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Cúria Diocesana

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26º Domingo do Tempo Comum

"Se eles não escutam a Moisés e aos profetas, mesmo que um dos mortos ressuscite, eles não ficarão convencidos". (Do evangelho segundo São Lucas). "Se eles não escutam a Moisés e aos profetas, mesmo que um dos mortos ressuscite, eles não ficarão convencidos". (Do evangelho segundo São Lucas). Fonte da imagem: https://franciscanos.org.br/vidacrista/wp-content/uploads/2019/09/pobre_2309.jpg

Viver é transpor abismos

Frei Gustavo Medella

Depois da morte, o abismo intransponível. No ponto de encontro comum e inevitável para o qual convergem ricos, pobres, poderosos, oprimidos e opressores – a morte -, o desencontro eternizado: solidão, distanciamento, vazio… Lázaro, no desapego de quem se descobre sem seguranças ilusórias a que se apegar, divide o nada que tem com os cães que lhe lambem as feridas e, certamente, beneficiam-se juntos ao miserável das pouquíssimas migalhas que caem da mesa farta do rico. Pobre rico! A ilusão do conforto e da fartura lhe impedem de perceber que a vida é mais e que as iguarias que consome, por mais finas e caras que sejam, terão como destino a mesma vala comum onde o pobre deposita seus despojos.

Pessoalmente, sinto-me muito incomodado ao ouvir este Evangelho. Nada me falta e, no entanto, a tantos, falta tudo. A construção de pontes no aqui e agora da vida é urgência, é prioridade, é missão! Desviar-se deste propósito é verdadeira traição ao Evangelho. Por isso, cada vez que sou vaidoso, egoísta, acomodado e indiferente diante da dor e do sofrimento palpável do outro, estou traindo a Jesus Cristo. Estou pavimentando a triste estrada que inevitavelmente me levará ao isolamento.

Neste 26º Domingo do Tempo Comum, escrevo para mim mesmo. Sem falso pudor ou excesso de autocobrança, penso o quanto preciso trabalhar para transpor os tantos abismos que só poderei atravessar às custas de muita solidariedade, empatia e conversão. Que o Senhor me ajude e que eu me deixe ajudar.

 

26º Domingo do Tempo Comum

Reflexões do exegeta Frei Ludovico Garmus

Oração: “Ó Deus, que mostrais vosso poder, sobretudo, no perdão e na misericórdia, derramai sempre em nós a vossa graça, para que, caminhando ao encontro das vossas promessas, alcancemos os bens que nos reservais”.

  1. Primeira leitura: Am 6,1a.4-7

Agora o bando dos gozadores será desfeito.

Domingo passado ouvimos as críticas de Amós contra os que enriqueciam às custas dos “pobres da terra”, os camponeses. Hoje as críticas se dirigem à classe dirigente de Israel, na capital Samaria, que vive com o fruto da exploração dos pobres. No texto de hoje, Amós crítica os que vivem folgados em Samaria. Eram uma elite alienada, uma “sociedade consumista” que esbanjava as riquezas injustamente acumuladas, em banquetes de carnes finas, regadas com os melhores vinhos, sem importar-se com os pobres, lançados na miséria. Mais ainda. Deitados em camas de marfim e ungindo-se com preciosos perfumes importados, estavam cegos diante da situação ameaçadora da política internacional. O império assírio já estendia seu domínio sobre o ocidente e eles não se preocupavam ruína próxima do reino de Israel. Esse bando de gente de boa-vida, diz Amós, perderá toda a sua riqueza e será levado para o exílio. Foi o que aconteceu anos depois quando Samaria foi destruída (722 a.C.), com o fim ao reino de Israel. – As palavras de Amós são uma advertência para nossa sociedade capitalista que visa apenas o lucro e o consumo. Hoje, como nos alerta o Papa Francisco na Laudato Sí, o capitalismo consumista é uma ameaça para todos, ricos e pobres. Com a exploração exacerbada dos recursos limitados da Mãe Terra, coloca-se em risco nossa “Casa Comum”, casa de todos os seres vivos por ela alimentados. É urgente uma conversão e mudança de hábitos para um uso responsável e solidário dos bens que a Mãe Terra generosamente nos dá (Evangelho).

Salmo responsorial: Sl 145

Bendize, minha alma, e louva ao Senhor!

  1. Segunda leitura: 1Tm 6,11-16

O texto da segunda leitura contém uma exortação a Timóteo e conclui com um hino de adoração a Deus. Pode ser considerado como o testamento de Paulo ao bispo Timóteo. O verdadeiro apóstolo, antes de tudo, deve ser um “homem de Deus”, que procura viver o que prega: “a justiça, a piedade, a , o amor, a firmeza e a mansidão”. Como um atleta de Cristo, deve “combater o bom combate da fé”, na esperança de conquistar a vida terna. A profissão de fé que Timóteo deu, acolhendo o chamado de Cristo, deve ser vivida na presença de Deus e de Cristo Jesus, o qual deu seu testemunho de amor, sofrendo a morte na cruz. O mandamento que Paulo exorta a guardar é a “regra de vida que vem da fé e do evangelho”, pregado por Timóteo.

Aclamação ao Evangelho: 2Cor 8,9

           Jesus Cristo, sendo rico, se fez pobre, por amor;

            para que sua pobreza nos, assim, enriquecesse.

  1. Evangelho: Lc 16,19-31

Tu recebeste teus bens durante a vida, e Lázaro os males; agora ele encontra aqui consolo, e tu és atormentado.

Domingo passado, na parábola do administrador infiel, Jesus ensinava aos “filhos da luz” (os cristãos) o correto uso dos bens deste mundo: “Não podeis servir a Deus e ao dinheiro”. E servir a Deus inclui a justa partilha dos bens com o próximo mais necessitado. Após esse ensinamento, Lucas inclui um comentário: “Os fariseus, que gostavam de dinheiro, ouviram tudo isso e zombavam dele” (Lc 16,14). Na “parábola do rico avarento e do pobre Lázaro”, que hoje ouvimos, os fariseus também estão presentes. – Na parábola o rico não tem nome, enquanto o pobre se chama Lázaro, que significa Deus ajuda. De fato, na situação em que ele estava somente Deus poderia ajudá-lo. A parábola descreve a desigualdade gritante entre a vida de um rico e a de um pobre neste mundo. Enquanto o rico vive em meio ao luxo e faz banquetes todos os dias, o pobre jaz diante de sua mansão em meio aos cães, desejoso como eles que lhe lancem algumas sobras. No entanto, recebe apenas a solidariedade dos cães, que lambem suas feridas. Quando o pobre morre, é levado pelos anjos para junto de Abraão onde é acolhido para um banquete da vida eterna. Quando rico morre, é sepultado e vai parar na morada dos mortos, ou “inferno”. Em meio aos tormentos, o rico vê ao longe Abraão e Lázaro a seu lado. Aos gritos suplica que Abraão envie até ele Lázaro, para lhe molhar com a ponta dos dedos a língua e aliviar o calor das chamas. Abraão lembra-lhe, então, que enquanto ele vivia na abundância, Lázaro morria de fome. Agora a situação se inverteu. Se antes o abismo entre o rico e o pobre era superável por gestos de solidariedade, agora, tornou-se intransponível. Com a morte, o tempo de o rico ser solidário com o pobre esgotou-se de modo irreversível. O rico então suplica para que ao menos envie Lázaro até a terra para prevenir seus cinco irmãos (cinco livros da Lei Moisés!), pois se converteriam e seriam libertados dos tormentos. E Abraão responde: Quem não escuta Moisés (a Lei) e os profetas não acreditará nem mesmo se um morto ressuscitasse. Esse morto que ressuscitou é Jesus. Mas os fariseus, que “gostavam do dinheiro” e zombavam da palavra de Jesus quando dizia “não podeis servir a Deus e ao dinheiro”, também não acreditaram que Jesus ressuscitou. Se ao menos escutassem os ensinamentos de Moisés e dos profetas, poderiam também participar do banquete da vida eterna, junto com Abraão (Lc 18,18-21).

A parábola é um espelho da sociedade injusta do tempo de Jesus na Galileia e no Império Romano, quando Lucas escrevia seu evangelho (80 d.C.). É também um espelho da sociedade capitalista de consumo em que hoje vivemos. Um consumo que aumenta o abismo entre ricos e pobres já ultrapassa a própria capacidade de a Mãe Terra sustentá-lo. – Como usamos os bens deste mundo? Somos solidários com os pobres e sofredores? Imitemos as ações do Deus de Jesus Cristo, que louvamos no salmo responsorial (Sl 145), onde se destacam oito ações divinas, todas em favor dos pobres e injustiçados.

 

Um pobre com nome

Frei Clarêncio Neotti

Só Lucas traz a parábola do Rico e do Pobre. Como Lucas é o Evangelista da misericórdia, é justo ler a parábola também como um incentivo à misericórdia; e mais justo ainda lembrar que a misericórdia e a justiça são irmãs e costumam andar
juntas. A parábola do Rico e do Pobre não é original de Jesus. Ela vem contada em outros contextos por autores profanos anteriores, evidentemente com outros termos, mas insinuando a mesma lição. Sempre preocupou a existência de pobres
e ricos aqui na terra, de felizes e infelizes. Por que uns têm e outros não? Em todas as culturas, procurou-se uma explicação. E, muitas vezes, foi lembrado o necessário relacionamento entre a vida presente e uma vida futura. Na parábola, Jesus não deixa dúvida de que nosso comportamento nesta vida terrena repercute sobre a vida eterna.

Original de Jesus é a parte que fala dos irmãos do Rico, isto é, aquelas pessoas que vivem neste mundo à semelhança do rico da parábola. Original também é o nome dado ao pobre. É a única parábola do Evangelho, cujo protagonista
principal tem um nome próprio: Lázaro. E é simbólico, porque ‘Lázaro’ significa ‘Deus ajuda’. Geralmente o pobre é um anônimo, ou pouco nos interessa como se chama. Jesus lhe dá um nome, valoriza-o. O rico é quem fica sem nome. Como os ricos são conhecidos pelo nome, os leitores da parábola lhe deram um: chamaram-no Epulão, que significa ‘comilão’.

 

Que abismo separava aqueles dois homens?

O rico banqueteador e o pobre Lázaro

Frei Almir Guimarães

Mais uma das historietas de Jesus. Mais uma de suas parábolas. Um rico que se vestia com roupas finas e elegantes e fazia festas esplêndidas todos os dias. O pobre Lázaro estava à porta de sua casa e os cachorros lambiam-lhe as feridas. Duas vidas em total contraste. Lázaro, segundo alguns, teria com etimologia: “Meu Deus é ajuda”.

O homem que fazia festas todos os dias, o pobre que precisava do necessário para sobreviver. Terminados os dias de suas vidas, tiveram destinos opostos. O pobre estava no seio de Abraão. Vivia uma felicidade sem limites e o epulão sentiu o gosto amargo de ter fracassado. Um abismo separava estas duas trajetórias. A separação entre os que dispõem de tudo e os que nada possuem é abismo intransponível. Tal abismo se cavou por falta de fraternismo. Estamos, pois, diante de duas vidas muito diferentes. Um que tudo tem e não sabe o que fazer com o que tem e o outro que morre de inanição cheio de chagas purulentas.

Com toda certeza estamos diante de uma situação de indiferença. Diz José Antonio Pagola: “O rico não é julgado por ser explorador. Não se diz que é um ímpio afastado da Aliança. Simplesmente desfrutou sua riqueza ignorando o pobre. O pobre estava ali perto, mas ele não o viu. Estava junto ao portal de suas mansão, mas não se aproximou dele. Excluiu-o de sua vida. O pecado do rico é a indiferença” (Pagola, Lucas, p. 273). A indiferença acontece quando o outro está fora da organização de minha vida. A parábola está a nos dizer que precisamos ser mais humanos. Por aí começa tudo. Falar muito das coisas de Deus sem preocupação pelo humano não vale muito.

Observadores andando afirmando que cresce em nossa sociedade a apatia e a falta de sensibilidade para com o sofrimento alheio. Evitamos o contato direto com as pessoas que sofrem. Aos poucos vamos nos tornando incapazes de perceber sua aflição. O encontro com um criança mendiga ou com um doente terminal nos perturba. Não sabemos o que dizer. Não deixamos nos afetar. Somos indiferentes porque pensamos demais em nossas coisas.

O rico da parábola não tinha sensibilidade. As pessoas sensíveis percebem o anseio do outro através do olhar, do gaguejar da fala, do tremer do rosto. Usam os sentidos. Observam com atenção, escutam, têm um “faro” para aquilo que o outro está vivendo. O sensível sabe demonstrar afeto sem ser inoportuno. Isto faltou ao rico banqueteador. Sensibilidade e atenção caminham juntas. Atenção significa fazer inteiramente presente ao outro. Tem a ver com empatia e compaixão. Tentar experimentar o que o outro experimenta.

Trata-se de aproximar-se do que é frágil. Francisco de Assis é conhecido como o homem da pobreza. Ficava extasiado diante da humildade do Altíssimo que se fez dependência e viveu uma existência marcada pela pobreza. Por amor de Cristo, Francisco e seus companheiros optaram pelo caminho da pobreza e assim passaram a ver nos mais pobres imagens de Cristo. Estes deveriam, assim, ser tratados com toda deferência. “Contemplando o comportamento exemplar do Cristo encarnado é que Francisco haure seu amor preferencial pelos doentes e pobres. Compreendeu que Jesus, em cada um de nós, quer ainda se fazer o próximo mais próximo de todo homem sobretudo do marginalizado e excluído.

Quaisquer que sejam nossos empreendimentos, jamais podem abafar ou substituir nossa proximidade com as pessoas, com o povo, e absorver os irmãos apenas em sua operacionalidade. Empreendimentos não substituem o ser fraterno e a fraternidade, antes existem para visibilizá-los. Por isso, o primeiro grande esforço de nossa parte consiste não tanto em construir e criar instrumentos sofisticados de ajuda aos seres humanos, mas, por nossa presença de irmãos e irmãs, tentar gerar, entre todos, uma atmosfera de confiança em Deus e de fraternidade, solidariedade e partilha entre as pessoas. É o dom de nós próprios por muito e mais não termos (cf. Documento da Família Franciscana, Reviver o sonho de Francisco e Clara de Assis).


Oração

Senhor, tu és nossa luz.
Senhor, tu és a verdade.
Senhor, tu es nossa paz.
Querendo acompanhar-nos
te fizeste peregrino;
compartilhas nossa vida,
nos mostras o caminho.
Não basta rezar a ti,
dizendo que te amamos;
devemos imitar-te,
amar-te nos irmãos.
Tu pedes que tenhamos
humilde confiança;
teu amor saberá encher-nos
de vida e esperança.

 

Não ignorar aquele que sofre

José Antonio Pagola

O contraste entre os dois protagonistas da parábola é trágico. O rico se veste de púrpura e linho. Toda a sua vida é luxo e ostentação. Só pensa em “dar todos os dias esplêndidos banquetes”. Este rico não tem nome, pois não tem identidade. Não é ninguém. Sua vida vazia de compaixão é um fracasso. Não se pode viver só para banquetear-se.

Deitado junto ao portão de sua mansão jaz um mendigo faminto, coberto de feridas. Ninguém o ajuda. Só alguns cães se aproximam dele para lamber-lhe as feridas. Não possui nada, mas tem um nome portador de esperança: Lázaro, “Meu Deus é ajuda”.

Sua sorte muda radicalmente no momento da morte. O rico é enterrado, certamente com toda solenidade, mas é levado ao Hades ou “reino dos mortos”. Também Lázaro morre. Nada se diz de rito funerário algum, mas “os anjos o levam para o seio de Abraão”. Com imagens populares de seu tempo, Jesus lembra que Deus tem a última palavra sobre ricos e pobres.

O rico não é julgado como explorador. Não se diz que ele é um ímpio afastado da Aliança. Simplesmente desfrutou sua riqueza ignorando o pobre. O pobre estava ali tão perto, mas ele não o viu. Estava junto ao portal de sua mansão, mas o rico não se aproximou dele. Excluiu-o de sua vida. O pecado do rico é a indiferença.

De acordo com os observadores, está crescendo em nossa sociedade a apatia ou falta de sensibilidade diante do sofrimento alheio. Evitamos de mil maneiras o contato direto com os que sofrem. Pouco a pouco nos vamos tornando cada vez mais incapazes de perceber sua aflição.

A presença de uma criança mendiga em nosso caminho nos molesta. O encontro com um doente terminal nos perturba. Não sabemos o que fazer nem o que dizer. É melhor manter distância. Voltar o quanto antes às nossas ocupações. Não deixar-nos afetar.

Se o sofrimento acontece longe é mais fácil. Aprendemos a reduzir a fome, a miséria ou a doença a dados, números e estatísticas que nos informam da realidade quase sem tocar nosso coração. Também sabemos contemplar tragédias horríveis na televisão, mas o sofrimento sempre é mais irreal e menos terrível através da tela.

Quem segue Jesus vai se tornando mais sensível ao sofrimento daqueles que Ele encontra em seu caminho. Aproxima-se do necessitado e, se estiver em seu poder, procura aliviar sua situação.

 

A riqueza que endurece

Pe. Johan Konings

Como no domingo anterior, ouvimos as censuras de Amós contra os ricos da Samaria, endurecidos no seu luxo (1ª leitura). Não se preocupam com o estado lamentável em que se encontra o povo. Jesus, no evangelho, descreve esse tipo de comportamento na inesquecível pintura do ricaço e seus irmãos, que vivem banqueteando-se e desprezando o pobre Lázaro, mendigo sentado à porta. Quando morre e vai ao inferno, o rico vê, de longe, Lázaro no céu, com o pai Abraão e todos os justos. Pede para que Lázaro venha com uma gota d’água aliviar sua sede. Mas é impossível. O rico não pode fazer mais nada, nem sequer consegue que Deus mande Lázaro avisar seus irmãos a respeito de seu erro. Pois, diz Deus, nem mandando alguém dentre os mortos eles não acreditam. Imagine, se mesmo a mensagem de Jesus ressuscitado não encontra ouvido! Mas nós continuamos como o rico e seus irmãos.

Os pobres morrem às nossas portas, onde despejamos montes de comida inutilizada… (Alguma prefeitura talvez organize a distribuição das sobras dos restaurantes para os pobres.) Devemos criar uma nova estrutura da sociedade, de modo que não haja mais necessidade de mendigar, nem supérfluos a despejar. Isso aliviará, ao mesmo tempo, o problema social e o problema ecológico, pois o meio ambiente não precisará mais acolher os nossos supérfluos. Mas, ao contrário, cada dia produzimos mais lixo e mais mendigos.

O exemplo do rico confirma a mensagem de domingo passado: não é possível servir a Deus e ao dinheiro. Quem opta pelo dinheiro, afasta-se de Deus, de seu plano e de seus filhos. Talvez decisivamente.

Em teoria, aceitamos esta lição. Mas ficamos por demais no nível pessoal e interior. Procuramos ter a alma limpa do apego ao dinheiro e, se nem sempre o conseguimos, consideramos isso uma fraqueza que Deus há de perdoar. Mas não fazemos a opção por Deus e pelos pobres em nível estrutural, ou seja, na organização de nossa sociedade, de nosso sistema comercial etc. Temos até raiva de quem quer mudar a ordem de nossa sociedade. Prendemo-nos ao sistema que produz os milhões de lázaros às nossas portas. Pior para nós, que não teremos realizado a justiça, enquanto eles estarão na paz de Deus.

A “lição do pobre Lázaro” só produzirá seu efeito em nós, “cristãos de bem”, se metermos a mão na massa para mudar as estruturas econômicas, políticas e sociais de nossa sociedade.

Todas as meditações foram retiradas do sire franciscanos.org.br

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