phone 

Cúria Diocesana

91 3425-1108

 

Terceiro domingo do Tempo Comum

"Convertam-se, porque o Reino do Céu está próximo". (Evangelho segundo Mateus). "Convertam-se, porque o Reino do Céu está próximo". (Evangelho segundo Mateus). Fonte da imagem: https://franciscanos.org.br/vidacrista/wp-content/uploads/2020/01/liturgia_2001.jpg

Novas redes, novos peixes, nova vida…

Frei Gustavo Medella

Apesar de relativamente curto – apenas doze versículos – o trecho do Evangelho que compõe a liturgia deste 3º domingo do Tempo Comum (Mt 4,12-23) é denso em conteúdo e amplo na quantidade de temáticas que aborda. Revelação, missão, conversão, vocação e discipulado são temas profundamente interligados que devem se fazer presentes no dia a dia da caminhada cristã porque foram propostos e plenamente assumidos por Jesus.

No convite aos primeiros apóstolos – Pedro e André – chama atenção o fato de Jesus não exigir que abandonassem sua atividade cotidiana, mas que mudassem o foco de sua ação: passariam a ser pescadores de homens. Eles mesmos chegaram à conclusão que, para atender ao chamado do Mestre, deveriam descobrir novas redes. No caso de Tiago e João, Filhos de Zebedeu, precisaram da coragem e da ousadia de se desinstalar, deixando para trás as garantias que tinham até então: a segurança que lhes era oferecida pelo barco e pelo pai.

Curioso é que Jesus convida e segue. Sua vida é movimento. Sempre caminhando e fazendo o bem. A itinerância do Mestre também é abraçada pelos que decidem segui-Lo. Pedro e André têm de reaprender o ofício ao qual sempre se dedicaram: novos métodos, novas prioridades e novos desafios. Tiago e João percebem que, atendendo ao convite que lhes fora feito, deveriam se reinventar para dar respostas aos riscos e desafios desta nova empreitada que assumiam.

À medida que percorriam o caminho, os apóstolos e discípulos foram percebendo que a resposta positiva à convocação de Jesus deveria ser construída no decorrer da missão. O próprio Mestre tinha plena convicção de que estava convocando pessoas comuns, sujeitas a erros e acertos e que a partir dos altos e baixos inerentes à história humana é que o anúncio e a construção do Reino iriam acontecer.

 

Terceiro domingo do Tempo Comum

Reflexões do exegeta Frei Ludovico Garmus

Oração: “Deus eterno e todo-poderoso, dirigi a nossa vida segundo o vosso amor, para que possamos, em nome do vosso Filho, frutificar em boas obras”.

1. Primeira leitura: Is 8,23b–9,3
Na Galileia, o povo viu brilhar uma grande luz.

Em 732 a.C. a região de Zabulon e Neftali, ao norte do reino de Israel, havia sido ocupada pelas tropas da Assíria, que destruíram a capital Samaria. Isaías, embora fosse profeta do reino de Judá acompanhou com tristeza a tragédia de Israel. Parte da população foi levada para o exílio na Assíria; outra parte se refugiou no reino de Judá ou nos países da redondeza; outros foram simplesmente mortos em combate ou quando a cidade foi tomada. Mais tarde, Isaías ou um discípulo seu, numa linguagem poética anuncia a salvação para os que sobreviveram ao massacre. A destruição de Samaria, o fim do reino de Israel e o consequente exílio são representados como escuridão e trevas. A salvação prometida é comparada a uma brilhante Luz, que resplandece sobre o povo jogado nas sombras da morte. A morte dará novamente lugar à vida; daí a expressão “dar à luz”. As lâmpadas voltarão a brilhar nas casas destruídas ou desabitadas. A luz do Senhor, isto é, a presença de Deus no meio de seu povo, faz crescer a alegria e aumenta a felicidade. Os soldados trazem os despojos, pois a guerra terminou e o inimigo foi derrotado. Todos agora podem viver alegres na presença do Senhor com suas fartas colheitas, sem pagar tributo ao opressor.

Salmo responsorial: Sl 26
O Senhor é minha luz e salvação
O Senhor é a proteção da minha vida.
2. Segunda leitura: 1Cor 1,10-13.17
Sede todos concordes uns com os outros
e não admitais divisões entre vós.

Desde o início de sua Carta aos Coríntios (2º Domingo), Paulo insiste no tema da unidade da Igreja de Deus. Todos nós fomos santificados em Cristo Jesus e chamados a ser santos. Invocamos o mesmo nome de “nosso Senhor Jesus Cristo” e chamamos a Deus, nosso Pai. Na leitura de hoje, Paulo toma posição diante dos conflitos na comunidade de Corinto, que lhe foram comunicados. Paulo foi o primeiro a pregar o Evangelho em Corinto, onde fundou a primeira comunidade cristã e acompanhou-a durante um ano e meio. O motivo da discórdia era a divisão da comunidade em clubes de fãs dos missionários que por ali passavam. Havia os que diziam: “Eu sou de Paulo”; ou: “Eu sou de Apolo”; ou: “Eu sou de Cefas” e, por fim, os que diziam: “Eu sou de Cristo”. Por graça de Deus, como sábio arquiteto, Paulo lançou o único e verdadeiro fundamento sobre o qual se pode edificar a Igreja de Deus, que é Jesus Cristo (1Cor 3,10-12). Depois veio Apolo, um pagão convertido e excelente orador, que fez crescer a comunidade; por último, veio Cefas (Pedro), o pescador da Galileia e discípulo de Jesus na sua vida pública, que confirmou a comunidade na fé. Paulo critica os que se diziam fãs de Paulo, de Apolo ou de Cefas. A Igreja não é de Paulo, nem de Apolo, nem de Cefas. É Igreja de Deus. E esta tem como fundamento o próprio Cristo Jesus. Em seu nome todos somos batizados.
Problemas parecidos podem surgir também em nossas comunidades. Podemos ser fãs desse ou daquele sacerdote ou pastor. Mas quem nos salva é Cristo Jesus. Foi Ele que nos revelou o amor do Pai e por nós morreu.

Aclamação ao Evangelho
Pois do Reino a Boa Nova Jesus Cristo anunciava
e as dores do seu povo, com poder Jesus curava.

3. Evangelho: Mt 4,12-23

Foi morar em Cafarnaum,
para se cumprir o que foi dito pelo profeta Isaías.

Hoje começamos a ler o Evangelho de Mateus, que nos acompanhará nos domingos durante do ano A, até o final de novembro. Após ser batizado por João Batista, Jesus passou quarenta dias no deserto da Judeia, em jejum e oração, onde venceu as tentações do diabo. Ao saber que João Batista foi preso, Jesus volta para a Galileia, deixa Nazaré e se estabelece em Cafarnaum, uma das principais cidades à beira do Lago de Genesaré, pertencente ao território de Zabulon e Neftali. O Evangelho de Mateus foi, provavelmente, escrito na Síria que faz fronteira com Zabulon e Neftali. É em Nazaré da Galileia que José, Maria e o menino Jesus foram morar. É na Galileia que Jesus aparece aos discípulos após a ressurreição. É da Galileia que envia seus discípulos a pregar o evangelho até os confins da terra (Mt 28,16-20). Na Galileia havia uma grande presença de pagãos. Por isso, o início da pregação de Jesus é apresentado como uma grande luz que brilha na “Galileia dos pagãos”, confirmando a realização da profecia de Isaías (1ª leitura).

No início da pregação, Jesus retoma as palavras de João Batista: “Convertei-vos porque o Reino dos Céus está próximo”. Em Mateus, “Reino dos Céus” equivale a “Reino de Deus” em Marcos e Lucas. Fazer parte do Reino de Deus exige mudança de vida, conversão e ruptura. Jesus chamou Pedro e seu irmão André e, depois, Tiago e João, filhos de Zebedeu, e lhes disse: “Segui-me, e eu farei de vós pescadores de homens”. Eles imediatamente largaram suas barcas e redes e começaram a seguir a Jesus.

 

Enquadrado em realidades terrenas, Jesus vem envolto em realidade divina

Frei Clarêncio Neotti

O Evangelho de hoje é extraordinariamente rico em indicações, insinuações e ideias em torno do programa salvador de Jesus. Como os quatro evangelistas são muito sintéticos ao contar os fatos e como muitas vezes usam símbolos e figuras,
devemos sempre estar atentos ao que há por trás das palavras. Logo no início, temos uma afirmação histórica: a prisão de João Batista. Mas, por trás do texto, há mais que prisão. O texto original diz que João ‘foi entregue’, e essa expressão sugere duas coisas: que João era inocente e sua prisão, vontade de Deus. O mesmo vocábulo Mateus o empregará mais tarde em relação a Jesus (20,18s e 26,2). Mateus está insinuando que tudo quanto ocorrerá a Jesus, a partir do momento em que começa a sua vida pública, é vontade do Pai.

Ao dizer que Jesus ‘voltou para a Galileia’, Mateus está sugerindo que Jesus estava em alguma parte do deserto da Judeia (cf. o episódio das tentações, 4,8) e, ao saber da prisão de Batista, ou fugiu para a Galileia, a fim de aguardar sua hora, ou viu na prisão de João o sinal para começar. Ou, ainda, seria uma forma estilística de acentuar o lado humano de Jesus, condicionado ao lugar de criação (Nazaré), a um ambiente de trabalho (Cafarnaum), para dizer que, embora enquadrado em realidades terrenas, ele envolverá verdades e realidades divinas. De fato, os evangelistas sempre acentuaram o lado humano, para que ninguém pensasse um Jesus-fantasma, Jesus-lenda, Jesus-mito. Mas sempre acentuaram também sua origem divina e sua missão salvadora. Mateus coleta inúmeras profecias do Antigo Testamento e as mostra acontecidas em Jesus de Nazaré. A profecia de hoje se realiza perfeitamente: fixa o tempo e o espaço (lado humano) e a missão salvadora (luz, lado divino).

 

Chamados para construir um mundo novo

Frei Almir Guimarães

A coisa mais terrível que pode acontecer a um homem é sentir-se acabado.
Roger Garaudy

♦ Continuamos a aprofundar nossa fé em Cristo Jesus. Temos plena convicção de que ele vive e continua a convocar amigos e seguidores a realizarem a empreitada de viver em seu seguimento e tentar construir com outros, com muitos outros, um novo diferente mundo, mundo de entendimento, bondade e misericórdia, um mundo segundo o coração do Pai.

♦ Isaías nos fala do tema da luz que se reflete, de modo particular no Cristo e nos cristãos: “O povo que andava na escuridão viu uma grande luz; para os que habitavam nas sombras da morte, uma luz resplandeceu”. O brilho da estrela do presépio continua a nos acompanhar.

♦ No evangelho há uma convocação, um chamamento, um convite a que pescadores aceitem esse chamado e deixem seus pequenos e tacanhos universos. Tudo é precedido a um convite à conversão. Os que são chamados, tanto ontem como hoje, são orientados para que mudem seu jeito de viver, se convertam, olhem com o olhar de Deus, não centrem a vida em seu pequeno e limitado universo. Deixem morrer o homem velho e renasçam para uma novidade de vida: transparência, sede de Deus, vontade de respirar o ar da fraternidade, tentativa de perdoar até o fim. Ser cristão é entrar num processo de conversão que nunca termina.

♦ Vem então o seguimento. Andar atrás daquele que nos fascinou. Não basta ter nascido numa família cristã, ter sido batizado e dizer-se católico por ocasião da resposta a certas perguntas que nos são feitas. Necessário uma alegre resposta pessoal. Esse chamamento requer presteza, perseverança, audácia de ir fazendo com que nosso olhar seja o olhar de Cristo, nossas alegrias as alegrias de Cristo, nossos sonhos sejam os sonhos de Cristo. Isto significa cumplicidade de vida entre o Mestre e o discípulo. Continuamos a vida de todos os dias: nascemos, crescemos, somos homem ou mulher, na vida profissional, na vivência familiar, na luta pela justiça, na saúde e na doença. Será preciso receber esse convite pessoalmente e pessoalmente responde-lo. Colocar os pés nos pés do Senhor.

♦ Os apóstolos foram convidados no meio da vida, no trabalho a não serem mais pescadores de peixes para se tornarem pescadores de homens. Sair, ir pelo mundo pode querer dizer ir para regiões próximas ou longínquas, cuidar das crianças doentes, dos presos sem advogados, dos mal casados, do que estão de mal com a vida, dos que levantam a hipótese de porem termo à vida. Os discípulos de Jesus são missionários e colaboram com a instauração do Reino. “São esses os traços principais deste reino: uma vida de irmãos e irmãs, alentado com a compaixão que o Pai do céu tem para com todos; um mundo no qual se busca a justiça e a dignidade para todo ser humano a começar pelos últimos; no qual se cuida da vida libertando as pessoas e a sociedade inteira de toda escravidão desumanizadora, no qual a religião está a serviço das pessoas, sobretudo das mais esquecidas; no qual se vive acolhendo o perdão e dando graças por seu amor insondável de Pai” (Pagola, Voltar a Jesus, Vozes, p. 69).

♦ Não estamos acabados… a construção da vida continua.

Dois pensamentos que podem nos tonificar:

>> Quantos homens e mulheres se instalam na mediocridade renunciando às aspirações mais nobres e generosas que despertam em seu coração! Não caminham. Sua existência fica paralisada. Vivem de apegos ao mínimo necessário para viver, sem olhos para conhecer aquilo que poderia dar nova luz à sua vida. É possível reagir quando alguém se instalou na rotina ou na indiferença? Pode alguém libertar-se dessa vida “programada” para a comodidade e o bem estar? Esta é a boa notícia de Jesus: dentro de cada um de nós existe uma fé que pode levar-nos a reagir e colocar-nos novamente no caminho verdadeiro”
Pagola, Marcos, Vozes, p.220

>> A Igreja deve sempre ser capaz de surpreender, anunciando a todos que Jesus venceu a morte, que os braços de Deus estão sempre abertos, que sua paciência está sempre nos aguardando para curar-nos e perdoar-nos. É para essa missão que Jesus ressuscitado deu seu Espírito à Igreja. Atenção: se a Igreja está viva, deve sempre surpreender. Uma Igreja sem a capacidade de surpreender é uma Igreja fraca, doente, moribunda e de ser trata numa UTI o quanto antes.
Para Francisco
Regina Coeli, 8 de junho de 2014

Oração

Tu estás perto, Senhor.
Estás sempre oferecendo teu amor.
Perdão por nossa falta de fé.
Respeitas nossa liberdade, caminhas conosco,
sustentas nossa vida e não nos damos conta.
Perdão por nossa mediocridade.
Tu nos ajudar a conhecer-nos,
nos falas como a filhos,
nos animas a viver, e não te escutamos.
Perdão por nossa falta de acolhida.
Tu nos amas com ternura,
queres o melhor para nós,
e não te escutamos.
Perdão por nossa ingratidão.

 

Nunca é tarde

José Antonio Pagola

Não gostamos de falar de conversão. Quase instintivamente pensamos em algo triste, penoso, muito ligado à penitência, à mortificação e à ascese. Um esforço quase impossível para o qual não nos sentimos dispostos nem com forças.

No entanto, se nos detivermos diante da mensagem de Jesus, vamos escutar, antes de mais nada, um apelo alentador para mudar nosso coração e aprender a viver de uma maneira mais humana, porque Deus está perto e quer sanar nossa vida.

A conversão de que fala Jesus não é algo forçado. É uma mudança que vai crescendo em nós à medida que vamos tomando consciência de que Deus é alguém que quer fazer nossa vida mais humana e feliz.

Porque converter-se não é, antes de tudo, tentar fazer tudo melhor, mas saber que nos encontramos com esse Deus que nos quer melhores e mais humanos. Não se trata só de “tornar-se uma boa pessoa” mas de voltar àquele que é bom conosco.

Por isso, a conversão não é algo triste, mas a descoberta da verdadeira alegria. Não é deixar de viver, mas sentir-nos mais vivos do que nunca. Descobrir para onde temos de viver. Começar a intuir tudo o que significa viver.

Converter-se é algo prazeroso. É limpar nossa mente de egoísmos e interesses que minimizam nosso viver cotidiano. Libertar o coração de angústias e complicações criadas por nosso afã de poder e possuir. Libertar-nos de objetos dos quais não precisamos e viver para pessoas que precisam de nós.

Alguém começa a converter-se quando descobre que o importante não é perguntar-se como posso ganhar mais dinheiro, mas como posso ser mais humano; não como posso chegar a conseguir algo, mas como posso chegar a ser eu mesmo.

Quando ouvimos o apelo de Jesus: “Convertei-vos, porque está próximo o Reino de Deus’: pensemos que nunca é tarde para converter-nos, porque nunca é tarde para amar, nunca é tarde para ser mais feliz, nunca é tarde demais para deixar-nos ser perdoados e renovados por Deus.

 

Evangelizar com palavras e ações

Pe. Johan Konings

Para ver melhor, vamos recuar um pouco… Sete séculos antes de Cristo, duas tribos de Israel – Zabulon e Neftali – foram deportadas para a Assíria, e povos pagãos tomaram seu lugar. A região ficou conhecida como “Galileia dos pagãos”. Naquele mesmo tempo, o profeta Isaías anunciou que o novo rei de Judá poderia ser uma luz para as populações oprimidas (1ª leitura). Sete séculos depois, Jesus começa sua atividade exatamente naquela região, a Galileia dos pagãos. Realiza-se, de modo bem mais pleno, o que Isaías anunciara. É o que nos ensina o evangelho de hoje.

Jesus anuncia a chegada do Reino de Deus. Mas não o faz sozinho. Do meio do povo, chama os seus colaboradores. Dos pescadores do Lago da Galileia ele faz “pescadores de homens”. Eles deixam seus afazeres, para se dedicarem à missão de Jesus: anunciar a boa-nova, a libertação de seu povo oprimido. Esse anúncio não acontece somente por palavras, mas também por ações. Jesus e os discípulos curam enfermos, expulsam demônios… Anunciar o reino implica aliviar o sofrimento, pois é a realização do plano de amor de Deus.

Nosso povo anda muito oprimido pelas doenças físicas, mas sobretudo pelas doenças da sociedade: a exploração, o empobrecimento dos trabalhadores etc. Deus é sua última esperança. O povo entenderá o que Jesus pregou (justiça, amor etc.) como boa-nova à medida que se; realize algum sinal disso em sua vida (alívio de sofrimento pessoal e social). Um desafio para nós.

Jesus chama seus colaboradores do meio do povo. Ora, na Igreja, como tradicionalmente a conhecemos, os anunciadores tornaram-se um grupo separado, um clero, uma casta, enquanto Jesus se dirigiu a simples pescadores que trabalhavam ali na beira do lago. Ensinou-lhes uma outra maneira de pescar: pescar gente. Onde estão hoje os pescadores de homens, agricultores de fiéis, operários do Reino – chamados do meio do povo? Por que só os intelectuais podem ser chamados, para, munidos de prolongados estudos, ocuparem “cargos”eclesiásticos, à distância do povo? Não é ruim estudar; oxalá os pescadores e operários também pudessem fazer. Mas importa observar que a evangelização, o anúncio do Reino, puxar gente para a comunidade de Jesus, não é tarefa reservada a gente com diploma. E a Igreja como um todo deve voltar a uma simplicidade que possibilite que pessoas do povo levem o anúncio aos seus irmãos e assumam a responsabilidade que isso implica.

Todas as reflexões foram tiradas do site: franciscanos.org.br

Lido 48 vezes

Mídia

Caminhos do Evangelho | 3º domingo do Tempo Comum franciscanos.org.br

Liturgia

Clique e leia a liturgia diária

Calendário

Calendário de pastoral da Diocese

Sobre a Diocese

EVANGELIZAR, a partir de Jesus Cristo e na força do Espírito Santo, como igreja discípula, missionária e profética, alimentada pela Eucaristia e orientada pela animação bíblica, promovendo a catequese de inspiração catecumenal, a setorização e a juventude, à luz da evangélica opção preferencial pelos pobres, para que todos tenham vida (cf. Jo 10,10), rumo ao reino definitivo.

Boletim de Notícias

Deixe seu e-mail para ser avisado de novas publicações no site da Diocese de Bragança: