatuba (SP)   Com experiência no serviço à Pastoral Rodoviária junto com os padres lazaristas, o bispo de Caraguatatuba (SP), dom José Carlos Chacorowski, é o referencial da Pastoral no âmbito da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). “A Pastoral tem o espírito de levar a Igreja para a estrada e manter a catolicidade nos trabalhadores, ou seja, criar união, uma vez que a maioria dos caminhoneiros tem tradição religiosa, são devotos de Nossa Senhora Aparecida, por exemplo, e não conseguem participar da celebração da eucaristia por estarem trabalhando”, conta o prelado. São características as missas celebradas em postos e pontos de apoio a partir do altar montado dentro do baú de um caminhão que leva o nome de Nossa Senhora da Estrada à frente. E diante das dificuldades enfrentadas na manutenção de suas atividades, a Pastoral também deseja boas condições de vida para os caminhoneiros, segundo dom José Carlos. “E esta é uma realidade delicada que se cria, mostrando que eles podem parar o país”, comenta sobre os protestos que levaram cidades inteiras a mudarem rotinas e ao acionamento das forças de segurança pelo Governo após quatro dias de paralisação e desabastecimentos. Dom José Carlos ainda reflete que há sentimento de que os caminhoneiros sentem o peso da corrupção que afeta os mais pobres, inclusive boa parte dos trabalhadores que são autônomos, e que com este movimento desejam “dar um basta”. O bispo também lamenta a questão do desabastecimento causado pelos bloqueios das estradas e não aprova os exageros, como o uso da violência. Em meio aos protestos, pisando o chão daqueles que levam alimentos e bens de Norte a Sul do país, estão os padres da Congregação da Missão (Lazaristas), congregação fundada por São Vicente de Paulo, na França, em 1625. Na última sexta-feira, estavam espalhados pelo Brasil padre Arno Longo, em Parelhas (RN); padre Miguel Staron, em Tatuí (SP), e padre Germano Nalepa, em Rondonópolis (MT). Padre Arno Longo contou que passou a manhã com os caminhoneiros, conversou com eles, almoçou e presidiu a Missa às 16h. “O trabalho é de escuta da situação e da vida”, conta. Segundo ele, há uma preocupação com a manutenção da vida desses trabalhadores, os quais, em sua maioria, são autônomos. Também aproveitam a ocasião de proximidade para oferecer uma palavra de conforto diante das dificuldades do trabalho. Por CNBB

Papa "Centesimus Annus": construir uma cultura de inclusão

O Santo Padre concluiu suas atividades, na manhã deste sábado (26/5), recebendo, na Sala Régia do Vaticano, cerca de 500 participantes da Conferência Internacional da Fundação “Centesimus Annus pro Pontifice”, que teve como tema: “Debate sobre as novas políticas e estilos de vida na era digital”. A Conferência de três dias, que acaba de se concluir no Vaticano, sob a presidência do Cardeal Secretário de Estado, Pietro Parolin, contou com a participação especial do Patriarca de Constantinopla, Bartolomeu I, que abordou o tema: “Uma agenda cristã comum pelo Bem Comum”. A Fundação “Centesimus Annus”, recordamos, é uma Carta encíclica do Papa João Paulo II, promulgada em 1° de maio de 1991, por ocasião do centenário da Encíclica “Rerum Novarum”, daí o seu nome “Centesimus Annus”.   Importância de conhecer a Doutrina Social da Igreja Em seu discurso aos numerosos membros da Fundação, por ocasião dos seus 25 anos de atividades, o Papa Francisco falou sobre a importância de se conhecer a Doutrina Social da Igreja no âmbito dos negócios e setores econômicos da sociedade civil: “As atuais dificuldades e crise no sistema econômico precisam de uma inegável dimensão ética, pois são ligadas a uma mentalidade de egoísmo e exclusão, que geraram certa cultura de descarte, sobretudo entre os mais vulneráveis. É o que se nota com a crescente ‘globalização da indiferença’, que gera diante evidentes desafios morais, que a família humana deve enfrentar”. Neste sentido, o Papa recorda, de modo especial, os multíplices obstáculos ao desenvolvimento humano integral, não apenas nos Países mais pobres, mas também cada vez mais no mundo opulento. Francisco lembra ainda das questões éticas urgentes, ligadas aos movimentos migratórios. Por isso, disse aos membros da Fundação: “Esta Fundação tem uma responsabilidade importante ao levar a luz da mensagem evangélica ao enfrentar as questões humanitárias urgentes e ao ajudar a Igreja a realizar este aspecto essencial da sua missão. Mediante um esforço constante, com os líderes da Economia, das Finanças e de outros setores sindicais públicos, vocês buscam assegurar, que a dimensão social intrínseca de toda atividade econômica, seja adequadamente tutelada e efetivamente promovida”.   Novas políticas e novos estilos de vida Em outras palavras, o Papa destacou que “a dimensão ética das relações sociais e econômicas não pode ser importada do externo e imposta à vida e atividade social, que é um objetivo a longo prazo. Aqui, Francisco referiu-se ao tema da Conferência internacional deste ano: “Novas políticas e novos estilos de vida na era digital”. E explicou: “Um dos desafios, ligados a esta temática, é a ameaça enfrentada pelas famílias, por causa das escassas oportunidades de trabalho e da revolução da cultura digital. Este é um aspecto necessário que torna decisiva a solidariedade da Igreja. A contribuição de vocês é expressão de uma atenção privilegiada da Igreja com o futuro dos jovens e das famílias. Esta atividade conta com a especial colaboração ecumênica, representada pelo Patriarca Bartolomeu, aqui presente”. O Santo Padre concluiu seu discurso destacando que, mediante a transmissão da riqueza da Doutrina Social da Igreja, os membros da Fundação “Centesimus Annus” buscam formar as consciências dos líderes, em campo político, social e econômico. Por isso, encorajou-os a perseverar neste compromisso, que contribui para a construção de uma cultura global de justiça econômica, de igualdade e de inclusão. Por Vatican News

Papa Francisco: o matrimônio é a beleza cristã

A beleza do matrimônio foi o tema homilia do Papa Francisco na missa celebrada na manhã de sexta-feira na capela da Casa Santa Marta. Entre os fiéis, havia sete casais que celebravam 50 e 25 anos de casamento. O trecho do Evangelho segundo São Marcos fala da intenção dos fariseus de colocar Jesus à prova fazendo-lhe uma pergunta que o Papa define “casística”, isto é, quando se reduz a fé a “um sim ou um não”. E explica: Não o grande "sim" ou o grande "não" dos quais ouvimos falar, que é Deus. Não: se pode ou não se pode. E a vida cristã, a vida segundo Deus, segundo essas pessoas, está sempre no ‘se pode’ e ‘não se pode’. A pergunta diz respeito ao matrimônio, querem saber se é lícito ou não que um marido repudie a própria mulher. Mas, afirma Francisco, Jesus vai além, eleva o nível e “chega até a Criação e fala do matrimônio que é talvez a coisa mais bela” que o Senhor criou naqueles sete dias. A desgraça da separação ‘Desde o início da criação [Deus] os fez homem e mulher; o homem deixará seu pai e sua mãe e se unirá à sua mulher e os dois se tornarão uma só carne’. “É forte o que diz o Senhor”, comenta o Papa, fala de “uma carne” que não se pode dividir. Jesus “deixa o problema da divisão e vai à beleza do casal que deve caminhar como um só”. Francisco destaca que o homem e a mulher devem abandonar aquilo que eram antes “para começar uma nova estrada, um novo caminho”. E depois toda a vida realizam este caminho de “ir avante juntos: não dois, um”. O Papa então recomenda: “Não devemos nos deter, como esses doutores, num ‘se pode’ ou ‘não se pode’ dividir um matrimônio. Às vezes, acontece a desgraça de não funcionar e é melhor se separar para evitar uma guerra mundial, mas isso é uma desgraça. Devemos ver o positivo”. Francisco citou um casal que festejava 60 anos de casamento e, diante da pergunta se eram felizes, os dois se olharam nos olhos, que ficaram repletos de lágrimas pela comoção, e responderam: "Somos apaixonados!”. É verdade que existem dificuldades, que existem problemas dos filhos ou do próprio matrimônio, do próprio casal, discussões, brigas... mas o importante é que a carne permaneça uma e superam, superam, superam isso. E este não é somente um sacramento para eles, mas também para a Igreja, como se fosse um sacramento que chama a atenção, que atrai a atenção: “Mas olhem que o amor é possível!”. E o amor é capaz de fazer viver apaixonados toda uma vida: na alegria e na dor, com o problema dos filhos e os próprios problemas... mas ir sempre avante. Na saúde e na doença, mas ir sempre avante. Esta é a beleza. O matrimônio feliz não é notícia O homem e a mulher foram criados à imagem e semelhança de Deus e o próprio matrimônio se torna assim Sua imagem. E é por isso, afirma o Papa, que é tão bonito: “O matrimônio é uma pregação silenciosa a todos os outros, uma pregação de todos os dias”. É doloroso quando isso não faz notícia: os jornais, os telejornais não veem isso como notícia. Aquele casal tantos anos juntos.. não é notícia. Sim, a notícia é o escândalo, o divórcio ou que se separam – às vezes se devem separar, como disse, para evitar um mal maior... Mas a imagem de Deus não é notícia. E esta é a beleza do matrimônio. São a imagem e a semelhança de Deus. E esta é a nossa notícia, a notícia cristã. Francisco repete que a vida matrimonial e familiar não é fácil, e cita a Primeira Leitura extraída da carta de São Tiago Apóstolo, que fala da paciência. Diz que talvez seja a virtude mais importante no casal – seja do homem, seja da mulher – e conclui com uma oração ao Senhor “para que dê à Igreja e à sociedade uma consciência mais profunda, mais bela do matrimônio, que todos nós possamos entender e contemplar que no matrimônio há a imagem e a semelhança de Deus”. Por Adriana Masotti Em Vatican News

Santíssima Trindade: mistério central da fé e da vida cristã

“Celebrar a Santíssima Trindade representa para a Igreja celebrar a fonte de onde ela emana”, diz o bispo de Santo André (SP) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Doutrina da Fé da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Pedro Carlos Cipollini. Esse mistério central da fé cristã é ressaltado no concílio Vaticano II: a Igreja brota da Trindade. Outra definição bem didática foi escrita pelo bispo teólogo de Ilhéus (BA), já falecido, dom Valfredo Tepe, “o Pai projeta a Igreja, Jesus a funda e o Espírito Santo a administra”. Neste domingo, 27 de maio, a Igreja celebra a solenidade litúrgica da Santíssima Trindade, o Pai, o Filho e o Espírito Santo, três pessoas e um só Deus verdadeiro. Esta celebração convida os cristãos a rezar e a agradecer o convite que Jesus faz para voltar com ele ressuscitado, para sua pátria: a Trindade. “Esta celebração nos convida a celebrar a criação que é obra da Trindade, celebrar a humanidade vocacionada à fraternidade e solidariedade: um só é vosso Pai! E eu e o Pai somos um”, destaca dom Cipollini. Ainda segundo o bispo, de junto do Pai Jesus ressuscitado envia o Espírito Santo que nos santifica e nos torna santificadores deste mundo. “Espírito de Verdade e amor derramado em nossos corações para compreendermos que Jesus é o enviado do Pai e crermos nele, ouvindo e vivendo o que ele nos ensinou”. O mistério da Trindade que não pode ser entendido porque é um mistério está nas origens da fé viva da Igreja, principalmente através do Batismo. “A graça do Senhor Jesus Cristo, o amor de Deus e a comunhão do Espírito Santo estejam com todos vós” (2Cor 13,13; cf. 1Cor 12,4-6; Ef 4,4-6) já pronunciavam os Apóstolos. Santo Agostinho dizia que: “O Espírito Santo procede do Pai enquanto fonte primeira e, pela doação eterna deste último ao Filho, do Pai e do Filho em comunhão” (A Trindade, 15,26,47). “Trazemos para nossa vida o mistério da Trindade quando conhecemos Jesus que nos revela este mistério e é o caminho para adentrarmos nele. Quando brota em nós a paixão para a unidade e o amor vividos na busca continua da Verdade que se revela em Jesus, aí então o Mistério da Trindade se torna realidade para nós”. Dom Cipollini ressalta que é preciso aprender a viver a unidade na diversidade unidos pelo amor. “Viver a Trindade é a partir da fé abater tudo o que divide e construir pontes que integram”. Por CNBB

Campanha da Fraternidade sobre Políticas Públicas para 2019 foi destaque na reunião dos bispos

Na manhã desta quarta-feira, 23 de maio, os membros do Consep fizeram as últimas considerações sobre o texto base da Campanha da Fraternidade (CF) de 2019, sobre Políticas Públicas. Depois desse trabalho, somente a equipe executiva da Campanha e a secretaria-geral da CNBB devem se encarregar na finalização da formulação do documento que vai servir de referência para a animação da campanha do ano que vem.   Texto-base P. Luís Fernando, secretário-executivo da CF, fez um rápido relato sobre as mudanças feitas no texto de trabalho com as indicações feitas pelos bispos na reunião de novembro do ano passado quando o Consep tratou do assunto. Tradicionalmente, os textos que servem de instrumento principal de reflexão na execução da CF trazem a estrutura que corresponde ao método consolidado do “ver, julgar e agir”. Dom Leonardo Steiner, secretário-geral da CNBB, propôs um amplo debate dos bispos sobre o primeiro capítulo sobre a apresentação da realidade das políticas públicas no Brasil. Ver Os bispos fizeram intervenções que chamaram atenção para a linguagem usada no texto. Consideram que para uma boa compreensão do que significa política pública é preciso que se adote uma linguagem bem compreensível para as lideranças que vão atuar na CF 2019.  E que é preciso sempre lembrar que talvez fosse necessária uma tradução dos textos corretos, mas muito denso. Outro aspecto levantado foi um excessivo enfoque em dados estatísticos no texto atual e que seria necessário considerar exemplos de execução de políticas públicas, com ênfase nas políticas públicas de estado e não apenas nas políticas de governos. Ficou acertado ainda que, finalizada a reunião, a equipe responsável pela organização do texto deverá enviar o material para um olhar final dos bispos de modo a consolidar uma responsabilidade conjunta do Consep sobre o texto final. Julgar Os bispos fizeram várias reflexões a respeito do discurso teológico apresentados na segunda parte do texto da CF 2019. Assessores também colaboraram na reflexão e apontaram para possibilidades de esclarecimentos de termos e de expressões sobre a doutrina da Igreja de modo que o texto reforce a compreensão do discurso sobre a fé que as lideranças terão oportunidade de aprofundar durante a campanha. No debate dos bispos também ganhou espaço considerações sobre referências bíblicas feitas no texto de modo que as informações sejam dadas com maior precisão para que se evite digressões arriscadas. Uma sugestão foi dada de que no texto se considerasse a riqueza da reflexão sobre a caridade suscitada pela vivência da fé manifestada no período da Patrística, além de menções ao tema feito pelo Magistério dos últimos pontificados. Agir A ênfase mais clara à necessidade de maior relação fé e vida foi ressaltada como um dos expressivos ganhos das últimas intervenções feitas no texto da CF 2019 desde novembro do ano passado. Entre as várias considerações, houve quem insistisse de que seria importante serem citadas, com clareza e sem julgamento, as forças vivas da sociedade que atuam no acompanhamento da elaboração e da execução de políticas públicas realizadas por organizações da sociedade civil e com destaque a iniciativas de pessoas e comunidades. Na reflexão sobre esta parte do texto da CF 2019, alguns bispos insistiram que nas pistas de ação fosse estimulada uma busca de iniciativas locais. Também foi lembrada a importância do documento 105 da CNBB, sobre os cristãos leigos e leigas, no qual se encontra referência explícita a iniciativas dos cristãos no campo da elaboração e aprimoramento das políticas públicas no Brasil.   Cartaz P. Luís Fernando apresentou os cartazes que concorrem a se tornar a identidade visual para a CF 2019. Ele explicou que reuniu as candidaturas que vieram a partir do Edital lançado em 2017. Cada uma das peças apresentadas foi acompanhada de uma defesa da ideia representada no cartaz. Os bispos apresentaram um briefing que foi devidamente assimiladas nas proposições feitas a grupos de comunicação que também enviaram propostas para o cartaz. As políticas públicas, símbolos ligados às cores nacionais e o texto do tema e lema foram considerados nas 12 peças finalistas para avaliação dos bispos. Cada um dos membros do Consep pode fazer considerações gerais sobre aos conceitos manifestados nas propostas de cartazes. Alguns elementos foram levantados como critérios para a avaliação das peças: comunidade, saúde, trabalho, idoso, criança, Brasil. Depois do debate, dom Leonardo conduziu uma rápida eleição das melhores peças e, mesmo tendo que fazer ajustes finais, foi escolhida uma das peças que servirá como uma espécie de marca para todo o material da CF 2019.   Música Dom Leonardo passou, no final da manhã, a palavra para o Ir. Fernando Vieira, assessor da Comissão de Liturgia da CNBB. Ele contou aos bispos que recebeu 19 propostas de letra para o hino da CF 2019. Ele disse também que contou com a colaboração do P. José Weber no trabalho de avaliação das composições enviadas à CNBB por força do Edital lançado em 2017. Dom Leonardo informou que os bispos escolhem a letra que depois será devolvida para a composição da melodia e que é sempre importante considerar se o texto traz o tema e o lema da Campanha. Um dos trabalhos apresentados, que posteriormente será divulgado, foi escolhido para ser o hino oficial. Por CNBB

Papa: com o Sacramento da Crisma ser sal e luz do mundo

Apesar do mau tempo, milhares de fiéis participaram com o Papa Francisco da Audiência Geral desta quarta-feira (23/05). Na Praça S. Pedro, os peregrinos ouviram o Pontífice iniciar um novo ciclo de catequeses, desta vez dedicado ao sacramento da Crisma, também chamado Confirmação, quando os fiéis recebem o dom do Espírito Santo.   Sal e luz do mundo Aos seus discípulos, Jesus confiou uma grande missão: ser sal da terra e luz do mundo. “São imagens que nos levam a pensar no nosso comportamento, porque seja a carência, seja o excesso de sal comprometem o alimento, assim como a falta ou excesso de luz impedem de ver”, disse o Papa, acrescentando que somente o Espírito de Cristo nos dá o sabor e a luz que clareia o mundo. Este dom é recebido justamente no Sacramento da Confirmação. “Confirmação porque confirma o Batismo e reforça a sua graça; assim também “Crisma” porque recebemos o Espírito mediante a unção com o “crisma” – óleo consagrado pelo Bispo – termo que remete a “Cristo”, o Ungido pelo Espírito.   Nada podemos sem o Espírito Santo Renascer para a vida divina no Batismo é o primeiro passo, explicou o Papa, depois é preciso se comportar como filhos de Deus, ou seja, conformar-se ao Cristo que atua na santa Igreja. “Sem a força do Espírito Santo não podemos fazer nada. Assim como toda a vida de Jesus foi animada pelo Espírito, assim também a vida da Igreja e de cada seu membro está sob a guia do mesmo Espírito.”   A carteira de identidade de Cristo Francisco ressaltou o modo com o qual Jesus se apresenta na sinagoga de Nazaré, a sua a carteira de identidade, isto é, Ungido pelo Espírito. «O Espírito do Senhor está sobre mim; por isso me consagrou com a unção e me enviou a levar aos pobres o alegre anúncio » (Lc 4,18). O “Respiro” do Cristo Ressuscitado enche de vida os pulmões da Igreja. Pentecostes é para a Igreja aquilo que para Cristo foi a unção do Espírito recebida no Jordão, isto é, o impulso missionário a viver a vida pela santificação dos homens, a glória de Deus.   Deixar-se guiar pelo Espírito No momento de fazer a unção, explicou ainda Francisco, o bispo diz estas palavras: “Receba o Espírito Santo que lhe foi confiado como dom”. “É o grande dom de Deus”, finalizou o Pontífice. “Todos nós temos o Espírito dentro, o Espírito está no nosso coração, na nossa alma. E o Espírito nos guia para que nos tornemos sal e luz na medida certa aos homens. O testemunho cristão consiste em fazer somente e tudo aquilo que o Espírito de Cristo nos pede, concedendo-nos a graça de o realizar.” Por Bianca Fraccalvieri Em Vatican News

O exemplo de Santa Rita recordado por quatro mulheres de hoje

Serviço ao próximo, tenacidade, humildade e coragem ao abraçar a própria cruz: essas quatro virtudes de Santa Rita são copiadas por quatro mulheres que receberão na cidade de Cássia, o Reconhecimento internacional dedicado à Santa dos casos impossíveis. Na vida da religiosa agostiniana, muitas histórias que ainda hoje se refletem. Mulher, esposa, viúva, monja, estigmatizada, Santa Rita viveu todos os momentos da sua vida praticando os valores da acolhida, da caridade, do diálogo e do perdão.   As mulheres com as virtudes de Santa Rita Neste ano as virtudes da Santa foram reconhecidas a Emanuela Disarò e Daniela Burigotto – mães do casal vêneto Gloria Trevisan e Marco Gottardi que morreram no incêndio da Grendell Tower de Londres – por terem abraçado a cruz e procurado a força na fé; a Soňa Vancaková de Košice (Eslováquia) por ter lutado e acreditado incondicionalmente nos valores da família transformando a sua difícil experiência familiar em ajuda concreta em favor de outras famílias em dificuldade. E também a Giuseppina Ceccaroni de Perugia, por ter enfrentado os obstáculos da vida encontrando força na fé e no serviço ao próximo. As quatro “mulheres de Rita” receberão nesta terça-feira (22/05) o pergaminho do reconhecimento das mãos do Prior Geral da Ordem Agostinina, padre Alejandro Moral Antón na Basílica de Santa Rita.   Tradicional bênção das rosas Esta é a 60ª edição da festa, que conta com Celebração da memória litúrgica da Santa, Celebração do Trânsito, e a geminação com outras cidades. Neste ano a cidade de Cássia é geminada com Košice, na Eslováquia de onde chegará a Tocha da Paz para a festividade. O cardeal Angelo Amato, Prefeito da Congregação para as Causas dos Santos celebrará a missa pontifical. Em seguida, será feita a Súplica a Santa Rita e a tradicional bênção das rosas, símbolo da santa, que são conservadas ou doadas a pessoas necessitadas. Por Vatican News

"Surdos na Igreja: sal da terra e luz no mundo"

Encerrou-se domingo (20/05) em Manaus (AM), o II Encontro Nacional dos Surdos, promovido pelo Instituto Filippo Smaldone com o tema “Surdo na Igreja, Sal da Terra e Luz no mundo”. Reeducar, reabilitar e reintegrar O evento reuniu cerca de 100 pessoas dentre alunos e ex-alunos do instituto, professores e colaboradores das Irmãs Salesianas dos Sagrados Corações. A Congregação fundada pelo santo italiano atua no Brasil desde 1972 com o carisma de reeducar, reabilitar e reintegrar os surdos na sociedade e na Igreja. Surdos venezuelanos também puderam participar do encontro, com o acompanhamento de Padre Ronilson Braga, jesuíta que atua junto a esta comunidade em Boa Vista e interpreta a língua dos sinais. Padre Ronilson Braga com participantes do encontro/ Foto: Divulgação Dom Sérgio Castriani abriu o evento Na solenidade de abertura, na manhã do dia 17, o arcebispo de Manaus, Dom Sergio Castriani, lembrou: “Somos todos irmãos e irmãs, e irmão é aquele que encontramos no caminho, e por isso somos irmãos e irmãs uns dos outros e assim tenhamos mais cuidado uns para com os outros, nos interessemos mais pelo outro”. Presença de surdos venezuelanos O Vatican News contatou a Irmã Maria Longo, delegada representante das Irmãs Salesianas dos Sagrados Corações, que defende que os surdos se tornem protagonistas na Igreja: “Queremos favorecer a presença e ajudar o surdo como protagonista na Igreja. É difícil encontrar dentro da Igreja pessoas que têm conhecimento das dificuldades dos surdos de se incluírem como batizados. Pela carência de conhecimento, muitas vezes eles se afastam da Igreja”. “Também tratamos temas como a violência e a comunicação. Muitas vezes eles são vítimas da violência, todo tipo de violência. Aqui em Manaus, a coisa mais linda é que temos a participação de surdos da Venezuela". “Eles estão aqui sendo acolhidos como irmãos entre os outros irmãos surdos. Há uma solidariedade muito linda” Um destaque do encontro foi a presença do Padre Wilson Czaia, surdo desde o nascimento, que atua em Curitiba. Ele celebrou a missa sábado (19/05) e em sua palestra, apresentou a importância do leigo surdo na Igreja: “Ele precisa também ter um espírito missionário e atuar em diversas vertentes, seja na família, com as crianças, na escola, na faculdade, no trabalho, em sua profissão e atendendo aos necessitados”.  Por Cristiane Murray Em Vatican News

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EVANGELIZAR, a partir de Jesus Cristo e na força do Espírito Santo, como igreja discípula, missionária e profética, alimentada pela Eucaristia e orientada pela animação bíblica, promovendo a catequese de inspiração catecumenal, a setorização e a juventude, à luz da evangélica opção preferencial pelos pobres, para que todos tenham vida (cf. Jo 10,10), rumo ao reino definitivo.

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