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Diocese de Braganca

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Sábado, 11 Julho 2020 11:41

15º Domingo do Tempo Comum

Muitos terrenos num só coração

Frei Gustavo Medella

O contexto de pandemia que o mundo vive intensifica uma gama variada de fragilidades que integram a existência humana e se tornam mais fortes e incisivas diante do medo, das incertezas e das perdas. É verdade que também ganham força iniciativas de solidariedade, partilha, empatia e compaixão. No meio deste cenário complexo e multifacetado, a Igreja segue sua missão, entre erros e acertos, ao modo dos muitos tipos de terreno onde o Semeador semeia sua mensagem.

Todo mundo é terreno. E, dentro de cada coração, estes diferentes tipos de terra não estão perfeitamente delimitados, mas coabitam no mundo interior de cada pessoa e de cada comunidade. O importante é abrir-se à ação de Deus e deixar-se cuidar pela sua Palavra a fim de que o bom terreno seja expansivo e vá expandindo seus limites com a iniciativa generosa de Deus e a colaboração dos que abraçam o seu Projeto. Entre posts, lives, vídeos, tweets, textos, blogs e todos os outros recursos do mundo virtual que ganham relevância concreta e real, percebem-se diferentes modos de se tentar fazer crescer e frutificar a semente do Evangelho.

A beira do caminho é o terreno da dispersão, da falta de tempo para a escuta, da oferta de soluções rápidas e simplistas para problemas complexos e profundos. É o terreno das frases de efeito muitas vezes baseadas em preconceitos e ilusões. É o lugar da ideia delirante, por exemplo, de que pela fé o crente estaria imunizado contra o coronavírus, podendo, inclusive, abrir mão dos cuidados do isolamento social e do uso de máscaras, sem a preocupação de evitar aglomerações. Ilusão perigosa e destrutiva.

O terreno pedregoso é o campo da superficialidade, do intimismo barato e vaidoso apresentado por líderes religiosos que apostam na multiplicação de palavras, nos gritos e na histeria como se o vírus pudesse ser repelido pelo exagero dos símbolos religiosos usados como amuletos e pela algazarra das muitas palavras pronunciadas em alta voz. Superficialidade estéril e enganadora.

O terreno espinhoso é o lugar da vaidade. Neste terreno, Deus e os santos servem de palco para um verdadeiro desfile egocêntrico e vaidoso de quem ainda não conseguiu superar a tentação do brilho e do poder. Multiplicam-se novenas, momentos de cura e milagres aos quais as pessoas recorrem no desespero de terem suas feridas curadas. A semente transformadora da Palavra morre sufocada diante do culto a si mesmo e de um personalismo que não conduz o povo à maturidade. Vaidade ingênua e desagregadora.

O terreno bom, graças a Deus ele existe e em quantidade generosa, é o lugar da consciência, da solidariedade e da comunhão. É o ambiente onde o diálogo e a partilha dos dons, dos talentos e dos bens estão presentes no coração e nas mãos da comunidade. É neste tipo de terra que as pessoas crescem e se encantam com a possibilidade de produzirem frutos maduros para o mundo e para a sociedade. É lugar de trabalho intenso e empenhado pela causa Reino, pela vida para todos, onde cada um pensa no todo e percebe que as dores mais profundas são curadas quando cada um se esquece um pouco de si para acudir a dor do outro.


FREI GUSTAVO MEDELLA, OFM, é o atual Vigário Provincial e Secretário para a Evangelização da Província Franciscana da Imaculada Conceição. Fez a profissão solene na Ordem dos Frades Menores em 2010 e foi ordenado presbítero em 2 de julho de 2011.

 

15º Domingo do Tempo Comum, ano A

Reflexões do exegeta Frei Ludovico Garmus

 Oração: “Ó Deus, que mostrais a luz da verdade aos que erram para retomarem o bom caminho, dai a todos os que professam a fé rejeitar o que não convém ao cristão, e abraçar tudo o que é digno desse nome”.

  1. Primeira leitura: Is 55,10-11

A chuva faz a terra germinar.

Os profetas no AT falam em nome de Deus ao povo de Israel. Aos poucos começam a refletir sobre o efeito, positivo ou negativo, que esta Palavra produz entre o povo. No livro de Isaías (40–55) temos uma reflexão sobre a palavra de Deus criadora, na criação dos astros, terra, céus e mar (40,26; 48,13; 50,2). E na obra da salvação (42,9; 46,10; 48,5). No texto de hoje (55,10-11) temos um exemplo desta teologia. O texto quer mostrar a eficácia da Palavra de Deus. Em Israel, quando, após seis meses de seca, a chuva novamente cai na terra ressequida produz um efeito espetacular de vida. Assim diz o profeta, acontece com a Palavra que Deus envia do céu. Quando absorvida por corações sedentos de Deus, a Palavra sempre produz seu fruto. Deus tem um plano: executar a obra da salvação de seu povo, sofrido e desanimado (Is 40,6-7.27-31), e nada poderá impedi-lo de realizar seu plano de salvação. A Palavra de Deus é sempre eficaz. Se nós a acolhemos, produz nossa salvação; se a rejeitamos, causa a perdição. “Escolhe, pois, a vida para que vivas” (Dt 30,19). – A Palavra de Deus é viva e atuante em minha vida?

Salmo responsorial: Sl 64 (65)

A semente caiu em terra boa e deu fruto.

  1. Segunda leitura: Rm 8,18-23

A criação está esperando ansiosamente

o momento de se revelarem os filhos de Deus.

A Palavra de Deus está sendo semeada no terreno dos filhos e filhas de Deus, que vivem em meio aos “sofrimentos do tempo presente”. Não é sufocando a natureza e a criação pelo consumismo e pelo mito da revolução tecnológica que o ser humano se realiza. O cristão, movido pelo Espírito Santo, está todo voltado para frente, para o futuro. Vive a fé e o amor, mas é movido pela esperança. Não só o ser humano tem esta esperança, mas toda a criação é solidária e espera ser libertada da escravidão e assim “participar da liberdade e da glória dos filhos de Deus”. Paulo diz que nós já temos os primeiros frutos do Espírito; mas estamos gemendo como que em dores de parto, aguardando a nova criação, que vai desabrochar plenamente da semente da Palavra de Deus. Ela atua dentro de nós, pela força do Espírito.

Aclamação ao Evangelho

Semente é de Deus a Palavra, o Cristo o semeador;

Todo aquele que o encontra, vida eterna encontrou.

  1. Evangelho: Mt 13,1-23

O semeador saiu para semear.

A parábola do semeador se divide em três partes: 13,1-9: a parábola como tal; 13,10-17: para que servem as parábolas; 13,18-23: a explicação da parábola. Percebe-se uma expansão desta parábola original de Jesus (13,1-9). A parte central da parábola parece ser uma reflexão sobre a razão da incredulidade de Israel; a explicação é uma “aplicação” da parábola para a vida da primeira Igreja, que tinha a missão de anunciar a palavra de Jesus. Na primeira parte Jesus fala à multidão e pinta a realidade da experiência da vida de um trabalhador, que semeia a sua semente na esperança de colher o devido fruto. E conclui: “Quem tem ouvidos para ouvir, ouça”!

Jesus se apresenta como o semeador escatológico e constata que nem toda a palavra que ele ensina produz fruto, mas quando encontra terra boa, o fruto é abundante (1ª leitura). Esta parte representa um espelho da experiência positiva e negativa de Jesus, semeador da Palavra. A pergunta dos apóstolos aprofunda e atualiza o sentido da parábola. A segunda parte reflete o mistério da rejeição de Israel à mensagem de Jesus (13,10-17); a terceira parte reflete o efeito na vida dos que crêem (v. 18-23). Uma coisa é certa: a Palavra de Deus não tem a finalidade de trazer o fechamento (a incredulidade), mas trazer a abertura (terra boa) do coração, que resulta em abundantes frutos. É como a chuva que cai, umedece a terra a não volta ao céu sem produzir seu fruto (Is 55,10-11).

A Palavra de Deus, escutada, lida e meditada, está produzindo os frutos que Cristo espera de mim?


FREI LUDOVICO GARMUS, OFMé professor de Exegese Bíblica do Instituto Teológico Franciscano de Petrópolis (RJ). Fez mestrado em Sagrada Escritura, em Roma, e doutorado em Teologia Bíblica pelo Studium Biblicum Franciscanum de Jerusalém, do Pontifício Ateneu Antoniano. É diretor industrial da Editora Vozes e editor da Revista “Estudos Bíblicos”, editada pela Vozes. Entre seus trabalhos está a coordenação geral e tradução da Bíblia Sagrada da Vozes.

 

No centro da palavra, está a pessoa de Jesus

Frei Clarêncio Neotti

‘Palavra’ volta centenas de vezes e com muitos significados. No Antigo Testamento, ocorre, sobretudo, nos livros proféticos. Tem o sentido de chamada, de investidura de uma missão, de mensagem, de prenúncio. Ou ainda de acontecimento. E, muitas vezes, vem como sinônimo de aliança entre Deus e o homem por meio dos Dez Mandamentos. Deus cria o mundo, pronunciando palavras. Os profetas caracterizam-se pela palavra (Jr 18,18). No Novo Testamento, o substantivo ‘palavra’ ocorre 331 vezes, com os mais diversos sentidos, como vocábulo, afirmação, dito, informação, pedido, notícia, discurso, exortação. Mas ocorre também com um sentido especial, em expressões como ‘palavra de Deus’, ‘palavra do Senhor’, ‘palavra da vida’, ‘palavra da verdade’, ‘palavra da promessa’, ‘palavra de Jesus Cristo’. E o próprio Jesus é chamado simplesmente de Palavra de Deus ou Verbo (Jo 1,1).

No Evangelho de hoje, ‘palavra’ terá uma mistura de sentidos, que vão desde as palavras pronunciadas por Jesus até sua Pessoa, passando pelos sinais (milagres) que comprovavam sua messianidade. Sua doutrina, expressa em palavras humanas, está intrinsecamente ligada ao mistério divino-humano de sua Pessoa. Sua doutrina ora se expressa por uma afirmação, como, por exemplo: o mistério da Santíssima Trindade (Jo 14,16.26), a paternidade de Deus (Jo 20,17), o julgamento final da criatura humana (Mt 25,31-46); ora por uma exortação: amai-vos uns aos outros (Jo 13,34); perdoai-vos as ofensas (Lc 17,4); amai vossos inimigos (Mt 5,44); ora ainda por um pedido: que todos sejam um (Jo 17,21); seja o vosso sim, sim, e o vosso não, não (Mt 5,37); aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração (Mt 11,29). No centro de suas palavras, está sempre o mistério de sua Pessoa.


FREI CLARÊNCIO NEOTTI, OFMentrou na Ordem Franciscana no dia 23 de dezembro de 1954. Durante 20 anos, trabalhou na Editora Vozes, em Petrópolis. É membro fundador da União dos Editores Franciscanos e vigário paroquial no Santuário do Divino Espírito Santo (ES). Escritor e jornalista, é autor de vários livros e este comentário é do livro “Ministério da Palavra – Comentários aos Evangelhos dominicais e Festivos”, da Editora Santuário.

 

Sementes e semeaduras

Frei Almir Guimarães

Há um momento na vida em que compreendemos: o conhecimento decisivo provém da escuta, e esta é a forma de hospitalidade de que precisamos.
José Tolentino Mendonça

♦ O evangelho de Mateus está recheado de parábolas, essas deliciosas histórias e historietas que de um lado nos encantam e, de outro, chamam nossa atenção para um estilo de viver que possa ter tudo com o Reino, com o mundo novo de Jesus. Não dá para viver uma vida sem vida. Uma das parábolas que temos mais gravada em nosso interior é certamente a do semeador. Sabemo-la de cor: semente cai em terra dura e não vinga, semente que cai nos espinheiros e é, de alguma forma sufocada, aquela que germinando no terreno bom encontra pedras mais abaixo e a que cai em terra boa. A semente é a Palavra e a terra o coração dos homens. Nem sempre Jesus encontrou ouvintes desejos de sua Palavra. Houve resistências.

♦ Escrituras sagradas, sinais dos tempos, visitas do Espirito, pérolas que brotam da vida e da palavra dos outros chegam nós, a nossos ouvidos. No dia a dia, ao longo de uma celebração litúrgica, no nascimento de um filho, no enterro de um ente querido, nas epidemias e pandemias, o Senhor tenta nos falar. Bate à porta de nossa vida para que o ouçamos! Novamente Tolentino: “A escuta não é apenas a recolha do discurso sonoro. Antes de tudo é atitude, é inclinar-se para o outro, é disponibilidade para acolher o dito e o não dito, o entusiasmo da história ou o seu avesso, a dor”

♦ Estamos diante do diálogo, de uma escuta, de uma qualidade de escuta do Senhor em nossos projetos, empreendimentos, nosso presente e nosso futuro. A Palavra é uma força, um dinamismo que constrói o novo. Cristãos tomados e em particular e a Igreja no seu todo realizam maravilhas. A semente tem uma força que age quando o terreno lhe é oferecido. “Se pudéssemos observar o interior das vidas, ficaríamos surpresos ao encontrar tanta bondade, entrega, sacrifício, generosidade e amor verdadeiro. Há violência e sangue no mundo, mas cresce em muitos o anseio por uma verdadeira paz. Impõe-se um consumismo egoísta em nossa sociedade, mas são muitos os que descobrem a alegria de uma vida simples e compartilhada. A indiferença parecer ter apagado a religião, mas em não poucas pessoas vê-se despertar a nostalgia de Deus e a necessidade da oração” (Pagola, Mateus, p. 153). Há, evidentemente, disposições nesses ouvintes para que o diálogo se efetue.

♦ Inspirados em Luciano Manicardi, prior da comunidade de Bose, perto de Milão, no norte da Itália, podemos assim precisar nosso tema:

◊ Interiorização: a semente caída ao longo da estrada e comida pelas aves antes de chegar a germinar, simboliza a escuta superficial, sem interiorização, sem uma assimilação profunda da Palavra. Sem esse habitar a si mesmo do ouvinte, a Palavra nada fecunda.

◊ Perseverança: a semente caída em terreno pedregoso denuncia um tipo de escuta sem frutos, porque não acompanhada de perseverança. A pessoa acolhe no momento, com certa alegria, mas não tem raízes em si própria. No momento em que a Palavra exige um empenho maior, desiste. Trata-se do homem de um momento. Incapaz de fazer tornar-se história sua fé, de submeter a fé à prova do tempo.

◊ Luta espiritual – O homem ouve a Palavra, mas permanece seduzido por outras palavras, tentações mundanas, riquezas. Não sabe desencadear a luta para reter a Palavra. As resistências à Palavra são resistências à conversão, ao esforço do coração que, para acolher a Palavra, deve deixar-se purificar pela própria Palavra. Tememos a purificação e o despojamento.


FREI ALMIR GUIMARÃES, OFMingressou na Ordem Franciscana em 1958. Estudou catequese e pastoral no Institut Catholique de Paris, a partir de 1966, período em que fez licenciatura em Teologia. Em 1974, voltou a Paris para se doutorar em Teologia. Tem diversas obras sobre espiritualidade, sobretudo na área da Pastoral familiar. É o editor da Revista “Grande Sinal”.

 

Semear com fé

José Antonio Pagola

Em poucos anos estamos passando de uma sociedade profundamente religiosa, na qual o cristianismo tinha um papel decisivo na vida das pessoas e na convivência social, a um outro estilo de vida mais leigo e descrente, no qual o religioso vai perdendo importância.

Acostumados a uma “sociedade de cristandade” onde o religioso estava visivelmente presente em nossas ruas, praças, escolas e lares, são muitos os crentes que sentem mal-estar e sofrem diante de nova situação.

Mais ainda. Quase sem dar-nos conta, podemos chegar a pensar que o Evangelho perdeu sua virtualidade anterior, e a mensagem de Jesus já não tem garra nem força de convicção para o ser humano moderno.

Por isso se faz necessário escutar com atenção as palavras de Jesus. Mesmo em sua aparente insignificância e modéstia, o Evangelho continua encerrando uma poderosa vitalidade para “salvar” o ser humano do que o desumaniza. Dificilmente vamos encontrar algo ou alguém que possa dar um sentido mais humano e libertador a nossa vida.

É certo que para exercer sua força libertadora, este Evangelho deve ser apresentado com fidelidade, em toda sua verdade, suas exigências e sua esperança. Sem deformações nem covardias. Sem parcialismos intencionais, nem manipulações interessadas.

Também é certo que o Evangelho exige uma acolhida sincera e uma disponibilidade total. E são muitos os fatores que, como a riqueza, os interesses egoístas ou a covardia, podem sufocar e anular a eficácia da Palavra de Deus.

Mas o Evangelho continua tendo hoje uma energia humanizadora insuspeitada. Esquecê-lo seria um erro lamentável para a sociedade moderna. Seja como for, nós crentes não podemos esquecer que não é hora de “colher”, mas hora de semear com fé na força renovadora que se encerra no Evangelho.


JOSÉ ANTONIO PAGOLA cursou Teologia e Ciências Bíblicas na Pontifícia Universidade Gregoriana, no Pontifício Instituto Bíblico de Roma e na Escola Bíblica e Arqueológica Francesa de Jerusalém. É autor de diversas obras de teologia, pastoral e cristologia. Atualmente é diretor do Instituto de Teologia e Pastoral de São Sebastião. Este comentário é do livro “O Caminho Aberto por Jesus”, da Editora Vozes.

 

O porquê das parábolas

Johan Konings

Isaías disse que a palavra de Deus é eficaz “como a chuva no chão”(1ª leitura). Mas Jesus acrescenta: depende da qualidade do chão! A semente da palavra tem tudo para crescer, mas precisa ser acolhida num chão aberto, generoso, preparado… num coração acessível e profundo ao mesmo tempo (evangelho). Jesus usa imagens, parábolas. Uma pessoa simples as pode entender, enquanto os de “coração empedernido” ouvem e vêem exteriormente, mas não percebem interiormente o que a palavra significa, ao contrário da “terra boa”, que “ouve a palavra e a compreende”.

Jesus falou em parábolas, para que os mais simples pudessem entender, e aparecesse o endurecimento daqueles que a ouvem sem entender. Uns ouvem e não compreendem. A palavra não cria raízes neles. Jesus explica as causas disso: o “maligno” (as forças contrárias a Jesus e ao Reino de Deus), a superficialidade, a desistência na hora da dificuldade, as “preocupações do mundo e a ilusão da riqueza”. Mas, graças a Deus, há também aqueles que ouvem e compreendem, e produzem fruto. A diferença está na disposição do ouvinte.

As causas da incompreensão da palavra são ainda as mesmas hoje: estratégia das forças antievangélicas, consumismo, idolatria da riqueza. Em compensação, os “mistérios do reino”, quando apresentados em imagens compreensíveis ao povo, são tão transparentes que até os mais simples os entendem e se tornam seus melhores propagandistas.

Importa, pois, prepararmos o chão dos corações para que possam receber a palavra: combater os fatores de “endurecimento” (dominação ideológica, alienação, consumismo, culto da riqueza e do prazer etc). Em vez do fascínio dos sempre novos (e tão rapidamente envelhecidos) objetos do desejo, a formação para a autenticidade e simplicidade, a educação libertadora com vistas ao evangelho. Então, a Palavra, que desce como a chuva do céu, poderá penetrar no chão e fazer a semente frutificar.


PE. JOHAN KONINGS nasceu na Bélgica em 1941, onde se tornou Doutor em Teologia pela Universidade Católica de Lovaina, ligado ao Colégio para a América Latina (Fidei Donum). Veio ao Brasil, como sacerdote diocesano, em 1972. Em 1985 entrou na Companhia de Jesus (Jesuítas) e, desde 1986, atua como professor de exegese bíblica na FAJE, Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia, em Belo Horizonte. Este comentário é do livro “Liturgia Dominical, Editora Vozes.

Todas as reflexões foram tiradas do site https://franciscanos.org.br/

Vivendo a dignidade de povo sacerdotal conferida pelo batismo, as famílias brasileiras são chamadas a celebrar em seus lares o Dia do Senhor. Neste domingo, 12 de julho, a Igreja celebra o 15º Domingo do Tempo Comum e a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), por meio da Comissão Episcopal Pastoral para a Liturgia, oferece mais uma vez o roteiro “Celebrar em família”.

No centro da celebração da Palavra está a parábola do Semeador, extraída do Evangelho de Mateus 13, 1-23:

[…] “A semente que caiu em boa terra é aquele que ouve a palavra e a compreende. Esse produz fruto. Um dá cem, outro sessenta e outro trinta”, ensina Jesus no Evangelho do próximo domingo.

Neste contexto de pandemia, o roteiro pode ser uma valiosa opção para continuar em comunhão com a Igreja, principalmente as pessoas impossibilitadas por motivo de saúde ou idade, ou porque pertencem ao denominado ‘grupo de risco’, que devem ainda abster-se de participar das celebrações comunitárias dominicais, nos locais em que as missas já retornaram.

O roteiro desta semana também tem uma prece especial pelo fim da pandemia. A Comissão para a Liturgia da CNBB oferece no material uma litania, também conhecida como ladainha, que ajudará as famílias em suas súplicas.

 

BAIXE O ROTEIRO DA CELEBRAÇÃO EM FAMÍLIA DO 15º DOMINGO DO TEMPO COMUM

 

Tirado do site da CNBB Nacional

De uma catedral bizantina dedicada à Divina Sabedoria - inaugurada em 537 sob o Imperador Cristão Justiniano - a uma mesquita, quando os Otomanos conquistaram Constantinopla em 1453 e renomearam a cidade de Istambul. Mais tarde foi convertida em museu em 1934 por decreto do pai fundador da Turquia moderna, Mustafa Kemal Ataturk.

Na sexta-feira (10/07), um decreto do Presidente Recep Tayyip Erdogan, que chegou logo após a decisão do Conselho de Estado, anulou a decisão de Ataturk aceitando o pedido de um pequeno grupo islâmico local, estabelecendo a transferência da gestão da sede bizantina do Ministério da Cultura para a Presidência de Assuntos Religiosos, convertendo-a efetivamente na Mesquita de Santa Sofia. Em um discurso à nação, o presidente turco anunciou que a primeira oração na mesquita de Santa Sofia será no dia 24 de julho.

O alerta do Patriarca Bartolomeu

O Patriarca Ecumênico de Constantinopla Bartolomeu, nos últimos dias, havia denunciado os riscos de tal decisão: "Ela levará milhões de cristãos em todo o mundo contra o Islã". Em virtude de sua sacralidade, Santa Sofia, comentou o Patriarca, é um centro de vida "no qual Oriente e Ocidente se abraçam", e sua reconversão em um lugar de culto islâmico "será uma causa de ruptura entre estes dois mundos". No século XXI é "absurdo e prejudicial que Santa Sofia, de um lugar que agora permite que os dois povos se encontrem e admirem sua grandeza, possa se tornar novamente um motivo de oposição e confronto”.

Erdogan: toda crítica é um ataque à nossa independência

Respondendo às críticas, o presidente Erdogan defendeu a decisão invocando a "soberania nacional" e assegurando que as portas da Santa Sofia continuarão abertas a todos, muçulmanos e não-muçulmanos, como é o caso de todas as mesquitas: "Qualquer crítica", disse ele, "é um ataque à nossa independência". Centenas de crentes muçulmanos foram em frente à Santa Sofia gritar: "Alllah é grande". O chefe da Associação a Serviço das Fundações Históricas e do Meio Ambiente disse que continuar a deixar Santa Sofia como museu "faria mal a consciência das pessoas".

O pesar da UNESCO: Santa Sofia deve continuar sendo um símbolo de diálogo

A UNESCO lamentou profundamente a decisão da Turquia de mudar o "valor universal excepcional" do local, "um poderoso símbolo do diálogo". "Um país - diz a agência da ONU - deve certificar-se de que nenhuma mudança comprometa o extraordinário valor universal de um local em seu território que está na lista. Qualquer modificação deve ser notificada pelo país à Unesco e verificada pelo Comitê do Patrimônio Mundial".

Por Emanuela Campanile

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EVANGELIZAR, a partir de Jesus Cristo e na força do Espírito Santo, como igreja discípula, missionária e profética, alimentada pela Eucaristia e orientada pela animação bíblica, promovendo a catequese de inspiração catecumenal, a setorização e a juventude, à luz da evangélica opção preferencial pelos pobres, para que todos tenham vida (cf. Jo 10,10), rumo ao reino definitivo.

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