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“Maria é para nós uma referência de vida. Se a gente olha no Evangelho a relação dela com Jesus, como educadora, é uma relação baseada no carinho, no respeito, no acompanhamento, então também isso nos ensina sobre a relação com o meio ambiente, com os biomas”.

Desta forma, Irmão Afonso Murad, mariologista e escritor dedicado às causas sociais e ambientais, relacionou a figura de Maria, mãe de Jesus, com o cuidado com a criação, unindo o Ano Mariano à proposta da Campanha da Fraternidade 2017, que trata dos biomas brasileiros.

Para ele, a primeira atitude é conhecer. Conhecer o bioma onde se vive, as árvores, os pássaros, as plantas. “Isto porque o bioma onde vivemos faz parte da gente. Da mesma forma, como a relação entre mãe e filho é uma relação estreita, a gente precisa cada vez mais acentuar, fortalecer essa relação com o lugar onde a gente mora e vive”, explica o religioso.

Mesmo quem mora em grandes cidades, como as capitais estaduais, pode praticar o exercício de “conhecer”. Em muitos destes grandes centros existem parques, áreas de preservação ambiental que aproximam a população do meio ambiente. “Isso é muito importante!”, afirma Irmão Afonso. “Como Maria alimentou essa relação de conhecer e de amar, com Jesus, a gente também precisa alimentar essa relação com o meio ambiente”.

 

Conversão ecológica com a ajuda de Maria

Durante a Quaresma, é comum que os fiéis se dediquem à conversão pessoal e façam uma prática penitencial. O especialista lembra que o Papa Francisco propõe algo a mais: a conversão a Jesus que precisa tocar todos os âmbitos das relações humanas, não somente a relação com Deus ou com o próximo, mas também com as outras criaturas. “Isto é conversão ecológica”, afirmou o irmão.

“Essa conversão também começa com pequenas atitudes de preservação, como o cuidado com a água, com uso da energia, a redução do consumismo (uma grande tentação para todos os cristãos), que leva a destruir a longo prazo o mundo que vivemos”, disse o religioso.

“A conversão ecológica começa com gestos pessoais. Mas ela precisa partir do coração, de uma atitude nova onde não vamos considerar a natureza como coisa, mas como parte de nós, do coletivo, da humanidade. O ar que respiro não é meu, é nosso; o solo que pisamos, ainda que seja de propriedade privada, é nosso, é do planeta, é das plantas. A conversão ecológica exige mudança de olhar e atitudes de conservação”, acrescentou.

Para Irmão Afonso, uma atitude muito concreta da Campanha da Fraternidade e de conversão ecológica é que as paróquias, as dioceses, as comunidades, se empenhem para defender as unidades de conservação – os poucos espaços públicos que existem, que são uma amostra concreta do bioma onde moramos.

A partir de Maria, o religioso propõe atitudes que podem contribuir para o cuidado com a ambiente ecológico em que vive cada pessoa: “Quando olhamos para Maria, lembramo-nos de cuidado, carinho, atenção, desse colo materno. Esta mesma atitude nós precisamos ter com relação ao meio ambiente. É claro que a gente precisa das plantas pra se alimentar; se comemos carne, precisamos dos animais, que por sua vez precisam de pasto. Mas tudo isto deve ser feito com respeito, com equilíbrio, não com uma atitude de dominação, de destruição. Ao olhar para Nossa Senhora, vemos estas atitudes básicas de cuidado, de carinho. Como a Mãe cuida, nós também precisamos cuidar do meio ambiente”, afirmou.

Por Canção Nova

Quarta, 15 Março 2017 18:39

Quaresma – Tempo de Jejum

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A Igreja chama o jejum, a esmola e a oração de “remédios contra o pecado”; pois cada uma dessas atividades, a seu modo, nos ajudam a vencer o maior mal deste mundo, o pecado. A oração nos fortalece em Deus; a esmola (obras de caridade) “cobre uma multidão de pecados”; e o jejum fortalece o nosso espírito contra as tentações da carne e do espírito e nos liberta e abre para os valores superiores da alma.

Clique para baixar o artigo completo, logo abaixo, na opção "baixar anexos".

 

Fonte: Canção Nova

 
 
 
 

 

 

 

 

 

 
 
Domingo, 12 Março 2017 14:40

Subir a montanha

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Abraão foi obediente a Deus e saiu de sua terra para ir a um lugar novo e distante. Desinstalou-se para cumprir missão importante, não só para estar em nova terra, mas para aí começar a instituir um novo povo, do qual nasceria o Salvador (Cf. Gênesis 12,11-4). Todo ser humano recebe também a missão divina de utilizar sua caminhada para fazer de seu contexto ambiental a produção de vida de sentido. Para isso, toda pessoa é instada a se desinstalar de seu egocentrismo para sair em busca de boa convivência com o semelhante e a natureza. Assim vai criar ambiente de promoção do bem de todos, respeitando os valores dos mesmos, até à custa de dar de si pelo bem comum.

A caminhada existencial é como um subir a montanha de um ideal de uso e conquista de valores que dignificam o ser de cada um. Vislumbra-se, então, uma meta a ser conquistada. Marcam-se os passos com o bem produzido, como o cuidado com a natureza e o cultivo das virtudes humanas.

Jesus convidou três discípulos para subirem a montanha com Ele. Aí se transfigurou, deixando-os perplexos, por verem o esplendor do Mestre, bem como Moisés e Elias falando com Ele (Cf. Mateus 17,1-9). A importância de fazer da vida uma subida da montanha com Cristo é focalizada na quaresma, em que nos preparamos para celebrar também a subida da sepultura de Cristo, que ressuscitou dos mortos. A Páscoa de Jesus é vivenciada em nosso batismo, quando subimos do mergulho da água para termos a vida nova do amor ou da graça de Deus. Na celebração da Eucaristia, fazemos justamente a revivescência da ressurreição de Cristo, aplicando para nós, aqui e agora, o que Ele fez na cruz e no voltar à vida, salvando-nos. Mas, de nossa parte, é preciso aceitar o desafio de querer também fazer o mesmo processo em nós, mesmo tendo que experimentar a cruz, o sacrifício e a renúncia ao egoísmo. Subimos a montanha que nos dá o esplendor da vida nova de ressuscitados com e como o Cristo.

A quaresma nos propicia a aceitar o desafio de Jesus, o de irmos com Ele para a conquista do ideal de vida de sentido. Assim, usamos de todo o nosso potencial para promovermos a vida do planeta, como imagem e semelhança de Deus, que cria e promove a vida para tudo e para todos. Saindo de nosso egoísmo subimos ao patamar do amor de Deus para o levarmos ao semelhante, na vida familiar harmoniosa e na convivência social.  Colaboramos com a promoção da vida e dignidade de todos, na cooperação com a política de real serviço ao bem comum.

Na prática do Evangelho somos estimulados a sair de nós mesmos, como diz o Papa Francisco, para sermos pessoas e Igreja “em saída” e vivermos como missionários que levam a Boa-nova de Jesus aos outros e promovem a vida plena para todos!

 

Por Dom José Alberto Moura – Arcebispo Metropolitano de Montes Claros, MG

Com o tema “Fraternidade: biomas brasileiros e a defesa da vida”, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) abriu oficialmente, na Quarta-feira de Cinzas, dia primeiro de março, a Campanha da Fraternidade 2017 (CF 2017). O lançamento foi na sede da entidade, em Brasília (DF), e foi transmitido ao vivo pelas emissoras de TV de inspiração católica.

A campanha, que tem como lema “Cultivar e guardar a criação” (Gn 2.15), alerta para o cuidado da Casa Comum, de modo especial dos biomas brasileiros. Segundo o bispo auxiliar de Brasília (DF) e secretário geral da CNBB, dom Leonardo Ulrich Steiner, a proposta é dar ênfase à diversidade de cada bioma e criar relações respeitosas com a vida e a cultura dos povos que neles habitam, especialmente à luz do Evangelho. Para ele, a depredação dos biomas é a manifestação da crise ecológica que pede uma profunda conversão interior. “Ao meditarmos e rezarmos os biomas e as pessoas que neles vivem, sejamos conduzidos à vida nova”, afirma.

Ainda de acordo com o bispo, a CF deseja, antes de tudo, levar à admiração, para que todo o cristão seja um cultivador e guardador da obra criada. “Tocados pela magnanimidade e bondade dos biomas, seremos conduzidos à conversão, isto é, cultivar e a guardar”, salienta.

A cerimônia de lançamento contou com as presenças do arcebispo de Brasília e presidente da CNBB, cardeal Sergio da Rocha, do secretário geral da Conferência, dom Leonardo Steiner, e do secretário de articulação institucional e cidadania do Ministério do Meio Ambiente, Edson Duarte.

No Brasil, a Campanha já existe há mais de 50 anos e sua abertura oficial sempre acontece na Quarta-feira de Cinzas, quando tem início a Quaresma, época na qual a Igreja convida os fiéis a experimentarem três práticas penitenciais: a oração, o jejum e a esmola.

Material

Para ajudar nas reflexões sobre a temática, são propostos subsídios, sendo o texto-base o principal. Dividido em quatro capítulos, a partir do método ver, julgar e agir, o documento faz uma abordagem dos biomas, suas características e contribuições eclesiais na defesa da vida e cultura dos povos originários de cada bioma brasileiro. Também são apresentadas considerações ecológicas sob a perspectiva de São João Paulo II, Bento XVI e o papa Francisco. Ao final, são apresentados os objetivos permanentes da Campanha, os temas anteriores e os gestos concretos previstos para esta edição, sendo o principal a Coleta Nacional de Solidariedade.

Os subsídios da CF 2017 estão disponíveis no site da editora Edições CNBB. É possível fazer o download do arquivo com todas partituras das músicas da CF 2017 e da Quaresma, entre elas o Hino Campanha, de autoria do padre José Antônio de Oliveira e Wanderson Freitas. Os interessados poderão baixar ainda o cartaz da CF e os spots de rádio, TV e internet preparados para a ocasião.

Por CNBB

Há poucos dias a Igreja celebrou a Quarta-feira de Cinzas, dando início à Quaresma, tempo de preparação para a Páscoa. Recordamos algumas coisas essenciais que todo católico precisa saber para poder viver intensamente este tempo.

1. O que é a Quarta-feira de Cinzas?

É o primeiro dia da Quaresma, ou seja, dos 40 dias nos quais a Igreja chama os fiéis a se converterem e a se prepararem verdadeiramente para viver os mistérios da Paixão, Morte e Ressurreição de Cristo durante a Semana Santa.

A Quarta-feira de Cinzas é uma celebração que está no Missal Romano, o qual explica que no final da Missa, abençoa-se e impõe-se as cinzas obtidas da queima dos ramos usados no Domingo de Ramos do ano anterior.

2. Como nasceu a tradição de impor as cinzas?

A tradição de impor a cinza é da Igreja primitiva. Naquela época, as pessoas colocavam as cinzas na cabeça e se apresentavam ante a comunidade com um “hábito penitencial” para receber o Sacramento da Reconciliação na Quinta-feira Santa.

A Quaresma adquiriu um sentido penitencial para todos os cristãos por volta do ano 400 d.C. e, a partir do século XI, a Igreja de Roma passou a impor as cinzas no início deste tempo.

3. Por que se impõe as cinzas?

A cinza é um símbolo. Sua função está descrita em um importante documento da Igreja, mais precisamente no artigo 125 do Diretório sobre a piedade popular e a liturgia:

“O começo dos quarenta dias de penitência, no Rito romano, caracteriza-se pelo austero símbolo das Cinzas, que caracteriza a Liturgia da Quarta-feira de Cinzas. Próprio dos antigos ritos nos quais os pecadores convertidos se submetiam à penitência canônica, o gesto de cobrir-se com cinza tem o sentido de reconhecer a própria fragilidade e mortalidade, que precisa ser redimida pela misericórdia de Deus. Este não era um gesto puramente exterior, a Igreja o conservou como sinal da atitude do coração penitente que cada batizado é chamado a assumir no itinerário quaresmal. Deve-se ajudar os fiéis, que vão receber as Cinzas, para que aprendam o significado interior que este gesto tem, que abre a cada pessoa a conversão e ao esforço da renovação pascal”.

4. O que simbolizam e o que recordam as cinzas?

A palavra cinza, que provém do latim “cinis”, representa o produto da combustão de algo pelo fogo. Esta adotou desde muito cedo um sentido simbólico de morte, expiração, mas também de humildade e penitência.

A cinza, como sinal de humildade, recorda ao cristão a sua origem e o seu fim: “E formou o Senhor Deus o homem do pó da terra” (Gn 2,7); “até que te tornes à terra; porque dela foste tomado; porquanto és pó e em pó te tornarás” (Gn 3,19).

5. Onde podemos conseguir as cinzas?

Para a cerimônia devem ser queimados os restos dos ramos abençoados no Domingo de Ramos do ano anterior. Estes recebem água benta e logo são aromatizados com incenso.

6. Como se impõe as cinzas?

Este ato acontece durante a Missa, depois da homilia e está permitido que os leigos ajudem o sacerdote. As cinzas são impostas na fronte, em forma de cruz, enquanto o ministro pronuncia as palavras Bíblicas: “Lembra-te de que és pó e ao pó voltarás” ou “Convertei-vos e crede no Evangelho”.

7. O que devem fazer quando não há sacerdote?

Quando não há sacerdote, a imposição das cinzas pode ser realizada sem Missa, de forma extraordinária. Entretanto, é recomendável que antes do ato participem da liturgia da palavra.

É importante recordar que a bênção das cinzas, como todo sacramental, somente pode ser feita por um sacerdote ou um diácono.

8. Quem pode receber as cinzas?

Qualquer pessoa pode receber este sacramental, inclusive os não católicos. Como explica o Catecismo (1670 ss.), “sacramentais não conferem a graça do Espírito Santo à maneira dos sacramentos; mas, pela oração da Igreja, preparam para receber a graça e dispõem para cooperar com ela”.

9. A imposição das cinzas é obrigatória?

A Quarta-feira de Cinzas não é dia de preceito e, portanto, não é obrigatória. Não obstante, nesse dia muitas pessoas costumam participar da Santa Missa, algo que sempre é recomendável.

10. Quanto tempo é necessário permanecer com a cinza na fronte?

Quanto tempo a pessoa quiser. Não existe um tempo determinado.

11. O jejum e a abstinência são necessários?

O jejum e a abstinência são obrigatórios durante a Quarta-feira de Cinzas, como também na Sexta-feira Santa, para as pessoas maiores de 18 e menores de 60 anos. Fora desses limites, é opcional. Nesse dia, os fiéis podem ter uma refeição “principal” uma vez durante o dia.

A abstinência de comer carne é obrigatória a partir dos 14 anos. Todas as sextas-feiras da Quaresma também são de abstinência obrigatória. As sextas-feiras do ano também são dias de abstinência. O gesto, dependendo da determinação da Conferência Episcopal de cada país, pode ser substituído por outro tipo de mortificação ou oferecimento como a oração do terço.

Por ACI Digital

Baixe agora o artigo do Padre Aldo Fernandes direcionado para a Pastoral Familiar. Este artigo, que trás o titulo “PIEDADE POPULAR: OBRA DO ESPÍRITO SANTO NA FAMÍLIA” foi resultado de uma palestra ministrada pelo vigário bragantino, que atualmente mora no Rio de Janeiro e vigário na Paróquia Nossa Senhora de Copacabana, no retiro dos casais da Pastoral Familiar em alusão a Semana Nacional da Família.

Quer ter este artigo em suas mãos? Baixe agora em nosso site e siga as orientações.

Padre Aldo Fernandes da PUC – Rio – disponibiliza em nosso site dois artigos relacionados à Pastoral Familiar. O primeiro artigo traz o titulo: “CONVERSÃO: A PORTA DA MISERICÓRDIA!” e o segundo: FÉ: A PORTA DA VIDA ETERNA!” estes escritos são resultados de uma palestra proferida na Semana Nacional da família no Rio de Janeiro.

Sexta, 31 Julho 2015 00:00

Conferência sobre a Oração em Família

Escrito por

Ao orar, Jesus já nos ensina a orar. O caminho da nossa oração é a oração que ele faz ao seu Pai. Jesus é um mistagogo (um condutor da humanidade ao contato com o mistério de Deus): primeiro, dirige-se às multidões e aproveita o que já conhecem da oração segundo a Antiga Aliança, e as abre para a novidade do Reino que vem. Depois, revela o Reino em parábolas. Enfim, falará abertamente do Pai e do Espírito Santo a seus discípulos, que se tornarão os pedagogos da oração em sua Igreja.

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EVANGELIZAR, a partir de Jesus Cristo e na força do Espírito Santo, como igreja discípula, missionária e profética, alimentada pela Eucaristia e orientada pela animação bíblica, promovendo a catequese de inspiração catecumenal, a setorização e a juventude, à luz da evangélica opção preferencial pelos pobres, para que todos tenham vida (cf. Jo 10,10), rumo ao reino definitivo.

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