phone 

Cúria Diocesana

91 3425-1108

 

Sexto domingo do Tempo Comum

"Diga apenas ‘sim’, quando é ‘sim’; e ‘não’, quando é ‘não’. O que você disser além disso, vem do Maligno". (Evangelho segundo Mateus). "Diga apenas ‘sim’, quando é ‘sim’; e ‘não’, quando é ‘não’. O que você disser além disso, vem do Maligno". (Evangelho segundo Mateus). Fonte da imagem: https://franciscanos.org.br/vidacrista/wp-content/uploads/2020/01/sexto_domingo.jpg

Todo mundo tem direito ao que é básico e agradável

Frei Gustavo Medella

“Se quiseres observar os mandamentos, eles te guardarão; se confias em Deus, tu também viverás” (Eclo 15,16). Original a atribuição que a sabedoria do Livro do Eclesiástico confere aos mandamentos. Eles não são um fardo ou uma mordaça que Deus inventou para aprisionar o ser humano. Ao contrário, representam uma indicação valiosa que o Senhor oferece a seus filhos para caminharem na direção de uma vida plena e feliz, livre de condicionamentos que podem tomar a alma humana e conduzi-la a um precipício de isolamento, alienação, egoísmo e solidão.

Progredir na Lei de Senhor (Cf. 118) é o caminho da verdadeira liberdade e a pessoa que se propõe a percorrê-lo vai, aos poucos, alargando o coração que se torna grande o suficiente para acolher a medida da graça de Deus, a medida do “amor sem medida”. Amadurecer na Lei de Deus é ter condições de ir sempre além do necessário, de superar a dureza do “olho por olho” e do “dente por dente”, de perceber que todo mundo tem direito a ter acesso ao que é bom e que privilégio de verdade é o bem comum irrestrito e universal.

Muito triste perceber o quanto as porções piores de nosso passado escravocrata e colonialista têm emergido em nossa sociedade atual. Mais do que nunca os valores profundos do Evangelho, pelos quais Jesus entregou-se com valentia e firmeza, se fazem urgentes e necessários aos dias que temos vivido. A vida plena que Jesus veio trazer para todos (Cf. Jo 10,10) passa por aspectos bem concretos e imediatos e não é apenas uma promessa que diz respeito ao pós-morte. Vida plena é o direito ampliado, a casa comum de portas abertas, o acesso facilitado ao básico e ao agradável para todo ser humano – contando até um passeio na Disney para quem gosta – sem distinção. Embora distante, tal sonho jamais deve deixar de ser sonhado por aqueles que teimam em enxergar uma luz no fim do túnel que, embora tênue e tremulante, jamais poderá ser apagada pelo brilho efêmero e espetaculoso de uma mentalidade elitista, materialista, excludente e pouco evoluída que, infelizmente, tem feito muitos estragos na vida de nosso povo.

 

6º Domingo do Tempo Comum, ano A

Reflexões do exegeta Frei Ludovico Garmus

 Oração: “Ó Deus, que prometestes permanecer nos corações sinceros e retos, dai-nos viver de tal modo, que possais habitar em nós”.

  1. Primeira leitura: Eclo 15,16-21

A ninguém mandou agir como ímpio.

O livro do Eclesiástico ou Sirácida é um dos últimos livros di Antigo Testamento a serem escritos (200 a.C.). É um livro sapiencial, que recolhe a sabedoria ou experiência vivida por Israel no relacionamento com Deus e com as pessoas. Sabedoria que é sintetizada na observância da lei de Deus (cf. Dt 4,1-8; 30,15-20). O texto que ouvimos convida a escolhermos o caminho dos justos, que temem a Deus e observam os seus mandamentos. Ao mesmo tempo critica os ímpios, que não temem a Deus e pensam que Ele “não vê” as maldades que praticam (cf. Sl 10,4.6.11; 64,6; 73,21). Deus nos deu a liberdade de escolhermos o caminho dos justos ou seguir o caminho dos ímpios. A palavra de Deus nos transmite a Sabedoria para escolhermos bem e sermos felizes. Estabelece, porém, alguns princípios: Quem observa ou guarda os mandamentos, é guardado por eles; guardar os mandamentos divinos é confiar em Deus, que nos dá a Vida. Deus, nosso criador, num gesto de confiança, concede-nos a liberdade de escolher entre o fogo ou a água, a vida ou a morte, o bem ou o mal. Deus vela sobre aqueles que o temem e buscam a Vida. O autor critica as seguintes afirmações: 1) o pecado é inevitável; 2) Deus não se preocupa conosco e com nossos pecados. Afirma, ao contrário: 1) somos livres para escolher o bem ou o mal; 2) Deus quer nossa salvação e que escolhamos o seu caminho para alcançá-la.

Salmo responsorial: Sl 118

      Feliz o homem sem pecado em seu caminho,

      Que na lei do Senhor Deus vai progredindo.

  1. Segunda leitura: 1Cor 2,6-10

Deus destinou, desde a eternidade,

uma sabedoria para nossa glória.

Nos dois últimos domingos, Paulo nos falava da sabedoria de Deus, contrapondo-a à sabedoria deste mundo. Paulo não veio à cidade de Corinto como um filósofo para ensinar uma nova sabedoria humana. Aliás, saiu-se mal em Atenas ao falar aos filósofos sobre Jesus Cristo, morto numa cruz e ressuscitado (cf. At 17,16-34). Em Corinto também havia os que gostavam de ouvir Paulo falando do Cristo ressuscitado, mas não do Cristo morto numa cruz. Na leitura de hoje, Paulo nos fala da “misteriosa sabedoria Deus, sabedoria escondida”, mas agora revelada na cruz de Cristo. Desde toda a eternidade, antes de criar o mundo, Deus quis que seu Filho Unigênito assumisse a nossa carne humana, se tornasse nosso irmão, morresse por nós na cruz e ressuscitasse dos mortos. Tudo isso, diz Paulo, “em vista da nossa glória”, isto é, nossa salvação. É o amor de Deus que assim planejou tudo isso e “preparou para os que o amam”. Nenhum ser humano poderia ter imaginado que da morte de Cristo, e da nossa morte corporal, pudesse brotar a nova Vida com Deus para a eternidade, quando ressuscitaremos no último dia. Esse plano maravilhoso foi-nos revelado pelo Espírito de Deus.

Aclamação ao Evangelho; Mt 11,15

     Eu te louvo, ó Pai santo, Deus do céu, Senhor da terra:

      Os mistérios do teu Reino aos pequenos, Pai, revelas.

  1. Evangelho: Mt 5,17-37

Assim foi dito aos antigos. Eu, porém, vos digo.

Jesus ensina a sabedoria do Evangelho, que supera a sabedoria contida nos mandamentos da Lei. O judeu podia encontrar o caminho para a vida na observância dos mandamentos. O próprio Jesus aponta o caminho dos mandamentos para o jovem que lhe perguntava: “Que devo fazer para ganhar a vida eterna” (Lc 18,18-25)? Jesus não veio para abolir a Lei e os Profetas, mas “para dar-lhes pleno cumprimento”. O evangelho de hoje aprofunda o sentido dos mandamentos. Segundo Jesus eles apontam para a dimensão mais profunda da vontade de Deus, da qual são uma pálida expressão. Jesus exige mais do que a simples observância material da Lei. Exige uma justiça maior que a justiça dos mestres da Lei e dos fariseus. Reinterpreta o mandamento “não matarás”, ao mostrar que o cristão deve evitar as mínimas ofensas (“tolo”), capazes de se agravar a ponto de levar a tirar a vida do irmão. Agrada mais a Deus a reconciliação com o irmão do que as ofertas que lhe são oferecidas no culto. O simples desejar a mulher do próximo já é adultério. Jesus pede uma atitude radical, uma sensibilidade que revele o mistério escondido em cada pessoa, que é o próprio Deus. Revela a graça divina, o caminho da vida eterna, que é um dom de Deus. Para o cristão Jesus é o Caminho, a Verdade e a Vida. Ele revela a verdadeira sabedoria do Evangelho, que nos leva a vivermos felizes o Reino dos Céus (de Deus) já aqui na terra.

 

Novo comportamento na nova família de Deus

Frei Clarêncio Neotti

Há três domingos lemos o Sermão da Montanha. Começamos com as bem-aventuranças, que são o portal de todo o Sermão e os valores que fundamentarão todo o Evangelho, valores bastante diferentes dos normalmente apresentados pela psicologia e pela economia. No domingo passado, Jesus chamou àqueles que aceitavam os valores das bem-aventuranças de sal da terra e luz do mundo e os comparou a uma cidade construída sobre um monte, isto é, na segurança.

Hoje, Jesus nega que as Bem-aventuranças contrariam o Antigo Testamento, as Leis e as tradições. Diz expressamente que não contrariam, mas também não se identificam. Inovam. Completam. Jesus não é um subversivo em sua pregação, mas se comporta como um profeta, como um novo Moisés, que “retira e propõe coisas novas e velhas” (Mt 13,52). E as propõe como quem tem autoridade (Mc 1,22) e exige radical idade, isto é, que não sejam apenas palavras, mas vida que brote do coração e valores que sejam vividos sem meios-termos.

Talvez pudéssemos dizer que Jesus em toda a Lei do Antigo Testamento procurou o miolo, sem dar maior valor à casca, encostada à Lei pelos escribas e fariseus e pela convivência com outros povos.

 

Diretrizes para um mundo transparente

Frei Almir Guimarães

É difícil ser transparente, por vezes pode ser muito árido e conduzir à marginalização e à solidão, mas a comunicação alicerçada na hipocrisia, na lisonja e nos bailes das máscaras também não salva da solidão, porque o outro não revela quem ele é, nem o que pensa, nem o que espera de você e, portanto, você não sabe diante de quem você está, nem quais as suas intenções.
Francesc Torralba

♦ Neste tempo da vida da Igreja, em nossa liturgia dominical, estamos continuando a leitura do Sermão da Montanha de Mateus, Carta Magna do cristianismo. Pacientemente vamos construindo nossa identidade cristã ao longo do tempo da vida. Não cessamos de nascer de novo. Nascemos de nossos pais e nascemos do Alto, nascemos ao longo das estações da vida. Tudo recomeça. Somos seres inacabados, sempre a caminho.

♦ O Sermão da Montanha faz apelo à generosidade, coerência e transparência. Pede-nos o máximo. Não se trata apenas cumprir obrigações de maneira “certinha” e dar-se por satisfeito. Precisamos chegar a uma postura de seres generosos e transparentes. Tudo começará em nossa verdade mais profunda. Jesus sempre nos adverte contra a mentalidade dos fariseus que observavam ritos e deveres, mas sem alma, de maneira nem sempre transparente e mesmo incoerentemente, com certa duplicidade, sem transparência.

♦ Transparência! “Os cidadãos exigem a transparência das instituições públicas, dos meios de comunicação social e das organizações privadas; exigem leis para garantir seu exercício, esperam saber o que acontece no interior das organizações públicas, como é investido o dinheiro pago por nós todos, como as decisões são tomadas nos bastidores do poder. Há um anseio por transparência”. (Francesc Torralba). Vivemos um tempo que exige o máximo de transparência. Estamos aprendendo a exigir transparência.

♦ Uma justiça maior do que simplesmente o dever cumprido. Justiça, no linguajar do Sermão da Montanha, é bem mais do que fazer as coisas corretas. Será preciso amar, estar presente na vida dos outros. O que importa de verdade é o apreço que lhes devotamos. Eliminar esta preocupação do ser humano de voltejar em torno de si mesmo. A Lei manda não matar. Trata-se de evidência sem necessidade de explicação. O Sermão da Montanha, no entanto, pede interesse e delicadeza pela vida do outro: próximo bem próximo, próximo mais distante. Será preciso promover o outro, a vida, o seu entusiasmo, sua vontade de crescer, de não vegetar, de não morrer vivo. Imaginação e criatividade. Os que usam um linguajar pouco delicado a respeito do outro, de alguma forma, agem mal. Todo esse palavreado grosseiro revela que não temos sensibilidade para com o outro. Se o Senhor nos ama como somos, frágeis e pecadores, ama também aquele que me ofendeu e que direito temos nós de excluí-los de nosso bem-querer?

♦ Quando realizamos o culto é preciso coerência e transparência. Participamos da celebrações da Eucaristia. Nesse momento revestimo-nos de sinceridade, dirigimo-nos ao altar com o melhor de nós mesmos. Ali vamos estar com aquele que deu a vida pelos seus, por todos, inclusive por aqueles que o matavam. A Eucaristia é a renovação incruenta do dom de Cristo no alto da cruz. Corpo dado e sangue derramado. Unimo-nos ao dom do Senhor atualizado nos sinais do pão e do vinho. Dom irrestrito. Amor sem limites.

♦ Não é possível participar com fruto da Missa quando vivemos um clima de inimizade e de falta de respeito para com os outros. Aqui se insere o pecado pessoal e social. Tema delicado. Sempre questão da transparência e da generosidade. Os que vivem criando pontes, os que deixam de cultivar melindres e movimentos de inveja, os que batalham pela dignidade participam excelentemente da Eucaristia. Se assim não for ser será preciso primeiro ir reconciliar com o irmão e depois apresentar a oferenda da vida. Transparência e coerência.

♦ Não olhar uma mulher com desejo de possuí-la – Homem e mulher, companheiros e amigos. Pessoas em construção de uma fidelidade de coração, de mente e de corpo. Tema delicado esse da fidelidade. Os cristãos celebram o seu amor conjugal no sacramento. Dizem um sim que começa e continua sempre a partir do interior. Transparência. Ele e ela. Ela e ele. Não se fere a fidelidade conjugal apenas a busca carnal de outra pessoa. A traição começa no interior da pessoa. Há um adultério que se comete no coração quando se deseja possuir alguém, um desalento, um cansaço mortal.

♦ A delicada questão do divórcio – Não temos condições de abordar exaustivamente o tema. Muitas separações e muitos recasamentos! O casamento, por diferentes motivos, deveria durar. Tudo depende, em princípio, de uma escolha bem pensada. O outro leva tempo para manifestar quem ele é. Há necessidade de tempo para acolher a novidade escondida do outro, há um trabalho a ser feito para construir o amor. Amar é aceitar o outro em sua totalidade. Não se pode esquecer as condições como ficam os filhos com separação. Por isso, casamento e família são realidades que precisam de tempo e empenho. Segundo Chritiane Singer “o casamento é o único relacionamento que nos pede verdadeiro trabalho”.


Para a reflexão

O amor não é estratégia nem cálculo de contabilidade, nem um investimento que espera lucros. É doação, entrega e é desejo do outro e só pode acontecer em um contexto de transparência mútua. O amor é incompatível com a opacidade porque quando se ama, o que se deseja do outro não é sua máscara, nem sua posição, nem o lugar que ocupa na sociedade; o que deseja do outro é seu ser e precisamente e isso que nunca se pode possuir de ninguém.


Oração

Dá-nos teu Espírito Senhor:
Onde não há Espírito surge o medo.
Onde não há o Espírito a rotina invade tudo.
Onde não há o Espirito a esperança murcha,
Onde não há o Espírito esquece-se o essencial.
Onde não há o Espírito não podemos reunir-nos em teu nome.
Onde não há o Espírito introduzem-se normas.
Onde não há o Espírito não pode brotar a vida.

 

Deus quer o melhor

José Antonio Pagola

Na raiz da modernidade há uma experiência nova que condiciona e configura toda a cultura contemporânea. O homem moderno descobriu na ciência e na tecnologia algumas possibilidades antes desconhecidas para buscar sua própria felicidade de maneira mais autônoma e plena.

De per si, isto não precisava ter alienado o homem desse Deus que se nos manifestou em Jesus como o melhor amigo da vida e o defensor mais firme do ser humano. Mas aconteceram dois fatos que provocaram o mal-entendido fatal que continua afastando a cultura moderna de Deus.

Por um lado, a modernidade, obcecada em salvaguardar o poder autônomo do homem, não sabe ver em Deus um aliado, mas vê nele o maior inimigo de sua felicidade. Por outro, a Igreja, receosa diante do novo poder que o homem moderno vai adquirindo, não sabe apresentar-lhe Deus como o verdadeiro amigo e defensor de sua felicidade.

Infelizmente, o mal-entendido persiste. E é triste ver que, muitas vezes, não só os não crentes, mas também os crentes continuam suspeitando que Deus é alguém que nos torna a vida mais difícil do que ela já é por si.

O homem está aí procurando viver da melhor maneira possível e vem Deus “complicar-lhe” as coisas. Impõe-lhe alguns mandamentos que ele deve cumprir, assinala-lhe alguns limites que ele não deve ultrapassar e lhe prescreve algumas práticas que ele deve obrigatoriamente acrescentar à sua vida ordinária. Por mais que se fale de um Deus salvador, são muitos os que continuam pensando que, sem ele, a vida seria mais livre, espontânea e feliz.

A primeira missão da Igreja hoje não é dar receitas morais, mas ajudar o homem moderno a descobrir que não há um só ponto no qual Deus imponha algo que vai contra nosso ser e nossa felicidade verdadeira.

A posição der Jesus é clara: “O sábado foi feito para o homem e não o homem para o sábado”. As leis que procedem de Deus e são retamente aplicadas estão sempre a serviço do bem do ser humano, não a serviço de sua destruição.

Deus não é um estorvo que nos impede de viver prazerosamente. Um peso que sobrecarrega nossa vida e sem o qual respiraríamos todos mais tranquilos. Deus é o melhor que temos para enfrentar a vida com acerto. O verdadeiro crente sabe e sente que Deus se torna presente em sua vida só e exclusivamente para dar-lhe força, sentido e esperança.

 

O espírito dos Mandamentos

Pe. Johan Konings

A sabedoria do Antigo Testamento ensinava que temos uma consciência, para escolher entre o bem e o mal. Para ajudar-nos no escolher, Deus propõe a lei, os mandamentos (1ª leitura). Antes disso, Moisés codificou os mandamentos de Deus para os israelitas. Mas o que significam esses preceitos? Como interpretá-los? No tempo de Jesus havia quem os interpretasse conforme a letra, materialmente: “Não matar” significava simplesmente não tirar a vida de ninguém. Jesus, no evangelho, nos ensina a interpretá-los conforme o espírito do Pai. Escutar Deus mesmo por trás da letra da lei! E o que Deus deseja é “justiça”, isto é, seu plano de amor para com a humanidade: o “projeto de Deus”. Procurar a justiça verdadeira é olhar a vida com amor radical. Então, “não matar” significará muito mais do que a letra diz …

Também hoje, muitos interpretam a lei de modo material, sem escutar a vontade de Deus. “Adorar Deus” significa então ir à Igreja, sem amor a Deus. “Não adulterar” significa então respeitar o “contrato matrimonial”, sem renovar diariamente seu amor de esposo. “Não roubar” torna-se bandeira da intocável propriedade privada, em vez de freio contra a exploração …

Jesus restituiu a Lei a Deus: puxou-a das mãos dos fundamentalistas e fez ela ser novamente interpretação e instrumento do amor do Pai. E com isso, restituiu-a ao povo, pois assim ela serve para a paz, a felicidade profunda do povo que Deus ama. A nós cabe interpretar a lei pelo amor que Cristo nos fez conhecer. É isso a moral cristã. Colocar a lei a serviço de um amor inesgotável. Então, nunca ficaremos “satisfeitos”: sempre descobriremos uma maneira mais completa para realizar o bem que Deus “aponta” através da lei. A letra da lei não diz nada sobre política, mas o espírito de Jesus nos ensina que hoje, para sermos justos, devemos mexer com as estruturas políticas e econômicas da sociedade. Escutando a voz da consciência e orientando-nos pelo amor que Cristo nos ensina, veremos melhor o que na prática os mandamentos exigem de nós.

Todas as reflexões foram tiradas do site: franciscanos.org.br

Lido 87 vezes

Mídia

Caminhos do Evangelho | 6º domingo do Tempo Comum franciscanos.org.br

Liturgia

Clique e leia a liturgia diária

Calendário

Calendário de pastoral da Diocese

Sobre a Diocese

EVANGELIZAR, a partir de Jesus Cristo e na força do Espírito Santo, como igreja discípula, missionária e profética, alimentada pela Eucaristia e orientada pela animação bíblica, promovendo a catequese de inspiração catecumenal, a setorização e a juventude, à luz da evangélica opção preferencial pelos pobres, para que todos tenham vida (cf. Jo 10,10), rumo ao reino definitivo.

Boletim de Notícias

Deixe seu e-mail para ser avisado de novas publicações no site da Diocese de Bragança: