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Cúria Diocesana

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Solenidade dos apóstolos São Pedro e São Paulo

"Por isso eu lhe digo: você é Pedro, e sobre essa pedra construirei a minha Igreja, e o poder da morte nunca poderá vencê-la. Eu lhe darei as chaves do Reino do Céu, e o que você ligar na terra será ligado no céu, e o que você desligar na terra será desligado no céu." (Evangelho segundo São Mateus). "Por isso eu lhe digo: você é Pedro, e sobre essa pedra construirei a minha Igreja, e o poder da morte nunca poderá vencê-la. Eu lhe darei as chaves do Reino do Céu, e o que você ligar na terra será ligado no céu, e o que você desligar na terra será desligado no céu." (Evangelho segundo São Mateus). Fonte da imagem: https://franciscanos.org.br/vidacrista/wp-content/uploads/2019/06/pedro_paulo.jpg

Pedro e Paulo: propostas vivas para a Igreja atual

Frei Gustavo Medella

“Naqueles dias, o rei Herodes prendeu alguns membros da Igreja, para torturá-los. Mandou matar à espada Tiago, irmão de João. E, vendo que isso agradava aos judeus, mandou também prender a Pedro” ( At 12, 1-3).

Mais de 2000 mil anos se passaram e ainda hoje se faz necessário um profundo discernimento para não cairmos nas armadilhas dos “Herodes atuais”, que não lançam mão dos mecanismos da lei para promover a justiça, mas para agradar alguns. Os apóstolos souberam se posicionar com coragem, convictos de que a força de Deus estava com eles. Por isso, não se abateram diante das lutas e perseguições, mas mantiveram-se firmes no propósito de levar adiante a verdade do Evangelho, sempre incômoda para quem se beneficia da desigualdade e da exploração.

Nesta seara adquirem destaque Pedro e Paulo. Personalidades, histórias e estilos diferentes que souberam convergir suas melhores forças para aquilo que os unia: o seguimento de Jesus Cristo. Fidelíssimos ao Mestre, esforçaram-se ao máximo por imitá-lo na vida e na morte. Pedro e Paulo atualizam uma proposta de Igreja capaz de responder ainda hoje as muitas questões que nascem no seio de uma sociedade dinâmica, diversa, complexa e plural.

O desejo sincero e transparente de seguir Jesus Cristo pode e deve ser um ponto de encontro fecundo e consistente capaz de unir na mesma causa pessoas profundamente distintas mas que se reconhecem pelo vínculo divino como irmãos e irmãs. Que São Pedro e São Paulo nos ajudem, hoje e sempre, a sermos cada vez mais uma Igreja da abertura e do diálogo.

 

São Pedro e São Paulo, ano C

Comentários do exegeta Frei Ludovico Garmus

 Oração: “Ó Deus, que hoje nos concedeis a alegria de festejar São Pedro e São Paulo, concedei à vossa Igreja seguir em tudo os ensinamentos destes Apóstolos que nos deram as primícias da fé”.

  1. Primeira leitura: At 12,1-11

Agora sei que o Senhor enviou o seu santo anjo

para e libertar do poder de Herodes. 

Em At 1,8, ao se despedir de seus discípulos antes da Ascensão, Jesus traça-lhes o roteiro para a futura missão: “Sereis minhas testemunhas em Jerusalém, Judeia e Samaria, até os confins do mundo”. Durante sua vida pública e depois da ressurreição Jesus preparou seus discípulos para esta missão. Escolheu doze, entre os discípulos, e os chamou de apóstolos. Entre os escolhidos destaca-se a figura de Pedro, como líder deles. Durante a última ceia Jesus prevê que todos o abandonariam, até mesmo Pedro, que lhe jurava fidelidade, embora Jesus lhe dissesse que, naquela noite, haveria de negá-lo três vezes. Mas Jesus rezou por Pedro: “… eu orei por ti, para que tua fé não falhe; e tu, uma vez convertido, confirma os irmãos” (Lc 22,32). De fato, quando Jesus era condenado pelo Sinédrio Pedro negou três vezes que o conhecia. Pedro, porém, logo se arrependeu e “chorou amargamente”. E Jesus, após sua ressurreição, lhe confirma a missão, antes prometida (evangelho), de apascentar seu rebanho: “Apascenta minhas ovelhas, apascenta meus cordeiros” (Evangelho).

O texto que ouvimos, fecha a 1ª parte dos Atos dos Apóstolos, dedicada mais à missão de Pedro como testemunha de Jesus Cristo. De fato, depois da ascensão de Jesus ao céu e da vinda do Espírito Santo, Pedro deu testemunho de Cristo em Jerusalém, na Judeia e na Samaria. Agora está preso e o rei Herodes Agripa planeja executá-lo, como havia feito com Tiago, irmão de João. Mas Pedro é libertado milagrosamente da prisão por um anjo, a fim de continuar testemunhando a fé em Cristo e anunciando seu evangelho. No Evangelho e nos Atos dos Apóstolos Lucas deixa claro que, pela força do Espírito Santo, a Boa-Nova da Salvação não pode ficar acorrentada. Por isso, Pedro é libertado porque “enquanto ele era mantido na prisão, a Igreja rezava continuamente por ele” (At 12,5).

Papa Francisco pede que rezemos com ele, para que Deus o livre de possíveis ameaças, de dentro e de fora da Igreja, e tenha as luzes do Espírito Santo para cumprir fielmente sua missão de confirmar os fiéis na fé cristã. O Papa Francisco nos pede ainda mais. Pede também que sejamos uma Igreja em saída, livre das cadeias que nos prendem a nossos medos e temores (Salmo responsorial). Livres, para viver e anunciar o Evangelho nos dias de hoje.

Salmo responsorial: Sl 31

De todos os temores me livrou o Senhor Deus.

  1. Segunda leitura: 2Tm 4,6-8.17-18

Agora está reservada para mim a coroa da justiça.

São Paulo, nas suas cartas, gosta de usar a linguagem do esporte e da guerra, ao falar de sua ação missionária e da vida cristã. Exemplos não faltam. Hoje ele nos fala que “deu tudo de si” para cumprir sua missão e por isso aguarda a recompensa que lhe está reservada. Paulo está preso. Tem presente a perspectiva do martírio que se aproxima e faz uma avaliação de sua vida missionária. Sua vida foi guiada pela fé, pela esperança e pela caridade (amor). A vida cristã é também um combate, animado pela esperança de vitória, pela fidelidade e amor a Cristo e aos irmãos de fé. É preciso “amor à camisa” (Jesus Cristo), amor ao time (a Igreja). É preciso “suar a camisa” e esperar a recompensa, a coroa da justiça, para que possamos dizer como Paulo: “missão cumprida”.

Aclamação ao Evangelho

  Tu és Pedro e sobre esta pedra eu irei construir minha Igreja;

            E as portas do inferno não irão derrotá-la.

  1. Evangelho: Mt 16,13-19

Tu és Pedro e eu te darei as chaves do Reino dos Céus.

Pedro, como outros discípulos, largou tudo para seguir a Jesus. Tornou-se um entusiasta por Jesus e se destacou pela sua liderança entre os apóstolos. Quando Jesus lhes pergunta: “Quem dizeis que eu sou”? É Pedro que toma a iniciativa e diz: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo”. Esta confissão de fé tornou-se a pedra fundamental da Igreja de Jesus Cristo, como lhe prometeu Jesus. Nesta nova Igreja Pedro recebe o poder de “ligar a desligar” (Mt 16,19) e de apascentar as ovelhas e os cordeiros (Jo 21,15-17). Exige dele apenas que o ame e seja fiel à sua missão. Pedro, em nome de Jesus, conduzirá a Igreja de Cristo, mas quem vai construí-la é o próprio Jesus. Pedro é um homem como nós, frágil, humano, pecador; mas foi escolhido por Jesus para guiar a sua Igreja. Jura que será sempre fiel a Jesus, mas o nega três vezes… Jesus o conhecia e mesmo assim o escolheu. Previu que Pedro o negaria três vezes, mas prometeu rezar- por ele, pedindo que, por sua vez, confirmasse seus irmãos na fé. Eis a missão de Pedro e do Papa Francisco, que também se confessa frágil e pecador. Rezemos sempre pelo Papa Francisco, como ele próprio nos pediu.

 

Confissão perfeita

Frei Clarêncio Neotti

O Evangelho da Missa conta a célebre perícope, que os exegetas chamam de ‘petrina’, de Mateus 16, em que se harmonizam dois fatos: a confissão de fé de Pedro e a promessa de Jesus para seu futuro. A confissão de Pedro vem narrada pelos três Sinóticos (Mateus, Marcos e Lucas), mas a promessa de Jesus sobre o primado é específica e exclusiva de Mateus. Por isso, alguns estudiosos, sobretudo protestantes, quiseram ver nela um acréscimo posterior. A Igreja sempre encontrou na promessa o fundamento do primado de Pedro e sempre foi clara em sua afirmação.

Em Mateus, a profissão de fé de Pedro é mais ampla e mais completa do que nas versões de Marcos e Lucas. Em Marcos, Pedro diz: “Tu és o Cristo” (Mc 8,29). Segundo Lucas, Pedro confessa: “Tu és o Cristo de Deus” (Lc 9,20). Na confissão segundo Mateus, Pedro consegue resumir a verdadeira identidade de Jesus, em forma luminosa e perfeita: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivente” (v. 16). Não apenas reconhece em Jesus o Messias, como também nele vê o Filho de Deus.

 

Chispas e lampejos do Papa Francisco

Frei Almir Guimarães

Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja

Celebramos com muita alegria a memória de Pedro e Paulo, dois baluartes de nossa Igreja. Impulsionados pela força do alto os dois chegaram até Roma: Pedro o primeiro bispo de Roma e pastor da Igreja universal; Paulo, o andarilho, o lutador, o corajoso empreendedor, o inflamado. O Prefácio desta solenidade faz uma solene declaração a respeito das duas colunas: “ Hoje (Pai santo), vós nos concedeis a alegria de festejar os apóstolos São Pedro e São Paulo. Pedro, o primeiro a proclamar a fé, fundou a Igreja primitiva sobre a herança de Israel. Paulo, mestre e doutor das nações, anunciou-lhes o Evangelho da Salvação”.

A Igreja vai fazendo seu caminho ao longo dos milênios, santa e imaculada, mas sempre precisando que seus membros, santos e pecadores, se animem e tomem gosto pelo projeto de Jesus.

Neste dia do Papa, queremos enriquecer este momento com palavras do próprio Papa Francisco a quem aprendemos a estimar com filial afeto:

♦ A medida de Deus… é sem medida

O Papa conversa sobre o amor, mas o amor a todo e um amor sem medida.

Qual é a medida de Deus? Sem medida! A medida de Deus é sem medida! Tudo! Tudo! Tudo! Não pode ser medido o amor de Deus: é sem medida! E então nos tornamos capazes de amar até aqueles que não nos amam, e isso não é fácil… amar a quem não nos ama… Não é fácil! Porque sabemos que uma pessoa não nos ama também somos levados a não amar. Mas não!

Devemos amar também aqueles que não nos amam! Opormo-nos ao mal com o bem, perdoando, compartilhando, acolhendo. Graças a Jesus e seu Espírito, também a nossa vida se torna “pão repartido” para nossos irmãos. E vivendo dessa maneira, descobrimos a verdadeira alegria. Alegria de ser um presente, para retribuir o grande dom que nós, primeiramente, recebemos, sem merecimento nosso. Isso é belo: nossa vida se torna um presente! Isto é imitar Jesus, eu gostaria de lembrar estas duas coisas: Primeiro: a medida do amor de Deus é sem medida. Isso está claro? E a nossa vida com o amor de Jesus, recebendo a Eucaristia, se torna um dom como foi a vida de Jesus. Não se esqueça destas duas coisas: a medida do amor de Deus é amar sem medida. E seguindo Jesus, nós, com a Eucaristia, façamos de nossa vida um presente. Angelus, 22 de junho de 2014

♦ Reze com sua família

Que beleza quando os membros de uma família colocam-se juntos diante de Deus. O Papa sugere e deseja que as famílias rezem no sacrossanto espaço do lar.

Vocês costumam rezar em família? Alguns sim, eu sei. Mas muitos me dizem: Como se faz isso? Faz-se como fez o publicano, é claro, humildemente, diante de Deus. Cada um, humildemente, se coloca diante do Senhor e lhe pede sua bondade, que ele venha até nós. Mas, em família, como se faz? Porque parece que a oração é algo pessoal e, além disso, nunca se tem um momento adequado, tranquilo em família… Sim, é verdade mas é também questão de humildade, de reconhecer que precisamos de Deus, como o publicano! E todas as famílias têm necessidade de Deus: Todas! Necessidade de sua ajuda, de sua força, de sua bênção, de sua misericórdia, de seu perdão! É preciso simplicidade para rezar em família. Rezar juntos o Pai-nosso ao redor da mesa não é algo extraordinário, é fácil . Rezar o rosário em família, é muito bonito, fortalece tanto. E também rezar um pelo outro, o marido pela mulher e a mulher pelo marido, ambos juntos pelos filhos e dos filhos pelos pais, pelos avós… Rezar um pelo outro: isso é rezar em família, e isso fortalece a família, a oração (Homilia, 27 de outubro de 2013).

• A Igreja que eu amo

Sim, a Igreja é para ser amada. Ela é esposa do cordeiro. Ela nasceu do lado aberto de Jesus e no fogo de Pentecostes.
Queridos amigos, esta é a Igreja, esta é a Igreja que todos nós amamos, esta é a Igreja que eu amo: uma mãe que se importa com o bem de seus filhos e que é capaz de dar a vida por eles. Nos não devemos esquecer, porém, que a Igreja não são apenas os sacerdotes ou nos bispos; somos todos! Todos somos a Igreja! Tudo bem? Além disse, nós também somos filhos, mas também mães de outros cristãos. Todos os batizados, homens e mulheres, juntos somos a Igreja. Quantas vezes, em nossa vida não damos testemunho dessa maternidade da Igreja’! Quantas vezes somos covardes! (Audiência geral, 3 de setembro de 2014).

 

Nossa imagem de Jesus

José Antonio Pagola

A pergunta de Jesus: “E vós, quem dizeis que Eu sou?” continua pedindo ainda uma resposta aos crentes do nosso tempo. Nem todos temos a mesma imagem de Jesus. E isto não só pelo caráter inesgotável de sua personalidade, mas, sobretudo, porque cada um de nós vai elaborando sua imagem de Jesus a partir de seus interesses e preocupações, condicionado por sua psicologia pessoal e pelo meio social ao qual pertence, e marcado pela formação religiosa que recebeu.

E, não obstante, a imagem que nos fazemos de Cristo tem importância decisiva para nossa vida, pois condiciona nossa maneira de entender e viver a fé. Uma imagem empobrecida, unilateral, parcial ou falsa de Jesus nos conduzirá a uma vivência empobrecida, unilateral, parcial ou falsa da fé. Daí a importância de evitar possíveis deformações de nossa visão de Jesus e de purificar nossa adesão a Ele.

Por outro lado, é pura ilusão pensar que alguém crê em Jesus Cristo porque “crê” em um dogma, ou porque está disposto a crer “no que a Santa Madre Igreja crê”. Na realidade, cada crente crê no que ele crê, isto é, no que pessoalmente vai descobrindo em seu seguimento a Jesus Cristo, ainda que, naturalmente, o faça dentro da comunidade cristã.

Infelizmente, não são poucos os cristãos que entendem e vivem sua religião de tal maneira que, provavelmente, nunca poderão ter uma experiência um pouco viva do que é encontrar-se pessoalmente com Cristo.

Já numa época bem cedo de sua vida se fizeram uma ideia infantil de Jesus, quando talvez ainda não se tinham feito, com suficiente lucidez, as questões e perguntas que Cristo pode responder.

Mais tarde não voltaram mais a repensar sua fé em Jesus Cristo, ou porque a consideram algo trivial e sem importância para sua vida, ou porque não se atrevem a examiná-la com seriedade e rigor, ou ainda porque se contentam em conservá-la de maneira indiferente e apática, sem eco algum em seu ser.

Infelizmente, não suspeitam o que Jesus poderia ser para eles. Marcel Légaut escrevia esta frase dura, mas talvez bem real: “Esses cristãos ignoram quem é Jesus e estão condenados por sua própria religião a não descobri-lo jamais”.

 

O Papa, o missionário e a comunidade

Pe. Johan Konings

Popularmente, a festa de hoje é chamada o Dia do Papa, sucessor de Pedro. Mas não podemos esquecer que ao lado de Pedro é celebrado também Paulo, o Apóstolo, ou seja, missionário, por excelência. No evangelho, o apóstolo Simão responde pela fé de seus irmãos. Por isso, Jesus lhe dá o nome de Pedro. Este nome é uma vocação: Simão deve ser a “pedra”(rocha) que deve dar solidez à comunidade de Jesus (cf. Lc 22,32). Esta “nomeação”vai acompanhada de uma promessa: as “portas” (cidade, reino) do inferno não poderão nada contra a Igreja, que é uma realização do reino “dos Céus” (= de Deus). A 1ª leitura ilustra essa promessa: Pedro é libertado da prisão pelo anjo do Senhor. Pedro aparece, assim, como o fundamento institucional da Igreja.

Paulo aparece mais na qualidade de fundador carismático. Sua vocação se dá na visão de Cristo no caminho de Damasco: de perseguidor, ele se transforma em apóstolo e realiza, mais do que os outros apóstolos inclusive, a missão que Cristo lhes deixou, de serem suas testemunhas até os extremos da terra (At 1,8). Apóstolo dos pagãos, Paulo torna realidade a universalidade da Igreja, da qual Pedro é o guardião. A 2ª leitura é o resumo de sua vida de plena dedicação à evangelização entre os pagãos, nas circunstâncias mais difíceis: a palavra tinha que ser ouvida por todas as nações (v. 17). Não esconder a luz de Cristo para ninguém! O mundo em que Paulo se movimentava estava dividido entre a religiosidade rígida dos judeus farisaicos e o mundo pagão, cambaleando entre a dissolução moral e o fanatismo religioso. Neste contexto, o apóstolo anunciou o Cristo Crucificado como sendo a salvação: loucura para os gregos, escândalo para os judeus, mas alegria verdadeira para quem nele crê. Missão difícil. No fim de sua vida, Paulo pode dizer que “combateu o bom combate e conservou a fé/fidelidade”, a sua e a dos fiéis que ele ganhou. Como Cristo – o bom pastor – não deixa as ovelhas se perderem, assim também o apóstolo – o enviado de Cristo – conserva-lhes a fidelidade.

Pedro e Paulo representam duas dimensões da vocação apostólica, diferentes mas complementares. As duas foram necessárias, para que pudéssemos comemorar hoje os fundadores da Igreja universal. Esta complementariedade dos carismas de Pedro e Paulo continua atual na Igreja hoje: a responsabilidade institucional e a criatividade missionária. Pode até provocar tensões, por exemplo, uma teologia “romana”versus uma teologia latino-americana. Mas é uma tensão fecunda. Hoje, sabemos que o pastoreio dos fiéis – a pastoral – não é monopólio dos “pastores constituídos”como tais, a hierarquia. Todos fiéis são um pouco pastores uns para com os outros. Devemos conservar a fidelidade a Cristo – a nossa e a dos nossos irmãos – na solidariedade do “bom combate”.

E qual será, hoje, o bom combate? Como no tempo de Pedro e Paulo, uma luta pela justiça e a verdade em meio a abusos, contradições e deformações. Por um lado, a exploração desavergonhada, que até se serve dos símbolos da nossa religião; por outro, a tentação de largar tudo e de dizer que a religião é um obstáculo para a libertação. Nossa luta é, precisamente, assumir a libertação em nome de Jesus, sendo fiéis a ele; pois, na sua morte, ele realizou a solidariedade mais radical que podemos imaginar.

Reflexões disponíveis originalmente em: franciscanos.org.br

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