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A palavra do pastor: A Morte do Filho de Deus

Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito!  (Lucas 23:46) Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito! (Lucas 23:46) Fonte da imagem: https://folhadolitoral.com.br/wp-content/uploads/2020/03/bsfisnvb_1584450575.jpg

Neste tempo de Semana Santo, nosso bispo Dom Jesus está percorrendo conosco os caminhos do Tríduo Pascal, em preparação a ressurreição do Senhor Jesus. Com meditações breves e de fácil compreensão, todos esses dias Dom Jesus nos ajuda a melhor viver esse caminho de preparação a Páscoa.

Acompanhemos a meditação de hoje.

 

A Morte do Filho de Deus

A morte de Jesus foi consequência da sua vida. Na sua permanência final em Jerusalém, os conflitos com as autoridades religiosas foram constantes e gradualmente em aumento, ao ponto de Sumos sacerdotes, fariseus e escribas decidirem abertamente a sua morte. Ele era visto como um perigo para a religião judaica com sérias implicações políticas. A ocasião oportuna se apresentou com a proposta de Judas, o traidor, que dominado pela ambição do dinheiro vendeu o Mestre indicando o melhor horário e local para prendê-lo. No final, Jesus é julgado às pressas e condenado a morrer na cruz naquele mesmo dia.

O fato histórico da morte de Jesus faz parte de uma história de amor que começou muito antes, com o pecado dos nossos primeiros pais, Adão e Eva, e o projeto de Deus de salvação da humanidade. Deus Pai, num gesto de amor, enviou seu Filho para salvar os seres humanos. Com esta finalidade, Ele se fez homem e nasceu como todo homem de uma mulher. Assumindo em si mesmo nossa natureza humana de forma integral.

Para nós, que cremos em Jesus Cristo, sua morte na cruz é doação total pela humanidade, é gesto de amor, não só por todos, mas por cada um de nós que sendo pecadores nos oferece a possibilidade de voltar à amizade de Deus e nos salvar. Ele mesmo disse: “Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida por seus amigos. Vós sois meus amigos se praticais o que vos mando” (Jo 15,13-14).

Mas o amor do Pai e de Jesus Cristo requer uma resposta por parte do ser humano. Os judeus, que se consideravam estritos cumpridores da Lei, são censurados por Jesus porque não amam Deus: “Não tendes em vós o amor de Deus” (Jo 5, 42). E o amor que Deus espera de nós não é simplesmente uma profissão de amor, que podem ser palavras vazias, mas deve ser demostrado através de obras, “com ações e em verdade” (1Jo 3,18). A principal resposta de amor a Deus é guardar e viver sua Palavra (cf. Jo 14,22).

Meus irmãos e irmãs será que nesta Sexta Feira santa reconhecemos na cruz o amor de Deus por nós?  A celebração da morte de Jesus, que neste ano poderemos acompanhar desde as nossas casas pela televisão, radio ou internet nos convida a pensar no amor de Deus que entrega seu filho à morte e em nosso amor a Deus e ao próximo. Nós realmente amamos a Deus?

Hoje é o dia em que podemos manifestar nosso amor praticando com amor as obras penitenciais. A começar pelo jejum e a abstinência que neste dia são obrigatórios para os fiéis católicos. Mas, também, podemos aproveitar para ler, bem devagar, a leitura da Paixão de Jesus Cristo ou qualquer outro texto das Escrituras e refletindo, ouvir o que Deus nos pede para mudar em nossa vida através daquela leitura. Ou, talvez, possamos pedir perdão ao nosso irmão que ofendemos ou reconciliar-nos com quem nos ofendeu. Recordemos o que nos diz São Paulo: o amor é paciente, prestativo, não procura o próprio interesse, não se irrita, não guarda rancor... (1 Cor 13, 4ss). Se amamos a Deus, nosso amor deve se traduzir em fatos, não só em palavras.

Que o Espirito Santo nos ensine a amar a Deus e ao nosso próximo!

Dom Jesus

 

E amanhã a meditação será sobre o Sábado Santo. Ainda com espirito de espera pela ressurreição de Jesus, celebramos a Vigília Pascal.

Por Pascom

Diocese de Bragança do Pará

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