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O Papa nomeou núncio apostólico na Rússia dom Giovanni d’Aniello, até então núncio no Brasil

No Santuário Nacional de Aparecida (SP), em maio de 2014, na missa de acolhida aos novos bispos na 52ª Assembleia Geral do episcopado do Brasil, inspirado no Santo Padre, o núncio apostólico no Brasil dom Giovanni d’Aniello afirmou que os bispos “precisam ser pastores com cheiro de ovelhas”.  Esse princípio conduziu a presença do representante do Santo Padre no Brasil ao longo desses 8 anos, desde que foi nomeado para o Brasil em 10 de fevereiro de 2012.   Núncio no Brasil participa de expedição do barco Papa Franscico, no Pará, em fevereiro. No Brasil, dom Giovanni sempre foi uma presença próxima às Igrejas particulares, ora visitando as dioceses para conhecer as diferentes realidades de perto, inaugurando Igrejas, seminários, concedendo o pálio episcopal aos prelados. Sempre esteve acompanhado, de perto, a trajetória da CNBB, participando de suas reuniões e da Assembleia Geral (AG) dos bispos do Brasil todos os anos. Acompanhou a Igreja, sem contudo deixar de exercer com esmero seu papel como diplomata junto aos governos brasileiros.  O arcebispo italiano substituirá dom Celestino Migliore, que foi transferido para Paris. Dom d’Aniello é o representante diplomático da Santa Sé e do Papa no Brasil desde 10 de fevereiro de 2012. Antes de vir ao Brasil, dom Giovanni exerceu a nunciatura na Tailândia e no Camboja e foi delegado apostólico em Myanmar.  Dom Giovanni tem 65 anos, nasceu em Aversa (Itália), foi ordenado sacerdote em dezembro de 1978. É doutor em Direito Canônico. Ingressou no Serviço Diplomático da Santa Sé em 1983, tendo desempenhado a sua atividade junto às Representações Pontifícias do Burundi, Tailândia, Líbano, Brasil e Seção para as Relações com os Estados da Secretaria de Estado, no Vaticano. Foi nomeado núncio apostólico na República Democrática do Congo, em 2001, e em 2010, foi transferido para a Tailândia e Camboja.  O núncio apostólico é o representante da Santa Sé e tem status de Embaixador. O Brasil foi o primeiro país fora da Europa a receber um representante papal. O arcebispo de Belo Horizonte (MG) e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, dom Walmor Oliveira de Azevedo, gravou um vídeo agradecendo a dom Giovanni pelos serviço e tempo dedicado ao Brasil. Veja abaixo: Tirado do site da CNBB Nacional

Papa no Regina Coeli: que tenhamos a coragem de sair melhores desta crise

Não podia ser mais simbólico e significativo o Regina Coeli que marcou o reencontro do Papa Francisco com os fiéis reunidos na Praça São Pedro, o que não acontecia desde início de março: a Solenidade de Pentecostes. E ao se despedir dos presentes em um domingo primaveril e de temperatura amena - e antes ainda de pronunciar o tradicional “por favor, não se esqueçam de rezar por mim. Bom almoço e até logo” - o Santo Padre disse que temos “tanta necessidade da luz e da força do Espírito Santo. A Igreja tem necessidade disso, para caminhar concorde e corajosa, testemunhando o Evangelho; e disso tem necessidade toda a família humana, para sair desta crise mais unida e não mais dividida”. Aos tradicionais protocolos de segurança para ingressar na Praça São Pedro, somaram-se agora as medidas sanitárias preventivas ao contágio do coronavírus, ou seja, desinfetar as mãos com álcool gel, manter a distância de segurança, o uso de máscaras. Para atender a demanda de peregrinos que tende a crescer gradativamente e dar mais fluidez às filas em tempos de distanciamento social, foram instalados novos detectores de metal sob as colunatas de São Pedro. Missionárias da caridade na Praça São Pedro "Queridos irmãos e irmãs, bom dia! Agora que a praça está aberta, podemos voltar. É um prazer!" O Evangelho de São João proposto pela liturgia do dia inspirou a alocução do Santo Padre. De fato, a leitura “nos remete à noite da Páscoa e mostra-nos Jesus ressuscitado que aparece no Cenáculo, onde os discípulos haviam se refugiado. "Pôs-se no meio deles e disse-lhes: "A paz esteja convosco!"" Comunidade não reconciliada, não está pronta para a missão Estas primeiras palavras pronunciadas pelo Ressuscitado: "A paz esteja convosco" – explicou o Papa - devem ser consideradas mais do que uma saudação: “Expressam o perdão, o perdão concedido aos discípulos que, para dizer a verdade, o haviam abandonado. São palavras de reconciliação e de perdão. E também nós, quando desejamos paz aos outros, estamos dando o perdão e também pedindo perdão. Jesus oferece sua paz precisamente a esses discípulos que têm medo, que custam a acreditar no que viram, ou seja, o sepulcro vazio, e subestimam o testemunho de Maria Madalena e das outras mulheres. Jesus perdoa, perdoa sempre, e oferece sua paz aos sesus amigos. Não se esqueçam: Jesus nunca se cansa de perdoar. Somos nós que nos cansamos de pedir perdão.” Assim, ao perdoar e reunir os discípulos ao seu redor, “Jesus faz deles uma Igreja, a sua Igreja, que é uma comunidade reconciliada e pronta para a missão. Quando uma comunidade não é reconciliada, não está pronta para missão". “O encontro com o Senhor ressuscitado dá uma reviravolta na existência dos apóstolos e os transforma em testemunhas corajosas.” Tudo é orientado para a missão O Papa então, recorda que as palavras de Jesus que se seguem - "Como o Pai me enviou, assim também eu vos envio a vós” - fazem entender que os apóstolos são enviados para dar continuidade à mesma missão que o Pai confiou a Jesus: "Eu vos envio a vós": “não é tempo de estarem trancados nem de recordar com saudades dos "bons tempos" passados ​​com o Mestre”. E explica: A alegria da ressurreição é grande, mas é uma alegria expansiva, que não deve ser retida para si. No domingo do Tempo Pascal, ouvimos pela primeira vez esse mesmo episódio, após o encontro com os discípulos de Emaús, portanto o bom Pastor, os discursos de despedida e a promessa do Espírito Santo: tudo é orientado para fortalecer a fé dos discípulos - e também nossa - em vista da missão. E precisamente para animar a missão – disse o Papa -  que Jesus dá aos Apóstolos seu Espírito: "Soprou sobre eles e disse: "Recebei o Espírito Santo"": “O Espírito Santo é fogo que queima os pecados e cria homens e mulheres novos; é fogo de amor com o qual os discípulos poderão "incendiar" o mundo, aquele amor de ternura que privilegia os pequenos, os pobres, os excluídos ... Nos sacramentos do Batismo e da Confirmação recebemos o Espírito Santo com seus dons: sabedoria, entendimento, conselho, fortaleza, ciência, piedade, temor de Deus.” Sair fora dos muros de proteção Este último dom em particular, enfatizou o Santo Padre -  “é precisamente o oposto do medo que antes paralisava os discípulos: é o amor pelo Senhor, é a certeza da sua misericórdia e da sua bondade, é a confiança de poder seguir na direção por Ele indicada, sem que nunca nos falte sua presença e seu apoio”: A festa de Pentecostes renova a consciência de que em nós habita a presença vivificante do Espírito Santo; Ele também nos dá a coragem de sair fora dos muros protetores de nossos "cenáculos",  dos grupinhos, sem recostar-nos na vida tranquila ou fechar-nos em hábitos estéreis. Elevemos então nosso pensamento a Maria, ela estava ali, com os apóstolos, quando veio o Espírito Santo,  protagonista com a primeira comunidade da admirável experiência de Pentecostes, e peçamos a ela para que obtenha para a Igreja o ardente espírito missionário. Humanidade deve sair da crise mais unida e não mais dividida Depois de rezar o Regina Coeli, o Papa recordou que nunca se sai igual de uma crise como esta: Precisamos tanto da luz e da força do Espírito Santo! A Igreja precisa disso, para caminhar em harmonia e corajosamente, testemunhando o Evangelho. E toda a família humana precisa disso, para sair dessa crise mais unida e não mais dividida. Vocês sabem que de uma crise como esta não sai iguais, como antes; se sai ou melhores ou piores. Que tenhamos a coragem de mudar, de ser melhores, de ser melhores do que antes e de poder construir positivamente o pós-crise da pandemia. Por Vatican News

Nos Jardins Vaticanos, Papa confia humanidade à proteção divina

Unidos na oração para invocar a ajuda e o socorro da Virgem Maria e para confiar a humanidade ao Senhor. No final da tarde deste sábado, 30 de maio, o Papa Francisco rezou o Terço na Gruta de Lourdes nos Jardins Vaticanos, acompanhado por um grupo de leigos, cardeais, bispos, sacerdotes, religiosas, confiando a humanidade ao Senhor. A oração, transmitida em Mundovisão, foi promovida pelo Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização com o tema “Perseverantes e unidos na oração, junto com Maria (At 1,14)”. Santuários em todo o mundo estiveram unidos neste momento de oração, que também pediu a proteção materna da Virgem Maria para enfrentar a pandemia: Fátima, Lourdes, Guadalupe, Aparecida, Luján, Pompeia, Santa Maria dos Anjos em Assis, Chinquinquira na Colômbia, Imaculada Conceição em Washington, Elele na Nigéria, Czestochowa na Polônia, entre outros. A cerimônia teve início com o Santo Padre depositando um buquê de flores junto à imagem de Nossa Senhora de Lourdes, junto com todas as dores e esperanças da humanidade. Enquanto era entoada a “Ave Maria”, canção mariana bastante conhecida, o Santo Padre se detinha em oração silenciosa diante da imagem colocada na réplica na Gruta de Lourdes na França. "Nós nos colocamos sob o manto materno da Virgem Maria para confiar ao Senhor, por sua intercessão, toda a humanidade, tão duramente provada neste tempo de pandemia. Estamos unidos em oração com os Santuários e as famílias de todo o mundo na recitação do Santo Terço, na conclusão do mês dedicado a Nossa Senhora" foi salientado no início da oração. As Ave-Marias foram recitadas por diferentes categorias profissionais e sociais, representando ao menos em parte o universo das pessoas envolvidas direta ou indiretamente pela pandemia: um médico e uma enfermeira, em nome dos profissionais de saúde empenhados nos hospitais; uma pessoa curada e uma que perdeu um familiar, representando todos aqueles atingidos diretamente pelo sofrimento; um sacerdote, capelão de um hospital e uma religiosa enfermeira, representando os sacerdotes e consagrados que estiveram e estão próximos das pessoas provadas pela dor e pela doença; um farmacêutico e uma jornalista,  categorias profissionais que continuaram a desenvolver seu serviço em favor dos outros; um voluntário da Proteção Civil e sua família, representando todo o serviço de voluntariado, também policiais e bombeiros; uma jovem família, em cujo seio nasceu nestes dias uma criança, sinal da esperança e vitória sobre a morte. Na introdução do Terço, o Papa rezou a oração: Ó Maria,Vós sempre resplandeceis sobre o nosso caminhocomo um sinal de salvação e de esperança.Confiamo-nos a Vós, Saúde dos Enfermos,que permanecestes, junto da cruz, associada ao sofrimento de Jesus,mantendo firme a vossa fé.Vós, Salvação do Povo Romano,sabeis do que precisamose temos a certeza de que no-lo providenciareispara que, como em Caná da Galileia,possa voltar a alegria e a festadepois desta provação.Ajudai-nos, Mãe do Divino Amor,a conformar-nos com a vontade do Paie a fazer aquilo que nos disser Jesus,que assumiu sobre Si as nossas enfermidadese carregou as nossas dorespara nos levar, através da cruz,à alegria da ressurreição. Amém. À vossa proteção, recorremos, Santa Mãe de Deus; não desprezeis as nossas súplicas na hora da prova mas livrai-nos de todos os perigos, ó Virgem gloriosa e bendita. Após a oração do Terço, o Santo Padre recitou a seguinte oração a Maria: «À vossa proteção, recorremos, Santa Mãe de Deus». Na dramática situação atual, carregada de sofrimentos e angústias que oprimem o mundo inteiro, recorremos a Vós, Mãe de Deus e nossa Mãe, refugiando-nos sob a vossa proteção. Ó Virgem Maria, volvei para nós os vossos olhos misericordiosos nesta pandemia do coronavírus e confortai a quantos se sentem perdidos e choram pelos seus familiares mortos e, por vezes, sepultados duma maneira que fere a alma. Sustentai aqueles que estão angustiados por pessoas enfermas de quem não se podem aproximar, para impedir o contágio. Infundi confiança em quem vive ansioso com o futuro incerto e as consequências sobre a economia e o trabalho. Mãe de Deus e nossa Mãe, alcançai-nos de Deus, Pai de misericórdia, que esta dura prova termine e volte um horizonte de esperança e paz. Como em Caná, intervinde junto do vosso Divino Filho, pedindo-Lhe que conforte as famílias dos doentes e das vítimas e abra o seu coração à confiança. Protegei os médicos, os enfermeiros, os agentes de saúde, os voluntários que, neste período de emergência, estão na vanguarda arriscando a própria vida para salvar outras vidas. Acompanhai a sua fadiga heroica e dai-lhes força, bondade e saúde. Permanecei junto daqueles que assistem noite e dia os doentes, e dos sacerdotes que procuram ajudar e apoiar a todos, com solicitude pastoral e dedicação evangélica. Virgem Santa, iluminai as mentes dos homens e mulheres de ciência, a fim de encontrarem as soluções justas para vencer este vírus. Assisti os Responsáveis das nações, para que atuem com sabedoria, solicitude e generosidade, socorrendo aqueles que não têm o necessário para viver, programando soluções sociais e econômicas com clarividência e espírito de solidariedade. Maria Santíssima tocai as consciências para que as somas enormes usadas para aumentar e aperfeiçoar os armamentos sejam, antes, destinadas a promover estudos adequados para prevenir catástrofes do gênero no futuro. Mãe amadíssima, fazei crescer no mundo o sentido de pertença a uma única grande família, na certeza do vínculo que une a todos, para acudirmos, com espírito fraterno e solidário, a tanta pobreza e inúmeras situações de miséria. Encorajai a firmeza na fé, a perseverança no serviço, a constância na oração. Ó Maria, Consoladora dos aflitos, abraçai todos os vossos filhos atribulados e alcançai-nos a graça que Deus intervenha com a sua mão omnipotente para nos libertar desta terrível epidemia, de modo que a vida possa retomar com serenidade o seu curso normal. Confiamo-nos a Vós, que resplandeceis sobre o nosso caminho como sinal de salvação e de esperança, ó clemente, ó piedosa, ó doce Virgem Maria. Amém. Ao final, o Santo Padre fez uma saudação especial aos Santuários que se uniram à oração, agradecendo em espanhol, em particular,  os santuários da América Latina conectados. Vatican News

Comissão Nacional de Presbíteros registra mais de 100 casos confirmados de padres com Covid-19

A Comissão Nacional de Presbíteros (CNP), vinculada à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), divulgou nesta sexta-feira, 29 de maio, o número de padres do Brasil acometidos pela Covid-19. O levantamento traz a confirmação de 117 infectados e 14 mortes. Os dados, apresentados pela CNP, foram consolidados com base em consultas aos regionais da CNBB (atualmente 18) e apresentados em reunião na última quinta-feira, via online, com os membros da presidência da CNP juntamente com os presidentes das Comissões Regionais de Presbíteros. Pe. Jadilson, de Aracaju (SE), está curado Na tabela é possível constatar que o regional Norte 2 da CNBB, que abrange os estados do Pará e Amapá, é o que mais contabiliza infecções de padres por Covid (41) e mortes (05). Em segundo lugar, por número de infectados, está o regional Nordeste 2 que abrange os estados do Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e Alagoas. Foram contabilizados 19 infectados e uma morte. O regional Sul 1, que abrange o Estado de São Paulo, ocupa o terceiro lugar em número de infectados (13) e o segundo em número de mortes (03). “É de suma importância termos ciência do número de presbíteros infectados ou que vieram a óbito, em primeiro lugar para podermos estar em comunhão pela oração e comunhão espiritual; em segundo lugar para termos notícias de quantos irmãos infectados conseguiram vencer o vírus e assim alegrarmo-nos juntos”, informou a Comissão. A Comissão disse que a preocupação e motivação em dar visibilidade ao número de casos está ligada ao cuidado com os irmãos presbíteros, em sintonia com aquilo que foi refletido no 17° Encontro Nacional de Presbíteros, em 2018, que teve como tema “Presbítero: discípulo do Senhor, Pastor do Rebanho” e o lema “Cuidai de vós mesmos e de todo o Rebanho, pois o Espirito Santo vos constitui como guardiães” (Atos 20,28). “Este é um tempo de cuidar e nada mais justo do que cuidar dos cuidadores. Por isso, a CNP deseja saber como os presbíteros do Brasil estão se cuidando e, ao mesmo tempo, incentiva a todos para que cuidem bem de sua saúde física e psíquica para que possam continuar a sua missão de cuidadores”, afirmou a presidência da Comissão. Confira, aqui, a tabela disponibilizada pela CNP. Tirado do site da CNBB Nacional

Semana de Oração pela Unidade Cristã 2020 reforça a tradição bíblica da hospitalidade

A Semana de Oração pela Unidade Cristã (SOUC), celebrada de 24 a 31 de maio, foi preparada pelas Igrejas cristãs em Malta. Seu tema tem como base a inspiração bíblica contida nos Atos dos Apóstolos: “Eles nos demonstraram uma benevolência fora do comum”, e o lema é a expressão que se popularizou no Brasil: “Gentileza gera gentileza!”. Todos os anos, no dia 10 de fevereiro, muitos cristãos da ilha de Malta celebram a festa do naufrágio do Apóstolo Paulo, destacando e agradecendo a chegada da fé cristã nesse território. Conta a comunidade dos Atos dos Apóstolos que Paulo, em uma viagem a Roma, naufragou junto a um grupo de pessoas. Os que conseguiram sobreviver às intempéries foram parar na ilha de Malta. O assessor da Comissão Episcopal Pastoral para o Ecumenismo e o Diálogo Inter-religioso da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, padre Marcus Barbosa O texto dos Atos dos Apóstolos no capítulo 28, versículo 2, diz que “os nativos demonstraram uma benevolência fora do comum”. Sobre o significado e importância da acolhida da comunidade de Malta, na visão bíblica, o assessor da Comissão Episcopal Pastoral para o Ecumenismo e o Diálogo Inter-religioso da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, padre Marcus Barbosa, afirmou que a hospitalidade, a acolhida, a gentileza, “são virtudes altamente necessárias na busca da unidade dos cristãos; significa nos abrirmos ao outro, nos abrirmos às surpresas de Deus acontecidas no encontro com o outro”. “Como cristãos nos perguntamos: somos coniventes com o vírus da indiferença ou acolhemos com humanidade, testemunhando o amor gratuito e exagerado de Deus por cada um de nós?”, questionou padre Marcus. De acordo com ele, o tema da acolhida e da gentileza, manifestado na Semana de Oração pela Unidade Cristã 2020, é um farol de paz, de reconciliação. “É um farol de justiça para uma sociedade tão marcada por preconceitos, exclusões, indiferenças e ainda tão marcada por polarizações. Estamos muito felizes com a repercussão profunda, criativa e profética que a SOUC vem tomando neste ano”, salientou padre Marcus. Hospitalidade e fé cristã O texto dos Atos dos Apóstolos também mostra que ao chegar à ilha de Malta, o Apóstolo Paulo além de ser bem acolhido com uma extraordinária hospitalidade pelo povo nativo, também evangelizou a Ilha de Malta. Segundo o bispo de Ponta de Pedras, no Pará, e membro da Comissão para o Ecumenismo e o Diálogo Inter-religioso da CNBB, dom Teodoro Mendes Tavares, o povo de Malta recebeu a graça do Evangelho, e os próprios habitantes reconhecem até hoje que Paulo foi um instrumento de Deus, um enviado, um sinal da providência divina. “Praticando a hospitalidade com tanta gentileza, o povo Maltês recebeu sua recompensa divina”, afirma dom Teodoro. O bispo de Ponta de Pedras, no Pará, e membro da Comissão para o Ecumenismo e o Diálogo Inter-religioso da CNBB, dom Teodoro Mendes Tavares Dom Teodoro salienta que, além dessa passagem específica dos Atos dos Apóstolos, a hospitalidade faz parte da tradição bíblica e cristã. “A prática da hospitalidade é recomendada, sobretudo, para os estranhos, órfãos, peregrinos e viúvas”. Para exemplificar, o bispo citou que no Antigo Testamento, Abraão, acolheu os mensageiros de Deus e ofereceu-lhes hospedagem. “Abraão é conhecido como modelo de pessoa que tem o coração magnânimo e hospitaleiro, uma pessoa atenta e solidária com os outros”, diz o bispo. O fato é que sem saber, Abraão estava acolhendo o próprio Deus e por ter oferecido hospedagem aos mensageiros foi recompensado por Ele com a benção de um filho que tanto desejava. “Falando sobre a sagrada obrigação da prática da hospitalidade, o autor da carta aos hebreus recomenda que o amor fraterno permaneça, diz dom Teodoro. Dom Teodoro salientou, ainda, que nos tempos atuais vivemos marcados por um mundo de indiferença e individualismo, e que mais do que nunca precisamos ser hospitaleiros uns com os outros com extraordinária gentileza, tratamento afável e cristão. “Há mais de um século que a SOUC é celebrada por cristãos de todas as igrejas de comunidades cristãs. Todos temos o dever de rezar pela unidade cristã, seguindo o exemplo de Jesus que rezou pela unidade de seus discípulos antes da sua Paixão e morte na Cruz”, afirma o bispo. Dom Teodoro garante que devemos pedir para manter, reforçar e aperfeiçoar a unidade de Cristo. “A oração pela unidade cristã não se restringe a essa semana, mas deve tornar-se uma parte integrante da nossa oração divina e orante de todos os cristãos em todo o tempo e lugar”, finalizou o bispo. Celebração de abertura da SOUC No dia 25 de maio foi realizada a celebração de abertura. Confira, abaixo, o vídeo: Tirado do site da CNBB Nacional

Sábado, una-se ao Papa para a oração do Terço nos Jardins Vaticanos

No próximo dia 30 de maio, os católicos têm um encontro marcado com o Papa Francisco. No encerramento do mês mariano, como é tradição, o Papa rezará o terço nos Jardins Vaticanos às 17h30 locais (12h30 em Brasília). Mas, desta vez, o evento será transmitido em streaming, com comentários em português, diretamente da Gruta de Lourdes. A duração prevista é de uma hora. Os fiéis rezarão para pedir o auxílio e o consolo de Nossa Senhora para enfrentar a pandemia do coronavírus, inspirados pelo trecho dos Atos dos Apóstolos 1,14 "Todos se uniram constantemente em oração, juntamente com Maria". As dezenas serão rezadas por homens e mulheres representando as várias realidades tocadas pelo vírus: um médico, uma enfermeira, um paciente curado, uma pessoa que perdeu um familiar, um sacerdote, um capelão hospitalar, um farmacêutico, uma freira enfermeira, um representante da Defesa Civil, uma família cujo filho nasceu em meio à pandemia. Adesão dos santuários A iniciativa é do Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização. O presidente, Dom Rino Fisichella, escreve: “Aos pés de Maria, o Papa Francisco depositará as aflições e as dores da humanidade, ulteriormente agravadas pela difusão da Covid-19.” Para o Arcebispo, trata-se de mais um “sinal de proximidade e de consolação para aqueles que, de algum modo, foram atingidos pelo vírus, na certeza de que a Mãe Celeste não desatende os pedidos de proteção”. Santuários dos cinco continentes já deram sua adesão: Lourdes, Pompeia, Fátima, Częstochowa. Na América Latina, Guadalupe e Luján, entre outros. O Santuário de Aparecida também confirmou sua participação. O evento poderá se seguido através do nosso site e das redes sociais do Vatican News. Por Bianca Fraccalvieri Em Vatican News

Cardeal Sérgio da Rocha se despede de Brasília (DF) para se tornar o primaz do Brasil

No próximo sábado, dia 30 de maio, às 10h30, acontece a missa de despedida do cardeal Sérgio da Rocha da arquidiocese de Brasília, igreja à qual assumiu em 6 de agosto de 2011. A missa será transmitida pelas redes sociais da arquidiocese de Brasília direto da Catedral Metropolitana. Na ocasião será celebrado o Jubileu de 50 anos deste marco da arquitetura brasileira. Em coletiva de imprensa realizada na manhã desta quarta-feira, 27 de maio, o arcebispo eleito para a arquidiocese de Salvador (BA), primaz do Brasil, falou da nomeação de seu vigário-geral, o padre Jeová Elias Ferreira como novo bispo da diocese de Goiás (GO). Na ocasião, o arcebispo de Brasília também falou de seus momentos finais à frente da Igreja na Capital Federal do país. Em entrevista ao portal da CNBB, o cardeal disse que as palavras “comunhão” e “missão” definem o seu tempo de pastoreio em Brasília. “Na verdade, não simples palavras, são um programa de vida e de ação pastoral”, disse. Dom Sérgio disse que insistiu muito na comunhão na unidade. “Insisti que é preciso caminharmos unidos, uma vez que a missão é grande demais para ser assumida sozinho. Então precisávamos, e precisamos, caminhar unidos, entre nós, unidos aos bispos do Brasil, à nossa Conferência Episcopal, nossa Querida CNBB e unidos ao querido Papa Francisco”, afirmou. As Visitas Pastorais Missionárias foram citadas pelo cardeal como “uma das experiências mais agradáveis e que deram muitos frutos em Brasília”. Para o arcebispo, não são apenas visitas que o bispo realiza, mas visitas que o bispo realiza durante vários dias numa paróquia, acompanhado de padres, de um grande número de missionários, de leigos e leigas. “Eu creio que esta foi uma das marcas deste período que aqui estive”, afirmou. “Mais do que atividades o que conta mesmo foi esse período bonito de trabalho conjunto, convivência fraterna, e serviço que procurei fazer aqui”. Entre as atividades de destaque está a atuação do religioso como presidente da Conferência Nacional dos Bispo do Brasil de 2015 a 2019. Dom Sérgio foi criado cardeal pelo Papa Francisco no consistório realizado na basílica de São Pedro, em 19 de novembro de 2016, recebendo o título da basílica de Santa Cruz na Via Flaminia, em Roma. É membro do Conselho da Secretaria Geral do Sínodo dos Bispos (Vaticano), da Pontifícia Comissão para a América Latina (CAL) e da Congregação para o Clero. A posse do cardeal como arcebispo de Salvador (BA) está marcada para o dia 5 de junho, às 19h, na Catedral Metropolitana Transfiguração do Senhor (Catedral Basílica), localizada no Terreiro de Jesus, no Centro Histórico de Salvador. Abaixo, a íntegra da entrevista que ele concedeu ao portal da CNBB. 1 – O que mais marcou seu pastoreio nesses nove anos à frente da Igreja em Brasília? Seria muito difícil resumir de maneira justa toda a riqueza da experiência vivida aqui na arquidiocese de Brasília (DF). Eu me senti, em Brasília, muito acolhido e amado generosamente por essa Igreja querida, pelo clero e pelo povo pelo qual eu tenho uma gratidão imensa. É muito difícil resumir, em poucas palavras, ou indicar apenas uma atividade ou outra dentre tudo aquilo que foi vivenciado nesses anos. Mas eu costumo resumir em duas palavras, mais do que em atividades, a vivência desses anos. Tem sido divulgada uma série de atividades e iniciativas deste período, mas eu prefiro resumi-las em duas palavras: a palavra comunhão e a palavra missão. Que, na verdade, não são simples palavras, são um programa de vida e de ação pastoral. Desde a minha chegada em Brasília, eu insisti muito na participação de todos na vida da Igreja. Insisti muito na comunhão, na unidade. Insisti que é preciso caminharmos unidos, uma vez que a missão é grande demais para ser assumida sozinho. Então precisávamos, e precisamos, caminhar unidos, entre nós, unidos aos bispos do Brasil, à nossa Conferência Episcopal, nossa querida CNBB e unidos ao querido Papa Francisco. Tudo isso em vista da missão. Algumas pessoas até afirmam que “eu falava com tanta frequência de missão, de missionários”, que às vezes estranhavam quando não aparecia essas palavras em minhas pregações. E não foram apenas palavras. Foi, na verdade, uma insistência, graças a Deus, compartilhada pela arquidiocese de Brasília. Por isso, eu queria ressaltar uma das experiências, que em minha avaliação foi das mais agradáveis e deu muitos frutos em Brasília, as chamadas visitas pastorais missionárias. Que não são apenas visitas que o bispo realiza, mas visitas que o bispo realiza durante vários dias numa paróquia, acompanhado de padres, de um grande número de missionários, de leigos e leigas. Eu creio que essa foi uma das marcas deste período que aqui estive. Eu insisti muito também na formação de comunidades. De criar novas comunidades em toda parte do Distrito Federal de tal modo que nada ficasse sem a presença da Igreja. Foram criadas 23 paróquias no meu período. Não era tanto a criação de paróquias, mas a formação de comunidades, com espaços de participação das pessoas. Tive a graça de ordenar 80 padres aqui em Brasília. Muitos diáconos. Naturalmente, mais do que atividades o que conta mesmo foi esse período bonito de trabalho conjunto, convivência fraterna e serviço que procurei fazer aqui. Eu devo muito à graça e ao amor de Deus, mas devo também às pessoas me acompanharam. Eu não trabalhei sozinho. Se alguma coisa boa há, é compartilhado o mérito ou o fruto e é graça de Deus, tudo é graça. Contei com muita gente, nossos bispos auxiliares, o clero, as religiosas e religiosos, tantas pessoas consagradas, os fiéis, leigos e leigas, os movimentos, pastorais, associações… É uma riqueza imensa a Igreja em Brasília. Precisa ser melhor conhecida. E por fim, além das grandes celebrações na Catedral de Brasília, gostaria de destacar aqueles momentos, Corpus Christi e celebração de Nossa Senhora Aparecida na Esplanada dos Ministérios, que nem sempre todo mundo sabe que existe e são belíssimos. Poderiam ser melhor divulgados e compartilhados. São momentos muito bonitos de unidade e missão na vida da Igreja de Brasília. 2 – Quais expectativas para assumir a Igreja em São Salvador, a arquidiocese primacial do Brasil? Eu olho para a minha missão em Salvador (BA) primeiramente com muita esperança. Esperança que vem de Deus em saber que contamos com a presença de Jesus junto àqueles que envia. Acabamos de recordar o Evangelho e o mandamento de Jesus: “ide anunciar o Evangelho e fazer discípulos. Eu estarei com vocês, todos os dias, até o fim”. Essas palavras de Jesus me acompanham sempre. Vou com essa esperança. Vou com a esperança de contar com a colaboração de muita gente. Não dá para assumir sozinho a missão da Igreja que lá, em Salvador, também é muito exigente. A arquidiocese é muito grande. É a primeira do Brasil. Isto não é um título de honra, é responsabilidade eu me tornar um arcebispo primaz. Porque eu estou participando e vou começar a participar mais de perto de uma história longa, bonita, de vários séculos. Eu saio de Brasília, que é uma realidade recente de Igreja numa capital federal que não existia, e vou para a primeira capital do Brasil. O título de arcebispo primacial e arquidiocese primaz do Brasil claro que nos honra no sentido espiritual, mas é mais responsabilidade, não honraria, e estímulo para eu continuar servindo cada vez melhor e honrar a história daquela Igreja que é tão rica. Naturalmente, vou com esperança e esperando contar com a colaboração de todos. E já tenho recebido provas deste amor. Primeiramente quero agradecer de coração ao senhor arcebispo dom Murilo Krieger, aos bispos auxiliares, ao clero e até manifestações do povo de várias partes da Bahia que têm se manifestado de forma generosíssima, muito além do que podia imaginar. Por isso vou animar, apesar de sentir por ter que deixar Brasília onde constitui uma família, onde estou há 9 anos. Aqui me senti muito amado. E já começo a me sentir amado também pelo povo de Salvador. E, como tenho dito, já começo a fazer e já me sinto parte daquela Igreja querida. Tirado do site da CNBB Nacional

Nomeações para o Brasil

O Papa Francisco nomeou dois novos bispos para o Brasil. A Arquidiocese do Rio de Janeiro ganhou mais um auxiliar: trata-se do Pe. Célio da Silveira Calixto Filho, do clero da mesma Arquidiocese, até então pároco de “Nossa Senhora de Fátima”. O Pe. Célio nasceu em 8 de maio de 1973 em Passos, Diocese de Guaxupé (MG). Antes de empreender o percurso de formação para o sacerdócio, fez Engenharia Mecânica na Universidade Federal do Rio de Janeiro. Sempre no Rio, estudou na Faculdade de Filosofia “João Paulo II” (1996-1997) e no Instituto Superior de Teologia (1998-2001). Especializou-se em História da Filosofia na Faculdade de São Bento e fez a Licenciatura em Teologia na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (2014). Foi ordenado sacerdote em   setembro de 2002 e incardinado na Arquidiocese do Rio, onde desempenhou inúmeros cargos.   Atualmente, é Pároco de“Nossa Senhora de Fátima”, no Vicariato Episcopal Suburbano, e Membro do Cabido dos Canônicos da Catedral Metropolitana de São Sebastião do Rio de Janeiro. Renúncia e nomeação O outro novo bispo nomeado pelo Papa Francisco é para a diocese de Goiás. O Pontífice aceitou a renúncia de Dom Eugène Lambert Adrian Rixen e nomeou bispo o Pe. Jeová Elias Ferreira, do clero da Arquidiocese de Brasília, até então Vigário-Geral e Pároco de “Nossa Senhora de Nazaré” em Planaltina-DF». O Pe. Jeová nasceu em 24 de agosto de 1961 em Sobral (CE). Estudou Filosofia e Teologia no Seminário “Nossa Senhora de Fátima” da Arquidiocese de Brasília. Depois, obteve a Licenciatura em Teologia Pastoral em Bogotá (Colômbia).  Foi ordenado sacerdote em 30 de novembro de 1991 e incardinado na Arquidiocese de Brasília, na qual desempenhou inúmeros cargos. Atualmente, é Vigário-Geral e Pároco de  “Nossa Senhora de Nazaré” em Planaltina-DF. Vatican News

O Papa: a oração é um refúgio diante da onda do mal que cresce no mundo

“A oração dos justos” foi o tema da catequese do Papa Francisco na Audiência Geral desta quarta-feira (27/05), realizada na Biblioteca do Palácio Apostólico, por causa da pandemia de coronavírus ainda em andamento. “O desígnio de Deus para a humanidade é bom, mas em nossa vida cotidiana experimentamos a presença do mal. Os primeiros capítulos do Livro do Gênesis descrevem a expansão progressiva do pecado nas vicissitudes humanas”, ressaltou o Papa. O verme da inveja “Adão e Eva duvidam das intenções benevolentes de Deus, pensam que têm a ver com uma divindade invejosa, que impede a sua felicidade. Daí a rebelião: eles não acreditam mais num Criador generoso, que deseja sua felicidade. O seu coração, cedendo à tentação do maligno, é tomado por delírios de onipotência: “Se comermos o fruto da árvore, nos tornaremos como Deus”. E esta é a tentação: esta é a ambição que entra no coração. Mas a experiência segue na direção oposta: os seus olhos se abrem e descobrem que estão nus, sem nada. Não se esqueçam disso: o tentador é um mau pagador, ele paga mal”. O mal se torna ainda mais perturbador com a segunda geração humana. É mais forte: é a história de Caim e Abel. Caim tem inveja de seu irmão: há o verme da inveja. Embora seja o primogênito, ele vê Abel como um rival, alguém que ameaça a sua primazia. O mal aparece em seu coração e Caim não consegue dominá-lo. O mal começa a entrar no coração: os pensamentos são sempre de olhar mal o outro, com suspeita. E isso, também com o pensamento: “Este é ruim. Me fará mal. E isso vai  entrando no coração. Assim, a história da primeira fraternidade se conclui com um homicídio. Penso na fraternidade humana: guerras por toda parte. O resgate da esperança Segundo o Papa, “na descendência de Caim, se desenvolvem os trabalhos e as artes, mas se desenvolve também a violência, expressa pelo cântico sinistro de Lamec, que soa como um hino de vingança: «Por uma ferida, eu matarei um homem, e por uma cicatriz matarei um jovem. Se a vingança de Caim valia por sete, a de Lamec valerá por setenta e sete». A vingança: você fez, você pagará. Mas isso não diz o juiz, digo eu. Torno-me juiz da situação. Assim, o mal se espalha como uma mancha de óleo, até ocupar todo o quadro: «O Senhor viu que a maldade do homem crescia na terra e que todo projeto do coração humano era sempre mau». Os grandes afrescos do dilúvio universal e da torre de Babel revelam a necessidade de um novo início, assim como de uma nova criação que terá sua realização em Jesus Cristo”. No entanto, nessas primeiras páginas da Bíblia, está escrita também outra história, menos evidente, muito mais humilde e devota, que representa o resgate da esperança. Mesmo que quase todos se comportem de maneira brutal, fazendo do ódio e da conquista o grande motor das vicissitudes humanas, existem pessoas capazes de rezar a Deus com sinceridade, capazes de escrever o destino do homem de uma maneira diferente. A oração autêntica liberta dos instintos de violência E o Papa citou como exemplo Abel, que oferece a Deus um sacrifício de primícias. Depois da sua morte, Adão e Eva tiveram um terceiro filho, Set, de quem nasceu Enós, que significa mortal. Depois aparece Henoc, personagem que “caminha com Deus”, arrebatado por Deus. Por fim, Noé, um homem justo que “caminhava com Deus”, diante do qual Deus detém seu propósito de cancelar a humanidade. E Francisco acrescentou: Lendo essas histórias, tem-se a impressão de que a oração seja ao mesmo tempo um escudo, seja um refúgio do homem diante da onda do mal que cresce no mundo. Nós também rezamos para ser salvos de nós mesmos. É importante. Rezar: “Senhor, por favor, salva-me de mim mesmo, das minhas ambições, das minhas paixões. Salva-me de mim mesmo”. As pessoas que rezam nas primeiras páginas da Bíblia são homens promotores de paz: na verdade, a oração, quando é autêntica, liberta dos instintos de violência e tem um olhar voltado para Deus, para que Ele volte a cuidar do coração do homem. “Esta qualidade da oração é vivida por uma multidão de justos em todas as religiões”, disse ainda o Pontífice, citando o Catecismo da Igreja Católica. “A oração cultiva canteiros de renascimentos em lugares em que o ódio do homem só foi capaz de ampliar o deserto. A oração é poderosa, porque atrai o poder de Deus e o poder de Deus sempre dá vida: sempre. Ele é o Deus da vida e faz renascer”, frisou o Papa. A oração é sempre uma corrente de vida Segundo Francisco, “o senhorio de Deus passa pela corrente desses homens e mulheres, muitas vezes incompreendidos ou marginalizados no mundo. Mas o mundo vive e cresce graças à força de Deus que esses seus servidores atraem com a sua oração. São uma corrente que não é barulhenta, que raramente sai nas manchetes, mas é muito importante para restabelecer a confiança no mundo”. E o Papa contou uma história: “Lembro-me da história de um homem: um chefe de governo, importante, não desse tempo, de tempos passados. Ateu. Ele não tinha senso religioso em seu coração. Mas quando criança, ouvia a avó que rezava, e isso permaneceu em seu coração. Num momento difícil de sua vida, aquela lembrança voltou ao seu coração e disse: “Mas a avó rezava...”. Ele começou a rezar com as coisas que sua avó dizia e ali encontrou Jesus. A oração é sempre uma corrente de vida, sempre. Muitos homens e mulheres que rezam, rezam, semeiam vida. A oração semeia vida. A pequena oração... Por isso que é importante ensinar as crianças a rezar. Me dói quando encontro crianças e “faço o sinal da cruz”, e elas fazem assim, fazem um gesto: não sabem fazê-lo. Ensine as crianças a fazerem bem o sinal da cruz: é a primeira oração. Que as crianças aprendam a rezar. Depois, talvez, elas se esqueçam, sigam outro caminho; mas isso permanece no coração, porque é uma semente de vida, a semente do diálogo com Deus”. Francisco concluiu a sua catequese, afirmando que o caminho de Deus na história de Deus é transitado por essas pessoas. “Passou por um “resto” da humanidade que não se conformou com a lei do mais forte, mas pediu a Deus para realizar os seus milagres e transformar o nosso coração de pedra em coração de carne. E isso ajuda a oração: porque a oração abre a porta para Deus, para que transforme o nosso coração muitas vezes de pedra, num  coração humano. É preciso muita humanidade, e com a humanidade se reza bem”. Por Mariangela Jaguraba Em Vatican News

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