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Cúria Diocesana

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São Gelásio I

Nascido em Roma, Gelásio era de origem africana, culto, inteligente e dotado de personalidade forte. Cristão fervoroso, era conselheiro do papa Félix III, que vinha tentando conciliar as igrejas do Ocidente e do Oriente. Em 492, com a morte do papa, ele foi eleito sucessor para dar continuidade a essa política, o que não conseguiu por causa da oposição do imperador Anastácio I. Papa Gelásio I muito fez para a manutenção da doutrina recebida dos apóstolos, combatendo e tentando eliminar as heresias dos sacerdotes Mane e Pelágio. Foi o primeiro pontífice a expressar a máxima autoridade do bispo de Roma sobre toda a Igreja. Deixou isso claro em uma carta escrita por ele a Anastácio I, na qual se faz uma nítida distinção entre poder político e poder religioso. Também desenvolveu um grande trabalho de renovação litúrgica. Organizou e presidiu o sínodo de 494, no qual saiu aprovada a grande renovação litúrgica da Igreja. Assim, ele instituiu o Sacramentário Gelasiano, para uniformizar as funções e ritos das várias igrejas. Trata-se do decreto que, levando o seu nome, contém cerca de cinquenta prefácios litúrgicos, uma coletânea de orações para recitar durante a missa. Atualmente, esse e os outros decretos que assinou fazem parte do acervo do Museu Britânico. Papa Gelásio I viveu em oração e insistia que seus clérigos fizessem o mesmo. Segundo Dionísio, o Pequeno, ele procurou mais servir do que dominar e morreu pobre, depois de enriquecer os necessitados. Por sua caridade, foi chamado “papa dos pobres”. Morreu em 21 de novembro de 496, em Roma. A Igreja também celebra hoje a memória dos santos Alberto de Lovaina e Celso. Disponível em: franciscanos.org.br

Santo Edmundo Mártir

Durante o século IX, os nórdicos ou dinamarqueses, cada vez com maior frequência, assolavam as costas da Inglaterra, até que, lá pela metade do século, “os pagãos começaram a hibernar em nosso país”. Nessa época, no dia de Natal de 855, a nobreza e o clero de Norfolk, reunidos em Attleborough, proclamaram Edmundo o seu rei, um jovem de catorze anos, o qual, no ano seguinte, foi reconhecido também pelos habitantes de Suffolk. Segundo consta, ele era talentoso e foi bem-sucedido, tanto como governante e ao mesmo tempo como homem virtuoso, aprendeu de cor todo o saltério, a fim de poder acompanhar o culto na igreja e imitar as boas ações do Rei Davi. Conforme escreveu o beneditino Lydgate, no século XV, ele, “em seu reino, era muito religioso e bondoso, cheio de alegria celestial, previdente no aconselhar, e mostrava muitos sinais de graça e de bem-aventurança … “. Em seguida, houve a maior invasão dinamarquesa, como acontecera. Conforme atesta a Anglo-Saxon Chronicle: “no ano de 866, um grande exército (de dinamarqueses) invadiu o país dos anglos e estabeleceu o seu acampamento de inverno entre os anglos orientais, e lá eles arranjaram para si muitos cavalos. E os anglos orientais fizeram com eles um pacto de paz”. Em seguida, os invasores atravessaram o rio Humber e conquistaram York, e marchando para o sul, invadiram a Mércia e chegaram até Nottingham, pilhando e incendiando tudo em sua passagem e escravizando os seus habitantes. Em 870, as hostes inimigas atravessaram a Mércía e invadiram a Ânglia Oriental, e estabeleceram o seu acampamento de inverno em Thetford. “E naquele inverno, Edmundo lutou contra eles, e os dinamarqueses alcançaram a vitória e assassinaram o rei, subjugando todo o país e destruindo todos os mosteiros que encontravam à sua frente”. O corpo do rei foi enterrado em Hoxne, e pelo ano de 903, foi trasladado para Beodricsworth, cidade atualmente conhecida como Bury St. Edmund’s (isto é, aldeia de S. Edmundo). Em 1010, durante as invasões dos dinamarqueses ele foi trasladado para a igreja do S. Gregório, perto da catedral de S. Paulo, em Londres, e três anos mais tarde, foi trazido de volta a Bury. Durante o reinado de Canuto, foi fundada a célebre abadia beneditina de S. Edmundsbury, e o corpo de S. Edmundo passou a ser a principal relíquia da igreja abacial. A devoção a S. Edmundo o Mártir a princípio estava muito difundida e era muito popular na Inglaterra, inúmeras igrejas eram dedicadas em sua honra, e no século XIII e em período mais recente ainda, sua festa era dia santo de guarda. Atualmente, celebra-se a sua festa nas dioceses de Westminster e de Northampton, bem como entre os beneditinos ingleses. A Igreja celebra também neste dia os santos: Ambrósio de Camaldoli e Otávio. Disponível em: franciscano.org.br

São Roque Gonzalez e seus companheiros

Os primeiros mártires das Américas a serem elevados às honras dos altares da Igreja sofreram o martírio em 1628. Na verdade, estes não foram os primeiros mártires do Novo Mundo: três franciscanos já haviam sido mortos pelos habitantes do Caribe, nas Antilhas, em 1516. Entrementes, os primeiros mártires beatificados da América são três jesuítas do Paraguai, entre os quais existe um que nasceu na própria América. Roque González y de Santa-Cruz era filho de pais espanhóis da nobreza e veio para o Novo Mundo, estabelecendo-se em Assunção, capital do Paraguai, em 1576. Era um menino excepcional pela sua bondade e espírito religioso, e todos tinham como certo que o jovem Roque se tomaria sacerdote. De fato, foi ordenado com apenas vinte e três anos de idade, mas contra a sua vontade, pois tinha um sentimento profundo da própria indignidade para o sacerdócio. Logo ele começou a se interessar pelos índios do Paraguai, e os procurava nos lugares mais remotos, a fim de lhes pregar o Evangelho e instruí-los no Cristianismo, e depois de dez anos de trabalho apostólico, com o intuito de fugir da promoção eclesiástica e para ter melhores oportunidades e facilidades no trabalho missionário, ingressou na Companhia de Jesus. Aquele tempo marcou o início das célebres “Reduções” do Paraguai, para a formação das quais o Pe. Roque González desempenhou um papel importante. Estas notáveis instituições eram na realidade colonização de índios cristãos administradas pelos missionários jesuítas, que se consideravam não como muitos outros espanhóis fizeram, os conquistadores e os “senhores” dos índios, mas os tutores e os responsáveis pelo seu bem-estar. Para os jesuítas, os índios não eram súditos ou um povo “inferior”, mas simplesmente filhos de Deus desamparados. Até mesmo o irônico Voltaire ficara impressionado com o trabalho dos jesuítas nas reduções, e escreveu que, “quando as missões do Paraguai perderam a administração dos jesuítas, em 1768, elas tinham alcançado, talvez, o mais alto grau de civilização ao qual é possível levar uma nação jovem … Nessas missões, o direito era respeitado, a moral era pura, um sentimento fraterno favorável unia as pessoas, as artes úteis e até mesmo uma ciência bem adequada às circunstâncias locais florescia, e havia prosperidade e abundância em toda a parte e em todos os sentidos”. Foi para atingir este estado favorável e estas circunstâncias felizes que o Pe. Roque lutou durante quase vinte anos, enfrentando paciente e corajosamente todas as dificuldades, os perigos e os reveses de toda sorte, as tribos arredias e ferozes e a oposição aberta dos colonizadores europeus. Ele se dedicou de corpo e alma a este trabalho. Durante três anos, ele ficou à frente da Redução de S. Inácio, que foi a primeira delas, em seguida, passou o resto da vida fundando outras reduções, meia dúzia delas, ao todo, na margem leste do rio Paraná e do rio Paraguai. Foi o primeiro europeu que se conhece a ter penetrado em algumas regiões mais remotas da América do Sul. Em 1628, o Pe. Roque recebeu a companhia de dois jovens jesuítas espanhóis, Alonso (Alphonsus) Rodríguez e Juan del Castillo, e, juntos, os três fundaram uma nova redução às margens do rio Ijuí, dedicada em honra da Assunção de Nossa Senhora. O Pe. Castillo ficou encarregado de dirigí-la, enquanto os outros dois foram até Caaró (no extremo sul do Brasil), onde estabeleceram a redução de Todos os Santos. Aí tiveram que enfrentar a hostilidade de um poderoso “curandeiro”, e, por instigação do mesmo, a missão logo foi atacada. O Pe. Roque estava se preparando  para erguer um pequeno campanário, quando chegou o bando de atacantes. Um deles se aproximou pelas costas e o matou a golpes de machadinha desferidos na cabeça. O Pe. Rodríguez ouviu o ruído todo e saiu até junto à porta da sua cabana para ver o que estava acontecendo e se deparou com os selvagens manchados de sangue, que o derrubaram ao solo. “O que estais fazendo, meus filhos?” exclamou ele. A capela de madeira foi incendiada, e os dois corpos foram atirados dentro das chamas. Era o dia 15 de novembro de 1628. Dois dias mais tarde, a missão de Ijuí foi atacada. O Pe. Castillo agarrado e amarrado, barbaramente espancado e apedrejado até morrer. Os primeiros passos para a beatificação destes missionários foram dados nos primeiros seis meses depois do seu martírio, com a anotação de todos os dados a respeito dos episódios que envolviam os três missionários. Mas todos esses preciosos documentos se perderam, ao que tudo indica, no trajeto até Roma, e durante os duzentos anos seguintes, não se pôde fazer nenhum avanço neste sentido. Parecia que a causa deles estava fadada ao fracasso. Em seguida, na Argentina, foram descobertas cópias dos originais, e em 1934 Roque González, Alonso Rodríguez e Juan del Castillo foram solenemente beatificados. Entre esses documentos antigos, encontrava-se o testemunho de um chefe indígena chamado Guarecupi, segundo o qual “todos os cristãos entre o meu povo gostavam do Padre (Roque) e choraram a sua morte, porque ele era o pai de todos nós, e assim era chamado por todos os índios do Paraná”. Em Caaró, município de Caibaté, se encontra o principal Santuário de veneração dos Santos Mártires das Missões (Roque Gonzalez, Afonso Rodriguez e Juan del Castillo). Em 28 de janeiro de 1934 o Papa Pio XI beatificou os Missionários Mártires, e em 16 de maio de 1988, em visita ao Paraguai, o Papa João Paulo II os declarou Santos. Disponível em: franciscanos.org.br

São Odo de Cluny

A partir de meados do século X até o começo do século XII, a abadia de Cluny, na Borgonha, exerceu a mais poderosa influência sobre a vida monástica da Europa Ocidental e desempenhou um papel importante nos assuntos da vida religiosa, perdendo apenas para o próprio papado. Como centro e autoridade orientadora de uma ampla “reforma” monástica”, esta abadia exerceu sua influência sobre a vida e o espírito dos monges de S. Bento durante um período de tempo muito mais prolongado, e esta influência pode ser sentida ainda hoje em dia. Cluny deve sua força propulsora e suas realizações principalmente aos seus oito primeiros abades, dos quais S. Odo foi o segundo. Ele foi educado na família de Fulk II, conde de Anjou, e posteriormente, na família de Guilherme, duque de Aquitânia, que fundou a abadia de Cluny. Com a idade de dezenove anos, Odo recebeu a tonsura e uma prebenda na igreja de S. Martinho, em Tours, e passou alguns anos estudando em Paris. Aí dedicava muito tempo ao estudo da música, entusiasmo esse que era compartilhado pelo seu mestre Remígio de Auxerre. Certo dia, ao ler a Regra de S. Bento, Odo ficou chocado ao constatar quão longe estava a sua vida das regras da perfeição que nela estavam estabelecidas, e decidiu abraçar a vida monástica. Algum tempo depois, ele se dirigiu até o mosteiro de Baume-les-Messieurs, na diocese de Besançon, onde o abade Berno lhe conferiu o hábito, em 909.   . A abadia de Cluny foi fundada no ano seguinte pelo Duque Guilherme, e foi confiada aos cuidados de S. Berno, que colocou S. Odo para dirigir a escola do mosteiro de Baume. Odo tornou-se o quinto Abade do Mosteiro de Cluny. Durante 54 anos no ofício, ele trouxe outras casas para se afiliarem ao seu mosteiro e ficarem subordinadas às regras austeras da casa matriz e aumentou o número de fundações de 37 para 65. Em 998 (algumas fontes colocam 1031), ele ordenou todas as casas de sua ordem a celebrarem no dia 2 de novembro, o dia da memória e de oração aos mortos e que ficou sendo o dia de Finados. Esse costume se alastrou em toda a Igreja Ocidental. Embora ele fosse amigo de príncipes e papas, Odo era muito gentil e bondoso e conhecido por toda a cristandade como liberal e preocupado com os pobres, famintos e doentes e ficou famoso pela sua ajuda aos famintos na seca e fome de 1006, quando o tesouro de suas casas alimentaram os pobres e de novo na fome e praga de 1028–1033. Muito piedoso, São Odo juntava seu caráter firme com gentileza e bondade, e possuía notável senso organizacional e grande habilidade de reconciliar inimigos. Ele promoveu o espírito de ajuda entre os mosteiros e tentou acabar com os abusos e disputas. Ele promoveu também o espírito de unidade entre as suas casas e a Santa Sé. Seus sermões favoritos eram sobre os mistérios da encarnação de Jesus durante o Natal. Ele também escreveu bastante sobre o papel da Virgem Maria e os trabalhos sobre Maria, de São Bernardo, são muito influenciados pelos escritos de São Odo. No ano de 942, S. Odo foi a Roma pela última vez, e na volta fez uma visita ao mosteiro de S. Juliano, em Tours. Depois de participar das solenidades da festa do seu padroeiro S. Martinho, ele se recolheu ao leito, vindo a falecer no dia 18 de novembro, aos 86 anos. Um dos seus últimos atos foi compor um hino, que ainda existe, em honra de S. Martinho. Apesar de sua vida de intensa atividade, S. Odo encontrava tempo para escrever, além de um outro hino e doze antífonas em verso em honra de S. Martinho, três livros de tratados sobre a moral, uma vida de S. Geraldo de Aurillac e um longo poema épico sobre a Redenção. Existe também uma tradição mencionada por todos os seus biógrafos, segundo a qual ele escreveu diversos livros de música sacra. Na arte litúrgica da Igreja São Odo é representado como um Abade Beneditino com uma caveira e dois ossos cruzados a seus pés. Sua festa é celebrada no dia 18 de novembro. Já a abadia de Cluny, que era uma das maravilhas da França Medieval, até o apronto final da Igreja de São Pedro, no Vaticano, no começo do século XVI,  seguramente fora o maior complexo arquitetônico da cristandade ocidental e um dos maiores do mundo. Então ocorreu a Revolução de 1789 e a outrora poderosa Cluny, espoliada e vandalizada pela onda descristianizadora, desencadeada na ocasião, deixou de existir. A Igreja também lembra neste dia a memória dos  santos: Salomé de Cracóvia e Maudez. Disponível em: franciscanos.org.br

Santa Isabel da Hungria

Comemora-se hoje a festa de Santa Isabel da Hungria, padroeira dos irmãos e das irmãs da Ordem Franciscana Secular. Isabel constituiu-se numa figura da Idade Média que sempre suscitou muito interesse, conhecida como Isabel da Hungria, mas também Isabel da Turíngia. Nasceu em 1207 na  Hungria. Seu pai era André II, rico e poderoso rei da Hungria. Para reforçar os laços familiares, o soberano havia se casado com uma condessa alemã Gertrudes de Andechs-Merania, irmã de Santa Edwiges, que era esposa do duque da Silésia. Era um ambiente de nobres e dos grandes da terra, de reis e rainhas, duques e duquesas, príncipes e princesas. Isabel viveu na corte da Hungria apenas nos primeiros anos de vida com  uma irmã e três irmãos. Sua infância foi interrompida quando cavaleiros vieram buscar a menina para levá-la para a Alemanha central. Seu pai havia determinado que ela viesse a se tornar princesa da Turingia. Isabel partiu de sua pátria com grande séquito e importante dote. Com ela foram suas amas pessoais que, no decorrer do tempo, puderam fornecer informações preciosas a respeito da vida de Isabel. As duas talvez fizessem parte, mais tarde, do núcleo do que viria a ser a Terceira Ordem Regular. Após uma longa viagem, chegaram a Eisenach, para depois subir à fortaleza de Wartburg, o maciço castelo sobre a cidade. Lá se celebrou o compromisso entre Ludovico e Isabel. Nos anos seguintes, enquanto Ludovico aprendia o ofício de cavaleiro, Isabel e suas companheiras estudavam alemão, francês, latim, música, literatura e bordado. Apesar do fato do compromisso ter sido assumido por razões políticas, entre os dois jovens nasceu um amor sincero, motivado pela fé e pelo desejo de fazer a vontade de Deus. Após a morte de seu pai, com a idade de 18 anos, Ludovico começou a reinar. Isabel teria se tornado objeto de críticas silenciosas no ambiente da corte. Seu comportamento sóbrio não correspondia aos costumes vigentes. O próprio casamento foi sóbrio. Isabel não gostava das obrigações sociais decorrentes do fato de ser uma princesa. Conta-se que certa vez tirou a coroa da cabeça e prostrou-se por terra. Uma religiosa teria visto esse gesto e Isabel deu a seguinte explicação: “Como posso eu, criatura miserável, continuar usando uma coroa de dignidade terrena quando vejo o meu Rei Jesus Cristo, coroado de espinhos?”. Uma observação curiosa e bonita na biografia de Isabel. Ela não consumia alimentos sem antes ter a certeza de que eles provinham de propriedades e bens legítimos do marido. Não queria se alimentar daquilo que, de alguma forma, proviesse de injustiças, do aproveitamento do trabalho não recompensado. Isabel praticava assiduamente as obras de misericórdia, dava de beber e de comer a quem batia à sua porta, distribuía roupas, pagava as dívidas, cuidava dos doentes e sepultava os mortos. Descendo de seu castelo, dirigia-se frequentemente com suas amas às casas dos pobres, levando pão, carne, farinha e outros alimentos. Entregava pessoalmente os alimentos e cuidava com atenção do leito e das roupas dos pobres. Este fato chegou aos ouvidos do marido, ao que ele respondeu:  “Enquanto ela não vender o castelo estou feliz”. Podemos aqui evocar o milagre do pão transformado em rosas: enquanto Isabel ia pela rua com seu avental cheio de pães para os pobres, encontrou-se com o marido, que lhe perguntou o que estava carregando. Abrindo o avental, no lugar dos pães, apareceram rosas. Este símbolo da caridade está presente muitas vezes nas representações em pintura e em imagens de Isabel. Isabel amava o marido e o marido era reconhecido pelo amor da esposa e o retribuía. O jovem casal encontrou apoio espiritual nos Frades Menores, que, desde 1222, difundiram-se na Turíngia. Entre eles, Isabel escolheu Frei Rüdiger como diretor espiritual. Quando ele lhe narrou as circunstâncias da conversão do jovem e rico comerciante Francisco de Assis, Isabel se entusiasmou ainda mais em seu caminho de vida cristã. Desde aquele momento dedicou-se mais a seguir Cristo pobre e crucificado, presente nos pobres. Inclusive depois que nasceu seu primeiro filho, seguido de outros dois, Santa Isabel não descuidou jamais de suas obras de caridade. Ajudou os frades a construírem um convento em Halberstadt. Depois passou a ser dirigida espiritualmente por Conrado de Marburgo. Seu marido, em 1227, se associou à cruzada de Frederico II, dizendo à esposa que era uma tradição dos soberanos da Turíngia. Ludovico morreu antes de embarcar, dizimado pela peste, em Otranto, com a idade de 26 anos. Isabel sofreu muito quando soube da notícia. Passou então a dedicar-se mais às coisas do reino. Seu cunhado usurpou o governo da Turingia, tornando-se sucessor de Ludovico, acusando Isabel de incompetência para gerir os assuntos do governo. A jovem viúva com seus três filhos foi expulsa do castelo de Wartburg e começou a procurar um lugar para refugiar-se. Somente duas de suas amas permaneceram junto dela, acompanharam-na e confiaram os três filhos aos cuidados de amigos de Ludovico. Peregrinando pelos povoados, Isabel trabalhava onde era acolhida e assistia os doentes, fiava e costurava. Durante este calvário, suportado com grande fé, paciência e dedicação a Deus, alguns parentes, que haviam permanecido fiéis a ela e consideravam ilegítimo o governo de seu cunhado, reabilitaram seu nome.  Isabel recebeu algumas rendas e pode retirar-se para o castelo da família em Marburgo, onde vivia também seu  diretor espiritual, Conrado. Em 1228 com as mãos sobre o altar da capela dos franciscanos em Eisenach, Isabel renunciou à própria vontade e às vaidades do mundo. Construiu depois um hospital para leprosos. Viveu os três últimos anos de vida no hospital cuidando dos doentes e acompanhando o término da vida dos moribundos. Fazia trabalhos humildes e  repugnantes. Ela é padroeira da Terceira Ordem Regular de São Francisco e da Ordem Franciscana Secular. Em novembro de 1231 foi vítima de fortes febres. Na noite de 17 de novembro descansou no Senhor. A Igreja também celebra neste dia a memória dos santos: João Castilho, Hilda, Vitoria, Alfeu e Alphonso Rodrigues. Disponível em: franciscanos.org.br

Santa Gertrudes Magna

O Mosteiro cisterciense de Helfa, na Saxônia, começou a funcionar em 1258 e entre suas religiosas estava a mística S. Mectildes (Matilde). Três anos mais tarde de sua instalação, o Mosteiro recebeu a menina Gertrudes, com apenas cinco anos de idade. Nada se sabe, tanto dos seus pais como do lugar onde nasceu. Ela ficou sob os cuidados de S. Matilde,  mestra de espiritualidade, que escreveu em forma de poesia todas a sua preciosa vivência mística, depois encerrada num livro. Gertrudes se tornou uma boa aluna de latim, e com o passar do tempo, recebeu o hábito de freira, e é provável que nunca mais tenha deixado o claustro. Matilde foi o personagem decisivo na vida interior de muitas jovens que dela se aproximavam. Era mestra de uma espiritualidade fortemente ligada ao chamamento místico. Com ela, Gertrudes desenvolveu a sua espiritualidade de modo muito semelhante, recebendo, em seguida, através de suas orações contemplativas, muitas revelações de Deus. A partir dos vinte e cinco anos de idade, teve a primeira das visões que, como ela mesma narrou, transformaram sua vida. Toda a sua rica experiência transcreveu e reuniu no livro “Mensageiro do divino amor”, talvez a mais importante obra cristã tendo como temática a teologia mística. Nele, também conta que, constantemente, era tomada por arrebatamentos sublimes e tristezas profundas advindas do estudo da Palavra. Essa notável mística cristã do período medieval foi uma das grandes incentivadoras da devoção ao Coração de Jesus, culto que alcançaria enorme expansão, no futuro, com santa Margarida Maria Alacoque, no século XVII. Tanto com S. Matilde como com S. Gertrudes, o amor ao Sagrado Coração de Jesus era um tema frequente, e afirma-se que, em momentos de visão, por duas vezes S. Gertrudes repousou a cabeça no peito de Nosso Senhor e ouviu as batidas do seu coração. Disponível em: franciscanos.org.br

Santo Alberto Magno

Foram os seus próprios contemporâneos que apelidaram S. Alberto de “Magno”. Foram eles também que, ao se referirem à profundidade e ao alcance do seu saber, o apelidaram de “Doutor Universal” e disseram que era “um homem não menos do que divino em seu saber, de modo que poderia ser convenientemente chamado de maravilha e milagre de nosso tempo”. O fato de ter sido mestre de S. Tomás de Aquino aumentou ainda mais a sua fama. Ele nasceu na Suábia, da família dos Bollstädt, no castelo de Lauingen, às margens do Danúbio, em 1206. Pouco se sabe dos seus anos de juventude ou com que idade ele ingressou na Universidade de Pádua. Em 1229, tornou-se frade dominicano pregador. Lecionou nos principais polos de cultura europeus de sua época, Itália, Alemanha e França. Em Paris, atraiu tantos estudantes e discípulos que teve de lecionar em praça pública. Que passou a ser chamada de praça Maubert, graças a santo Alberto Magno. O nome é uma derivação de Magnus Albert, e existe até hoje. Em 1254, eleito superior provincial de sua ordem na Alemanha, abriu mão da cátedra de Paris para ficar na comunidade dominicana sob sua direção, quando demonstrou todo o seu espírito de monge pobre e humilde. Viajou por grande parte da Alemanha sempre a pé e pedindo esmolas no caminho para alimentar-se. Assim, ele fundou vários conventos, além de renovar os já existentes. Em 1260, foi nomeado bispo de Ratisbona, ocupando o cargo por dois anos, quando pediu exoneração. Não estava interessado no poder e sim no saber, voltou para a vida simples no convento que ele fundara e ao ensino na Universidade de Colônia. Já entrado nos setenta anos, foi incumbido pelo papa Urbano IV de liderar as cruzadas na Alemanha e na Boêmia. Em 1274, teve participação decisiva na união da Igreja grega com a latina, no segundo Concílio de Lyon. O grande filósofo e teólogo que dedicou sua vida na busca incansável do encontro da ciência com a fé, e que se destacou, principalmente, pela humildade e caridade. Escreveu mais de vinte e duas obras sobre teologia e ciências naturais – como a filosofia, a química, a física, e a botânica -, além de inúmeros tratados sobre as artes práticas – como tecelagem, navegação, agricultura, Foi, sobretudo, um profundo observador e amante da natureza. Por tudo isso, ainda em vida era chamado de “o Magno” por seus contemporâneos. Três anos antes de sua morte, santo Alberto Magno começou a perder a memória. Mandou, então, construir sua própria sepultura, e rezava o ofício dos mortos todos os dias. Morreu, serenamente, no dia 15 de novembro de 1280. Ele só foi beatificado no ano de 1622, e embora houvesse um considerável aumento da devoção a ele, sobretudo na Alemanha, a canonização não se efetivou logo. Em 1872, e novamente em 1927, os bispos alemães pediram à Santa Sé a sua canonização, sem resultado aparente. Mas o papa Pio XI, através de uma carta decretal, canonizou-o e proclamou-o doutor da Igreja em 1931. Dez anos depois, o papa Pio XII declarou-o padroeiro dos estudiosos das ciências naturais. A Igreja também celebra neste dia a memória dos santos: Leopoldo,  Fidenciano e Lupério. Disponível em: franciscanos.org.br  

Santo Estanislau Kostka

Apelidado de “anjo” na infância, Estanislau Kostka atingiu a juventude guardando todas as virtudes, como um anjo realmente. Mas não faltaram oportunidades para entregar-se aos prazeres mundanos, pois pertencia a uma família polonesa nobre e poderosa. Nascido em 28 de outubro 1550, até a idade de treze anos Estanislau viveu na casa dos pais. Aos catorze, eles o enviaram para estudar no seminário dos padres jesuítas em Viena, junto com o irmão mais velho e o tutor. Mas o seminário logo foi fechado pelo imperador Maximiliano e toda a comunidade estudantil acabou abrigada no castelo de um príncipe protestante. Aquele ambiente cheio de festas e jogos de prazeres em nada combinava com Estanislau, que buscava uma vida de virtudes e oração, dentro da doutrina cristã. A situação para ele era das mais inadequadas, entretanto agradou o irmão e o tutor, que passaram a requisitar sua participação nesses jogos. Não bastasse isso, o tal príncipe protestante queria impedir os católicos de irem à missa receber a comunhão. Depois, também era atormentado pelos colegas, que zombavam muito de sua preferência pela vida religiosa. Mas a luta contra o ambiente hostil e a vida de privações a que se obrigava acabou por minar a saúde do rapaz. Frágil, ficou doente a ponto de quase perder a vida, mas o salvaram a fé profunda e a confiança em Maria Santíssima, de quem era devoto. Durante um sonho, um anjo apareceu para dar-lhe a eucaristia, e a Virgem Mãe também, curando-o ao colocar-lhe o Menino Jesus nos braços. Maria, em sua aparição, também o convidou a ingressar na Companhia de Jesus. Estanislau, que já pensava em ser um padre jesuíta, contou tudo à família, que fora a Viena verificar como os filhos estavam vivendo e estudando. Aproveitou para dizer que queria mesmo ser um sacerdote. A oposição dos seus pais foi total. Tentou insistir, mas foi inútil. Então, fugiu sozinho, a pé e vestido de mendigo, para despistar se o perseguissem. De Viena, na Áustria, foi para Treves, na Alemanha, percorrendo setecentos quilômetros até chegar a uma casa provincial dos jesuítas. O provincial, na época, era Pedro Canísio, que o recebeu com amabilidade, mas teve de enfrentar a reação do pai do jovem, que ameaçou fazer expulsar todos os jesuítas da Polônia caso o filho não voltasse ao convivo da família. Mas Estanislau manteve-se irredutível. Aos dezessete anos, Estanislau foi enviado para Roma, com uma carta de recomendação ao superior geral da Ordem, são Francisco de Bórgia, que com carinho o encaminhou para complementar o noviciado e os estudos de teologia no Colégio Romano. Foram apenas nove meses entre os jesuítas, mas plenos de trabalho, estudo, dedicação e disciplina, exemplares. Até ser acometido por uma febre misteriosa e, no dia 15 de agosto de 1568, festa da Assunção de Nossa Senhora, partir docemente ao encontro de Deus. O seu túmulo tornou-se local de muitas graças e rota de peregrinação. O papa Bento XIII canonizou-o em 13 de novembro de 1726, e designou esta data para celebrar a festa em memória do padroeiro dos noviços. Disponível em: franciscanos.org.br

São Josafa Kuncewicz

Tudo na vida de João Kuncewics aconteceu cedo e rápido. Nascido de família cristã ortodoxa da Ucrânia, em 1580, estudou filosofia e teologia. Aos vinte anos, tornou-se monge na Ordem de São Basílio, recebendo o nome de Josafá. Em pouco tempo, era nomeado superior do convento e, logo depois, arquimandrita de Polotsk. Com apenas trinta e sete anos, assumiu, embora a contragosto, o arcebispado de Polotsk. Dizem os escritos antigos que a brilhante carreira era plenamente justificada pelos seus dotes intelectuais e, principalmente, pelo exemplo de suas virtudes, obediência total à disciplina monástica e à prática da caridade. Exemplo disso foi quando, certa vez, sem ter como ajudar uma viúva que passava necessidades, penhorou o pálio de bispo para conseguir dinheiro e socorrê-la. Vivia-se a época do cisma, provocado pelas igrejas do Oriente, e Josafá foi um dos grandes batalhadores pela união delas com Roma, tendo obtido vitória em muitas das frentes de batalha. Josafá defendia com coragem a autoridade do papa e o fim do cisma, com a consequente união das igrejas. Pregava e fazia questão de seguir os ensinamentos de Jesus numa só Igreja, sob a autoridade de um único pastor. Sua luta incansável reconquistou muitos hereges e ele é considerado o responsável pelo retorno dos rutenos ao seio da Igreja. Embora outras igrejas do Oriente não o tenham seguido, foi uma vitória histórica e muito importante. Atuando dessa forma e tendo as origens que tinha, é evidente que sofreria represálias. Foi vítima de calúnias, difamação, acusações absurdas e uma oposição ameaçadora por parte dos que apoiavam o cisma. Em uma pregação, chegou a prever que seu fim estava próximo e seria na mão dos inimigos. Até mesmo avisou “as ovelhas do seu rebanho”, como dizia, de que isso aconteceria. Mas não temia por sua vida e jamais deixou de lutar. Em uma das visitas às paróquias sob sua administração, sua moradia foi cercada e atacada. Muitas pessoas da comitiva foram massacradas. O arcebispo Josafá, então, apresentou-se aos inimigos perguntando porque matavam seus familiares se o alvo era ele próprio. Impiedosamente, a multidão maltratou-o, torturou-o, matou-o e jogou seu corpo em um rio. Tudo ocorreu no dia 12 de novembro de 1623, na cidade de Vitebsk, na Bielorússia. Seu corpo, depois, foi recuperado e venerado pelos fiéis. Mais tarde, os próprios responsáveis pelo assassinato do arcebispo foram presos, julgados, condenados e acabaram convertendo-se, escapando da pena de morte. O papa Pio IX canonizou-o em 1876. São Josafá Kuncewics, considerado pelos estudiosos atuais da Igreja o precursor do ecumenismo que vivemos em nossos dias. Disponível em: franciscanos.org.br

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EVANGELIZAR, a partir de Jesus Cristo e na força do Espírito Santo, como igreja discípula, missionária e profética, alimentada pela Eucaristia e orientada pela animação bíblica, promovendo a catequese de inspiração catecumenal, a setorização e a juventude, à luz da evangélica opção preferencial pelos pobres, para que todos tenham vida (cf. Jo 10,10), rumo ao reino definitivo.

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