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Papa reconhece virtudes heroicas de sacerdotes italianos e leigos

Servo de Deus Matteo Farina, nascido em Avellino (Itália) em 19 de setembro de 1990 e falecido em Brindisi (Itália) em 24 de abril de 2009 Servo de Deus Matteo Farina, nascido em Avellino (Itália) em 19 de setembro de 1990 e falecido em Brindisi (Itália) em 24 de abril de 2009 Fonte da imagem: https://www.vaticannews.va/content/dam/vaticannews/multimedia/2020/05/06/sdsffds.jpg/_jcr_content/renditions/cq5dam.thumbnail.cropped.750.422.jpeg

Três sacerdotes e uma jovem - um dos quais, ordenado após a viuvez, é o pai da jovem - todos viveram entre o final do século XIX e as primeiras décadas do século passado. E também um jovem da chamada "geração X", Matteo Farina, o mais jovem, que faleceu em 2009.

Com a audiência na terça-feira, 5, ao prefeito da Congregação para as Causas dos Santos, cardeal Angelo Becciu, o Papa Francisco autorizou a promulgação dos decretos que reconhecem o heroísmo das virtudes cristãs desses Servos de Deus, agora chamados de Veneráveis.

Amor de Deus, "doença sem cura"

Um "infiltrado", capaz de "entrar silenciosamente como um vírus". Parece estranho, em uma época de pandemia, que esse possa ter sido o objetivo de um provável futuro santo. Mas aconteceu com Matteo Farina, um jovem capaz de contagiar os colegas com o amor de Deus, que definia como "uma doença incurável". Um jovem com uma grande fé, e como todos os que são movidos por uma grande fé, queria transmitir isso para quem vivia próximo a ele.

Um pequeno herói, Matteo, pequeno para sua idade, e que fecha os olhos para sempre aos 18 anos. Desde os 13 lutava contra um tumor cerebral. Uma luta igual àquela de todos os doentes, cirurgia, quimioterapia e a esperança de vencer a doença.

Em Matteo, no entanto, brilha a luz daqueles que, desde a infância - junto com sua mãe Paola, seu pai Miky e sua irmã mais velha Erika – têm familiaridade com o Evangelho, que para todos, e sobretudo para Matteo, é um livro a ser lido todos os dias e cada dia uma oportunidade para vivê-lo.

Integrado, mas cristão

Ele é do tipo gentil e afável, mas seus colegas de classe e amigos, sabem que quando tiver início uma briga, as melhores palavras para fazer as pazes serão de Matteo. Eles o rebatizaram, com estima, como "o moralizador". precisamente porque nunca perde a oportunidade para se referir a Deus nas coisas cotidianas.

Aos 15 anos, em uma página de seu diário, escreve: “Gostaria de poder me integrar com meus colegas sem ser forçado a imitá-los nos erros. Eu gostaria de me sentir mais envolvido no grupo, sem ter que renunciar aos meus princípios cristãos. Isso é difícil. Difícil, mas não impossível".

A doença o obriga a viajar para a Alemanha e a longas internações que o devolvem à vida "normal", com o inerente desejo de viver de sua idade. O câncer escava também em sua alma, tornando-a tão essencial quanto qualquer experiência de dor.

Matteo confia-se a Deus em tudo e por tudo, e quando a medicina se rende nos últimos dias da vida, ele se oferece para a salvação das almas e a conversão dos pecadores. Veio a falecer em 24 de abril de 2009, na sua amada Bríndisi, cidade ao sul da Itália.

Os outros veneráveis

Muito jovem, também Maria de la Concepción Barrecheguren y Garcíanatural de Granada, Espanha, onde nasceu em 1905. Como Matteo Farina, Conchita, como é chamada, vive uma intensa vida de fé e compromisso. Ensina catecismo, ajuda os pobres, reza muito o Rosário. Quase ao completar 21 anos, a encontra uma doença fatal para a época, a tuberculose, que acaba por levá-la à morte em 1927.

Conchita é filha de outro Venerável da Igreja, Francisco Barrecheguren, um caso quase único de homem casado, pai, viúvo, e por fim, sacerdote. Nascido em 1881, cuida da filha, cuja fama de santidade logo se espalha. Após a morte da esposa, dedica-se à oração e ingressa na Congregação Redentorista. Em contato com noviços mais jovens que ele, vive a formação com grande humildade. Veio a falecer em Granada em 1957.

Quase da mesma idade são os dois outros Veneráveis, ambos sacerdotes e italianos. Entre eles, Francesco Caruso, calabrês de Gasperina, Província de Catanzaro. Nascido em 1879, desde jovem manifesta o desejo de se tornar sacerdote. Mas o trabalho no campo - a família não tem condições - e depois o alistamento militar, dominam sua juventude.

Quando consegue entrar no seminário somente com a quinta série aos oito anos, completa seus estudos e é ordenado sacerdote. Não tarda para se manifestar sua personalidade espiritual. Seus bispos pedem a ele para formar seminaristas, missão a qual se dedicará com entrega total. As intermináveis ​​horas passadas no confessionário e o compromisso com as crianças abandonadas, especialmente durante a guerra, permanecem fixas na memória. Faleceu em outubro de 1951.

Três anos antes, em 1876, nasceu Carmine De Palma, de Bari. Aos 5 anos fica órfão, aos 10 entra no Seminário para estudos, aos 23 é ordenado sacerdote. Estimado por seus bispos pela inteligência e equilíbrio, recebe a incumbência de tarefas de maior responsabilidade. No coração, é atraído pela espiritualidade beneditina, que sempre cultivará, e como padre Francesco Caruso, é lembrado como um "herói do confessionário", ministério que exerce mesmo no leito de morte antes da completa imobilidade à qual várias patologias o obrigam. Veio a falecer, aos 85 anos, em 1961.

Por Alessandro De Carolis

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