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Cúria Diocesana

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Solenidade da Ascensão do Senhor

"Eles o adoraram, e depois voltaram para Jerusalém, com grande alegria". (Evangelho segundo Lucas). "Eles o adoraram, e depois voltaram para Jerusalém, com grande alegria". (Evangelho segundo Lucas). Fonte da imagem: https://franciscanos.org.br/vidacrista/wp-content/uploads/2019/05/domingo_270519.jpg

Ascensão: formatura na Escola de um Deus Educador

Frei Gustavo Medella

O termo “educar”, a partir de sua etimologia, significa “conduzir para fora”. A tarefa do educador seria, portanto, a de proporcionar ao educando a possibilidade de sair de si mesmo, de olhar para além dos próprios limites e perceber nas diferenças um lugar de encontro e comunhão, aprendendo a viver e conviver em sociedade.

Em Jesus Cristo, Deus se faz educador de seus e filhos e filhas. Toda a caminhada do Filho de Deus se deu num processo constante de educação, no qual o Senhor incansavelmente se dispôs a conduzir os seus. O núcleo de seus ensinamentos está contido nas lições do Tríduo Pascal e passa pelo Lava-Pés, pelo Mandamento do Amor, pela Paixão e pela Morte na Cruz e, finalmente, pela Páscoa da Ressurreição. Em todos estes episódios, Jesus faz um esforço absoluto para provocar seus seguidores a saírem de si, a vencerem o medo, a se entregarem sem reservas à missão.

Vencedor absoluto do pecado e da morte, o Ressuscitado segue pacientemente seu caminho de educador a fim de solidificar no coração dos seus o vigor apostólico necessário à construção do Reino. Na introdução aos Atos dos Apóstolos (At 1,1-11), proclamada na Primeira Leitura nesta Solenidade da Ascensão, o autor sagrado faz um resumo das aparições do Ressuscitado a seus discípulos.

Finalmente sobe aos céus. É como se fosse a solenidade de formatura na Escola de Jesus Educador. O Mestre, sempre presente, percebe que o fruto da missão está maduro no coração dos seus. Garante a permanência próxima e, ao mesmo tempo, entrega à comunidade o compromisso de testemunhar as maravilhas de um mundo a ser construído conforme os planos e sonhos de Deus. O diploma na escola de Cristo Educador não deve, portanto, ser pendurado na parede como relíquia, mas configura-se num convite permanente aos batizados e batizadas a fim de que levem para todos os cantos a Boa-Nova da Salvação.

 

7º Domingo da Páscoa – Ascensão do Senhor

Comentário do exegeta Frei Ludovico Garmus

 Oração: ”Ó Deus todo-poderoso, a ascensão do vosso Filho já é nossa vitória. Fazei-nos exultar de alegria e fervorosa ação de graças, pois, membros de seu corpo, somos chamados na esperança a participar da sua glória”.

  1. Primeira leitura: At 1,1-11

Jesus foi levado aos céus, à vista deles.

Lucas escreveu dois livros: o Evangelho e os Atos dos Apóstolos. Nestes livros ele divide a história da salvação em três tempos: a) o tempo da promessa é o Antigo Testamento até o final da atividade de João Batista; b) o tempo da realização da promessa é a vida pública de Jesus, desde o batismo até a ascensão ao céu; c) e o tempo da Igreja que se inicia com o dom do Espírito Santo.

No texto que hoje ouvimos Lucas lembra o seu primeiro livro escreveu “sobre tudo o que Jesus começou a fazer e ensinar”. Isto é, desde o batismo de Jesus até o dia em que “foi elevado ao alto”. Mas esta frase também sugere que no segundo livro (Atos) Lucas vai falar daquilo que a Igreja, movida pela força do Espírito Santo, continuou a “fazer e ensinar”. – O tempo da Igreja é inaugurado pelo próprio Jesus Ressuscitado, que durante quarenta dias instrui pelo Espírito Santo os apóstolos sobre as “coisas referentes ao Reino de Deus”. Enquanto Jesus recomenda que não se afastem de Jerusalém antes de receberem o Espírito Santo, alguns ainda lhe perguntam: “Senhor, é agora que vais restabelecer o reino de Israel?” De fato, somente com o dom do Espírito Santo haveriam de entender que Jesus não veio para restaurar o velho reino de Israel, mas para implantar algo totalmente novoo Reino de Deus. Por isso, traça o programa da missão a ser iniciada quando receberem o Espírito Santo: “Sereis minhas testemunhas em Jerusalém, Judeia e Samaria, até os confins da terra”. Enquanto Jesus era levado ao céu e se afastava dos discípulos, anjos os devolvem à realidade da missão; “Por que ficais aqui, parados, olhando para o céu?” A esperança do retorno do Filho do Homem em sua glória, para julgar vivos e mortos, continua válida. Mas antes é necessário que o evangelho seja anunciado a todas as nações (cf. Mc 13,10). Agora é o momento de executar o projeto da missão delineado por Jesus: Com a força do Espírito Santo, os discípulos devem dar testemunho do Ressuscitado, em Jerusalém, na Judeia e Samaria, até os confins da terra

Para Jesus, a ascensão significa o término de sua missão aqui na terra e sua glorificação junto ao Pai. Para nós, marca o início de nossa missão. Cristo, a Cabeça, cumpriu sua missão e foi glorificado; nós, seu corpo, cumprindo nossa missão de testemunhar o Evangelho até os confins da terra, esperamos participar também, um dia, de sua glória (2ª leitura). Como discípulos de Jesus, precisamos compreender que “Aquele que ao descer à terra não tinha deixado o Pai, também não abandonou os discípulos ao subir ao céu” (São Leão Magno). – É o que o Papa Francisco pede: Devemos ser uma “Igreja em saída”, não uma Igreja que só olha para o céu e esquece a missão que Jesus nos deixou.

  1. Segunda leitura: Ef 1,17-23: E o fez sentar-se à sua direita nos céus. 

O Apóstolo nos convida a abrirmos o coração, para conhecermos qual é a esperança que o chamado divino nos dá, qual a riqueza de nossa herança com os santos e que imenso poder Deus exerce naqueles que nele creem. A força do Espírito Santo, derramado em nossos corações, é que nos envia em missão. O Espírito Santo é a força de Cristo dada pelo Pai que o “ressuscitou dos mortos e o fez sentar-se à sua direita nos céus”. O triunfo de Cristo, a Cabeça, é também o triunfo dos fiéis, que são “membros do seu corpo” (Oração).

Salmo responsorial: Sl 46

Por entre aclamações Deus se elevou,

o Senhor subiu ao toque da trombeta.

Aclamação ao Evangelho

Ide pelo mundo, ensinai aos povos todos;

Convosco estarei todos os dias,

Até o fim dos tempos, diz Jesus.

 

  1. Evangelho: Lc 24,46-53

Enquanto os abençoava, afastou-se deles e foi levado para o céu.

Enquanto Mateus e Marcos falam das manifestações do Ressuscitado apenas na Galileia, Lucas as concentra em Jerusalém. Inicia seu evangelho com Zacarias prestando culto no templo de Jerusalém, e o conclui com os discípulos que, após a Ascensão, voltam a Jerusalém, cheios de alegria, onde permanecem no Templo “louvando a Deus”. Antes de ser “levado para o céu”, Jesus recorda o que “está escrito”, isto é, que após sua morte e ressurreição em seu nome seriam anunciados “a conversão e o perdão dos pecados a todas as nações” (cf. Lc 3,3; At 2,32-41). Ordena que retornem a Jerusalém, para serem “revestidos pela força do alto”, isto é, pelo Espírito Santo prometido pelo Pai. Como Jesus foi revestido pela força do Espírito Santo antes de começar a anunciar o reino de Deus (Lc 3,22; 4,1.18), também os discípulos seriam revestidos desta “força do alto” para anunciarem a conversão e o perdão dos pecados (salvação) a todas as nações (1ª leitura). Jesus conclui sua missão e nos deixa seu Espírito para que a continuemos.

Sinto-me convidado a anunciar e viver a boa-nova do reino de Deus, anunciada e vivida por Jesus? “Por que [então] ficais aqui, parados, olhando para o céu?”

 

Começa o tempo da Igreja

Frei Clarêncio Neotti

Lucas é o Evangelista que sempre recorda a universalidade da redenção. Volta a acentuá-la hoje (v. 47). Todos os povos, todas as pessoas podem encontrar a santidade no nome de Jesus (At 4,12). Isaías havia predito: “Toda a carne verá a salvação de Deus” (Is 40,5). Simeão, com o Menino nos braços, no templo, profetizara: “Ele será luz (salvação) para todos os povos” (Lc 2,32). Em Cristo começou o tempo propício para a salvação (2Cor 6,2). Na sua morte e ressurreição, acontecidas historicamente em Jerusalém, todos podem beber na fonte da plenitude da vida (Jo 10,10). Agora, completada a obra, Jesus diz aos Apóstolos que a partir de Jerusalém, isto é, de sua morte e ressurreição, a salvação deve ser levada a todos (v. 48) e ser sua principal missão. Começa o tempo da Igreja. Cristo parte, mas permanece.

A Igreja é seu corpo (Ef 1,23) e sua plenitude. Os cristãos são as testemunhas vigilantes da morte, ressurreição e glória do Senhor. Começa o tempo do despertar e crescer das sementes do Reino. Da nova e definitiva Aliança. Da nova e eterna primavera. Do tempo da “esperança depositada no céu” (Cl 1,5). Nada de orfandade. Somos a nova família de Deus, vivemos em comunhão com ele, porque “amamos Jesus e guardamos sua palavra” (Jo 14,23). Por isso louvamos a Deus (v. 53) com “grande alegria” (v. 52).

 

O Senhor Jesus está na glória

Temos saudades do céu?

Frei Almir Guimarães

Teria sido bom poder retê-lo entre nós. O vazio de sua presença viria nos fazer mergulhar em terrível angústia. Tivemos nele, afinal, alguém de insubstituível. Não nos incomodava. Era, na verdade, o contrário de alguém que perturba: nosso apoio, nosso sustentáculo; ele era bom, de uma bondade tão simples que a havíamos tomado como qualquer coisa de ordinário.
Karl Ranher

♦ Ressoam aos nossos ouvidos os relatos do Novo Testamento que falam da Ascensão do Senhor Jesus. Ele, o mais belo dos filhos dos homens, não podia, com efeito, permanecer definitivamente entre nós. Seu lugar, sua casa definitiva era no seio da Trindade. Não o tivemos mais entre nós daquela maneira tão singela como até então: bebendo de nossas fontes, sentando-se à mesa com puros e não tão puros, contando histórias de moedas e ovelhas perdidas, de administradores corruptos, de fermento, de sal, de luz, de gente jogada à beira das estrada… Quantas histórias ele sabia contar! Ele havia prevenido que tinha que voltar para o seu Pai e nosso Pai.

♦ Deu ao enigma de nossa vida o nome de Pai. Ele era a misericórdia de Deus e sabedoria eterna morando entre nós. Pudemos representar Deus de uma maneira diferente das abstrações filosóficas. Deus, um Pai que nos ama! Na terra finalmente vivia alguém que não precisava de palavras eruditas e complicadas para falar das coisas de Deus. Servia-se de silêncios e usava palavras curtas, colocava gestos e toques eloquentes.

♦ Ele não podia continuar entre nós naquela figura simplesmente humana. Ele havia conhecido a realidade da morte e nesse preciso momento conferiu-lhe um sentido de amor, de dom de sai para o bem de todos. Deu sua vida para que ninguém mais precisasse temer a morte. Sua morte se transformou em vida para que o seus fossem libertados de todo temor e medo. Levou para a morte o nosso corpo que ele havia adquirido de uma mulher de nossa raça. Pela sua morte corporal, nosso irmão mais velho, vencer nossa morte e nas alturas prepara um lugar para nós.

♦ Nossos olhos estão fitos nas alturas, na glória. Lá é nossa casa definitiva. Estamos, no entanto, ainda no tempo da peregrinação e das andanças. Ainda na caminhada e, misteriosamente, ele nos acompanha. Prepara um lugar para aqueles que morreram a si mesmos e renasceram para o mundo novo que começou a existir com sua encarnação, pregação, paixão, morte e ressurreição.

♦ Jesus viera do Mistério do Alto. Esse Jesus que se remexia nas palhas do presépio e que precisou se contorcer no alto da cruz foi a realização do sonho de Deus: morar na casa dos homens, na sua intimidade, viver sua vida e sempre apontar para o alto. Um alto que não é geográfico como as alturas das montanhas e dos espaços siderais. Um Alto diferente. O Alto das coisas de Deus. O Alto do Mistério. Nos espaços da Trindade penetrou nossa natureza humana. Ele subiu ao mais alto dos céus.

♦ Segundo os Atos dos Apóstolos a nuvem, a nuvem de Deus cobriu Jesus, o irmão mais velho, e os apóstolos não puderam mais vê-lo. Os anjos ou o Espírito sussurraram que não era para ficar olhando para o céu. Uma nova missão: “Homens da Galileia, por que ficais ai olhando parados para o céu”. Começava, naquele momento, para valer a missão dos anunciadores da Boa Nova. Ir pelo mundo anunciar sua vitória, seu evangelho, sua força. E não podemos descansar. Anunciar que ele vive e que um pedaço de nós, a carne humana de Jesus de Nazaré, está na esfera da glória. Lá é nosso lugar e nossa casa.


Para a oração e meditação

AO ENTRAR NA GLÓRIA

Bela página cheia de poesia de Santo Epifânio, bispo:

A maior das festas é aquela diante da qual todo discurso nada mais é do que um simples balbucio. Na verdade, hoje, na festa da ascensão, jorra uma torrente de delícias e tudo se enche de alegria. Hoje, o Cristo, abre a porta do céu refulgente de luz. Vinde e contemplai esse cocheiro que, de modo maravilhoso, atravessa os espaços celestes. Ninguém, nem mesmo Elias, mais subiu ao céu, mas somente aquele que de lá desceu, o Filho Unigênito de Deus. Ele mesmo o afirma claramente: Ninguém subiu ao céu senão aquele que desceu do céu. Na verdade, esse bom Pastor, que havia deixado nas montanhas celestes as noventa e nove ovelhas. Isto é, os anjos, para procurar a ovelha que se havia perdido, tendo-a encontrado, colocou-a misericordiosamente sobre os ombros e a reconduziu ao aprisco celeste. Ofereceu-a então ao Pai do céu, dizendo: “Pai, encontrei a ovelha perdida que a serpente havia induzido ao erro. Tendo-a visto coberta de lama de uma vida de pecado, estendendo a minha mão divina, imediatamente a levantei e, impelido por uma profunda compaixão, lavei-a no rio Jordão, perfumando-a depois com a unção do Espírito Santo. Agora, ressuscitado venho à tua presença para oferecer à tua divindade este dom digno de ti: a ovelha reencontrada”.

Lecionário Monástico III, p.547

 

O céu começa na terra

José Antonio Pagola

Falar do céu pode parecer a muitos não só escapismo e evasão covarde dos problemas que nos envolvem, mas até um insulto insuportável e uma zombaria. Não é com o céu que nos devemos importar, mas com a terra, a nossa terra.

Provavelmente muitos subscreveriam de alguma forma as palavras apaixonadas de Friedrich Nietzsche: “Eu vos conjuro, meus irmãos, permanecei fiéis à terra e não creiais nos que vos falam de experiências supraterrenas. Consciente ou inconscientemente são uns envenenadores … A terra está cansada deles: que vão embora de uma vez!”

Mas, o que é ser fiel a esta terra que clama por uma plenitude e reconciliação totais? O que é ser fiel a esta humanidade que não pode alcançar essa libertação e essa paz que tão ardentemente busca? O que é ser fiel ao ser humano e a toda a sede de felicidade que ele encontra em seu ser?

Nós crentes fomos acusados de ter fixado os olhos no céu e esquecido a terra. Sem dúvida é verdade que uma esperança mal-entendida levou muitos cristãos a abandonar a construção da terra, e inclusive a suspeitar das conquistas humanas nesta vida.

No entanto, a esperança cristã consiste precisamente em buscar e esperar a plenitude total desta terra. Crer no céu é procurar ser fiel a esta terra até o fim, sem defraudar nem desesperar de nenhum anseio ou aspiração
verdadeiramente humanos.

A esperança que nos leva a desinteressar-nos dos problemas e sofrimentos desta terra não é esperança cristã. Precisamente porque crê, busca e espera um mundo novo e definitivo, o crente não pode conformar-se com este mundo cheio de lágrimas, sangue, injustiça, mentira e violência.

Quem não faz nada para mudar este mundo não crê em outro melhor. Quem não trabalha para desterrar a violência não crê numa sociedade fraterna. Quem não luta contra a injustiça não crê num mundo mais justo. Quem não trabalha para libertar o ser humano de suas escravidões não crê num mundo novo e feliz. Quem não faz nada para mudar a terra não crê no céu.

 

O Espírito do Senhor Jesus e nossa missão

Pe. Johan Konings

A 1ª leitura e o evangelho nos contam como os apóstolos viveram as últimas aparições de Jesus ressuscitado: como despedida provisória e como promessa. Jesus não voltaria até a consumação do mundo, mas deixou nas mãos deles a missão de levar a salvação e o perdão dos pecados a todos que quisessem converter-se, no mundo inteiro. E prometeu-lhes o Espírito Santo, a força de Deus, que os ajudaria a cumprir sua missão.

A vitalidade e juventude da Igreja, até hoje, tem sua raiz nesta herança que Deus lhe deixou. “É bom para vocês que eu me vá – diz Jesus no evangelho de João – porque, senão, não recebereis o Paráclito, o Espírito da Verdade” (1016,7). Jesus salvou o mundo movido pelo Espírito e dando a sua vida pelos homens. Agora, nós devemos dar continuidade a esta obra, geração após geração. O Espírito de Jesus e do Pai deve animar em nós, e através de nós, um testemunho igual ao de Jesus: deve fazer revi ver Jesus em nós. O que salva o mundo não é a presença física de Jesus para todas as gerações, mas sim o Espírito que ele gerou em nós pela morte por amor – o Espírito do Pai e dele mesmo.

A Igreja não caiu no vazio depois da Ascensão de Jesus. Antes, entrou com ele na plenitude do tempo da salvação e da reconciliação, embora não de vez e por completo. Tem que lutar para realizar o que Jesus já vive em plenitude. Ainda não está na mesma glória, na mesma união definitiva com Deus em que está o seu fundador, mas vive movida pelo mesmo Espírito, e este nunca lhe faltará até a hora do reencontro completo. A Igreja terá que expor às claras as contradições, as injustiças, as opressões que impedem a reconciliação e o perdão. Terá que urgir opção e posicionamento, e também transformação dos corações e das estruturas do mundo, para que um dia o Cristo glorioso seja a realidade de todos nós.

Todos os textos disponíveis originalmente em: franciscanos.org.br

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