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Papa: a exemplo de Zaqueu, deixar-se converter pelo olhar misericordioso de Jesus

"Quem nunca se sentiu procurado pela misericórdia de Deus, tem dificuldade em compreender a extraordinária grandeza dos gestos e palavras com que Jesus se aproxima de Zaqueu", observou o Papa Francisco em sua alocução. "Quem nunca se sentiu procurado pela misericórdia de Deus, tem dificuldade em compreender a extraordinária grandeza dos gestos e palavras com que Jesus se aproxima de Zaqueu", observou o Papa Francisco em sua alocução. Fonte da imagem: https://www.vaticannews.va/content/dam/vaticannews/agenzie/images/ansa/2019/10/20/13/1571571439276.jpg/_jcr_content/renditions/cq5dam.thumbnail.cropped.1000.563.jpeg

Neste domingo, 3 de novembro, o Papa Francisco rezou o Angelus com os fiéis reunidos na Praça São Pedro. Eis sua alocução:

Queridos irmãos e irmãs, bom dia!

O Evangelho de hoje nos coloca no seguimento de Jesus que, no caminho para Jerusalém, faz uma parada em Jericó. Havia uma grande multidão para recebê-lo, incluindo um homem chamado Zaqueu, chefe dos "publicanos", isto é, aqueles judeus que cobravam impostos em nome do império romano. Ele era rico não devido a ganhos honestos, mas porque pedia a "propina", e isso aumentava o desprezo por ele.

Zaqueu "tentava ver quem era Jesus"; não queria encontrá-lo, mas estava curioso: queria ver aquele personagem de quem ouvira  dizer coisas extraordinárias.  Estava curioso. E sendo de baixa estatura, "para conseguir vê-lo" sobe em uma árvore. Quando Jesus chega ao local, olha para cima e o vê.

E isso é importante: o primeiro olhar não é de Zaqueu, mas de Jesus, que entre os muitos rostos que o cercavam - amultisão -  procura exatamente aquele. O olhar misericordioso do Senhor nos alcança antes mesmo  que nós percebamos ter necessidade de sermos salvos.

E com esse olhar do divino Mestre, começa o milagre da conversão do pecador. De fato, Jesus o chama e o chama pelo nome: "Zaqueu, desce depressa, pois hoje devo ficar em tua casa", disse Jesus. Ele não o censura, não lhe faz um "sermão"; diz que deve ir até ele: "deve", porque é a vontade do Pai. Apesar dos murmúrios das pessoas, Jesus escolhe parar na casa daquele pecador público.

Nós também teríamos ficado escandalizados com esse comportamento de Jesus. Mas o desprezo e o fechamento em relação ao pecador não fazem senão que isolá-lo e endurecê-lo no mal que ele faz contra si e contra a comunidade. Em vez disso, Deus condena o pecado, mas tenta salvar o pecador, vai procurá-lo para trazê-lo de volta ao caminho reto. Quem nunca se sentiu procurado pela misericórdia de Deus, tem dificuldade em compreender a extraordinária grandeza dos gestos e palavras com que Jesus se aproxima de Zaqueu.

A acolhida e a atenção de Jesus em relação a ele, levam aquele homem a uma clara  mudança de mentalidade: em um momento ele percebe quanto é mesquinha uma vida movida pelo dinheiro, à custa de roubar dos outros e ser desprezado por eles. Ter o Senhor ali, em sua casa, faz com que ele veja tudo com olhos diferentes, também com um pouco da ternura com que Jesus olhou para ele. E muda também o seu modo de ver e de usar o dinheiro: substitui o gesto do extorquir pelo de dar. De fato, decide dar metade do que possui aos pobres e restituir quatro vezes mais àqueles de quem roubou. Zaqueu descobre de Jesus que é possível amar gratuitamente: até agora ele era avarento, agora se torna generoso; gostava de acumular, agora se alegra em distribuir. Encontrando o Amor, descobrindo ser amado apesar de seus pecados, ele se torna capaz de amar os outros, fazendo do dinheiro um sinal de solidariedade e de comunhão.

Que a Virgem Maria nos obtenha a graça de sempre sentir sobre nós o olhar misericordioso de Jesus, para sair com misericórdia ao encontro daqueles que fizeram mal, para que também eles possam acolher Jesus, que "veio buscar e salvar o que estava perdido."

Por Vatican News

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Papa Francisco - Oracão do Angelus 2019-11-03 Vatican Media

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