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Cúria Diocesana

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O que é Pentecostes?

Era para os judeus uma festa de grande alegria, pois era a festa das colheitas. Ação de graças pela colheita do trigo. Vinha gente de toda a parte: judeus saudosos que voltavam a Jerusalém, trazendo também pagãos amigos e prosélitos. Eram oferecidas as primícias das colheitas no templo. Era também chamada festa das sete semanas por ser celebrada sete semanas depois da festa da páscoa, no quinquagésimo dia. Daí o nome Pentecostes, que significa “quinquagésimo dia”. No primeiro pentecostes, depois da morte de Jesus, cinquenta dias depois da páscoa, o Espírito Santo desceu sobre a comunidade cristã de Jerusalém na forma de línguas de fogo; todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas (At 2,1-4). As primícias da colheita aconteceram naquele dia, pois foram muitos os que se converteram e foram recolhidos para o Reino.   Quem é o Espírito Santo? O prometido por Jesus: “…ordenou-lhes que não se afastassem de Jerusalém, mas que esperassem a realização da promessa do Pai a qual, disse Ele, ouvistes da minha boca: João batizou com água; vós, porém, sereis batizados com o Espírito Santo dentro de poucos dias” (At 1,4-5). Espírito que procede do Pai e do Filho: “quando vier o Paráclito, que vos enviarei da parte do Pai, o Espírito da Verdade que vem do Pai, ele dará testemunho de mim e vós também dareis testemunho…” (Jo 15 26-27). O Espírito Santo é Deus com o Pai e com o Filho. Sua presença traz consigo o Filho e o Pai. Por Ele somos filhos no Filho e estamos em comunhão com o Pai. Qual é sua missão? Introduzir-nos na comunhão do Filho com o Pai, santificando-nos e fazendo-nos filhos com Jesus. Fortalecer-nos para a missão de testemunhar e anunciar Jesus ao mundo. Para isso recebemos a plenitude de seus dons bem como a capacidade de proclamar a todos a quem somos enviados o Evangelho de Jesus. O Espírito Santo é o AMOR do Pai e do Filho derramado em nossos corações.O amor é fogo que arde, é chama que aquece e é força que aproxima e une. O milagre das línguas é este: tomados pelo amor de Deus os homens passam a viver uma profunda comunhão e entre eles se estabelece a concórdia e a paz destruída pelo orgulho de Babel, raiz da discórdia e da confusão das línguas. Guiar a Igreja nos caminhos da história para que ela permaneça fiel ao Senhor e encontre sempre de novo os meios de anunciar eficazmente o Evangelho. E isto o Espírito Santo o faz assistindo os pastores, derramando seus carismas sobre todo o Povo e a todos sustentando na missão de testemunhar o Evangelho. É pelo Espírito Santo que Jesus continua presente e atuante na sua Igreja. Quem O recebe? Todos os que são batizados e crismados. Quem dele vive? Somente aqueles que procuram guardar a Palavra do Senhor no esforço de conversão, na oração e no empenho em testemunhar e anunciar o Evangelho de Jesus. Quem crê no Espírito Santo e procura viver Dele, é feliz. Amém. Dom Eduardo Benes Disponível em: www.comshalom.org

8 dicas para viver o mês de Maria

“Grande coisa é o que agrada a Nosso Senhor qualquer serviço que se faça à sua Mãe”, dizia Santa Teresa de Jesus. Por isso, em maio, mês de Maria, selecionamos algumas dicas que poderão te ajudar a viver mais intensamente estes dias marianos. 1. Ambientar um lugar O primeiro é ambientar a casa, o escritório ou o lugar onde esteja. Há lares ou locais de trabalho católicos que costumam montar um altar, em um lugar especial, com uma imagem ou quadro da Virgem, adornado de flores e tecidos. No escritório, é possível colocar uma imagem de Nossa Senhora ao lado do teclado ou como fundo de tela do computador e também do celular.   2. Leitura sobre a Virgem Para se aprofundar mais nas maravilhas que Deus realizou e segue realizando na Virgem, é recomendável ler algumas passagens bíblicas como a Anunciação, o Nascimento de Jesus, a apresentação do menino no templo e Maria aos pés da cruz. Por outro lado, um fato que também contém muitas mensagens para o mundo e vem dos lábios da própria Mãe de Deus é a aparição da Virgem de Fátima aos três pastorinhos, cuja festa é celebrado no próximo 13 de maio, quando será comemorado o centenário das aparições.   3. Rezar o Rosário Como se sabe, a oração do Santo Rosário é uma das prediletas da Igreja que a própria Santíssima Virgem ensinou São Domingos de Gusmão a rezar. Dentro das promessas da Rainha do Rosário tiradas dos escritos do Beato Alano della Rupe estão: prometo minha especialíssima proteção e grandes benefícios aos que devotamente rezem meu Rosário; a alma que se encomende a mim pelo Rosário não perecerá.   4. Participar de procissões Um costume que ainda se vive em alguns povos é a oração da aurora, na qual um grupo de fiéis sai em procissão pelas ruas nas primeiras horas com uma imagem da Virgem e invocando o auxílio de Maria com o Rosário, orações marianas e cantos.   5. Receber os sacramentos Do mesmo modo, não pode haver verdadeira devoção à Virgem se não participar dos sacramentos, especialmente da Reconciliação e da Eucaristia, onde Jesus espera seus irmãos com os braços abertos.   6. Realizar obras de Misericórdia Convencidos do amor de Maria pela humanidade e fortalecidos com as graças sacramentais de nosso Senhor Jesus Cristo, é tempo de sair em ação ajudando, por exemplo, alguma mãe grávida em necessidade ou visitando o asilo de idosos, nos quais sempre há alguma mulher mais velha que se sente sozinha e incompreendida.   7. Realizar apostolado É importante transmitir esta fé às futuras gerações. Faz muito bem às crianças, adolescentes e jovens falar com eles sobre como a Virgem os ama muito e ensiná-los a rezar à Mãe de Deus.   8. Dar de presente objetos abençoados Também se recomenda dar de presente uma Medalha Milagrosa ou o Escapulário da Virgem do Carmo, abençoados por algum sacerdote, para que sempre que virem a imagem, lembrem-se da proximidade da Mãe de Deus e do muito que os estimava quem a deu de presente. Por Abel Camasca Em acidigital.com

10 coisas que deve saber sobre o Domingo da Divina Misericórdia

A Igreja está prestes a celebrar o segundo Domingo da Páscoa ou da Divina Misericórdia. O que é este dia e por que é tão importante para os católicos? Estas são 10 coisas que deve saber sobre esta data: 1. O Domingo da Misericórdia se baseia em revelações privadas Esta celebração acontece no segundo Domingo da Páscoa. Baseia-se nas revelações privadas a Santa Faustina Kowalska, religiosa polonesa que recebeu as mensagens de Jesus sobre sua Divina Misericórdia no povoado de Plock, na Polônia.   2. Faz parte do calendário da Igreja por ação de São João Paulo II No ano 2000, o Papa João Paulo II canonizou Santa Faustina e, durante a celebração, declarou: “É importante, então, que acolhamos inteiramente a mensagem que nos vem da palavra de Deus neste segundo Domingo de Páscoa, que de agora em diante na Igreja inteira tomará o nome de ‘Domingo da Divina Misericórdia’” (Homilia, 30 de abril de 2000).   3. Esta revelação privada tem efeitos válidos na liturgia Em seu comentário teológico sobre a mensagem de Fátima, o então Cardeal Joseph Ratzinger, agora Papa Emérito Bento XVI, escreveu: “Podemos acrescentar que frequentemente as revelações privadas provêm da piedade popular e nela se refletem, dando-lhe novo impulso e suscitando formas novas. Isto não exclui que aquelas tenham influência também na própria liturgia, como o demonstram por exemplo a festa do Corpo de Deus e a do Sagrado Coração de Jesus”.   4. A Igreja convida a celebrar a Divina Misericórdia de várias formas Entre outras coisas, oferece uma indulgência plenária: “Para fazer com que os fiéis vivam com piedade intensa esta celebração, o mesmo Sumo Pontífice (João Paulo II) estabeleceu que o citado Domingo seja enriquecido com a Indulgência Plenária”, “para que os fiéis possam receber mais amplamente o dom do conforto do Espírito Santo e desta forma alimentar uma caridade crescente para com Deus e o próximo e, obtendo eles mesmos o perdão de Deus, sejam por sua vez induzidos a perdoar imediatamente aos irmãos” (Decreto da Penitenciaria Apostólica de 2002).   5. A imagem da Divina Misericórdia foi revelada pelo próprio Jesus Esta imagem foi revelada a Santa Faustina em 1931 e o próprio Jesus lhe pediu que a pintasse. Em seguida, explicou-lhe seu significado e o que os fiéis alcançarão com ela. Na maioria das versões, Jesus se mostra levantando sua mão direita em sinal de bênção e apontando com sua mão esquerda o peito do qual fluem dois raios: um vermelho e outro branco. “O raio pálido significa a Água que justifica as almas; o raio vermelho significa o Sangue que é a vida das almas (...) Feliz aquele que viver à sua sombra, porque não será atingido pelo braço da justiça de Deus” (Diário, 299). Toda a imagem é um símbolo da caridade, do perdão e do amor de Deus, conhecida como a “Fonte da Misericórdia”.   6. Esta devoção conta com orações particulares O Terço da Divina Misericórdia é um conjunto de orações usadas como parte da devoção à Divina Misericórdia. Costuma-se rezá-lo às 15h(momento da morte de Jesus), usando as contas do terço, mas com um conjunto diferente de orações.  Primeiramente, reza-se o Pai Nossa, a Ave Maria e o Credo. Depois, nas contas do ‘Pai Nosso’, diz-se: “Eterno Pai, eu Vos ofereço o Corpo e Sangue, Alma e Divindade de Vosso diletíssimo Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo, em expiação dos nossos pecados e do mundo inteiro”. E nas contas da ‘Ave Maria’, reza-se: “Pela Sua dolorosa Paixão, tende misericórdia de nós e do mundo inteiro”. Ao final, deve-se rezar três vezes: “Deus Santo, Deus Forte, Deus Imortal, tende piedade de nós e do mundo inteiro”.   7. A Divina Misericórdia está vinculada ao Evangelho do segundo Domingo da Páscoa A imagem da Divina Misericórdia representa Jesus no momento em que aparece aos discípulos no Cenáculo – após a ressurreição –, quando lhes dá o poder de perdoar ou reter os pecados. Este momento está registrado em João 20,19-31, que é a leitura do Evangelho deste domingo. A leitura é colocada neste dia porque inclui a aparição ao apóstolo Tomé (quando Jesus o convida a tocar suas chagas). Este evento ocorreu no oitavo dia depois da Ressurreição (João 20,26) e, por isso, é utilizado na liturgia oito dias depois da Páscoa.   8. Os sacerdotes têm um poder especial para administrar a Divina Misericórdia Em João 20,21-23, afirma-se: “Novamente, Jesus disse: ‘A paz esteja convosco. Como o Pai me enviou, também eu vos envio’. E, depois de ter dito isso, soprou sobre eles e disse: ‘Recebei o Espírito Santo. A quem perdoardes os pecados, eles lhes serão perdoados; a quem os não perdoardes, eles lhes serão retidos’”.   9. A confissão é a ação da Divina Misericórdia até o fim dos tempos Jesus capacitou os apóstolos (e seus sucessores no ministério) com o Espírito Santo para perdoar ou reter (não perdoar) os pecados. Como estão facultados com o Espírito de Deus para fazer isso, sua administração do perdão é eficaz: realmente elimina o pecado em vez de ser um símbolo de perdão.   10. Nas revelações privadas, Jesus dá suma importância a sua Segunda Vinda Jesus promete regressar em glória para julgar o mundo no amor, como claramente diz em seu discurso do Reino nos capítulos 13 e 25de São Mateus. Somente no contexto de uma revelação pública como é ensinado pelo Magistério da Igreja se pode situar as palavras da revelação privada dada a Irmã Faustina. “Prepararás o mundo para a minha última vinda” (Diário, 429). “Fala ao mundo da Minha misericórdia, que toda a humanidade conheça a Minha insondável misericórdia. Este é o sinal para os últimos tempos; depois dele virá o dia da justiça. Enquanto é tempo, recorram à fonte da Minha misericórdia” (Diário, 848). “Fala às almas desta Minha grade misericórdia, porque está perto o dia terrível, o dia da Minha justiça” (Diário, 965). “Prolongo-lhes o tempo da Misericórdia, mas ai deles, se não reconhecerem o tempo da Minha visita” (Diário, 1160). “Antes do Dia da justiça envio o dia da misericórdia” (Diário, 1588). “Quem não queira passar pela porta de Minha misericórdia, tem que passar pela porta de Minha justiça” (Diário, 1146). Por acidigital.com

Qual o significado da Oitava Pascal?

Com a celebração da Ressurreição do Senhor, na Vigília do Sábado Santo, entramos no Tempo Pascal, formado por sete semanas até a Solenidade de Pentecostes. Este tempo é marcado pela alegria da vida nova que recebemos de Cristo. É o tempo litúrgico mais forte do ano, pois é a passagem da morte para a Vida. Durante o Tempo Pascal, em todas as celebrações litúrgicas, o Círio Pascal permanece aceso, pois ele representa o Cristo Ressuscitado que ilumina nossa vida, que dissipa as trevas da morte e faz resplandecer em todos nós a luz de Deus. O Círio é como essa grande coluna luminosa que nos guia para a libertação plena da vida. Dentro do Tempo Pascal temos a Oitava de Páscoa. Como a Festa da Páscoa é o coração da nossa fé, reservam-se oito dias para celebrar solenemente a Ressurreição de Cristo. A Oitava Pascal é, portanto, os primeiros oito dias do Tempo Pascal, iniciados no domingo após a Vigília da Ressurreição. No Tempo Pascal os Domingos tem uma mesma unidade solene, não se diz 2º Domingo depois da Páscoa, mas se diz: Segundo Domingo da Páscoa. Por isso, na Oitava Pascal, a Igreja, comunidade do Ressuscitado, proclama solenemente: “este é o dia que o Senhor fez para nós, alegremo-nos e nele exultemos” (Sl 118, 24). O dia que o Senhor fez para nós é o dia que a vida venceu. “Na verdade Ele não poderia estar no sepulcro, pois não pode mais haver morte onde o viver se tornou missão”. A Oitava Pascal traz para o centro da celebração litúrgica da Igreja o mistério da Ressurreição de Jesus Cristo. A Páscoa de Jesus continua na ação da Igreja, por isso na Oitava Pascal celebramos que todo dia se tornou Domingo. Razão pela qual na Oitava Pascal se entoa o Hino de Louvor nas missas, que geralmente é cantado apenas na missa dominical, com exceção do tempo da quaresma e advento. Por isso, durante oito dias celebramos a Solenidade da Ressurreição de Jesus como se fosse um único dia – “o dia que o Senhor fez para nós!” No passado, a Oitava Pascal era um tempo especial de contato com a fé para os que tinham sido batizados na Vigília Pascal. No batismo eles recebiam a veste branca, e essa veste era tirada no final da Oitava Pascal. Era momento para aqueles que renasceram pelo batismo poder experimentar a vida nova em Cristo. Por isso, a Oitava Pascal convida-nos a fazer da nossa vida uma contínua Páscoa, um tempo de renovar a confiança no Senhor, colocando em suas mãos a nossa vida e o nosso destino. É um tempo para que, Ressuscitados com Cristo, aprendamos a buscar as coisas que são do alto – (Col 3,1). Pe. Luiz Camilo Junior, C.SS.R/A12. Disponível em: noticiascatolicas.com.br

Pregação da Sexta-feira Santa do padre Raniero Cantalamessa, OFM

O Papa Francisco presidiu na tarde da Sexta-feira Santa na Basílica de São Pedro a Celebração da Paixão do Senhor. O pregador da Casa Pontifícia, Frei Raniero Cantalamessa, propôs aos presentes a reflexão intitulada: "Quem viu dá testemunho". Confira a pregação na íntegra: "Chegando, porém, a Jesus, como o vissem já morto, não lhe quebraram as pernas, mas um dos soldados abriu-lhe o lado com uma lança e, imediatamente, saiu sangue e água. O que foi testemunha desse fato o atesta (e o seu testemunho é digno de fé, e ele sabe que diz a verdade), a fim de que vós creiais." (Jo 19, 33-35). Ninguém jamais será capaz de nos convencer de que esta atestação solene não corresponda à verdade histórica, que quem afirma ter estado presente e visto, na realidade, não estava presente nem viu. Neste caso, vai depender da honestidade do autor. No Calvário, aos pés da cruz, estava a mãe de Jesus e, ao lado dela, "o discípulo a quem Jesus amava". Nós temos uma testemunha ocular! Ele "viu" não apenas o que acontecia sob o olhar de todos. À luz do Espírito Santo, depois da Páscoa, ele também viu o sentido do que acontecera: que naquele momento estava sendo imolado o verdadeiro Cordeiro de Deus e era realizado o sentido da Páscoa antiga; que Cristo na cruz era o novo templo de Deus, de cujo lado, como o profeta Ezequiel predisse (47, 1 ss.), jorra a água da vida; que o espírito que ele emite no momento da morte dá início à nova criação, como “o espírito de Deus”, pairando sobre as águas, tinha transformado no princípio o caos no cosmos. João entendeu o significado das últimas palavras de Jesus: "Tudo está consumado" (Jo 19, 30). Mas por que, nos perguntamos, essa ilimitada concentração de significado sobre a cruz de Cristo? Por que essa onipresença do Crucifixo em nossas igrejas, nos altares e em todos os lugares frequentados pelos cristãos? Alguém sugeriu uma chave para a leitura do mistério cristão, dizendo que Deus se revela "sub contraria specie”, sob o contrário daquilo que ele na verdade é: revela seu poder na fraqueza, sua sabedoria na loucura, sua riqueza na pobreza ... Esta chave de leitura não se aplica à cruz. Na cruz Deus se revela como "sub propria specie”, pelo que ele é, na sua realidade mais íntima e mais verdadeira. "Deus é ágape", escreve João (1 Jo 4,10), amor oblativo, e somente na cruz se torna manifesto quão longe vai esta infinita capacidade de autodoação de Deus. “Tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim” (Jo 13, 1); “De tal modo Deus amou o mundo, que lhe deu (à morte) seu filho único” (Jo 3, 16); "Me amou e se entregou (à morte) por mim” (Gl 2, 20). *** No ano em que a Igreja celebra um sínodo sobre os jovens e quer colocá-los no centro da sua preocupação pastoral, a presença no Calvário do discípulo a quem Jesus amava contém uma mensagem especial. Temos todos os motivos para acreditar que João aderiu a Jesus quando ainda era muito jovem. Foi uma verdadeira paixão. Todo o resto deixou, de repente, de ter importância. Foi um encontro “pessoal”, existencial. Se no centro do pensamento de Paulo está a obra de Jesus, o seu mistério pascal de morte e ressurreição, no centro do pensamento de João está o ser, a pessoa de Jesus. Daí todos aqueles "Eu sou" das ressonâncias eternas que abundam em seu Evangelho: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida”, “Eu sou a luz”, “Eu sou a porta”, “Eu sou”, e basta. João era quase certamente um dos dois discípulos do Batista que, ao aparecer na cena de Jesus, foi atrás dele. À pergunta deles: "Rabino, onde você mora?", Jesus respondeu: "Venham e vejam". "Então eles foram e naquele dia ficaram com ele; era cerca de quatro horas da tarde" (Jo 1, 35-39). Naquela hora, ele decidira de sua vida e nunca o esquecera. Neste ano, esforçar-nos-emos justamente por descobrir com eles o que Cristo espera dos jovens, o que eles podem dar à Igreja e à sociedade. O mais importante, porém, é fazer os jovens saberem o que Jesus tem para lhes dar. João descobriu ficando com ele: “vida em abundância”, “alegria plena”. Quem mais do que Jesus tem respostas para dar aos jovens de hoje e de todos os tempos? Façamos de tal forma que em todos os discursos sobre jovens e aos jovens ressoem de fundo o sincero convite do Santo Padre na Evangelii gaudium: “Convido todo o cristão, em qualquer lugar e situação que se encontre, a renovar hoje mesmo o seu encontro pessoal com Jesus Cristo ou, pelo menos, a tomar a decisão de se deixar encontrar por Ele, de O procurar dia a dia sem cessar. Não há motivo para alguém poder pensar que este convite não lhe diz respeito” (EG, n º 3). Encontrar-se pessoalmente com Cristo é possível também hoje porque ele ressuscitou; é uma pessoa viva, não um personagem. Tudo é possível depois deste encontro pessoal; nada mudará realmente na vida sem isto. * * * Além do exemplo de sua vida, o evangelista João também deixou uma mensagem escrita aos jovens. Em sua primeira carta, lemos essas comoventes palavras de um homem idoso dirigidas aos jovens das igrejas que ele fundou: "Jovens, eu vos escrevi, porque sois fortes e a palavra de Deus permanece em vós, e vencestes o Maligno. Não ameis o mundo nem as coisas do mundo. Se alguém ama o mundo, não está nele o amor do Pai." (1 Jo 2: 14-15) O mundo que não devemos amar e ao qual não devemos nos conformar não é, nós sabemos, o mundo criado e amado por Deus, não são os homens do mundo aos quais, na verdade, devemos sempre ir ao encontro, especialmente os pobres, os últimos. O “misturar-se” com este mundo do sofrimento e da marginalização é, paradoxalmente, a melhor maneira de "separar-se" do mundo, porque é caminhar exatamente para onde o mundo foge com todas as suas forças. É separar-se do próprio princípio que governa o mundo, que é o egoísmo. Não, o mundo que não devemos amar é outro; é o mundo transformado sob o dominio de satanás e do pecado, “o espírito que está no ar”, o chama São Paulo (Ef 2, 1-2). A opinião pública tem um papel chave nisso, hoje também literalmente espírito “que está no ar” porque se espalha através do éter, através das infinitas possibilidades da técnica. "Se determina um espírito de grande intensidade histórica, ao qual o indivíduo dificilmente pode escapar. Deve-se seguir o espírito geral, é o óbvio. Agir ou pensar ou dizer algo contra isso é considerado insensato ou até mesmo uma injustiça ou um crime. Então já não se atreve a por-se diante das coisas e das situações e especialmente da vida de forma diferente de como tudo se apresenta[1]". É o que chamamos de adaptação ao espírito dos tempos, conformismo. Um grande poeta crente do século passado, T.S. Eliot, escreveu três versos que dizem mais do que livros inteiros: "Em um mundo de fugitivos, a pessoa que toma a direção oposta parecerá um desertor[2]."  Queridos jovens cristãos, se é permitido a um ancião como João dirigir-se diretamente a vocês, eu lhes exorto: sejam daqueles que tomam a direção oposta! Atrevam-se a nadar contra a corrente! A direção oposta, para nós, não é um lugar, é uma pessoa, é Jesus nosso amigo e redentor. Uma tarefa, especialmente, lhes é confiada: salvar o amor humano da deriva trágica na qual acabou: o amor que não é mais dom de si, mas somente possessão – muitas vezes violenta e tirânica – do outro. Na cruz, Deus se revelou como ágape, o amor que se doa. Mas o ágape nunca se separou do eros, do amor de busca, do desejo e da alegria de ser amado novamente. Deus não nos faz somente a “caridade” de amar-nos; nos deseja, em toda a Bíblia se revela como o esposo apaixonado e ciumento. Também o seu é um amor “erótico”, no sentido nobre deste termo. É o que explicou Bento XVI na encíclica “Deus caritas est”. "Eros e ágape, - amor ascendente e amor descendente - nunca se deixam separar completamente um do outro [...]. A fé bíblica não constrói um mundo paralelo ou um mundo oposto ao fenômeno humano original que é o amor, mas aceita todo o homem intervindo em sua busca de amor para purificá-la, abrindo-lhes novas dimensões ao mesmo tempo "(7 -8). Não se trata, portanto, de renunciar às alegrias do amor, da atração e do eros, mas de saber unir o ágape com o eros, o desejo do outro, a capacidade de se doar ao outro, recordando o que São Paulo comenta como uma fala de Jesus: "Há mais alegria em dar do que em receber" (At 20, 35). É uma capacidade que não se inventa em um dia. É necessário preparar-se para fazer um dom total de si mesmo a outra criatura no matrimônio, ou a Deus na vida consagrada, começando com o doar o próprio tempo, o próprio sorriso e a própria juventude em família, na paróquia, no voluntariado. O que muitos de vocês fazem silenciosamente. Jesus na cruz não nos deu apenas o exemplo de um amor de doação levado ao extremo; ele nos mereceu a graça de podê-lo atuar, em pequena parte, na noss vida. A água e o sangue jorrados do seu lado chegam a nós hoje nos sacramentos da Igreja, na Palavra, até só olhando com fé o Crucifixo. Uma última coisa João viu profeticamente sob a cruz: homens e mulheres de todos os tempos e de todos os lugares que olhavam para "aquele que foi transpassado" e choravam de arrependimento e consolo (ver Jo 19, 37; Zc 12,10). A eles nos unimos também nós nos gestos litúrgicos que daqui a pouco se seguirão". _________________________ [1] H. Schlier, Demoni e spiriti maligni nel Nuovo Testamento, in Riflessioni sul Nuovo Testamento  Paideia, Brescia 1976, pp. 194 s. [2] T. S. Eliot, Family Reunion, part II, sc. 2: “In a world of fugitives - The person taking the opposite direction - Will appear to run away”. (Tradução Thácio Siqueira, Associação Marie de Nazareth). Por Vatican News

O que é o Domingo Laetare?

A Quaresma é um tempo penitencial, de oração, jejum e esmola, onde a cor litúrgica é o roxo. Todavia, temos, no decorrer deste tempo, um momento de júbilo, onde a cor litúrgica passa do roxo para o rosa. É o chamado "Domingo Laetare", ou "Domingo da Alegria", que ocorrerá neste próximo domingo (11/03). Mas, você sabe o porquê? O IV Domingo da Quaresma recebe estes nomes porque assim começa, neste dia, a Antífona de Entrada da Eucaristia: "Laetare, Ierusalem, et conventum facite omnes qui diligites eam; gaudete cum laetitia, qui in tristitia fuistis; ut exsultetis, et satiemini ab uberibus consolationis vestrae" ("Alegra-te Jerusalém! Reuni-vos, vós todos que a amais; vós que estais tristes, exultai de alegria! Saciai-vos com a abundância de suas consolações"), conforme Isaías 66, 10-11. A cor litúrgica passa do roxo para o rosa para representar a alegria pela proximidade da Páscoa. Este domingo já foi chamado também de"Domingo das Rosas", pois, na antiguidade, os cristãos costumavam se presentear com rosas. E é aqui que surge a"Rosa de Ouro". No século X surgiu, então, a tradição da"Bênção da Rosa", ocasião em que o Santo Padre, no IV Domingo da Quaresma, ia do Palácio de Latrão à Basílica Estacional de Santa Cruz de Jerusalém, levando na mão esquerda uma rosa de ouro que significava a alegria pela proximidade da Páscoa. Com a mão direita, o Papa abençoava a multidão. Regressando processionalmente a cavalo, o Papa tinha sua montaria conduzida pelo prefeito de Roma. Ao chegar, presenteava o prefeito com a rosa, em reconhecimento pelos seus atos de respeito e homenagem. Daí, então, teve início o costume de oferecer a"Rosa de Ouro", para personalidades e autoridades que mantinham uma relação saudável com a Santa Sé, como príncipes, imperadores, reis... Leão XIII enviou, em 1888, uma Rosa Áurea à princesa Isabel. Nos tempos modernos os papas costumam remeter este símbolo de afeto pessoal a santuários de destaque. Por exemplo, o Santuário de Nossa Senhora de Fátima, recebeu uma Rosa de Ouro de Paulo VI, em 1965, e a Basílica de Nossa Senhora Aparecida recebeu uma de Paulo VI, em 1967 e outra de Bento XVI, em 2007. Disponível em: http://www.acnsf.org.br

Carnaval, a vivência da fé cristã e o cuidado com os símbolos religiosos

Pelos próximos quatro dias parte do povo brasileiro estará mergulhado em meio a plumas, paetês, gliter, fantasias; muitas marchinhas, sambas de enredo, axé e alegria. É Carnaval, uma festa que já faz parte da vida cultural do nosso país. Desfile Unidos de Vila Maria 2017. Foto: Luciney Martins/ O São Paulo “O Carnaval não é uma festa proibida para os cristãos, o que a Igreja condena são os exageros”, disse padre Jair Rodrigues, de Brusque (SC) durante entrevista a uma rádio local. Pensamento bem oportuno neste período em que boa parte das pessoas se prepara para se divertir durante o feriado. Para o padre, cada indivíduo deve buscar na festa a beleza da confraternização, da alegria sem necessariamente cair nos abusos. Para o  bispo auxiliar da Arquidiocese de Porto Alegre (RS), dom Leomar Brustolin, numa sociedade como a atual, os cristãos convivem com pessoas que cultivam diferentes valores, crenças e costumes. Essa pluralidade não pode ser um problema para um discípulo de Jesus Cristo que nada antepõe ao seguimento do Mestre. “Por isso, no Carnaval o cristão evita duas posições: a omissão de quem aceita tudo em nome da alegria do momento, ou a demonização de quem só vê o pecado reinando. O discernimento supõe perceber que a alegria, a convivência, a música e a dança são expressões culturais importantes em todos os povos”. O livro do Eclesiastes (9, 15ss) a palavra diz: “Por isso louvei a alegria, visto não haver nada de melhor para o homem (…) é isto que o acompanha no seu trabalho, durante os dias que Deus lhe outorgar debaixo do sol”. Já nos Provérbios (2,14-15), o Senhor lembra que há limites, pois são reprovados os “que se alegram por terem feito o mal e se regozijam na perversidade do vício, cujos caminhos são tortuosos e se extraviam por vias oblíquas”. Original Uploader Was Issagm At En.Wikipedia Durante o feriado do Carnaval é importante o cuidado com a preservação da fé e, principalmente, o cuidado com a vida. Neste período, muitas pessoas aproveitam essa data para extravasarem seus desejos, influenciados pela sensação de ”liberdade”, em que tudo é permitido. É comum, portanto, vermos nos carnavais a presença do excesso: de bebidas, de drogas, do apelo sexual etc. Tal comportamento vem acompanhado do vazio, da “ressaca moral”. Situações que ocorrem também em outras épocas do ano, não apenas no carnaval. Dom Leomar ressalta que alguém poderá dizer que é improvável que a maioria dos foliões consiga superar os excessos que são comuns aos festejos carnavalescos. Mas o que é improvável não é impossível. Em diferentes épocas, os seguidores de Jesus precisaram testemunhar que sua fé não os apartava do mundo, tampouco os obrigava a fazer concessões de todo tipo para serem aceitos na sociedade. Tomemos o exemplo da Carta a Diogneto, um escrito do século II que retrata a vida dos seguidores de Jesus naquele contexto: Os cristãos, de fato, não se distinguem dos outros homens, nem por sua terra, nem por sua língua ou costumes. (…) e adaptando-se aos costumes do lugar quanto à roupa, ao alimento e ao resto, testemunham um modo de vida admirável e, sem dúvida, paradoxal. Segundo a Enciclopédia Larousse Cultural, o termo Carnaval vem do latim medieval carnelevarium, carnilevaria, carnilevamem, que significa “abster-se, afastar-se da carne”. Era um período anual de festas profanas e hoje corresponde ao período de três dias, que antecede a Quarta-Feira de Cinzas, vésperas da Quaresma – período durante o qual é recomendada a prática da penitência e abstinência de carnes vermelhas. O bispo salienta que num país onde o Carnaval faz parte da cultura, os cristãos compreenderão essa festa como uma oportunidade de expressar que é possível ser feliz sem cometer infidelidades ao ensinamento de Cristo. O paradoxo consiste em festejar a beleza da convivência, sem apelar para os recursos que mascaram a verdade e a bondade que devem marcar a existência humana. Desfile Unidos de Vila Maria 2017. Foto: Luciney Martins/ O São Paulo Neste período carnavalesco, é importante ressaltar o respeito aos símbolos religiosos bastante caros aos cristãos católicos, como o crucifixo e a eucaristia. A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) já se manifestou em relação ao mau uso desses símbolos. Em nota publicada em outubro de 2017, por ocasião as exposições de arte, a Conferência ressaltou que a fé e arte sempre andaram juntas. E prega mais respeito e tolerância com a fé do povo brasileiro, reconhecido por sua religiosidade, presente em diversas manifestações de norte a sul. “Em toda a sua história, a Igreja sempre valorizou a cultura e a arte, por revelarem a grandeza da pessoa humana, criada à imagem e semelhança de Deus, fazendo emergir a beleza que conduz ao divino”, ressalta o texto.   Carnaval Cristão Muitos os cristãos encontram outra forma de aproveitar o feriado e participam dos chamados “Carnaval com Cristo”. Muitas pastorais, movimentos e comunidades se mobilizam para realizar o “Carnaval Cristão”, espaços onde os fieis manifestam a alegria cristã participando de retiros, encontros, adoração ou outras experiências espirituais. É o caso do Rebanhão tradicional carnaval católico promovido há 32 anos pela Renovação Carismática Católica do Distrito Federal (RCC-DF). Com o tema: “Retornai ao primeiro AMOR” (Cf Ap 2, 4b), o evento começa no domingo de carnaval (11) e vai até a terça-feira (13), com um programação que envolve missas presididas pelo arcebispo de Brasília e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), cardeal Sergio da Rocha. Em Fortaleza (CE) de 10 a 13 de fevereiro acontece o Renascer, um retiro de carnaval realizado pela Comunidade Católica Shalom. O objetivo é um “carnaval diferente”, a fim de possibilitar que as pessoas façam uma experiência com a verdadeira alegria, uma experiência com Deus.   Cuidado com a vida A Polícia Rodoviária Federal (PRF) realizará a Operação Carnaval 2018 em todo o Brasil a partir desta sexta-feira (09). A operação Carnaval seguirá até a quarta-feira (14).  O Carnaval é um dos períodos mais críticos do calendário nacional de operações da PRF, pois conta com grande fluxo de veículos nas rodovias federais e o uso abusivo de álcool é uma das principais preocupações do Órgão. Em 2017, a PRF registrou 1.696 acidentes de trânsito durante o carnaval, sendo 323 acidentes graves e 140 mortes. Finalizando sua reflexão, dom Leomar Brustolin disse que há quem prefira os retiros para passar os dias de carnaval, outros aproveitam para participar de festas promovidas por grupos paroquiais e de movimentos, para se divertirem em ambientes de maior afinidade. E há aqueles que passam esses dias em meio aos demais foliões. Nesse caso, o testemunho cristão dependerá de atitudes concretas que revelam fidelidade a Jesus Cristo. Nada mais estranho para um cristão do que crer e pensar de uma forma, e agir e viver de outra. “A coerência entre o ser e o fazer do cristão se manifesta tanto na dor quanto na alegria, por isso, nem mesmo o Carnaval pode impedir o testemunho da fé de um discípulo”, destaca. Agora, aquela velha e boa dica de sempre: Se beber, não dirija! Curta o Carnaval com responsabilidade. Por CNBB.

Superstições são desvio do sentimento religioso, ensina Catecismo da Igreja Católica

A passagem de um ano para o outro no Brasil é marcada pelas confraternizações em famílias, as festas em praias e a queima de fogos de artifício, celebrando a chegada do novo ano civil. Mas outra marca deste momento são as diversas superstições que cercam o imaginário popular brasileiro visando realizações e conquistas. O sucesso será alcançado, de acordo com esses costumes, caso sejam ingeridos determinados alimentos, dependendo da cor da roupa ou de gestos que devem ser repetidos após a meia noite. Para os cristãos, o que significa esta prática? O Catecismo da Igreja Católica alerta para as superstições e a idolatria. O parágrafo 2111 afirma ser a superstição “um desvio do sentimento religioso e das práticas que ele impõe”. Elas podem afetar o culto prestado ao verdadeiro Deus: “por exemplo, quando atribuímos uma importância de algum modo mágico a certas práticas”. O arcebispo de São Paulo (SP), cardeal Odilo Pedro Scherer, em artigo publicado no site da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), chama atenção para “o ser cristão”: “Pode haver cristãos, que vivem como se o Batismo nada tivesse modificado em suas vidas: vivem como se não fossem cristãos. Ou pode haver aqueles que procuram praticar a religião apenas de forma exterior e ritual, sem que a orientação de sua vida e seu comportamento sejam impregnados por Cristo e pelo seu Evangelho”. Segundo o cardeal, o ser cristão manifesta-se na vida “conforme Cristo” ou “segundo o Espírito de Cristo”, citando expressões de São Paulo. O apóstolo, na carta aos Gálatas, exortou os fiéis que eram tentados a tornar novamente às práticas da Lei Mosaica, como se nelas, em vez de Cristo, estivessem a sua segurança e salvação. Dom Odilo continuou destacando que a liberdade dos cristãos está em viver livres do temor, “confiantes em Deus”. Também recordando os livros paulinos, salienta: “Paulo vai logo às consequências: ‘não se deixem escravizar novamente!’. E o diz em dois sentidos: não abandonar a graça imensa da fé em Cristo, para submeter-se de novo a práticas que escravizam e tiram a soberana liberdade de filhos de Deus, mediante uma religião do temor, ou uma religião feita apenas de práticas humanas, sem contar com a graça de Deus e a ação do Espírito de Cristo; ou então, deixar-se escravizar pelas paixões humanas desordenadas e pelos vícios. As práticas e paixões humanas que escravizam um considerável número de católicos que recorrem a tais costumes, às vezes até com sincretismo religioso, dão força de solução e de poder, a energias desconhecidas, poderes misteriosos e, no caso a maus acontecimentos, a espíritos malfazejos. “O ser cristão, portanto, aparece numa forma nova de viver que, de um lado, é graça de Deus e, de outro, fruto do esforço coerente para orientar a vida para Deus, conforme o exemplo e o ensinamento de Cristo”, ensina dom Odilo. O viver cristão, conclui, é “uma proposta de ‘vida nova’, orientada pelo Espírito de Cristo”. Segundo o cardeal, isso requer a superação dos vícios e das práticas contrárias a Deus e ao próximo, ou contra a própria dignidade; ao mesmo tempo, a vida cristã floresce em todo tipo de belas virtudes, que tornam o viver nobre e santo. Por CNBB.

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