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O renascer da Pascom

O renascer da Pascom Fonte da imagem: Pascom

Após ter transcorrido mais de cinquenta dias da confirmação do primeiro caso da doença Covid-19 no Brasil e verificando o rápido contágio do coronavírus em outros países, cada vez mais, temos a certeza de que não se trata de um vírus qualquer e que todos, direta ou indiretamente, vamos ser atingidos ao longo dos próximos dois anos. As autoridades sanitárias do mundo inteiro, inclusive do Brasil, depois de um tempo de incertezas ante o desconhecido, determinando o isolamento social como melhor remédio contra esta doença que ainda não tem cura.

Desta forma, fomos obrigados a fechar nossas igrejas e capelas e suspender nossas atividades pastorais, precisamente no período em que o povo manifesta mais intensamente a sua devoção ante o Cristo que morre e ressuscita e a liturgia expressa de forma bela o mistério do tríduo Pascal: o amor de Deus por toda a humanidade. Na verdade, fechamos bem antes da Semana Santa, continuamos fechados e não sabemos até quando.

Este isolamento social tem um grande custo econômico e, como já aconteceu em outros países, a atividade econômica deve despencar no Brasil, trazendo mais pobreza ao povo que já sofre com o desemprego e a informalidade. Por isso, é louvável a sensibilidade social que leva a distribuir entre os mais pobres recursos financeiros públicos, mesmo em pequenas quantias, para ajudar na manutenção das famílias mais vulneráveis. Este custo financeiro deve atingir toda a sociedade e, também, nossas paróquias com a queda do dízimo e a ausência das coletas recolhidas nas celebrações litúrgicas. Na verdade, algumas paróquias e comunidades eclesiais já o estão sentindo. É o preço que devemos pagar na luta contra o coronavírus.

Eu, desde meu isolamento, venho acompanhando as atividades que estão sendo realizadas nas paróquias e, com alegria, tenho observado as iniciativas pastorais e litúrgicas que os párocos, vigários paroquiais e diáconos da nossa Diocese de Bragança realizaram na Semana Santa como forma de aproximar a liturgia ao povo de Deus, recluído nas suas casas. Embora não tenham chegado ao meu conhecimento todas as iniciativas das paróquias neste tempo de isolamento social, sei que uma boa parte delas estão transmitindo as celebrações eucarísticas pela rádio, televisão e internet (Facebook e Youtube). E fico feliz por isso. Nosso povo merece todos os nossos esforços e atenção respondendo como bons pastores às suas necessidades, como diria nosso Papa Francisco: “pastores com o cheiro das ovelhas”. As necessidades pastorais devem aguçar nossa criatividade para que não falte ao povo nem a Palavra de Deus e nem a Eucaristia.

Mas, a grande lição que estamos aprendendo no atual isolamento social é a necessidade de valorizar e potencializar a Pastoral da Comunicação nas paróquias e diocese. Embora já existisse de forma nominal, inclusive já tivesse uma equipe diocesana, esta pastoral sempre teve muitas dificuldades para deslanchar, seja por desconhecimento por parte de todos da missão da Pascom, seja por falta de pessoas com conhecimentos técnicos e tempo disponível, seja pelo nível de comprometimento que ela exige. O certo é que a Pascom sempre foi muito limitada em nossa diocese e, pelo que conheço, também nas outras dioceses do Regional Norte II.

Porém, ante a necessidade, verifico que algumas pessoas com conhecimento dos meios de comunicação social, provavelmente de forma muito improvisada, nos estão ajudando a transmitir nossas celebrações litúrgicas dando-nos a oportunidade de continuar as atividades evangelizadoras. Como quase sempre acontece na Igreja, o Espírito Santo suscitou pessoas que motivadas pelo desejo de servir à comunidade e com alguns conhecimentos técnicos estão fazendo ressurgir esta pastoral e mostrando para todos nós a sua grande relevância no serviço de evangelização da Igreja pelos meios de comunicação.

Assim pois, irmãos sacerdotes e diáconos, está na hora de valorizar e apoiar a Pastoral da Comunicação em nossas paróquias e comunidades eclesiais, chamando pessoas para esse serviço, promovendo uma maior formação, facilitando recursos técnicos e integrando essas pessoas nas estruturas pastorais das paróquias. E, recordem, que a Pascom não deve existir somente para o tempo que durar o coronavírus, mas ela é uma pastoral permanente em nossa Igreja.

Demos graças a Deus que, nestes tempos de epidemia, nos mostrou a importância da Pastoral da Comunicação e ao Espirito Santo que chama pessoas a realizar este serviço.

Por Dom Jesus M. Cizaurre

Bispo de Bragança do Pará

 

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