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Dia dos Namorados: Deus aproxima um homem e uma mulher para iniciarem um grande projeto de amor

Dia dos Namorados: Deus aproxima um homem e uma mulher para iniciarem um grande projeto de amor Fonte da imagem: https://www.cnbb.org.br/wp-content/uploads/sites/32/2020/06/destaque-namorados-1200x762_c.jpg

Na véspera do Dia de Santo Antônio, conhecido popularmente como “Santo casamenteiro”, criou-se no Brasil uma data para o Dia dos Namorados. Celebrado por aqui em 12 de junho, este dia está relacionados na maior parte do mundo à data de 14 de fevereiro, Dia de São Valentim. Nesse contexto de comemorações e romantismo, a Igreja pretende ressaltar a sua visão e atenção pastoral para este relacionamento, que deve sempre ter um objetivo e ser um caminho de preparação para o Matrimônio.

Em mensagem para os namorados que iniciam a caminhada e para os “eternos namorados”, ou seja, os que já vivem a vida matrimonial, o bispo de Rio Grande (RS) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Ricardo Hoepers, recordou a etimologia do termo “namorar”, oriundo da expressão em espanhol enamorar-se, cuja ideia é “estar no amor”. “Deus aproxima um homem e uma mulher para iniciarem um grande projeto de amor. Celebrar o Dia dos Namorados é celebrar o estar no amor que Deus sonhou, que Deus desejou para você”, disse o bispo.

 

 

A Comissão Nacional da Pastoral Familiar (CNPF) aproveitou esta semana para partilhar algumas reflexões e indicações sobre o namoro a partir do magistério da Igreja e de experiências concretas.

Na última terça-feira, durante a série de lives conduzidas por dom Ricardo Hoepers, foi abordado o tema “AMOR, NAMORO E FAMÍLIA: VIVENDO E APRENDENDO!”. Dom Ricardo recebeu o casal José Augusto e Luzinete Hey, que partilhou sobre sua experiência de namoro antes do casamento e nos 35 anos de matrimônio, quando assumiram iniciativas voltadas ao acompanhamento de namorados na arquidiocese de Curitiba (PR).

 
Como mensagem aos namorados, Luzinete ressaltou que não possível ao casal viver e ser feliz sozinhos: “É preciso colocar-se na presença de Deus. A oração é o melhor remédio para todas as dificuldades, para todos os momentos de incerteza, os problemas financeiros, psicológicos. A oração precisa ser feita sozinha, sim, mas também como casal. Colocar-se na presença de Deus é fundamental para que a gente cresça no relacionamento e deixar-se aflorar esse crescimento, ajudar um ao outro, realmente cuidar um do outro”.

Para José Augusto, em relacionamento é necessário dizer ‘eu te amo’ e continuar amando, “colocar-se à disposição de amar sempre”. Recordando o capítulo 13 da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios, José fala que o amor constrói, “mas nós temos que cooperar com esse amor, fazendo a nossa parte. Eu acho que estimular o outro a te olhar nos olhos, transmitir carinho”.

Neste tempo de pandemia, aos que já são casados, José Augusto indica que a compreensão é fundamental: “Muitos problemas podem vir ou já vieram à tona, mas com inteligência, com sabedoria e com aquele amor decisão, nós podemos resolver sim”. Cientes do amor de Deus, continua, “nós temos a possibilidade, como seres humanos, de crescer a cada dia um pouquinho. Se hoje eu puder ser melhor do que ontem e amanhã melhor do que hoje, eu vou atingir o que está na Bíblia, sede perfeitos como vosso Pai celeste é perfeito. E aí nós vamos nos relacionar bem com os filhos, com os pais, com os conjugues e com a Igreja”.

 

Confira como foi a live no canal da Pastoral Familiar no Youtube.

 

Apontamentos do magistério

Na exortação apostólica pós-sinodal Christus Vivit, quando o Papa Francisco fala da vocação aos jovens, refere-se a uma “chamada ao amor”, que ocorre a partir do sonho de “encontrar a pessoa certa com quem formar uma família e construir uma vida juntos”. Esta é, segundo o Papa, “uma vocação que o próprio Deus propõe através dos sentimentos, anseios, sonhos”.

Nesta perspectiva, Francisco também ensina que “dois cristãos que casam reconheceram na sua história de amor a chamada do Senhor, a vocação a formar de duas pessoas, varão e mulher, uma só carne, uma só vida. E o sacramento do Matrimônio corrobora este amor com a graça de Deus, arraigando-o no próprio Deus. Com este dom, com a certeza desta vocação, é possível começar com segurança, sem medo de nada, para juntos enfrentar tudo!”.

Experiências

A Pastoral Familiar também partilhou vídeos com experiência de casais que participam ou já participaram como noivos e formadores do itinerário vivencial de acompanhamento para o Sacramento do Matrimônio, uma experiência na diocese de Dourados (MS) que deve ser aplicada em todos os 18 regionais da Igreja no Brasil. A proposta é um acompanhamento personalizado, como uma catequese pré-matrimonial, visando desencadear um processo formativo baseado na Sagrada Escritura e na Doutrina Católica do Casamento, tanto para dos desejosos de contrair Matrimônio, como para quem os acompanha. Mais de 100 agentes estão cursando a formação oferecida por meio de plataforma EaD pela Pastoral Familiar.

 

 Tirado do site da CNBB Nacional

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