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Cúria Diocesana

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Imaculada Conceição de Nossa Senhora

"Eis a escrava do Senhor. Faça-se em mim segundo a tua palavra". (Evangelho segundo Lucas) "Eis a escrava do Senhor. Faça-se em mim segundo a tua palavra". (Evangelho segundo Lucas) Fonte da imagem: https://franciscanos.org.br/vidacrista/wp-content/uploads/2019/12/liturgia_0812.jpg

A graça que cura, envolve e protege

Frei Gustavo Medella

“Ave, Maria, cheia de graça!” Graça é graxa! É óleo, unguento, pomada que envolve, protege, lubrifica e cura. Não deixa perecer, enferrujar ou adoecer. O ventre de Maria foi este ambiente de graça onde o Verbo Divino encontrou o lugar propício para crescer e se desenvolver em sua humanidade. Coube à bondade criativa e caritativa do Pai preparar, pela graça, ambiente saudável e propício para que o Filho viesse a nós. Envolta em graça, Maria oferece-se graciosamente como co-participante da primeira hora no projeto da salvação.

Maria não foi Imaculada porque buscou se isolar dos desafios da vida, preservando-se de qualquer possível contaminação. Ao contrário, sentiu-se tão protegida e envolta pela graça de Deus que se lançou com coragem diante de cada dor e dificuldade na certeza de que, agraciada que era, seria, para todos, porta de acesso à cura e à salvação manifestadas em Jesus Cristo.

Celebrar a Imaculada Conceição de Maria é trazer para a vida concreta a coragem de sentir-se protegido por Deus nas situações mais desafiantes. É renovar a disposição de colocar-se com disponibilidade a serviço daqueles que não têm com quem contar, cujo coração tem perecido diante de tantos sinais de dor e desesperança que, infelizmente, têm se multiplicado em nossos dias. Precisamos, como Maria, nutrir a fé e a certeza de que o Senhor também escolheu habitar em nós e, assim, termos a ousadia de rezar, com Maria, a auspiciosa constatação do Livro do Eclesiástico: “Aquele que me criou descansou no meu tabernáculo” (Eclo 24,11).

 

Imaculada Conceição de Nossa Senhora

Reflexões do exegeta Frei Ludovico Garmus

Oração: “Ó Deus, preparastes uma digna habitação para o vosso Filho, pela imaculada conceição da Virgem Maria, preservando-a de todo pecado em previsão dos méritos de Cristo, concedei-nos chegar até vós purificados também de toda culpa por sua materna intercessão”.

  1. Primeira leitura: Gn 3,9-15.20

Porei inimizade entre ti e a mulher,

entre a tua descendência e a dela.

 Deus formou o ser humano do pó da terra (Gn 2,7-8) e colocou-o no jardim que ele mesmo plantou (2,15), para que o cultivasse e guardasse. Havia harmonia do ser humano com Deus, com a terra e os animais, e do homem com a mulher. Deus os criou para viverem na sua amizade, tanto assim que ia “passear” no jardim onde os havia colocado (3,8-10). Este era o projeto de Deus. No entanto, o desejo de um projeto alternativo, independente de Deus, por sugestão da serpente, os levou a comer o fruto proibido. O texto hoje lido fala apenas da punição da serpente. Antes de punir, porém, Deus pergunta por Adão “onde estás”? Adão responde que, ao ouvir a voz de Deus, escondeu-se, porque estava nu. Não se trata da nudez corporal e sim, da limitação do ser humano pecador, diante de Deus. Por isso Deus pergunta: “E quem te disse que estavas nu? Então comeste da árvore, de cujo fruto te proibi comer”? Adão joga a culpa sobre a mulher que “Deus lhe deu” por companheira. Interrogada, a confessa: “A serpente enganou-me, e eu comi”. A narrativa deixa clara a fragilidade do ser humano, pois até uma criatura inferior foi capaz de enganá-lo. Na sequência, Deus amaldiçoa a serpente, não como criatura sua, mas como o símbolo do mal e da morte. A mensagem desta leitura concentra-se nos dois últimos versos. A descendência de Eva, “a mãe de todos os viventes”, estará em permanente conflito com o mal que leva à morte. A mulher, porém, pisará a cabeça da serpente; esta, por sua vez, tentará picar o calcanhar da mulher e ferir sua descendência.

A leitura cristã deste texto destaca entre os descentes da mulher o grande descendente Jesus Cristo. Ele é o Filho de Deus, nascido da virgem Maria, pelo poder do Espírito Santo.

Salmo responsorial: Sl 97

Cantai ao Senhor Deus um canto novo,

porque ele fez prodígios!

  1. Segunda leitura: Ef 1,3-6.11-12

Em Cristo, ele nos escolheu, antes da fundação do mundo.

Em Cristo Deus nos abençoou. Escolheu-nos desde toda a eternidade a sermos seus filhos adotivos santos e irrepreensíveis, para o louvor de sua glória, segundo a decisão de sua vontade (seu projeto). Para realizar este projeto, escolheu Maria como sua mãe. Tornou-a santa e imaculada desde que foi concebida. Antes de criar o mundo, expressão de seu amor, Deus quis que seu Filho Unigênito se encarnasse no seio da Virgem Maria, para unir a si a humanidade pecadora.

Aclamação ao Evangelho

Maria, alegra-te, ó cheia de graça,

o Senhor é contigo.

  1. Evangelho: Lc 1,26-38

                Alegra-te, cheia de graça, o Senhor está contigo.

No início de seu evangelho, Lucas fala do anúncio do nascimento de João Batista e, logo em seguida, do anúncio do nascimento de Jesus. Zacarias era um sacerdote, casado com Isabel. Ambos eram idosos e não tinham filhos porque Isabel era estéril. Enquanto Zacarias oferecia incenso no Templo, o anjo do Senhor lhe apareceu e prometeu que, em breve, teriam um filho e seu nome seria João. Por isso, o evangelho de hoje situa a aparição do anjo Gabriel a Maria no 6º mês da gravidez de sua prima Isabel. Maria era prometida em casamento a José, descendente da família de Davi. O anjo saúda Maria como “a cheia de graça”, porque “o Senhor está contigo”. Cheia de graça porque Deus a predestinou (2ª leitura) a ser a mãe de seu Filho Unigênito, o Salvador de humanidade (Lc 2,11). Cheia de graça porque Deus a fez nascer sem pecado. Maria e seu filho Jesus esmagarão a cabeça da serpente, símbolo do mal. Todos que seguem a Cristo recebem a capacidade de vencer o pecado em sua vida (1ª leitura). “O Senhor está contigo” é uma expressão que indica a pessoa chamada por Deus para salvar o seu povo (cf. Ex 3,12; Js 1,5; Jz 6,12; Jr 1,8). O anjo anuncia que Maria será mãe e dará a seu filho o nome de Jesus. Ele será chamado Filho do Altíssimo e receberá o trono do rei Davi. Maria pergunta como acontecerá isso pois ainda não está vivendo com José. E o anjo lhe explica que ela conceberá pelo poder do Espírito Santo, e seu filho será chamado Santo, Filho de Deus. Como sinal de que para Deus nada é impossível, comunica a Maria que sua prima Isabel, considerada estéril, já está no sexto mês de gravidez. E Maria se coloca inteiramente à disposição do plano de Deus, dizendo: “Eis aqui a serva do Senhor; faça-se em mim segundo a tua palavra”. –E assim, se a desobediência de Eva provocou a morte, o sim de Maria gerou a Vida para todos.

 

Concebida imaculada, concebeu virgem e viveu cheia de graça

Frei Clarêncio Neotti

É preciso não confundir quatro fatos: a concepção imaculada da criança Maria; a concepção na jovem Maria, imaculada, do Filho de Deus, por obra e graça do Espírito Santo; o fato de Maria jamais ter pecado; e a virgindade de Maria. Hoje, celebramos o primeiro fato, lembrado na invocação popular: “Ó Maria, concebida sem pecado original, rogai por nós, que recorremos a vós!” Maria foi preservada de qualquer mancha de pecado, em vista de seu Filho. Tornou-se, assim, a primeira criatura humana a ser redimida por Jesus, antes mesmo que fosse concebida, em vista de seu futuro papel de Mãe de Deus. O privilégio da maternidade divina é a razão de ser de sua concepção imaculada. Por isso, o anjo Gabriel pôde chamá-la de cheia de graça. Como diz o Catecismo da Igreja (n. 492): “Mais do que qualquer outra pessoa criada, o Pai a abençoou com toda a sorte de bênçãos espirituais, nos céus, em Cristo (Ef 1,3). Ele a escolheu desde antes da criação do mundo, para ser santa e imaculada na sua presença, no amor (Ef 1,4)”.

 

Maria de Nazaré, a Imaculada

A mãe de nossa esperança que se chama Jesus

Frei Almir Guimarães

♦ Somos viajantes no tempo da vida. Vamos tentando descobrir o sentido de existir. O tempo é dom e mistério. Temos uma louca vontade de chegar à harmonia interior e viver com coerência. Por vezes temos uma sensação extremamente agradável de sermos bons, de gostar de viver, de estar de bem com a vida. Parece que para tanto existimos: límpidos, transparentes, bons. Outras vezes temos a impressão de tomar distância do Mistério do Altíssimo. Há uma dupla lei dentro de nós. Queremos o bem, mas fazemos o mal. Pecado? Gritos loucos de um ser meio perdido no espaço e no tempo? Dilaceramento interior, desrespeito pelo mistério do outro. Vida apequenada, cheia de pequenos interesses. Esquecimento daquele que nos amou por primeiro.

♦ “Adão, onde estás?” Tudo era harmonia… A criação era uma festa. Homem e mulher, pássaros, o Senhor passeando pelo jardim do Éden na brisa da tarde. Comunhão. Depois… depois… Adão não tem coragem de olhar nos olhos do Senhor que o procura. Houve algo desagradável. “Adão, onde estás? Pecado, os desejos e pedidos do Senhor ficaram de lado. Agora começava uma desordem. Os primeiros pais perderam a inocência paradisíaca. “Adão, onde estás?” “Me vi despojado do bem, que tive vergonha de olhar em teus olhos! Estou cheio de vergonha!”

♦ Jesus viria nos tornar aptos para reencontrar o Paraíso. Ora, a Mae de Jesus deveria ser templo de pureza, de transparência. Não poderia ter mácula o seio que receberia o Puro. Por isso, a fé nos ensina que Maria, por um privilégio todo especial, desde o primeiro momento de sua existência foi preservada da desordem que todos os mortais experimentamos. Mulher do sim, agraciada, Imaculada em sua conceição.

♦ Ela participou intimamente do sonho de Deus de se fazer “Deus conosco”. Ela poderia assim se exprimir: “Aqui estou diante de ti, Altíssimo, com minha história e minha trajetória. Sou filha de um povo de fé. Eis-me! Que em mim se faça a tua vontade. O que nascerá em mim vem de mim e de tua complacência amorosa. O Senhor fez em mim maravilhas. Não tenho outro desejo senão ser a serva do Senhor. O que se opera em mim é obra do amor. O Senhor fez em mim maravilhas e olhou para a simplicidade de sua serva.

♦ Lucas descreve o famoso e tão celebrado anuncio do anjo a Maria:

>> Alegra-te – É a primeira palavra que Maria ouve. Parece que nós também precisamos ouvir esta palavra. Cada criatura nos tempos de incerteza e de nuvens não podemos perder a alegria. Alegria que não é euforia e gritaria, mas um contentamento interior, mesmo no meio de aparentes muralhas.

>> O Senhor está contigo – A alegria a que estamos convidados não é um otimismo forçado, nem uma espécie de autoengano. Vem da convicção de alguém que sabe que não está só. Nasce da fé. Deus nos acompanha, defende-nos e busca sempre o nosso bem. Podemos nos queixar de muitas coisas, mas não de que estamos entregues a um destino qualquer. ALGUÉM nos ama.

>> Não temas – Maria precisava ter confiança num projeto cujas linhas desconhecia. Precisava mostrar coragem. Coisas que nos causam medo: sofrer no corpo e na mente, sentir-se abandonado, só, não ser amado. Medo de nossas incoerências e contradições. O medo sufoca a vida, paralisa as forças, nos impede de caminhar. Precisamos de confiança, segurança e luz. Adão teve medo. “Não temas Maria!!!” O anjo que ela nada tem a temer.

>> Encontraste graça diante de Deus – Não somente Maria, mas todos nós precisamos ouvir estas palavras pois todos vivemos sustentados pela graça e pelo amor de Deus. A vida prossegue com suas dificuldades e preocupações. A fé em Deus não é uma receita para resolver nossos cotidianos problemas. Tudo, no entanto, é diferente quanto procuramos em Deus luz e força para enfrentá-los.

O que é impossível aos homens, é possível a Deus.


Texto complementar

Ó Virgem santíssima, que encheste de espanto os exércitos angélicos. Prodígio estupendo nos céus: uma mulher revestida de sol, trazendo nos braços a luz! Prodígio estupendo nos céus: o leito virginal acolhendo o Filho de Deus. Prodígio estupendo nos céus: o Senhor dos anjos se tornou Filho da Virgem. Os anjos acusavam Eva; agora cobrem Maria de glória, pois ergueu Eva de sua queda e fez entrar no céu a Adão que fora expulso do paraíso. É ela a medianeira do céu e da terra, nela se realizou a sua união.
Santo Epifânio


Pequena ladainha a Nossa Senhora

Maria, mulher transparente e luminosa
Maria, mãe de Deus feito carne
Maria da nossa terra
Maria do mar
Maria dos caminhos
Maria das encruzilhadas
Maria de Belém e de Nazaré
Maria das Bodas de Caná
Maria da aflição e Maria da Cruz
Maria da ternura e Maria do amor
Maria dos vitrais e das belas imagens
Maria das estrelas
Maria do sol
Mãe de nossa esperança Jesus Cristo.

 

Maria, modelo da Igreja

José Antonio Pagola

No começo de seu evangelho, Lucas nos apresenta Maria acolhendo com alegria o Filho de Deus em seu seio. Como enfatizou o Concílio Vaticano 11, Maria é modelo para a Igreja. Dela podemos aprender a ser mais fiéis a Jesus e ao seu Evangelho. Quais podem ser as características de uma Igreja mais mariana em nossos dias?

Uma Igreja que fomenta a “ternura maternal” para com todos os seus filhos e filhas, promovendo o calor humano em suas relações. Uma Igreja de braços abertos, que não rejeita nem condena, mas acolhe e encontra um lugar adequado para cada um.

Uma Igreja que, como Maria, proclama com alegria a grandeza de Deus e sua misericórdia também para com as gerações atuais e futuras. Uma Igreja que se transforma em sinal de esperança por sua capacidade de transmitir vida.

Uma Igreja que sabe dizer “sim” a Deus sem saber muito bem para onde a levará sua obediência. Uma Igreja que não tem respostas para tudo, mas que busca com confiança a verdade e o amor, aberta ao diálogo com os que não se fecham ao bem.

Uma Igreja humilde como Maria, sempre à escuta de seu Senhor. Uma Igreja mais preocupada em comunicar o Evangelho de Jesus do que em ter tudo bem definido.

Uma Igreja do Magnificat, que não se compraz nos soberbos, nos poderosos e nos ricos deste mundo, mas que procura pão e dignidade para os pobres e famintos da Terra, sabendo que Deus está do seu lado.

Uma Igreja atenta ao sofrimento de todo ser humano, que sabe, como Maria, esquecer-se de si mesma e “andar depressa” para estar perto de quem precisa de ajuda. Uma Igreja preocupada com a felicidade dos que “não têm vinho” para celebrar a vida. Uma Igreja que anuncia a hora da mulher e promove com prazer sua dignidade, responsabilidade e criatividade feminina.

Uma Igreja contemplativa que sabe “guardar e meditar em seu coração” o mistério de Deus encarnado em Jesus, para transmiti-la como experiência viva. Uma Igreja que crê, ora, sofre e espera a salvação de Deus anunciando com humildade a vitória final do amor.

 

Imaculada: Projeto de Deus

Pe. Johan Konings

Por que Deus fez Maria diferente de nós? Por que ela não conheceu o pecado?

A Bíblia apresenta desde a segunda página o mistério do mal no mundo: o pecado dos que deram início à humanidade, Adão e Eva. No fim dessa história aflora um pontinho luminoso: a mulher esmagará a cabeça da serpente (1ª leitura). A fé cristã viu o cumprimento desta palavra na “Mulher” que é a mãe do Salvador e da Igreja. Ela venceu a serpente: não participou do pecado ao qual a serpente induziu Adão e toda a humanidade. Deus a preservou, com vistas à sua vocação de ser a mãe de seu Filho. Neste sentido, ela é a “obra-prima” da graça de Deus.

Se não é possível compreender totalmente o mistério da eleição por Deus, ao menos podemos contemplá-lo. Deus conhece antes do tempo, fora do tempo … Ele sabe sempre quem lhe pertence. Em Maria, a libertação do pecado, por Cristo, surtiu efeito antes que ela fosse criada. A eleição não tem tempo; acontece antes da criação do mundo (2ª leitura). Mistério da eleição divina.

O evangelho mostra a total consagração de Maria a Deus e à sua missão de ser mãe do Filho de Deus. Deus e sua missão tomam conta de Maria. Talvez sintamos certo incômodo diante de tanto “privilégio”. Porém, não é um privilégio do tipo que tão facilmente arrumamos para nós mesmos … É um privilégio em função da salvação de todos. É um serviço. Maria é a Serva por excelência. Não nos falte a solidariedade, não digamos: “Isso é só para ela, não vale para mim”. Maria foi libertada de antemão, para que, graças à sua vocação e missão, nós fôssemos libertados. Devemos aprender a admirar gratuitamente o que é mais belo e mais puro do que nós mesmos. Pela contemplação tornamo-nos semelhantes ao que contemplamos. Não desprezemos, mas admiremos o “não ter pecado original”, para ficarmos semelhantes!

Maria, com vistas à maternidade divina e por antecipação da libertação por Cristo, foi concebida e nasceu sem ser contaminada pelo pecado da humanidade, o pecado original. Ela é a primeira em quem se realizou totalmente a libertação. Será que ela poderia ter recusado ser a mãe do Salvador? Poderia. O mérito de Maria consiste em ter dado livremente seu “sim” à graça de Deus e à sua missão de ser mãe do Salvador. Então, ela não era predestinada para isso? Era, sim. Mas não forçada! Poderia ter recusado sua (pré-)destinação. A predestinação da graça, que fez com que ela nascesse livre do pecado original, era o projeto da parte de Deus. Mas ela não foi forçada a aceitar este projeto. Também Adão não tinha pecado original, mas ele não foi fiel ao projeto de Deus. Maria, sim. Corrigiu a desistência de Adão. Assumiu de mão cheia o original projeto de Deus, aquilo que Deus predestinou para ela e para todos.

Contamos com muitas Marias assim em nossas comunidades. Mulheres fortes, nas quais, graças à sua adesão ao projeto de Deus, reaparece o estado original, livre e sem pecado, da humanidade. São diferentes de Maria de Nazaré nisto: que seu estado de graça não lhes veio de sua concepção, mas de seu batismo e inserção na comunidade da fé, nas suas lidas e lutas. Mas o resultado vai na mesma linha. Na Imaculada Conceição celebramos o estado redimido de todas e de todos os que dedicam sua vida ao Salvador do mundo.

Todas as reflexões foram retiradas do site franciscanos.org.br

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