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Cúria Diocesana

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Jovem, Cristo te chama

Jovem, Cristo te chama (35)

A experiência eclesial cristã resgatada pelo Concílio Vaticano II suscitou na Igreja, a partir da Europa e depois na América Latina, uma grande preocupação com a questão vocacional. Esse contexto contribuiu para que, na Igreja do Brasil, passos significativos fossem dados com o objetivo de incrementar uma consciência vocacional em todo o povo de Deus, resgatando a comunidade eclesial como lugar da efetiva participação de todos os batizados na missão da Igreja.

Atualmente refletir a dinâmica vocacional a partir de uma eclesiologia de comunhão e participação é segundo o bispo auxiliar de Manaus, dom José Albuquerque tarefa de todos: “Toda a ação pastoral deve ser orientada para o discernimento vocacional, tendo como objetivo ajudar cada cristão a descobrir o caminho concreto para realizar o projeto de vida ao qual Deus o chama”.

Diante dos desafios que a pós-modernidade impõe, o bispo afirma que a questão vocacional se torna urgente e necessária, sobretudo, para se compreender e enfrentar as problemáticas oriundas de um acentuado individualismo. Para ele, a oração constitui o primeiro e insubstituível serviço que podemos oferecer à causa das vocações. “A comunidade que reza pelas vocações, que medita a partir da Palavra de Deus, que celebra a Liturgia com fervor e alegria, que oferece direção espiritual aos jovens, colabora incansavelmente para criar uma cultura vocacional”, salienta.

Na caminhada vocacional, alguns eventos foram determinantes para a construção da identidade que, hoje, caracteriza o serviço de animação vocacional na Igreja do Brasil. O mês vocacional é um desses exemplos. Assumido em âmbito nacional, em 1981, por dioceses e regionais da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), seu intuito é ser um tempo especial de reflexão e oração pelas vocações e ministérios.

Hoje cada domingo do mês de agosto é dedicado à celebração de uma determinada vocação. No primeiro, celebra-se sacerdócio e os ministérios ordenados; no segundo, o matrimônio junto à semana da Família; no terceiro, a vida consagrada, e por fim, no quarto, a vocação dos Leigos. “O Mês Vocacional, consagrado há mais de três décadas em nosso país, se tornou uma grande convocação eclesial, tempo privilegiado para celebrar as diversas vocações e para intensificar a oração pelas vocações nas famílias, nos ambientes estudantis, em todos os grupos e comunidades eclesiais e para realizar ações concretas e tantas outras iniciativas, de forma envolvente e criativa ao longo deste abençoado mês”, diz dom José.

Congressos vocacionais – Outra iniciativa que também tem como preocupação o itinerário vocacional são os Congressos Vocacionais do Brasil. Organizados pela Comissão para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada da CNBB, eles trazem ao longo dos anos temas e lemas profundamente enraizados na Sagrada Escritura e inseridos na realidade contemporânea. Este ano com o tema “Vocação e Discernimento” e o lema “Mostra-me, Senhor, os teus caminhos” (Salmo 25,4), o IV Congresso Vocacional do Brasil será realizado de 05 a 08 de setembro, no Centro de Eventos do Santuário Nacional Nossa Senhora de Aparecida, em Aparecida (SP).

Segundo a equipe organizadora, a iniciativa deseja refletir sobre a necessidade da oração em prol das vocações e acima de tudo expandir a temática para todos os âmbitos eclesiais e sociais. “Um dos grandes objetivos do 4º. Congresso Vocacional é a promoção da Cultura Vocacional nas comunidades, para que o tema vocacional seja abraçado como prioridade essencial de nossa Igreja, assim como de fato o é: uma comunidade de chamados que assumem o papel de também chamar outros operários, nas mais diversas missões e carismas”, afirma o padre Elias Silva, coordenador nacional da Pastoral Vocacional.

O sacerdote reitera que o evento possibilitará a criação de um trabalho vocacional em redes, especialmente porque é adaptado à concretude das circunstâncias específicas de cada região do país. Neste contexto, ele explica que como parte da execução do 4º Congresso estão os pré-congressos que acontecem nos regionais de todo o Brasil e também da vida religiosa. “Estamos em um período bonito da promoção vocacional do Brasil. A cada novo encontro que acontece pelo Brasil vai se solidificando a necessidade e urgência de promover a Cultura Vocacional, e de uma maneira muito específica de possibilitar um discernimento vocacional que oriente as pessoas ao verdadeiro seguimento de Cristo, ouvindo a voz amorosa e exigente do Pai”, alega.

Neima Pereira dos Santos, de 49 anos, é membro da Pastoral Vocacional da diocese de Formosa (GO). Para ela, refletir sobre a vocação é trilhar um caminho de descobertas da própria identidade. “Vivemos num mundo cada vez mais fragmentado e veloz, há uma perda da identidade, falta um autêntico sentido de vida, principalmente em relação aos nossos jovens”, diz. Consagrada Secular do Instituto Secular Servas de Jesus Sacerdote, Neima vai participar ativamente do IV Congresso Vocacional.

Ela aponta a importância de um evento como esses em âmbito nacional. “Com a realização do 4º Congresso Vocacional teremos a oportunidade de refletir sobre os novos questionamentos e desafios vocacionais que nos são apresentados no contexto atual. Conheceremos as diferentes realidades e diversidades vocacionais e obstáculos a serem superados”, considera. Pensar em conjunto, amadurecer e aprofundar concretamente a questão vocacional é um dos desafios da Igreja no Brasil para os próximos anos. “O 4º Congresso Vocacional dará ânimo e vigor a todos os participantes e aos agentes da Pastoral Vocacional trazendo também novas luzes e pistas para a animação vocacional no Brasil”, finaliza.

Matéria Revista Bote Fé nº 28 – Edições CNBB.

Disponível no site da CNBB

A história do Padre Victor teve início na aldeia de Slobozia-Rascov, coração do atual território separatista da Transnistria, ainda em luta com a República da Moldávia, que, após a queda da União Soviética, ainda reivindica sua jurisdição. Esta simples aldeia, ao longo dos anos, foi berço de muitos sacerdotes católicos e também de um Bispo, graças a uma comunidade católica ativa, da qual também o jovem Victor Pogrebnii fazia parte. Uma comunidade que nunca teve medo de testemunhar a sua fé, a ponto de construir uma igreja sem nenhuma autorização, nos anos Setenta, em pleno regime comunista.

Carreira militar, sem perder a fé

O desejo de Victor de ser sacerdote foi violado no dia em que foi convocado para servir a marinha militar soviética. Por isso, teve que deixar a Slobozia-Rascov. Foi um afastamento definitivo, porque, depois de cumprir seu período de serviço e demonstrar suas boas qualidades, continuou a carreira militar, atingindo até os mais altos graus militares. Tudo isso depois de frequentar a escola militar em Kaliningrado e não, certamente, o seminário, que era a sua verdadeira aspiração. Longe da sua aldeia natal e também mais longe do seu desejo de ser sacerdote, a sua vida teve uma reviravolta radical, como ele mesmo conta: “Não perdi a fé e mantive tudo o que meus pais me ensinaram, mas já tinha iniciado a carreira militar, onde era estimado e onde também havia recebido diversas incumbências. Minha vida tinha mudado e também havia conhecido uma boa moça, que se tornou minha esposa, em 1970. Assim, cheguei até ao altar, mas para ser um bom esposo”.

Victor, primeiros anos na  marinha soviética
Victor, primeiros anos na marinha soviética

 

Católico clandestino

Padre Victor narra a sua vida de fé, difícil de conciliar com o regime comunista, sempre suspeitoso, e no âmbito de uma estrutura militar rigorosa. De fato, disse: “Passei por um momento complicado quando, em uma estrutura militar no Polo norte, meus superiores encontraram o texto do Evangelho. E, outra vez, quando a polícia descobriu que estava ajudando a construir a igreja da Slobozia-Rascov. Então, fui denunciado e interrogados pelos superiores. Quando eu podia, frequentava uma igreja católica, situada diante dos escritórios do KGB; mas, para entrar, tinha que tomar cuidado para não ser visto. Eu era um católico clandestino, que vivia às ocultas e temeroso. Tentei também descobrir se entre meus companheiros havia outro católico, mas era perigoso se expor”.

Uma família feliz

“A minha vida já estava delineada; - continua o padre Victor – amava a minha esposa. De fato, da nossa união nasceram dois filhos: depois seus casamentos e, assim, me tornei avô de três netos. Porém, tive também a alegria de seguir o caminho do meu irmão, que se tornou sacerdote”.

Victor, com a esposa e o primeiro filho
Victor, com a esposa e o primeiro filho

Finalmente livre para crer

Com a queda do regime comunista, a vida de Victor passou por uma reviravolta e, sobretudo, reencontrou a serenidade da fé e a possibilidade de educar seus filhos na vida cristã, sem mais medo. Sua vida era a de um militar; a seguir, com o passar dos anos, aposentou-se e vivia tranquilamente com a família, cuidando dos filhos e dos netos. Em 2008, sua esposa faleceu e, encontrando-se sozinho, teve a possibilidade de refletir sobre a sua vocação inicial, que jamais havia abandonado, de ser sacerdote. Assim, no mesmo ano, o Bispo de Kiev o recebeu no Seminário e, quatro anos depois, em 7 de janeiro de 2012, encontrou-se novamente diante do altar do Senhor, mas, desta vez, para receber a unção sacerdotal, circundado de familiares e do irmão mais novo, que já era sacerdote há vários anos. 

Pe. Victor (à esquerda) na Catedral de Chişinău
Pe. Victor (à esquerda) na Catedral de Chişinău

 

 "Eu nem posso explicar a emoção daquele momento - explica o Padre Victor - e, acima de tudo, aquela imersão com fé no meu passado, quando ainda era jovem, na minha comunidade de Slobozia-Rascov. Além do mais, pensava em minha esposa e na sua felicidade, que certamente sentia no céu, por esta minha nova escolha. Antes de começar o período de formação no Seminário, quis conversar com meus filhos e saber o que pensavam sobre a minha decisão. Encontrei neles uma compreensão extraordinária, a ponto de me convencer, ainda mais, sobre esta escolha, que não anulava, de modo algum, meu passado como esposo e como pai. Pelo contrário, tornava possível realizar uma vocação, que teve que esperar o seu momento e passar pela difícil provação de um regime sofrido".

Depois da sua ordenação sacerdotal, o Bispo de Kiev o inseriu na pastoral de algumas paróquias. Assim, ele voltou a ser pai, esta vez, de uma família mais ampla; em seus compromissos, ele se dedicava, dia após dia, às comunidades que lhe foram confiadas, com a juventude interior de um sacerdote feliz.

Perseguido pelo passado

Seu passado de militar soviético e de cidadão russo não lhe permitiram permanecer na Ucrânia. De fato, as relações da Rússia com este país se deterioraram até chegar ao famoso conflito. Por isso, Padre Victor arrumou as malas e deixou a diocese de Kiev, refugiando-se na Crimeia, que, recentemente, tinha voltado a pertencer ao território russo. O Bispo de Odessa, ao qual pertencia a Crimeia, confiou-lhe uma paróquia, em Sinferopol. Desta forma, ele começou a servir outra comunidade, sempre com o espírito de um bom pai.

Pe. Victor Pogrebnii (3º da esquerda) com outros sacerdotes.
Pe. Victor Pogrebnii (3º da esquerda) com outros sacerdotes.

 

O desejo de voltar 

No início de 2019, já com 73 anos de idade, mas com espírito jovem, seu pensamento voltou para a sua terra natal, a pequena Slobozia-Rascov, sentindo a necessidade, devido à sua idade, de retornar às suas raízes. De fato, entrou em contato com o Bispo de Chişinău, Dom Anton Cosa, pedindo-lhe para levar em consideração a possibilidade de retornar à terra da sua família de origem. "Fiquei comovido com a história deste sacerdote - narra Dom Anton Cosa - e do seu desejo de voltar à aldeia de Slobozia-Rascov, sua comunidade de origem. Convidei-o para me visitar e conversar, viver ali por alguns dias, e apresentá-lo ao clero da minha diocese. Notei que aquele homem, tão provado pela sua longa e dolorosa história, se sentia feliz de se doar e testemunhar a sua experiência sacerdotal. Percebi que ele trazia poucas coisas consigo, segundo espírito da essencialidade de um soldado, mas tinha um coração grande e prestativo de um sacerdote e pai”.

O Bispo de Chişinău, Dom Anton Cosa
O Bispo de Chişinău, Dom Anton Cosa

 

Amizade com o Bispo de Chişinău

No início da sua permanência em Chişinău, Moldávia, Padre Victor quis ir à Slobozia-Rascov para visitar o túmulo, onde jaziam seus pais, como se quisesse reviver sua história passada e recomeçar da mesma comunidade, onde havia nascido seu desejo de ser sacerdote; na realidade, ali havia iniciado também a sua peregrinação, que, ao longo dos anos, lhe permitiu passar por várias experiências, até voltar à origem da sua fé e vocação.

Folheando o álbum de fotos, algumas do período de serviço militar e outras durante a celebração Eucarística, o Padre Victor admite, hoje, com comoção, que, na vida de fé, é preciso se deixar surpreender pelo bom Deus. De fato, ele afirma: “Pensei em fazer tudo na vida, exceto ser padre. No entanto, Deus ouve a oração dos pobres e ouviu a minha oração!”.  "Agora, volto para reencontrar o Bispo de Odessa, ao qual apresentarei meu humilde pedido para regressar ao torrão natal da minha família. E, se Deus quiser, - continua ele – arrumarei minhas poucas coisas e voltarei para casa, na Slobozia-Rascov. Como o velho Simeão, poderei dizer: “Agora, Senhor, deixe que o teu servo vá paz". Sei que ali, o bom Bispo Anton Cosa, ao qual confiei a minha história, está me esperando; com a sabedoria de pastor, ele dará a este padre, apesar de sua idade, um cantinho para continuar a ser um bom sacerdote".

Por Cesare Lodeserto

Em Vatican News

Com o tema: “Batizados e enviados: a Igreja de Cristo em Missão no Mundo e o lema: “Sereis minhas testemunhas […] até os confins da terra” (At 1,8), seminaristas diocesanos e religiosos de 104 dioceses e prelazias dos 18 regionais da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), participaram entre os dias 10 a 14 de julho, do 3° Congresso Missionário Nacional de Seminaristas, em Santo Antônio da Patrulha (RS). Ao final, foi lida e aprovada a carta-compromisso redigida a partir das discussões e encaminhamentos realizados durante os cinco dias do evento.

Leia a carta na íntegra

Carta-compromisso dos seminaristas congressistas aos irmãos de Seminário, senhores Bispos e Formadores de todo Brasil.

Nos dias 10 a 14 de julho de 2019, estivemos reunidos em Santo Antônio da Patrulha – RS, para o 3° Congresso Missionário Nacional de Seminaristas. Somamos em torno de 300 congressistas, sendo 235 seminaristas diocesanos e religiosos de 104 dioceses e prelazias dos 18 regionais do Brasil, formadores, coordenadores de COMIREs, bispos representantes da CNBB, coordenadores das POM, representantes da OSIB, CRB, CIMI, IAM, JM e FM. Promovido pelas POM e pela comissão nacional dos COMISEs, o Congresso contou com uma excelente equipe de organização envolvendo cerca de 150 voluntários, com o COMIDI local, COMIRE Sul 3, a diocese de Osório – RS, paróquias, agentes de pastorais e movimentos e famílias da comunidade que se disponibilizaram para acolher e servir com amor e generosidade. O objetivo geral foi animar e aprimorar a formação missionária dos futuros presbíteros no Brasil, de maneira que a missão seja realmente eixo central da formação e ajude os seminaristas a adquirir um autêntico espírito missionário.

Gostaríamos de transmitir a todos os nossos irmãos seminaristas, equipes de formação e bispos, nossa imensa alegria em congregar pessoas de tantas Igrejas particulares e congregações religiosas deste nosso imenso país, todas imbuídas pelo mesmo ardor missionário de animar e fortalecer nossa vocação.

O Congresso foi, sem duvida, um momento de verdadeira sensibilização para com a caminhada missionária da Igreja no Brasil e no mundo. Tornou-se um excelente espaço de reflexão sobre a formação missionária dos futuros presbíteros, troca de experiências e celebrações a fim de encontrarmos novos rumos que aprimorem as orientações para a formação dos seminaristas do Brasil. Fomos impulsionados a sermos agentes ativos no processo de conversão pastoral e ajudarmos a Igreja a viver a missão como “uma paixão por Jesus e, simultaneamente uma paixão pelo seu povo” (EG 268), durante todo o processo de formação, tanto inicial como permanente.

Com a intenção de despertar em medida maior a consciência da missio ad gentes e retomar com novo impulso a transformação da vida, da formação e da pastoral, sentimos que, mais do que nunca, devemos assumir sem medo o seguimento de Cristo de maneira preferencial. “Não é possível falar de vocação, excluindo missão”. O fator missionário não se soma ao ser padre, mas é um com o chamado vocacional. Antes de qualquer coisa é necessário ser discípulo, despojar-se do desnecessário e acompanhar o Mestre, assumindo os mesmos compromissos d’Ele. Assim como Cristo, é preciso “mergulhar” na dor e na dificuldade do outro. Neste sentido, é fundamental que os futuros presbíteros movimentem-se, peregrinem ao encontro daqueles que o Senhor os enviou e com passos, ritmos, etapas, uma imersão autêntica na experiência de Cristo, vivermos a apostolicidade e missionariedade da Igreja e os ensinamentos do Mestre. Também é essencial aprofundar-se nos afetos e nos sentimentos de Jesus, integrar-se em sua liberdade, em seus talentos, pensamentos, compadecimentos. Olhar para o outro, para aquele que sofre, com os olhos de Jesus a partir da iniciação cristã e da configuração a Ele, a fim de que na imagem do cristão missionário se vislumbre a figura do próprio Cristo.

Na era atual em que a vida cada vez mais perde seu sentido devido às novas tecnologias, todo missionário é convidado a ser profeta, ser e fazer algo definitivo em meio a essa transitoriedade, pois a missão tende ao que não passará. A Igreja missionária, impulsionada pelo desejo de evangelizar, deve anunciar a partir da experiência própria com Deus e transformação pessoal que emerge de dentro, do ser, pelo e por amor. A partir daí, sentimos a necessidade de compreender o quanto é importante estar “enamorados por Jesus Cristo” e “encontrar forças na cruz do Senhor” que impulsiona a uma vida missionária, tirando cada um de uma zona de conforto para ir à realidade do outro. Isso se resume na necessidade de promovermos a sinodalidade e assumirmos espaços missionários nas casas de formação e nas paróquias; despertarmos o ardor missionário por meio da consciência de que a missão contínua e permanente é um transbordar da experiência pessoal com Jesus. Daí implica-se rever com coragem costumes, estilos, horários, linguagem, escuta, diálogo, estruturas, formas, ministérios, práticas de formação humana, teológica e espiritual, bem como a prática da solidariedade, da cooperação e da integração.

Estamos convictos de que a vocação é dom de Deus e a missão d’Ele procede. Dirigimo-nos aos nossos bispos, reitores e formadores. Pedimos o apoio e benção para que a espiritualidade e a missionariedade sejam o princípio articulador de todo o processo formativo. Nas realidades que os COMISEs ainda não atuam ou que são pouco estruturados, pedimos sua atenção e incentivo para que sejam fortalecidos. Assim, certos da atenção de todos, reiteramos nosso desejo de juntos, animados e guiados pelo Espírito de Deus, construirmos no coração dos Seminários, Casas de Formação, Institutos, Universidades e Paróquias, uma mentalidade viva e ardente, direcionada a uma Igreja em permanente missão, com o rosto misericordioso do Pai, marca insubstituível da Igreja Missionária. Sem mais, nossa prece ao coração afim de que brote no seio da Igreja do Brasil e do mundo o amor à causa missionária. Igreja em missão, vida em doação!

Em Cristo Jesus, Missionário do Pai.
Os participantes do 3º Congresso Missionário Nacional de Seminaristas.

Santo Antônio da Patrulha, 14 de julho de 2019

(Texto e fotos: POM)

Disponível no site da CNBB

O mês de agosto, conforme o costume da Igreja no Brasil, é dedicado à oração, reflexão e ação nas comunidades sobre o tema das vocações. Este ano, em específico, a temática principal está em sintonia com o 4º Congresso Vocacional do Brasil que irá ser realizado de 05 a 08 de setembro, no Centro de Eventos do Santuário Nacional Nossa Senhora de Aparecida, em Aparecida (SP). Segundo a equipe organizadora do evento, a reflexão e o estudo do tema “Vocação e Discernimento” deseja refletir sobre a necessidade da oração em prol das vocações e acima de tudo expandir a temática para todos os âmbitos eclesiais e sociais.

Padre Elias Silva, coordenador nacional da Pastoral Vocacional explica que cada domingo do mês de agosto é dedicado à celebração de uma determinada vocação. No primeiro, celebra-se o sacerdócio e os ministérios ordenados; no segundo, o matrimônio junto à vocação para a vida em Família; no terceiro, a vida consagrada, e por fim, no quarto, a vocação para os ministérios e serviços na comunidade. “É preciso criar em toda a comunidade esse espírito orante para as vocações para que cada vez mais nesse mês vocacional seja aproveitado os momentos litúrgicos, de orações em grupos, de orações familiares”, aponta o padre.

Instituído em 1981, pela CNBB, em sua 19ª Assembleia Geral, o mês vocacional tinha como objetivo principal conscientizar as comunidades da responsabilidade que compartilham no processo vocacional. De lá para cá, todos os anos alguma temática tem sido trabalhada. Este ano em específico, o mês vocacional estará em sintonia com a temática do 4º Congresso Vocacional do Brasil. “O mês vocacional será um mês em que eu convido a todos a levar as preces em prol do 4º Congresso Vocacional do Brasil, que será um momento muito importante para a Igreja no Brasil”, afirma padre Elias.

Cartaz

Seguindo a mesma ideia do Cartaz do IV Congresso Vocacional do Brasil, o padre Reinaldo Leitão, sacerdote rogacionista apresenta o cartaz do mês vocacional, a arte é um convite a seguir pelos caminhos que o Senhor trilhar. “Vamos todos divulgar o cartaz do Mês Vocacional 2019 e assim nos preparar melhor para o IV Congresso Vocacional do Brasil que se aproxima”, finaliza padre Elias.

Acesse aqui o cartaz do Mês Vocacional.

Disponível no site da CNBB

Estão abertas as inscrições para o 3º Congresso Missionário Nacional de Seminaristas, que será realizado de 10 a 14 de julho, em Santo Antônio da Patrulha (RS). O evento terá o tema em sintonia com o Mês Missionário Extraordinário (MME) “Batizados e enviados: a Igreja de Cristo em missão no mundo” e o lema “Sereis minhas testemunhas até os confins da terra” (At 1,8).

A preparação do evento é feita pela coordenação nacional dos Conselhos Missionários de Seminaristas (COMISEs) e as Pontifícias Obras Missionárias (POM), com parceria e apoio de duas Comissões Episcopais Pastorais da CNBB (Ação Missionária e Cooperação Intereclesial e Comissão para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada), a Organização dos Seminários e Institutos do Brasil (OSIB) e a Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB).

São objetivos do congresso animar e aprimorar a formação missionária dos futuros presbíteros no Brasil, de maneira que a missão seja realmente eixo central da formação e os ajude a adquirir um autêntico espírito missionário; aprofundar a reflexão sobre a missão, com uma ênfase especial sobre a missão ad gentes, em sintonia com a temática do MME.

Também se pretende proporcionar espaços para a reflexão, vivências, troca de experiências e celebrações, além de sensibilizar os participantes (seminaristas, reitores e formadores dos seminários e casas de formação, bispos e convidados) para uma caminhada sinodal e de comunhão.

O Congresso contará com conferências, sendo as principais sobre “Iniciação à vida cristã e missão” e “A Igreja de Cristo em missão no mundo”. Haverá também dois painéis: “Missão ad gentes” e “Amazônia: novos caminhos para a Igreja e para uma ecologia integral”, enriquecidos com testemunhos missionários. Cada participante poderá participar ainda de dois fóruns e duas oficinas. Ainda são previstas mesas-redondas, celebração da caminhada missionária, vivência da riqueza cultural gaúcha e fortalecimento do conhecimento recíproco.

Inscrições
As inscrições serão realizadas por meio do portal da CNBB, até o dia 30 de maio, preenchendo a Ficha de Inscrição.

A orientação é acessar o link da área de serviços da CNBB e fazer login. Caso você não tenha um perfil já criado no sistema da CNBB, crie um Novo Usuário. Efetuado o cadastro no sistema, você vai receber uma mensagem no seu e-mail, com o link para poder acessar a página “Serviços da CNBB”; clicando nos “Eventos da CNBB”, você poderá fazer a inscrição ao Congresso.

Baixe a carta enviada aos COMISEs

Faça sua inscrição aqui.

Por CNBB

Terça, 08 Janeiro 2019 10:32

O Padre Diocesano

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A Igreja Católica, presente no mundo inteiro, é formada por comunidades que costumamos chamar de Dioceses ou Igrejas Particulares. Cada Diocese é confiada a um Bispo.

O que é Diocese?

É a porção do povo de Deus que está numa determinada região e que é guiada e alimentada na fé, na esperança e na caridade pelo Bispo e por seus colaboradores, os Padres e os Diáconos.

Só é Bispo legítimo aquele que tiver sido escolhido pelo Papa e consagrado com o Sacramento da Ordem por um outro Bispo, sucessor dos Apóstolos. Ninguém pode autodenominar-se bispo ou nomear outro se não tiver autoridade para isso.

O que é o Bispo?

O Bispo Diocesano é o Pastor, mestre e guia, que foi chamado e escolhido pela Igreja para ser o sucessor dos Apóstolos. É o Profeta que testemunha e alimenta seu povo pela Palavra de Deus. É o Sacerdote que santifica pelos Sacramentos e que acompanha, caminha junto e conhece as suas ovelhas.

Normalmente uma Diocese é constituída de muitas paróquias que vivem em comunhão com o seu Bispo. Cada paróquia é confiada a um pároco, quase sempre um Padre Diocesano, ou uma Congregação de Religiosos. Há casos em que pela falta de padres, o Bispo decidiu confiar a paróquia a Irmãs Religiosas. Em casos assim, o padre vai somente para celebrar a Eucaristia e o Sacramento da Penitência ou atividades que só podem ser exercidas por quem recebeu o Sacramento da Ordem.

O Padre é o homem de Deus que, unido ao Presbitério da Diocese (o conjunto dos presbíteros, os padres), está na Paróquia, na Comunidade Eclesial, numa Pastoral Específica, nos Seminários, nos Hospitais, nas Escolas e Faculdades, nos Meios de Comunicação Social, nas Comunidades Inseridas entre os mais pobres e marginalizados... É um sinal visível do Reino de Deus.

O que é o Padre Diocesano?

O Padre Diocesano é o colaborador mais próximo do Bispo. Em tudo o que faz, age como se fosse o próprio Bispo, de quem depende. Por isso a comunhão com o Bispo é para ele uma exigência essencial.

A vocação do Padre tem sua origem no chamado que Jesus fez aos Apóstolos:

* "Vem e segue-me..." (Cfr. Mt 9,9)
* "Vinde e vede..." (Cfr. Jo 1,39)
* "Eu vos escolhi..." (Cfr. Jo 15,16)
* "Estarei convosco até..." (Cfr. Mt 28,20)
* "Eu vos darei..." (Cfr. Mt 19,29)
* "Fazei isto em minha memória" (Cfr. Lc 22,19)
* "Aqueles a quem perdoardes os pecados..." (Cfr. Jo 20,23)
* "Já não vos chamo servos, mas amigos..." (Cfr. Jo 15,15)
* "Amas-me mais do que os outros?..." (Cfr. Jo 21,15)

Os Bispos são os sucessores dos Apóstolos. Para realizarem a missão recebida de Cristo, precisavam de colaboradores. Ordenaram, então, os Presbíteros, que nós costumamos chamar de padres. Transmitiram-lhes os poderes sacerdotais recebidos de Jesus.

Portanto, o Padre Diocesano

* é um íntimo colaborador do seu Bispo no pastoreio da Diocese. Vive no dia-a-dia as alegrias e as tristezas, os sofrimentos e as esperanças de toda a sua comunidade diocesana;
* vive em comunhão e fraternidade com o seu presbitério. O Sacramento da Ordem o faz de modo muito particular um irmão dos outros padres, com os quais procura viver unido em torno do seu Bispo;
* exerce seu ministério no meio do mundo: está inserido no meio do povo que lhe foi confiado;
* seu carisma é a "Caridade Pastoral": ser junto do seu povo e no meio da comunidade a presença viva e atuante de Cristo, o Bom Pastor;
tem a missão de:
* ensinar a Palavra de Deus, pelo testemunho e pela palavra, como mestre;
* santificar os fiéis por meio dos sacramentos; e
* animar (organizar e coordenar) a comunidade;
* entregue ao zelo pastoral em sua Diocese, preocupa-se com a inteira Igreja de Jesus Cristo presente no mundo inteiro. Por isso também é empenhado na causa missionária: promove a consciência missionária de seus fiéis e de sua comunidade; ele mesmo é sensível e aberto aos apelos missionários que vêm de comunidades necessitadas ou de povos que nunca ouviram falar de Jesus. E não raras vezes parte em missão;
* seu coração e espírito, sua vida toda, estão a serviço da comunidade de fiéis que lhe foi confiada, e a que trata de animar, ensinar, guiar, servir, salvar e santificar;
* sua espiritualidade emana da Especial Configuração a Cristo Pastor; é Evangélica, Eucarística, Mariana, de Fraternidade, encarnada na vida e realidade dos que lhe são confiados; é alegre e geradora de esperança;

Padre Diocesano e Padre Religioso:

Para entender por que a gente fala em Padre Diocesano e Padre Religioso, é preciso fazer a distinção entre Vida Religiosa e Sacerdócio. São duas realidades diferentes:

Vida Religiosa é consagração a Deus pelos três votos (obediência, castidade e pobreza), vividos numa comunidade, seguindo o carisma do(a) fundador(a). É assumida por homens e mulheres.

O sacerdócio ministerial (realizar as funções de padre) é o exercício do ministério da Palavra (ensinar), dos Sacramentos (santificar) e da Coordenação da comunidade (promover a comunhão e a participação). Para ser padre é preciso receber o Sacramento da Ordem. É um ministério reservado somente aos homens.

Foi a partir do séc. XVI que surgiram as congregações de padres: institutos de Vida Religiosa voltados com prevalência para o sacerdócio. Daí os Padres Religiosos.

Tanto os padres diocesanos como os religiosos são presbíteros (sacerdotes, padres). A diferença está no modo de viver o sacerdócio. O padre diocesano vive em função de uma diocese, depende do Bispo, não faz a profissão solene dos votos, mas as promessas de castidade e obediência. O padre religioso, vive em função de uma Congregação, depende do Bispo local em questões pastorais e disciplinares, faz a profissão solene dos votos, vive numa comunidade, e depende diretamente do Superior da Congregação, mesmo em termos de transferências.

Para ser padre não é preciso pertencer a uma Congregação Religiosa, e para ser de Congregação Religiosa (Irmãos e Irmãs) não é preciso ser padre. São vocações diferentes, mas que podem ser assumidas por uma mesma pessoa.

Em resumo:

* Há padres que se consagram a Deus, doando-se a Cristo e aos(às) irmãos(ãs), colaborando com Ele no seu projeto de salvação da humanidade, e buscando sua própria santificação, comprometidos com uma Congregação Religiosa. São os Padres Religiosos.

* Há padres que se consagram a Deus, doando-se a Cristo e aos(às) irmãos(ãs), colaborando com Ele no seu projeto de salvação da humanidade, e buscando sua própria santificação, comprometidos com uma Diocese. São os Padres Diocesanos, ou Seculares.

Retirado do site: capoeiras.org.br

No último dia 8 de setembro, o Papa Francisco recebeu em audiência os bispos dos Territórios da Missão e apresentou-lhes três características essenciais que devem fazer parte da sua vocação: ser homens de oração, de anúncio e de comunhão.

“Graças à efusão do Espírito Santo, o bispo é configurado a Cristo Pastor e Sacerdote. É chamado a ter os lineamentos do Bom Pastor e a tomar para si o coração do sacerdócio, ou seja, a oferta da vida. Portanto, o pastor não vive para si, mas está voltado a dar a vida pelas ovelhas, em particular, as mais vulneráveis e em perigo”, disse o Santo Padre no início do seu discurso aos 74 novos bispos da América, África, Ásia e Oceania.

O encontro ocorreu durante um seminário realizado entre os dias 3 e 15 de setembro em Roma, promovido pela Congregação para a Evangelização dos Povos, realizado na Sala Clementina do Palácio Apostólico.

A seguir, três características essenciais de um bispo descritas pelo Papa:

1. Homem de oração

O Santo Padre explicou que um bispo é sucessor dos Apóstolos e, como os Apóstolos, é chamado por Jesus a estar com Ele, por isso, “diante do tabernáculo aprende a entregar-se e a confiar no Senhor”, porque é onde “encontra a sua força e a sua confiança”.

“Assim amadurece n’ele a consciência de que também de noite, quando dorme, em meio ao cansaço e suor no campo que cultiva, a semente amadurece.  A oração para o bispo não é uma devoção, mas uma necessidade; não é mais uma tarefa entre outras, mas um ministério de intercessão indispensável: deve  todos os dias, as pessoas e as situações diante de Deus", sublinhou o Pontífice.

2. Homem de anúncio

Em segundo lugar, o Papa indica que o bispo, sucessor dos Apóstolos, “recebe como próprio o mandato que Jesus deu a eles: ‘Ide e anunciai o Evangelho’”.

“‘Ide’: o Evangelho não se anuncia estando sentado, mas pondo-se em caminho. O bispo não vive em escritório, como um administrador empresarial, mas no meio do povo, pelas estradas do mundo, como Jesus. Leva o seu Senhor onde não é conhecido, onde é desfigurado e perseguido”.

Sobre o estilo do anúncio, pediu aos prelados: “Testemunhar com humildade o amor de Deus, como Jesus fez, que por amor se humilhou".

Também o exortou a tomar cuidado com o mundanismo, porque correm o risco “de atenuar a Palavra de salvação propondo um Evangelho sem Jesus crucificado e ressuscitado”.

3. Homem de comunhão

Finalmente, a terceira característica proposta pelo Papa aos bispos é que sejam homens de comunhão. “O bispo não pode ter todos os dons, o conjunto dos carismas, mas é chamado a ter o carisma do conjunto, ou seja, a manter unidos, a cimentar a comunhão”.

“A Igreja precisa de união, não de solistas fora do coro ou de condutores de batalhas pessoais. O Pastor reúne: bispo para seus fiéis, é cristão com seus fiéis. Não faz notícia nos jornais, não busca o consenso do mundo, não tem interesse em tutelar o seu bom nome, mas ama tecer a comunhão envolvendo-se em primeira pessoa e agindo com mansuetude”.

“Não sofre de falta de protagonismo, mas vive radicado no território, rejeitando a tentação de ausentar-se frequentemente da Diocese e foge da busca de glórias para si”, acrescentou o Papa.

Finalmente, o Papa pediu aos bispos que sempre recebam e encorajem seus sacerdotes; promovendo o bom exemplo e fugindo do clericalismo, "uma maneira anômala de entender a autoridade na Igreja, muito comum em numerosas comunidades nas quais se verificaram comportamentos de abuso sexual, de poder e de consciência”.

"Dizer não ao abuso de poder, de consciência, ou qualquer outro tipo de abuso, significa dizer não a qualquer forma de clericalismo", sublinhou.

"Portanto, sejam homens pobres em bens, ricos em relações, nunca sejam duros e resmungões, mas afáveis, pacientes, simples e abertos", concluiu.

Por acidigital.com

Acompanhado pelo seu filho e seus três netos, Giuseppe Mangano, viúvo de 71 anos, foi ordenado sacerdote na Catedral de Bolonha (Itália).

Em declarações a TV2000, Pe. Mangano informou que "o Senhor chama muitas vezes. Eu sempre digo, brincando, que ‘o Senhor me chamava, me agarrava pelos cabelos, mas eu fugia’”, fazendo referência a sua juventude quando estudou algum tempo no seminário.

Visivelmente emocionado, o sacerdote recordou que sua esposa, “falecida há dez anos, me encorajou a seguir o diaconato, embora tenha morrido antes de eu ser diácono. Ela estava doente há muito tempo e, quando já estava morrendo, também me disse que eu podia ser sacerdote, então me submeti ao discernimento do Arcebispo”.

Então, Giuseppe Mangano procurou Dom Matteo Zuppi , Arcebispo de Bolonha, que aprovou a sua ordenação sacerdotal. "O meu diretor espiritual me disse há 30 anos que receberia os sete sacramentos", disse o sacerdote.

No domingo, 16 de setembro, o novo sacerdote celebrou a sua primeira Missa na paróquia de San Pietro in Casale, na qual agradeceu a um grupo de amigos da cidade de Corato, onde nasceu, por tê-lo acompanhado na sua ordenação.

Segundo indica TGCOM24, Pe. Mangano sonha com uma Missa na qual possam participar os seus netos: Francesca, com 15 anos, e os gêmeos Vasco e Giuseppe, com 10 anos. “Não será uma celebração eucarística como as outras. Estou emocionado só de imaginar”, disse o sacerdote.

Francesco Mangano, filho de Pe. Giuseppe e pai das três crianças, disse a TV2000 que o seu pai não é “uma pessoa que se aposenta ou fica em casa sem fazer nada”.

“Nunca foi assim, sempre teve algo para cultivar, em primeiro lugar a fé. Por isso, vejo bem que escolheu o caminho que segue agora, embora tenha certa idade”, destacou.

Por Walter Sánchez Silva

Em acidigital.com

Todos os anos durante o mês de agosto, a Igreja no Brasil celebra o ‘Mês Vocacional’ e cada domingo é dedicado à celebração de uma determinada vocação. Este ano, a temática é “Seguir Jesus a luz da fé” e o lema “Eu sei em quem depositei a minha fé”.

Dom José Roberto Fortes Palau. Foto: Warley Leite/Meon

O portal da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) conversou com o bispo auxiliar de São Paulo (SP) e referencial da Pastoral Vocacional, dom José Roberto Fortes Palau, sobre os principais aspectos do mês dedicado as vocações.

Por que celebrar o mês Vocacional?

O mês de agosto é um mês temático, então, no primeiro domingo celebramos o dia do padre, a vocação ao ministério sacerdotal. No segundo domingo, nós celebramos o dia dos pais, a vocação a paternidade, a família. No terceiro domingo, celebramos a vocação a vida consagrada, os religiosos e religiosas e no quarto domingos celebramos o dia do catequista, o serviço prestado a igreja por todos os batizados nos mais variados ministérios. Por isso, no mês de agosto focamos as diversas vocações que existem na igreja.

O que as vocações representam na vida dos cristãos, e de que forma eles devem vivenciar esse tema?

Todos nós cristãos, todos nós batizados somos chamados a servir a Igreja na evangelização. O papa Francisco tem insistindo muito numa ‘Igreja em saída’, uma Igreja evangelizadora, que dá testemunho do Evangelho de Cristo. Por isso, que todas as vocações são importantes, de tal forma, que nós também nos santificamos na nossa vocação. Então, quem é chamado a vocação a vida familiar se santifica vivendo o evangelho numa vida de família, no seu ambiente de trabalho, se sanificando. E aquele que é chamado a uma vocação mais específica, por exemplo, a vida consagrada, busca a santidade servindo como consagrado. De tal forma que todos nós colaboramos para o crescimento e a santidade da Igreja.

Como a temática das vocações deve ser trabalhado nas comunidades? 

Todo mês de agosto nós fazemos um trabalho vocacional nas comunidades. Nós temos um subsídio preparado pelo Setor de Vocações e Ministérios da CNBB, que as comunidades têm a oportunidade de ter esse material em mãos, e durante todo mês de agosto fazer reflexões sobre as mais diversas vocações que existem na Igreja. Então, por ser um mês temático a gente procura trabalhar a questão vocacional de modo muito particular a vocação à vida consagrada. Vocações existem, elas precisam ser despertadas. Nós precisamos de padres, religiosos e religiosas para servir à Igreja e agosto é um mês especial para despertar essas vocações na Igreja.

Em 2019, vai acontecer de 5 a 8 de setembro, em Aparecida (SP), o 4º Congresso Vocacional do Brasil, cujo tema será: “Vocação e discernimento”. Qual a importância desse evento para Igreja no Brasil? 

Nós vamos discutir as mais variadas vocações e a Igreja precisa de que todos os batizados, aqueles que são cristãos participem de suas comunidades. De modo muito particular, precisamos fortalecer a cultura vocacional em nossas dioceses, paróquias e comunidades. O Congresso Vocacional do Brasil é um despertar, é uma sacudida para que a gente possa trabalhar esse tema em nossas comunidades e, assim, criar uma cultura vocacional. Então, acredito que o Congresso será de suma importância para a Igreja no Brasil no despertar para questão vocacional.

Durante o mês vocacional, também será lançado o texto base do 4º Congresso Vocacional do Brasil que vai acontecer de 5 a 8 de setembro de 2019, em Aparecida (SP), cujo tema será: “Vocação e discernimento”.

O mês vocacional foi instituído em 1981, pela CNBB, em sua 19ª Assembleia Geral. O objetivo principal era o de conscientizar as comunidades da responsabilidade que compartilham no processo vocacional. O cartaz pode ser encontrado no site das Edições CNBB.

Por CNBB

Antes de entrar na vida consagrada, o Pe. Javier Olivera e a Irmã Marie de la Sagesse chegaram a ficar noivos e queriam se casar, mas Deus tinha outros planos. Esta é sua história.

Em declarações ao Grupo ACI, o Pe. Olivera indicou que ambos cresceram em famílias católicas e “os nossos pais se conheciam desde quando eram jovens”. Por isso, eles sempre se encontravam quando eram crianças, apesar de se afastarem durante a adolescência.

"Estive bastante afastado da prática religiosa. Aos 19 anos, voltei de uma viagem ao Peru e a conheci. Perguntei-lhe se acreditava na virgindade até o casamento, porque para mim era algo inventado pela Igreja. Ela me explicou tão bem e me deu fundamentos da fé e da razão sobre a pureza que fiquei impressionado. Encontrei uma mulher que sabia defender o que acreditava e que também era inteligente", afirmou.

Pouco depois começaram a namorar. Naquela época, ambos estudavam Direito, ele na Universidade Nacional de Buenos Aires e ela, na Universidade Nacional de La Plata.

O Pe. Olivera manifestou que "foi um namoro comum, mas tentamos aproveitar a vida cultural através da música, da literatura e da filosofia. Líamos alguns livros juntos, saíamos para tomar café. Tínhamos um grupo de amigos que participavam das conferências dos autores católicos argentinos".

“Eu comecei a praticar a fé, a rezar, a ir à Missa aos domingos. Tudo isso graças a ela, a Deus principalmente, mas ela foi um instrumento”, manifestou o sacerdote. Ele destacou que também cultivaram juntos uma vida de piedade através da oração do Terço e da Eucaristia.

Por sua parte, a Irmã Marie de la Sagesse, cujo nome de batismo é Trinidad Maria Guiomar, disse ao Grupo ACI que, nesse então, o que ela mais valorizava no seu namorado era “sua busca sincera da verdade sem medo das consequências”.

Ambos ficaram noivos aos 21 anos e decidiram se casar quando terminassem a faculdade. Ainda faltavam dois anos e meio.

 

A descoberta da vocação

Entretanto, um dia o irmão mais velho da menina disse que ia entrar para o seminário e "nos deixou surpresos porque não esperávamos esta notícia".

“Eu tinha um carro e com a minha noiva decidimos levá-lo ao seminário, localizado em San Rafael, Mendoza”, indicou, e ambos permaneceram alguns dias na região para que Javier pudesse visitar alguns amigos que estavam no seminário e ela visitou as amigas que estavam no convento.

"Quando voltamos, conversamos sobre tudo isso que parecia uma loucura, o fato de que o seu irmão deixasse tudo, a possibilidade de ter uma família, uma carreira muito importante. Começamos a nos perguntar: ‘O que aconteceria se Deus nos chamasse para a vida religiosa? A primeira coisa que dissemos foi ‘não’ e que era uma loucura porque éramos noivos e já estávamos comprando as coisas para o nosso casamento", contou o Pe. Olivera.

Algumas semanas depois, “continuava me perguntando o que a aconteceria se Deus me chamasse, se eu tivesse que deixar tudo. Por que não ser sacerdote? Como saber se para mim a melhor maneira de chegar ao céu é através da vida sacerdotal ou do matrimônio? Onde eu posso fazer o bem maior?”.

Depois de tantas dúvidas, ele decidiu contar as suas inquietudes vocacionais para a sua noiva, que confessou que ela também estava "pensando a mesma coisa", desde que o seu irmão havia entrado no seminário.

Entretanto, nenhum dos dois se decidia de vez. “Como ainda faltavam dois anos para terminar a universidade de Direito, esta era uma ótima desculpa para ainda não poder entrar no seminário nem no convento", indicou o Pe. Olivera.

O diretor espiritual deles era “um monge muito prudente”, que lhes disse: “Olha, esse é um assunto de cada um de vocês com Deus. Ninguém pode entrar nas almas”.

Por sua parte, a Irmã Marie de la Sagesse indicou ao Grupo ACI que "foi um longo período de discernimento, cerca de dois anos, até que Deus me mostrou claramente que a minha vocação era na vida consagrada".

Quando terminaram seus estudos, ambos abraçaram a sua vocação. Em 2008, aos 31 anos, ele foi ordenado sacerdote na Diocese de San Rafael e fez seus votos perpétuos na congregação das Irmãs de Jesus Misericordioso.

Atualmente, o Pe. Olivera é professor universitário, tem um blog chamado “Que no te la cuenten" e escreveu um livro sobre dúvidas vocacionais intitulado “Alguna vez pensaste? El llamado de Cristo”.

A Irmã Marie de la Sagesse vive no sul da França e realiza o seu apostolado na paróquia de Saint Laurent, na Diocese de Fréjus-Toulon.

A respeito da sua história, expressou que "considero o chamado de ambos quase ao mesmo tempo uma graça especial, uma delicadeza da Divina Providência, que não perde nenhum detalhe. E valorizo muito que tanto a nossa amizade quanto a das nossas famílias continue".

"Agora temos uma linda amizade, ela é a minha melhor amiga", disse o Pe. Olivera.

Por Maria Ximena Rondon

Em acidigital.com

Quy K. Pham é um sacerdote de origem vietnamita que acaba de ser ordenado depois de esperar 46 anos para realizar seu sonho de viver a serviço de Deus.

Ele sobreviveu à guerra do Vietnã, foi preso pelos comunistas em 1979; mas, conseguiu deixar o país em 1984 e partiu para os Estados Unidos.

Quando era seminarista. Foto: Pe. Quy K. Pham

Depois de várias tentativas de seguir a sua vocação – logo se casaria por pensar que Deus já não o chamava –, no sábado, 19 de maio, Quy K. Pham foi ordenado sacerdote na Catedral da Filadélfia (Estados Unidos) pelo Arcebispo local, Dom Charles Chaput.

Em entrevista concedida ao Grupo ACI, o sacerdote disse que está “muito emocionado por isso, porque foi um longo caminho e demorei 46 anos para completá-lo. Acho que a maneira como Deus trabalha é misteriosa e como seres humanos, às vezes, não entendemos, mas Deus tem um plano para cada um e trabalha assim com a sua providência, para chegar ao destino que planejou para nós”.

O Pe. Pham ingressou no seminário no Vietnã aos 13 anos. A sua mãe o levou e estudou entre 1971 e 1975.

Os pais de Quy K. Pham. Foto: P. Quy K. Pham

As dificuldades próprias da guerra fizeram com que duvidasse da sua vocação e inclusive chegou a pensar que “Deus já não me amava e de repente tinha que esquecer isso; mas eu mantive a fé esperando que um dia Deus se lembrasse de mim”.

Em 1975, os comunistas, contou o sacerdote, “tomaram o sul do Vietnã e fecharam todos os seminários”. Mais tarde ele voltou a estudar, mas clandestinamente, até que um dia as autoridades também fecharam essa opção.

Quy K. Pham se sentiu obrigado a voltar para a casa dos seus pais. A fim de evitar os perigos, tentou fugir do país. “Tentei fugir do Vietnã em dezembro de 1979, mas os comunistas me prenderam. Eles me mandaram à prisão durante 10 meses. Em 1984, tentei sair novamente e finalmente consegui”, contou.

Nos Estados Unidos, Quy K. Pham tentou entrar em uma ordem religiosa, mas não foi aceito. “Foi muito difícil naquela época. Tive que trabalhar durante o dia e estudar à noite e, assim, tentar sobreviver na nova vida nos Estados Unidos”.

“Também tentei ingressar na Arquidiocese de Boston, mas me disseram que eu não podia e fiquei muito chateado. Eu pensava ‘vim aqui para seguir minha vocação e é assim que a Igreja me trata’. Chorei muito neste momento e pensei que talvez Deus não me amasse mais”.

Em 1990, entrou na Universidade da Filadélfia, onde estudou informática. Ao concluir o curso, começou a trabalhar no Pennsylvania Hospital e chegou a ser chefe de serviços informáticos.

Quy K. Pham em sua formatura com seus dois irmãos. Foto: Pe. Quy K. Pham

 

O matrimônio

“Depois eu decidi me casar com uma mulher ítalo-americana (Donna Marie Lodise) que era uma amiga querida e que me ajudou nos momentos mais difíceis. Então, a vida parecia estar muito bem e voltei aos estudos para me formar na universidade e consegui mais dois mestrados: um em tecnologia e outro em finanças. Eu me tornei um homem com uma carreira muito bem sucedida. Tinha dinheiro e tive uma vida boa”, recordou.

Quy K. Pham no dia do seu casamento com Donna Marie. Foto: Pe. Quy K. Pham

Na entrevista ao Grupo ACI, Pe. Quy K. Pham explicou que o seu casamento foi “maravilhoso. Nós dois éramos católicos devotos e encontramos a felicidade em Deus. Fomos muito felizes porque vivíamos a nossa fé. Quando colocamos Deus em primeiro lugar, alcançamos a felicidade. Eu quis me casar porque a minha esposa acreditava no mesmo que eu, na Igreja e em Deus”.

Entretanto, tudo mudou quando, em 2014, Donna Marie foi diagnosticada com câncer. “Essa foi uma notícia devastadora. Realmente, foi muito difícil para nós entender por que isso estava acontecendo”, indicou.

No trabalho de diretor de serviços informáticos. Foto: Pe. Quy K. Pham

Antes de tudo isso acontecer, “em 2011 havia decidido voltar aos estudos, à noite, no Seminário São Carlos Borromeu para terminar de estudar Teologia. Fiz isso porque queria, por meu amor a Deus”.

“Quando a minha esposa morreu, percebi que Deus já tinha algo para mim, então rezei dias e noites; e vi como Deus me guiava na vida. Então, decidi tentar entrar em uma ordem religiosa”, disse ao Grupo ACI.

 

O caminho para o sacerdócio

Pe. Pham tentou entrar em alguma ordem religiosa ou em algum seminário diocesano para seguir o seu chamado, mas novamente teve alguns problemas.

Eles não o aceitaram em Wisconsin, mas o diretor de vocações sugeriu que ele tentasse na Filadélfia, onde o limite de idade para entrar no seminário era de 40 anos.

Na Filadélfia, disseram que, como a sua esposa havia falecido apenas há alguns meses, era melhor esperar mais um ano e ele esperou pacientemente.

Quy K. Pham só precisava estudar dois cursos para terminar o Mestrado em Teologia que havia começado há alguns anos. Na Filadélfia, “passei pela formação que necessitava, no ano passado fui ordenado diácono e no sábado fui ordenado sacerdote. Essa é a história da minha vida”.

Pe. Quy K. Pham com o Arcebispo da Filadélfia, sua família e a família da sua falecida esposa em sua ordenação. Foto: Sarah Webb / CatholicPhilly.com

 

Sua missão

Depois de tudo o que aconteceu, Pe. Pham comentou que se sente capaz de realizar a sua missão de sacerdote em qualquer lugar. “Toda a minha experiência de vida, toda a formação, os estudos, as experiências, quero colocá-las a serviço do povo de Deus, a fim de que possam viver a sua fé e para que saibam que Deus os ama. Isso é o que eu quero fazer todos os dias da minha vida”.

“Com tudo o que ei vivi, terei mais material e mais experiência para a minha pregação. Eu sei que as pessoas vão gostar disso”, compartilhou.

Pe. Quy K. Pham distribuindo a comunhão na Missa de ordenação. Foto: Sarah Webb / Católica Philly.com

Quando perguntado sobre o que diria às pessoas que estão pensando ou já pensam na vida religiosa ou sacerdotal, Pe. Pham afirmou: “Gostaria de dizer-lhes que devem viver a fé, confiar na providência de Deus, buscar fazer a sua vontade e sempre ser consciente de que Deus os ama e que ser sacerdote para servir a Deus e ao seu povo é uma maneira nobre de mostrar o seu amor pelo Senhor”.

“A razão pela qual eu compartilho a minha vida é porque espero que as pessoas se aproximem de Deus, da Igreja, mesmo que seja apenas por uma pessoa. Eu não busco nada para mim, eu vivo uma vida simples”, concluiu.

 

A homilia do Arcebispo na sua ordenação

Durante a Missa de ordenação, na qual cinco diáconos também foram ordenados, Dom Charles Chaput disse: “Ao ingressar no sacerdócio de Jesus, recordo-lhes uma virtude ao assumir esta dignidade e vocação como sacerdote, e peço-lhes que a considerem, porque serão verdadeiros ícones do bom pastor: a virtude da docilidade. O que significa ser dócil? A docilidade é uma forma especial de humildade de um coração generoso pronto e ansioso por aprender de Deus”.

Dom Chaput e os novos sacerdotes da Arquidiocese da Filadélfia. Foto: Sarah Webb / CatholicPhilly.com

Na Eucaristia, na qual estiveram presentes todos os membros da família do Pe. Pham que estão nos Estados Unidos e da família da sua falecida esposa, Dom Chaput destacou que “os sacerdotes devem ser como uma luva de cirurgião. A luva é tão transparente e maleável que não aparece. Podem tomar forma, dobrar-se”.

“Nós, nossa humanidade, ao nos entregarmos ao sacerdócio, somos chamados a ser dóceis desta maneira. Jesus é o único mediador. A nossa união com Ele é a nossa vocação”, destacou.

Por Walter Sánchez Silva

Em acidigital.com

Despertar as mais variadas vocações na Igreja no Brasil é o objetivo central da Ação Evangelizadora ‘Cada Comunidade Uma Nova Vocação’ que tem a cultura digital como seu principal ambiente de divulgação. A meta é chegar aos jovens pelas redes sociais (Facebook, WhatsApp, Instagram…) já que esse é um dos ambientes preferido deles. Divulgar esses vídeos de testemunhos vocacionais nas redes sociais já está atingindo muitos deles.

O projeto, iniciado pelas dioceses dos Regionais Sul 2, Sul 3, Sul 4 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e as dioceses de Osasco (SP), Tefé (AM) e Bafatá no continente africano utiliza todos os meios de comunicação, em especial as redes sociais, para divulgar vídeos que mostram a beleza do chamado de Deus e testemunhos de quem vive sua vocação com alegria.

De acordo com o bispo de Paranavaí (PR), monsenhor Mário Spaki, o projeto foca em duas realidades centrais referentes à vocação: a oração: a Igreja unida pedindo ao Pai mais vocações; e os testemunhos: depoimentos de quem vive com alegria a sua vocação.

“Queremos divulgar esses testemunhos nas redes sociais, espalhar vídeos mostrando aquilo que temos de bonito em nossa Igreja. Acredito que com essas duas ações: oração e testemunho é possível fortalecer a cultura vocacional.”, diz o monsenhor

A inspiração dessa Ação Evangelizadora nasceu de uma reunião, no final do ano de 2016. Logo a ideia virou uma proposta que foi apresentada aos bispos do Paraná, que aprovaram, por unanimidade, a iniciativa. E, depois disso, o projeto só foi crescendo e foi assumido pelos três regionais do Sul do Brasil (Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul). E hoje tem a participação de Arqui/dioceses de todas as regiões do Brasil e a Ação está aberta para quem desejar participar.

“Temos tantas realidades bonitas em nossa Igreja, pessoas que se doam, que prestam um serviço magnífico a humanidade e isso, muitas vezes, fica escondido. Precisamos mostrar isso, especialmente aos jovens. Mostrar que é possível ser feliz, encontrar o sentido da vida, seguindo Jesus, entregando a vida totalmente a ele”, ressalta.

Ainda segundo o monsenhor Mário Spaki, outro ponto importante do projeto é o convite à oração por todas as vocações. “Sempre que nos reunirmos como Igreja vamos rezar uma dezena do rosário pelas vocações, importante ressaltar sempre essa intenção, completou.

Nesses 2 anos de atuação, a avaliação do trabalho da Ação Evangelizadora é positiva e já começa a dar frutos. O projeto tem recebido, diariamente, testemunhos vocacionais de diversos lugares, de várias vocações. São vídeos que estão surgindo das comunidades e nos mostram tantas coisas bonitas. Além disso, a dimensão da oração também está acontecendo, as paróquias, comunidades, grupos, movimentos estão assumindo com seriedade o compromisso de sempre rezar uma dezena do rosário pelas vocações.

“Há poucos dias uma pessoa nos rescreveu relatando a reação de um jovem ao assistir um de nossos vídeos vocacionais: Ele se emocionou, pois na verdade, ele já me disse que sente o chamado de Deus. Tenho certeza que, no tempo de Deus, os frutos serão abundantes para a Igreja”, relata.

Mas a ação é ousada e tem como objetivo unir a Igreja para colocar em prática o versículo: “Pedi ao senhor da messe que envie operários para a sua colheita” (Mateus 9,38), fazendo com que cada comunidade reze com fé e entusiasmo pelas vocações. Dessa forma, fortalecer uma cultura vocacional, um ambiente positivo em que os jovens encontrem condições favoráveis para responder ao chamado de Deus e, desse modo, estimular, aumentar e também cultivar as vocações na Igreja.

“Claro, queremos uma nova vocação, de consagração, por comunidade. No entanto, Deus irá nos enviar as vocações que Ele quiser. Mas tenho certeza de uma coisa: o coração de Deus é pleno de amor e generosidade, se nós pedirmos com fé, como diz o Evangelho, Ele vai nos atender com grande generosidade”, finaliza.

Em janeiro de 2017, o Papa Francisco, recordou a importância do testemunho, pois muitos padres e religiosas relatam que, no início de sua vocação, foram tocados pelo testemunho de outro: “quero ser como ele ou ela”.

Então, segundo o monsenhor Mário Spaki, vamos mostrar aos jovens, lá onde eles estão, nas redes sociais, esses testemunhos bonitos de pessoas que vivem com alegria sua vocação. E isso já está acontecendo.

Todas as informações do projeto podem ser encontradas no site www.vocacoes.org.

Por CNBB

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