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Cúria Diocesana

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18º Domingo do Tempo Comum

"E as coisas que você preparou, para quem vão ficar?’ Assim acontece com quem ajunta tesouros para si mesmo, mas não é rico para Deus". (Evangelho segundo Lucas). "E as coisas que você preparou, para quem vão ficar?’ Assim acontece com quem ajunta tesouros para si mesmo, mas não é rico para Deus". (Evangelho segundo Lucas). Fonte da imagem: https://franciscanos.org.br/vidacrista/wp-content/uploads/2019/07/liturgia_2907_g.jpg

Ilusão destruidora e ridícula

Frei Gustavo Medella

A ilusão – ainda que inconsciente – da imortalidade tem sido causa de grandes desgraças na vida do ser humano e da humanidade. Trata-se de uma postura delirante que, no tempo presente, se mostra destruidora e, considerada em retrospectiva, manifesta-se ridícula: “Vaidade das vaidades”…

Destruidora no presente porque leva a uma visão enganosa da pessoa em relação a si mesma e aos bens da natureza. Quem não se dá conta de sua própria finitude tem grande tendência de estender sua compreensão em relação aos bens criados, explorando-os em próprio benefício como se também fossem inesgotáveis. Levar a sério e acreditar em tal delírio torna a pessoa cega para perceber que sua pretensa vida imortal se constrói à custa da morte da natureza e de seus semelhantes. É uma loucura!, conforme adverte Jesus no Evangelho deste 18º Domingo do Tempo Comum (Lc 12,13-21).

Ridícula quando olhada sob o prisma do passado porque revela a perecibilidade de tudo que a seu tempo parecia de fundamental importância e agora não passa de cacareco, tranqueira, quinquilharia: o carro de último tipo, hoje, não sai mais do lugar: virou ferro velho; as muitas mãos que lhe davam tapinhas nas costas foram rareando à medida que o dinheiro foi ficando escasso; a fortuna guardada sob o colchão, hoje, não passa de um amontoado de papel velho todo comido pela traça que nem para acender fogão a lenha serve mais.

Seguir o conselho de Jesus e perceber que a vida do ser humano não consiste na abundância de bens é sinal de maturidade na fé e na vida, agraciando quem assim compreende a própria existência com a sabedoria de investir suas melhores forças nos bens que não passam: o companheirismo, a solidariedade, o cultivo de relações de respeito, a prática gratuita e desinteressada do bem, o desejo de caminhar em proximidade com o Senhor. Estes são os valores que permanecem com a pessoa na eternidade, depois de seu último suspiro sobre a terra. Nem sempre é fácil aprender essa lição. Os tombos da vida, às vezes, ensinam. O melhor é pedir a Deus a graça de perceber o quanto antes que o Papa Francisco tem razão quando diz que nunca viu cortejo fúnebre acompanhado de caminhão de mudança.

 

18º Domingo do Tempo Comum, ano C

Comentários do exegeta Frei Ludovico Garmus

 Oração: “Manifestai, ó Deus, vossa inesgotável bondade para com os filhos e filhas que vos imploram e se gloria de vos ter como criador e guia, restaurando para eles a vossa criação e conservando-a renovada”.

  1. Primeira leitura: Ecl 1,2; 2,21-23

Que resta ao homem de todos os seus trabalhos?

A palavra de Deus que ouvimos na primeira leitura é de um autor do 3º séc. III a.C., chamado Eclesiastes ou Coélet. Era um sábio que instruía o povo, ao ar livre, como os filósofos gregos ambulantes de seu tempo. É um homem de fé, mas de uma fé adulta e questionadora, em busca do sentido da vida. Como outros livros sapienciais (Provérbios, Cânticos, Eclesiástico e Sabedoria), o autor recolhe a sabedoria recebida de sua família, somada à própria experiência de vida e à sabedoria de outros sábios, em busca de princípios para uma vida feliz aqui na terra. A fé judaica do tempo de Coélet ainda não tinha desenvolvido a crença na vida eterna. Pensava-se que as pessoas justas e piedosas que observassem a Lei seriam recompensadas neste mundo com as “bênçãos” divinas, como vida longa, riquezas, vida longa e muitos filhos. Coélet questiona tudo, até as recompensas divinas aqui na terra. O texto ouvido começa com um refrão “Vaidade das vaidades, tudo é vaidade”. Melhor seria traduzir como “ilusão, pura ilusão, tudo é ilusão”. À luz deste refrão, o sábio questiona todas as “certezas” que a religião judaica lhe oferecia. Todos, bons e maus, morrem e vão parar no xeol, isto é, na morada dos mortos. O “Credo” que recitamos lembra que Jesus, ao morrer na cruz, também foi parar na “mansão dos mortos”, mas ao 3º dia ressuscitou e resgatou todos os mortos do xeol para julgá-los e para dar a vida eterna aos bons. Mas, em Israel, ainda não havia uma crença na vida após a morte. Para o sábio o trabalho no esforço de acumular riquezas nesta vida (Evangelho) não traz felicidade. A qualquer hora a pessoa pode morrer, sem gozar da felicidade, deixando os bens para quem nada fez para os merecer. De certa forma, ao descartar a felicidade nos limitas da vida presente, o sábio vislumbra uma felicidade para além da morte.

Salmo responsorial: Sl 89

Vós fostes, ó Senhor, um refúgio para nós.

  1. Segunda leitura: Cl 3,1-5.9-11

Esforçai-vos por alcançar as coisas do alto, onde está Cristo.

Domingo passado, Paulo lembrava que, pelo Batismo, o cristão morre para o pecado, para ressuscitar com Cristo para uma vida nova. “Deus nos trouxe para a vida, junto com Cristo, e a todos nós perdoou os pecados”. Hoje continua a refletir sobre as consequências para a vida cristã. Pelo Batismo e pela fé o cristão é convidado a voltar-se para “as coisas do alto, onde está Cristo” ressuscitado. Pela fé, “nossa vida está escondida com Cristo em Deus”. Quando Cristo voltar para julgar os vivos e os mortos, nós também apareceremos revestidos da glória do Cristo ressuscitado. Após esta reflexão, Paulo exorta os cristãos a viverem uma vida que corresponda à fé. Isso significa morrer para tudo o que pertence às coisas terrenas que levam ao pecado (homem velho), como os vícios e a cobiça dos bens terrenos (Evangelho), para se revestir do “homem novo”, chamado a se renovar “segundo a imagem do seu Criador”. Isto é, Deus nos criou à sua imagem e semelhança. Para realizar este projeto original de amor, Deus enviou o seu Filho, que se encarnou no seio da Virgem Maria. O Filho de Deus assumiu a natureza humana para nos fazer participantes de sua natureza divina. Esta é a resposta cristã aos questionamentos de Coélet (1ª leitura) sobre em que consiste a felicidade do ser humano. Pela fé, nossa felicidade/vida está “escondida, com Cristo, em Deus”. Na Carta aos Hebreus se diz: “A fé é fundamento do que se espera e a prova das realidades que não se veem” (Hb 1,1). O fundamento e a prova da fé são o próprio Cristo ressuscitado.

Aclamação ao Evangelho: Mt 5,3

Felizes os humildes de espírito,

Porque deles é o Reino dos Céus.

  1. Evangelho: Lc 12,13-21

E para quem ficará o que tu acumulaste?

No Evangelho de Lucas Jesus é Aquele que veio anunciar a boa-nova aos pobres (Lc 4,18-19). O trecho que ouvimos Lucas traz sentenças de Jesus sobre pobreza e riqueza. Jesus estava ensinando, cercando pela multidão, quando alguém grita do meio da multidão: “Mestre, dize ao meu irmão que reparta a herança comigo”. E Jesus responde: “Homem, quem me encarregou de julgar ou de dividir vossos bens?” Fiel ao programa lançado na sinagoga de Nazaré, Jesus se nega a se fazer de juiz. Pela sua prática e ensinamento Jesus estabelece os princípios para viver o Reino de Deus que anuncia. Veio para anunciar a boa-nova aos pobres e ensina a partilhar ou dividir os bens. Basta lembrar o milagre da “multiplicação” dos pães e peixes. O verdadeiro milagre não é a multiplicação, e sim, a “divisão” dos pães… Os primeiros cristãos assim o entendiam, conforme Lucas diz: “Tudo entre eles era comum” (At 4,32). Jesus critica a ganância/cobiça e ensina: “vida de um homem não consiste na abundância de bens” (cf. 1ª leitura). E aprofunda o ensinamento com a parábola do homem que fez uma grande colheita, construiu amplos armazéns e pensava: agora posso comer, beber, descansar e aproveitar a vida. Mas Deus o chama de “louco”, insensato, porque na mesma noite haveria de morrer. E conclui com a sentença: “Onde estiver vosso tesouro, aí estará também vosso coração” (v. 34).

Exemplos do dia a dia nos ensinam que a “esperteza” (sabedoria?) em levar vantagem à custa dos pobres na realidade é tolice. A riqueza não traz felicidade, diz o provérbio. Quando a riqueza do cristão está na partilha com os necessitados, sua felicidade já está escondida com Cristo em Deus (2ª leitura).

 

Cobiça e avareza

Frei Clarêncio Neotti

O episódio que lemos hoje só Lucas o traz. Aproveitando um fato acontecido numa das roças da Galileia, Jesus mostra a fragilidade da ganância e completa o ensinamento com uma parábola de advertência sobre a precariedade das riquezas.

Não é de estranhar o pedido feito a Jesus. Segundo a Lei de Moisés para os camponeses, o filho mais velho, além de herdar a casa e o terreno sozinho, herdava ainda dois terços dos bens móveis. É provável que a briga estivesse em torno do terço sobrante. Nesses casos, recorria-se ao doutor da lei também chamado legisperito, uma mistura de advogado, teólogo e juiz. Vemos, então, que Jesus era considerado pelo povo como um advogado, como alguém que sabia das coisas e podia dar uma solução justa. Mas Jesus, evitando, tomar o lugar dos juristas, para que ninguém pudesse acusá-lo de usurpar poderes, fala da cobiça e da avareza.

O episódio era muito propício à lição. Alguém herdara todos os bens, menos uma pequena parte, que devia ser repartida entre os irmãos, e negava-se a fazê-lo, porque queria a herança inteira para si. Uma ganância forte, que não só feria os direitos dos outros, mas também, e sobretudo, o amor fraterno, sobre o qual Jesus queria construir o novo povo de Deus.

 

A indescritível alegria da partilha

Frei Almir Guimarães

Para dar certo na vida não basta passar bem. O ser humano não é apenas um animal faminto de prazer e de bem-estar. Ele é feito também para cultivar o espírito, conhecer a amizade, experimentar o mistério do transcendente, agradecer a vida, viver a solidariedade. (José Antonio Pagola)

  • Não há dúvida o homem é mais do que seus bens, sua conta bancária, seus recursos econômicos. As palavras de José Antonio Pagola mencionadas norteiam nossa reflexão, a maneira de nos posicionar diante dos bens. De graça recebemos, de graça damos. Nossa existência é partilha não somente de bens materiais, mas sobretudo de nós mesmos, do melhor que brotou dentro de nós com nosso contato com a fé e nossa convivência com Cristo ressuscitado ao longo do caminho da vida.

  • O homem da parábola teve muita sorte na vida. Teve grande colheita. O agronegócio deu certo. A terra, a chuva, o tempo clemente foram lhe sorrindo. Com tanta abundância precisou pensar em levantar novos galpões e amplos celeiros. E assim, garantido, podia aproveitar a vida “Eu poderei dizer a mim mesmo: Meu caro, tu tens uma boa reserva para muitos anos. Descansa, come, bebe, aproveita”.

  • Os bens materiais são necessários para que possamos levar a uma vida digna: casa decente, roupa para o corpo, alimento para a mesa, férias para o espírito e o corpo. Não somos espíritos desencarnados. Os bens materiais, os avanços da técnica, os sucessos das pesquisas médicas tudo vem em benefício do ser humano e em respeito pela sua dignidade. Lutamos e lutaremos para que os mais desfavorecidos possam, o mais breve possível, ter os recursos para que levem uma vida digna e tenham mesmo a abundância das coisas necessárias.

  • A sociedade de consume pode, no entanto, olhar com muita paixão os bens materiais, o desejo de ter, de ter sempre mais. A sociedade da produtividade, da concorrência da pressa vai nos esterilizando por dentro. Vamos colocando nossa convicção no poder, no prestígio, no lucro, no ter mas e até mesmo nem sempre um ter lícito e esquecendo-se somos companheiros de viagens de tantos e tantas que carecem de tudo.

  • Somos mistérios ambulantes. Não somos donos de nossa vida. Alguém nos inventou. Somos hóspedes na humanidade. Somos com os outros. Só somos com os outros. Deles dependemos e eles dependem de nós numa interminável cadeia de solidariedades. Com a mãe e o pai, com a escola e os amigos, com o pão e a água, o sol e a chuva. Juntos. Debaixo de um mesmo guarda-chuva. Levantando os caídos, ajudando os velhos a andarem, fazendo com que os casados aprendam se estimar. Partilha de vida, do tempo, das riquezas que Deus coloca dentro de cada um. Partilha dos bens com os de perto e os de longe. Engajamentos em campanhas que promovam uma distribuição sadia dos bens e  combata toda forma de corrupção.

  • Palavras de José Antonio Pagola: “O dinheiro pode dar poder, fama, prestígio, segurança, bem-estar… mas na medida em que escraviza a pessoa, fecha-a para Deus Pai e faz esquecer a condição de irmão e a leva a romper a solidariedade com os outros. Deus não pode reinar na vida de que está dominado pelo dinheiro. A raiz profunda está em que as riquezas despertam em nós o desejo insaciável de ter mais. E então cresce na pessoa a necessidade de acumular, capitalizar e possuir sempre mais (Pagola, Lucas p. 206).


    Oração

Converte-me primeiro a mim
para que eu comunique a outros a Boa Notícia.
Dá-me a audácia.
Neste mundo cético e autossuficiente
tenho vergonha e medo.
Dá-me esperança.
Nesta sociedade receosa e fechada,
eu também tenho  pouca confiança nas pessoas.
Dá-me amor.
Nesta terra insolidária e fria,
eu também sinto pouco amor.
Dá-me constância.
Neste ambiente cômodo e superficial
eu também me canso facilmente,
Converte-me primeiro a mim
para que eu comunique a Boa Notícia

(P.Loidi)

 

Lucidez de Jesus

José Antonio Pagola

Um dos traços mais chamativos na pregação de Jesus é a lucidez com que soube desmascarar o poder alienante e desumanizador que se encerra nas riquezas.

A visão de Jesus não é a de um moralista preocupado em saber como adquirimos nossos bens e como os usamos. O risco de quem vive desfrutando suas riquezas é esquecer sua condição de filho de um Deus Pai e irmão de todos.

Daí seu grito de alerta: “Não podeis servir a Deus e ao Dinheiro”. Não podemos ser fiéis a um Deus Pai que busca justiça, solidariedade e fraternidade para todos, e ao mesmo tempo viver pendentes de nossos bens e riquezas.

O dinheiro pode dar poder, fama, prestígio, segurança, bem-estar… mas, na medida em que escraviza a pessoa, fecha-a a Deus Pai, a faz esquecer sua condição de irmão e a leva a romper a solidariedade com os outros. Deus não pode reinar na vida de quem está dominado pelo dinheiro.

A raiz profunda está em que as riquezas despertam em nós o desejo insaciável de ter sempre mais. E então cresce na pessoa a necessidade de acumular, capitalizar e possuir sempre mais. Jesus considera uma verdadeira loucura a vida daqueles proprietários de terras da Palestina, cuja obsessão é armazenar suas colheitas em celeiros cada vez maiores. É uma insensatez dedicar as melhores energias e esforços a adquirir e acumular riquezas.

Quando, por fim, Deus se aproxima do rico para buscar sua vida, fica evidente que ele a desperdiçou. Sua vida carece de conteúdo e valor. “Insensato!..” “Assim é aquele que acumula riquezas para si e não é rico diante de Deus”.

Algum dia, o pensamento cristão descobrirá, com uma lucidez que hoje não temos, a profunda contradição que existe entre o espírito que anima o capitalismo e o que anima o projeto de vida querido por Jesus. Esta contradição não se resolve nem com a profissão de fé dos que vivem com espírito capitalista nem com toda a beneficência que possam fazer com seus ganhos.

 

Riqueza insensata

Pe. Johan Koning

A liturgia de hoje ensina a vaidade da riqueza. Para que tanto trabalhar, se nada podemos levar e devemos deixar o fruto de nosso trabalho para outros (1ª  leitura)? Os pais arrecadam, os filhos aproveitam, os netos põem a perder… No evangelho, Jesus ilustra essa realidade com a parábola do homem que chegou a assegurar sua vida material, mas na mesma noite iria morrer … Quem é materialista e só quer conhecer os prazeres deste mundo, para este o ensinamento de Jesus é indigesto, mas nem por isso deixa de ser verdade. Não levamos nada daqui. As riquezas materiais não têm valor duradouro, nem podem ser o fim ao qual o homem se dedica.

Talvez o consumismo de hoje tenha isto de bom: lembra-nos essa precariedade. O produto que compramos hoje amanhã já saiu da moda, e depois de amanhã nem haverá mais peças de reposição para consertá-lo. Nossa nova TV estará fora de moda antes que tivermos completado as prestações … Por outro lado, esse consumismo é grosseira injustiça, pois gastamos em uma geração os recursos das gerações futuras. Se as coisas valem tão pouco, melhor seria não as comprar, e voltar a uma vida mais simples e mais desprendida. Haveria recessão econômica, mas também haveria menos necessidade de dinheiro para ser gasto.

A caça à riqueza material é um beco sem saída. A razão por que se insiste em produzir sempre mais é que os donos do mundo lucram com a produção, sobretudo das coisas supérfluas que enchem as prateleiras das lojas. Para vender esses supérfluos, criam nas pessoas a necessidade de possuí-las, mediante a publicidade na rua, no jornal e na televisão. Quando então as pessoas não conseguem adquirir todas essas coisas, ficam irrequietas; quando conseguem, ficam enjoadas; e nos dois casos aparece mais uma necessidade: a psicoterapia …

A “sabedoria do lucro” é injusta e assassina. Leva as pessoas a desconsiderar os fracos. Um proeminente político deste país disse que “quem não pode competir não deve consumir” … O sistema do lucro e do desejo sempre mais acirrado precisa manter as desigualdades, pois parte do pressuposto que todos querem superar a todos. Tal sistema é “intrinsecamente pecaminoso”, disseram os papas Paulo VI e João Paulo II.

Ser rico, não para si, mas para Deus … Não amontoar riquezas que na hora do juízo serão as testemunhas de nossa avareza, injustiça e exploração (cf. Tg 5,1-6), mas riquezas que constituam a alegria de Deus!

Não adianta muito discutir se a produção tem que ser capitalista ou socialista, enquanto não se tem claro que o ser humano não existe para a produção, e sim a produção para o ser humano. E este, se for sábio, tentará precisar dela o menos possível.

Todas as reflexões disponíveis em: franciscanos.org.br

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