phone 

Cúria Diocesana

91 3425-1108

Encontro aprofunda riscos de implantanção de usina nuclear em Itacuruba (PE)

A diocese de Floresta (PE), com o apoio do Regional Nordeste 2 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB NE 2), promoveu nos últimos dias 5 e 6 um encontro para discutir a proposta de implantação de uma usina nuclear em Itacuruba (PE). Com participação de povos tradicionais da região, estudiosos do tema, políticos, além de leigos e religiosos, a Igreja local divulgou a “Carta de Floresta”. O manifesto reforça a necessidade da manutenção do diálogo sobre os impactos do complexo de seis reatores às margens do Rio São Francisco e sua real necessidade para o Brasil. O texto, inspirado no Evangelho de Cristo e nas palavras do Papa Francisco, também sustenta a importância de buscar o desenvolvimento sem esquecer dos mais pobres. No documento, os bispos manifestam que sentiram-se impelidos a escutar o povo de Itacuruba e da região do Sertão de Itaparica a respeito das esperanças e dos temores suscitados pelo projeto de implantação de um  complexo nuclear naquele município, à beira do rio São Francisco. “Escutar para entender, para se informar, para solidarizar-se, escutar como estilo de caminhar juntos, a fim de que todos possam ser protagonistas das suas vidas e do seu futuro”, diz o texto. “Conclamamos todos os homens e mulheres de boa vontade, independentemente de suas convicções político-ideológicas, a conhecerem os estudos técnicos e sócio-antropológicos relativos à temática, e a se comprometerem com a defesa e a promoção da vida dos povos, do Rio São Francisco e do meio ambiente como um todo, a fim de que “todos tenham vida e vida em abundância” (Jo 10,10)”– Carta de Floresta O evento Representantes de organizações sociais e bispos de diversas dioceses participaram do encontro, cujo objetivo foi conhecer os argumentos, contrários e a favoráveis, à instalação da da usina nuclear na região. Além dos especialistas, também foram ouvidas as comunidades da região que vivem da pesca e da agricultura e todos que podem ser impactados por um empreendimento desta magnitude. Em um momento do encontro, crianças de Belém do São Francisco fizeram uma apresentação sobre a situação das obras já realizadas com grandes impactos sociais. O evento contou com a presença do prefeito da cidade que disse não ser a favor e nem contra, revelou não ter conhecimento dos reais riscos de uma usina e está aberto a escutar e conhecer os dois lados. O grupo também dedicou a refletir sobre desastre de Brumadinho (MG). No dia 6 de novembro, após a missa, a professora Vânia Fialho e o professor Whodson apresentaram um estudo sobre os riscos da usina nuclear e entregaram o livro da Nova Cartografia Social, um boletim informativo sobre a história de Itacuruba, povos tradicionais, suas lutas e resistência. Leia a carta na íntegra: CARTA DE FLORESTA Floresta, 06 de novembro de 2019 A todas as pessoas de boa vontade,Às lideranças políticas do País, dos Estados da Bacia do Rio São Franciscoe, mais precisamente, do Sertão de Itaparica“Alegrai-vos com os que se alegram, chorai com os que choram” (Rm 12,15)   Nós, bispos, presbíteros, diáconos, religiosas, leigos e leigas, representantes das comunidades quilombolas e de povos indígenas, pesquisadores e estudantes, reunidos em Floresta – PE nos dias 5 e 6 de novembro de 2019, chamados, como cristãos, a sermos solidários com toda criatura humana e com a natureza, e a fazer da nossa vida e da nossa fé um sinal e um instrumento do amor de Deus para com todas as suas criaturas, sentimo-nos impelidos a escutar o povo de Itacuruba e da região do Sertão de Itaparica a respeito das esperanças e dos temores suscitados pelo projeto de implantação de um complexo nuclear naquele município, à beira do rio São Francisco. Escutar para entender, para se informar, para solidarizar-se, escutar como estilo de caminhar juntos, a fim de que todos possam ser protagonistas das suas vidas e do seu futuro. Em tudo, fomos conduzidos e iluminados pela constatação de que progresso e desenvolvimento só são verdadeiros e reais quando promovem a vida, a partir da vida dos mais necessitados, e não a economia e o lucro de uma restrita elite. Nossa primeira preocupação é com a vida de quantos moram na região, com o trabalho, a cultura, o futuro, a possibilidade de um crescimento e de um desenvolvimento de acordo com as suas caraterísticas, tradições, possibilidades e aspirações. O povo que mora em Itacuruba e na região tem rosto e tem nome, história que fala de promessas não cumpridas, quando foi tirado de sua terra pela construção das barragens da hidrelétrica, de esperanças frustradas pela impossibilidade de continuar a trabalhar dignamente para a sua vida, de depressão, de suicídio entre os jovens que não aceitam ter uma vida fútil e sem sentido, reduzida ao consumismo. Sentimos, nas falas deste povo, o drama de quem desejaria mostrar suas forças e energias para o presente e o futuro, mas não tem perspectivas. Esse povo não sente a necessidade de usina nuclear, não acredita em promessas que já ouviu trinta anos atrás e que resultaram na situaçãoproblemática em que hoje vive. Progresso não pode ser palavra bonita, mas vazia, não pode significar imposição de um modelo de vida baseado no ter e que acarreta problemáticas sociais muito fortes. Com quais instrumentos de conhecimento, com quais estruturas sociais o povo de Itacuruba e região irá enfrentar a transformação decorrente da chegada de muitas pessoas na sua terra? Quais serão as possibilidades de desenvolver harmoniosamente a sua vida no futuro próximo? Temos, de fato, uma grande responsabilidade também com as próximas gerações, pois as nossas escolhas, ainda mais em casos como este, sempre vão gerar consequências importantes. Diz o Papa Francisco na sua Encíclica Laudato Sí: “Que tipo de mundo queremos deixar a quem vai suceder-nos, às crianças que estão crescendo? Esta pergunta não toca apenas o meio ambiente de maneira isolada, porque não se pode pôr a questão de forma fragmentária. Quando nos interrogamos acerca do mundo que queremos deixar, referimo-nos sobretudo à sua orientação geral, ao seu sentido, aos seus valores… se esta pergunta é posta com coragem, leva-nos inexoravelmente a outras questões muito diretas: Com que finalidade passamos por este mundo? Para que viemos a esta vida? Para que trabalhamos e lutamos? Que necessidade tem de nós esta terra? Por isso, já não basta dizer que devemos preocupar-nos com as gerações futuras; exige-se ter consciência de que é a nossa própria dignidade que está em jogo” (LS 160). Por toda esta série de considerações, denunciamos os erros do passado e pensamos que eles deveriam nos ajudar a refletir melhor para que não sejam repetidos e, sobretudo, a não tomar decisões sem escutar os interessados. A saúde do rio São Francisco também nos preocupa, porque, dele e com ele, o nosso povo vive e cresce, e não pode ser considerado como um instrumento de lucro por uma técnica que sabe fazer muitas coisas, mas que, até agora, raramente foi colocada a serviço da vida plena da nossa casa comum. Todos aceitam com entusiasmo a possibilidade de uma vida melhor, mas isso significa acesso à educação e à saúde, possibilidade de um trabalho real e contínuo, justiça social e defesa das culturas; significa, sobretudo, unir a população e vislumbrar outros modelos de desenvolvimento pautados no princípio da dignidade da vida humana. É esse o tipo de desenvolvimento de que estamos precisando, algo que faça do povo de Itacuruba e região não pessoas que recebem uma “recompensa” por hospedarum complexo nuclear difícil de aceitar, mas que poderão afirmar sua plena pertença a um País e contribuir para o crescimento dele com humildade e ousadia. Conclamamos todos os homens e mulheres de boa vontade, independentemente de suasconvicções político-ideológicas, a conhecerem os estudos técnicos e sócio-antropológicos relativos à temática, e a se comprometerem com a defesa e a promoção da vida dos povos, do Rio São Francisco e do meio ambiente como um todo, a fim de que “todos tenham vida e vida em abundância” (Jo 10,10).   Dom Gabriel MarchesiBispo diocesano da Diocese de Floresta Dom Paulo Jackson Nóbrega de SousaPresidente da CNBB Regional NE 2 Dom Antônio Carlos Cruz SantosVice-Presidente da CNBB Regional NE 2 Dom Limacêdo Antonio da SilvaPresidente da Comissão RegionalPastoral para a Ação Sociotransformadora Retirado do site da CNBB

Bispos da Bolívia: “Não à violência, uma solução constitucional e pacífica"

“Em nome de Deus pedimos: cessem as ações de violência e preservem a vida e a paz. Mantenhamos o espírito pacífico que reinou no povo durante tanto tempo”, é o apelo dos Bispos da Conferência Episcopal da Bolívia, reunidos em um diálogo construtivo sobre a inédita situação que atravessa a Bolívia, com os Representantes da Comunidade Cidadania, dos comitês cívicos do país e do Comitê Nacional de Defesa da Democracia (CONADE). Não cometer atos vandálicos, nem de vingança Na Declaração, os Bispos bolivianos afirmam que, “o que acontece na Bolívia não é um golpe de Estado, dizemos isso diante dos cidadãos bolivianos e diante da comunidade internacional”. Por isso, os Pastores fazem um apelo aos bolivianos em prol da paz e para que não cometam atos vandálicos, nem de vingança, nem de nada que possam se arrepender mais tarde. “Todos nós temos – esclarecem os Bispos – a grave obrigação de defender a vida de todos os bolivianos. Em nome de Deus repetimos: cessem as ações de violência e preservem a vida e a paz. Mantenhamos o espírito pacífico que reinou no povo durante tanto tempo”. Preservar a vida e a liberdade de todos Além disso, os membros da Conferência Episcopal da Bolívia diante das várias situações de violência que vive o país, e que se agravaram sobretudo nos últimos dias, fazem um apelo “à Polícia Nacional e às Forças Armadas da nação para cumprirem com urgência seu papel constitucional de defesa da propriedade e das pessoas, preservando a vida e a liberdade de todos”. Uma solução constitucional e pacífica Por fim, os Bispos bolivianos invocam a toda a população a buscar uma solução constitucional e pacífica que leve a novas eleições, de forma que todo o povo possa expressar sua opinião com liberdade e paz. “Estamos todos de acordo em propor à Assembleia Nacional da Bolívia uma solução constitucional e pacífica – sublinharam os Pastores – para termos em breve um presidente constitucional”. Por Vatican News

Angelus: é na fraternidade que a vida é mais forte do que a morte

Depois desta peregrinação terrena, o que será da nossa vida? A este quesito existencial o Papa respondeu em sua alocução dominical, ao comentar o Evangelho do 32º Domingo do Tempo Comum. De quem será esposa? No trecho de Lucas (cfr Lc 20,27-38), Jesus oferece um ensinamento sobre a ressurreição dos mortos ao responder a uma pergunta insidiosa dos saduceus, que não acreditavam na ressurreição. A pergunta faz referência a um caso paradoxal: de quem será esposa, na ressurreição, uma mulher que teve sete maridos sucessivos, todos irmãos entre si, os quais um após o outro morreram? Jesus, porém, não cai na armadilha e replica que os ressuscitados no além "nem eles se casam nem elas se dão em casamento; e já não poderão morrer, pois serão iguais aos anjos, serão filhos de Deus, porque ressuscitaram". Com esta resposta, explicou o Papa, antes de tudo Jesus convida os seus interlocutores – e também a nós – a pensar que esta dimensão terrena em que vivemos agora não é a única, mas existe outra, não mais sujeita à morte, em que se manifestará plenamente que somos filhos de Deus. “É de grande consolação e esperança ouvir esta palavra simples e clara de Jesus sobre a vida além da morte; é disto de que precisamos no nosso tempo, tão rico de conhecimento sobre o universo, mas tão pobre de sabedoria sobre a vida eterna.” O mistério da vida Por trás da interrogação dos saduceus, prosseguiu Francisco, se esconde outra ainda mais profunda: depois desta peregrinação terrena, o que será da nossa vida? Jesus responde que a vida pertence a Deus, o qual nos ama a ponto de unir o seu nome ao nosso: é "o Deus de Abraão, o Deus de Isaac e o Deus de Jacó’.Deus não é Deus dos mortos, mas dos vivos, pois todos vivem para ele" (vv. 37-38). “A vida subsiste onde há relação, comunhão, fraternidade; e é uma vida mais forte do que a morte quando é construída sobre relações verdadeiras e laços de fidelidade.” Do contrário, acrescentou o Papa, não há vida onde se tem a pretensão de pertencer somente a si mesmos e viver como ilhas: nessas atitudes prevalece a morte. "É o egoísmo. Eu vivo para mim mesmo: estou semeando morte no meu coração." “Que a Virgem Maria nos ajude a viver todos os dias na perspectiva daquilo que afirmamos no Creio: 'Creio na ressurreição da carne e na vida eterna'.” Por Bianca Fraccalvieri Em Vatican News

Novembro Azul: a necessidade da prevenção contra o câncer de próstata

Novembro chegou trazendo com ele o mês de conscientização sobre o câncer de próstata. A campanha ‘Novembro Azul’ é um movimento mundial que reforça a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de próstata. Segundo o Instituto nacional do Câncer (INCA), a doença é o segundo tipo de câncer mais comum entre os homens brasileiros e as maiores vítimas são homens a partir dos 50 anos, além de pessoas com presença da doença em parentes de primeiro grau, como pai, irmão ou filho. Dom Roberto Ferreria Paz. Foto: CNBB O bispo de Campos (RS) e referencial da Pastoral da Saúde da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Roberto Ferreria Paz, ressalta a importância de vencer resistências e preconceitos a respeito do exame e diagnóstico do câncer de próstata. “É preciso elevar a autoestima e consciência masculina a respeito da sua saúde corporal e integral”, destaca. De acordo com o Ministério da Saúde, o câncer de próstata é o tumor que afeta a próstata, glândula localizada abaixo da bexiga e que envolve a uretra, canal que liga a bexiga ao orifício externo do pênis. Segundo o ministério, embora seja uma doença comum, por medo ou por desconhecimento muitos homens preferem não conversar sobre esse assunto. A Pastoral da Saúde na sua dimensão comunitária divulga e promove eventos de conscientização e educação sobre o tema. Já na sua dimensão política institucional nos conselhos e instâncias requisita atenção e verbas para as campanhas. De acordo com o Ministério da Saúde, o câncer de próstata é o tumor que afeta a próstata, glândula localizada abaixo da bexiga e que envolve a uretra, canal que liga a bexiga ao orifício externo do pênis. Esse câncer é o mais frequente entre os homens, depois do câncer de pele. Embora seja uma doença comum, por medo ou por desconhecimento muitos homens preferem não conversar sobre esse assunto. O Ministério apontou estimativas de 68.220 novos casos em 2018. Esses valores correspondem a um risco estimado de 66,12 casos novos a cada 100 mil homens, além de ser a segunda causa de morte por câncer em homens no Brasil, com mais de 14 mil óbitos. Segundo dom Roberto, é preciso dar testemunho da importância da prevenção e seguir o tratamento com amor à vida. De acordo com o Inca, quando o homem perceber sinais e sintomas sugestivos da doença, como: dificuldade de urinar; diminuição do jato de urina; necessidade de urinar mais vezes durante o dia ou à noite; e sangue na urina é preciso hora de procurar o médico para realizar exames. A detecção do câncer de próstata pode ser realizada com exames clínicos, laboratoriais ou radiológicos (diagnóstico precoce). Os homens sem sinais ou sintomas, mas pertencentes a grupos com maior chance de ter a doença, podem realizar com exames de toque retal e de sangue para avaliar a dosagem do PSA (Antígeno Prostático Específico). Novembro Azul e o bigode A campanha mundial de prevenção do câncer de próstata, conhecida como Movember (Moustache + November em inglês, ou seja, “bigode” e “Novembro”), surgiu em 1999, quando um grupo de amigos reunidos em um pub, na Austrália, teve a ideia de deixar o bigode crescer durante todo o mês como apoio à conscientização da saúde masculina e arrecadação de fundos para doação a instituições de caridade. O mês de novembro foi o escolhido justamente por comemorar no dia 17 o Dia Mundial de Combate ao Câncer de Próstata. A campanha foi um sucesso e, em 2004, foi criada a Movember Foundation Charity. A partir disso, as ações foram difundidas por todo o mundo. Foto de capa: pixabay Retirado do site da CNBB

Papa: a prisão é o reflexo da sociedade. É mais fácil reprimir do que educar

É mais fácil reprimir do que educar: palavras do Papa Francisco esta manhã, ao receber em audiência, no Vaticano, os participantes do Encontro sobre o Desenvolvimento Humano Integral e a Pastoral Penitenciária Católica. Em seu discurso, o Pontífice reiterou o conceito de que a situação dos cárceres segue sendo o reflexo da nossa realidade social e consequência de nosso egoísmo e indiferença sintetizados na cultura do descarte. Muitas vezes, afirmou, a sociedade procura no isolamento e no encarceramento a solução última aos problemas da vida em comunidade. Para isso, com frequência toma medidas desumanas, justificando-as em uma suposta busca do bem e da segurança, destinando grandes quantidades de recursos públicos para reprimir os infratores. Ao invés, deveria investir energias em procurar a promoção do desenvolvimento integral das pessoas para reduzir as circunstâncias que favorecem a realização do crime. “É mais fácil reprimir que educar - diria que é mais cômodo também -, negar a injustiça presente na sociedade e criar estes espaços para fechar no esquecimento os infratores, do que oferecer igualdade de oportunidades de desenvolvimento a todos os cidadãos.” Superar a estigmatização Francisco dedicou ampla parte do seu discurso para falar dos processos de reinserção. Muitos desses processos fracassam porque na experiência prisional o detento vive a sua despersonalização. Já uma verdadeira reinserção social começa garantindo oportunidades de desenvolvimento, educação e acesso à saúde. O Pontífice convida a superar a estigmatização de quem cometeu um erro. “Se esses irmãos e irmãs já descontaram a pena pelo mal cometido, por que se coloca sobre seus ombros um novo castigo social com a rejeição e a indiferença? Em muitas ocasiões, esta aversão social é um motivo a mais para expô-los a reincidir nas próprias faltas.” Horizonte e maternidade Antes de concluir, Francisco propôs à reflexão dos presentes duas imagens: a do horizonte e a da maternidade. Para ele, não se pode falar de punição humana sem horizonte. "Até mesmo a punição perpétua - para mim discutível -, tem que ter um horizonte. Ninguém pode mudar de vida se não vê um horizonte." A segunda imagem remeteu o Papa a Buenos Aires, quando em visita pastoral observava a fila de mães fora do cárcere para visitar os detentos. Elas não sentiam vergonha, porque iam visitar sem filhos. "Que a Igreja aprenda a maternidade dessas mulheres e aprenda os gestos de maternidade para com os presos." Silêncio generoso Por fim, o Papa dirigiu palavras de encorajamento aos agentes de pastoral. “Peço a Deus por cada pessoa que, a partir do silêncio generoso, serve a estes irmãos, reconhecendo neles o Senhor. Congratulo-me por todas as iniciativas com as quais assistem também pastoralmente às famílias dos detentos e as acompanham neste período de grande provação, para que o Senhor abençoe a todos.” As Marias do nosso tempo A Pastoral Carcerária Nacional participou do encontro com o Papa Francisco. O Padre Gianfranco Graziola comentou sobre a mensagem do Pontífice aos presentes, em especial, sobre "as Marias de nosso tempo, que ficam perto da cruz, e dos Cristos crucificados de nossa humanidade": Ouça Pe. Graziola da Pastoral Carcerária Nacional Por Bianca Fraccalvieri Em Vatican News

Roda de Conversa na CNBB marca o Dia Mundial dos Pobres, convocado pelo Papa Francisco

O versículo bíblico “a Esperança dos pobres jamais se frustrará”, do Salmo 9-19, escolhido pelo Papa Francisco como mote do terceiro Dia Mundial dos Pobres foi o fio condutor que motivou a partilha de experiências de cerca de 70 lideranças de diferentes organizações sociais da sociedade e da Igreja em roda de conversa realizada hoje, 7 de novembro, pela Comissão Episcopal Pastoral para a Ação Sociotransformadora da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) em parceria com a Cáritas Brasileira e pelas Pastorais Sociais da Igreja no Brasil. Sistematização do debate pela Kairós Pensamento Visual. Foto: Assessoria de Comunicação da CNBB/Fernando Cristino Reis Os representantes das organizações foram convidados a falar dos desafios enfrentados na atual conjuntura e sobre as alternativas e principais ações do grupo na superação das desigualdades. Duas representantes do Kairós Pensamento Visual sistematizaram, em um quadro, os principais pontos de reflexão apontados pelo grupo. Para o bispo auxiliar de Curitiba, dom Francisco Cota, membro da Comissão Sociotransformadora da CNBB, a roda foi muito significativa para conhecer as iniciativas que estão sendo realizadas dentro da Igreja, por meio das Pastorais Sociais e organismos voltados para a ação sociotransformadora, e também para ouvir tantos organismos da sociedade civil com suas experiências de lutas e esforços para a garantia de direitos à população que vive em situação de pobreza e exclusão. Segundo dom Francisco, com o Dia Mundial dos Pobres, o Papa Francisco nos convoca a sermos uma Igreja solidária. Para isto, segundo ele, é necessário atuar na assistência imediata aos pobres e, ao mesmo tempo, desenvolver ações para mudar a realidade da pobreza. Ele chamou a atenção para a pesquisa divulgada, dia 6 de novembro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que apontou a existência de 13,500 mil brasileiros vivendo em condições de extrema pobreza no país. Para a representante da Pastoral da Mulher Marginalizada, Maria Augusta, de São Paulo (SP), só a organização de uma rede humana será capaz de propôr alternativas ao modelo de exclusão e alimentar a esperança de transformação da realidade da miséria no Brasil. Sintonia com o Papa – Fernando Zambam, diretor executivo da Cáritas Brasileira, destacou que a atividade marca o lançamento, na Igreja no Brasil, da 3ª Jornada Mundial dos Pobres a partir de uma convocação do Papa Francisco que instituiu o Dia Mundial dos Pobres. “Por isto buscamos, em sintonia com o Papa, realizar este momento importante onde as pessoas pudessem sair da realidade e ir ao encontro de situações de pobreza de nosso país”, disse. Para ele, esta experiência busca ser um impulso para que em outras comunidades, paróquias e dioceses do Brasil realizem ações que mobilizem para a realidade de mais de 13 milhões de pessoas que vivem na miséria  no Brasil. “Esta jornada é um exercício de conversão à solidariedade e do reconhecimento de que há esta situação e, portanto, um convite para nos sensibilizar e nos solidarizar com as pessoas que vivem a extrema pobreza e, junto com elas, encontrar as soluções que vão desde pequenas ações em coletas nas comunidades, passando pelo desenvolvimento e construção de projetos à incidência em instâncias maiores junto a governos para a construção de políticas públicas mais adequadas”, disse. Plantio de um pé de pequi, árvore típica do Cerrado. Foto: Assessoria de Comunicação da CNBB/Fernando Cristino. A atividade terminou com o plantio de uma muda de pequi, uma árvore do Cerrado brasileiro, no pátio da sede da CNBB. Enquanto dom Francisco e lideranças das pastorais sociais e organizações sociais plantavam  a muda, o grupo cantava o refrão da música: “A terra é Santa, a terra é de Deus, a terra é do povo, a terra é de todos nós”. Participaram da roda de conversa representantes da Cáritas Brasileira, Rede Eclesial Pan-Amazônica (Repam), Rede Celebra de Liturgia, Comissão Especial para o Enfrentamento ao Tráfico Humano e Comissão para o Laicato da CNBB, Serviço Pastoral dos Migrantes, Conselho Pastoral de Pescadores, Pastoral da Mulher Marginalizada, povo indígena Akratikatêjê do Pará, Assentamento Renascer e Ecovila de Sobradindo (DF), Movimento de Mulheres Camponesas e Movimento Nacional de População de Rua. Retirado do site da CNBB

Audiência: anunciar Cristo construindo pontes, nada de agressão

Quarta-feira é dia de Audiência Geral no Vaticano e o Papa Francisco se reuniu com milhares de fiéis e peregrinos na Praça São Pedro não obstante o mau tempo. Em sua catequese, o Pontífice deu prosseguimento à sua “viagem” com o livro dos Atos dos Apóstolos, comentando o capítulo 17: “Esse, pois, que vós honrais, não o conhecendo, é o que eu vos anuncio”. Olhos de fé Este trecho narra a chegada de Paulo ao coração da Grécia: Atenas. Ali, o Apóstolo tem um impacto com o paganismo, mas ao invés de fugir, busca uma ponte para dialogar com aquela cultura, reunindo-se com as pessoas mais significativas. “Paulo não olha a cidade de Atenas e o mundo pagão com hostilidade, mas com os olhos da fé”, explicou Francisco. E isso nos faz interrogar sobre o nosso modo de olhar as nossas cidades: “Nós as observamos com indiferença? Com desprezo? Ou com a fé que reconhece os filhos de Deus em meio às multidões anônimas?”, questionou o Papa. Abrir uma brecha Paulo escolhe o olhar que o leva a abrir uma brecha entre o Evangelho e o mundo pagão. No coração de uma das instituições mais célebres do mundo antigo, o Areópago, ele realiza um extraordinário exemplo de inculturação da mensagem da fé: anuncia Jesus Cristo aos adoradores de ídolos, e não o faz agredindo, mas fazendo ponte, “pontífice”. Em seu discurso, o Apóstolo se inspira no altar da cidade, dedicado a um “deus desconhecido”, para então anunciar Aquele que os homens ignoram, e todavia conhecem-No: o Ignorado-Conhecido, disse o Papa, citando uma expressão de Bento XVI E convida todos a irem além dos templos da ignorância e a optarem pela conversão em vista do juízo iminente. Paulo chega assim ao kerygma e faz alusão a Cristo, sem citá-lo. Construir pontes A este ponto, a pregação do Apóstolo encontra um desafio: a morte e a ressurreição de Cristo é interpretada como tolice e suscita zombaria e escárnio. Paulo se afasta e a sua tentativa está prestes a falir quando alguns aderem à sua palavra e se abrem à fé. “Peçamos também nós hoje ao Espírito Santo, concluiu Francisco, que nos ensine a construir pontes com a cultura, com quem não crê ou com quem tem um credo diferente do nosso. Sempre construir pontes, com a mão estendida, nada de agressão. Peçamos a capacidade de inculturar com delicadeza a mensagem da fé, depositando sobre quem não conhece Cristo um olhar contemplativo, movido por um amor que aquece os corações mais endurecidos.” Por Vatican News

Papa Francisco eleva Santarém à arquidiocese, Xingu à diocese e cria prelazia com sede em Tucumã

Na manhã de hoje, 06 de novembro, Dom Alberto Taveira Corrêa, Arcebispo de Belém do Pará, tornou público durante coletiva de imprensa, uma série de novidades para todos os católicos do Pará; uma nova Província Eclesiástica, com criação de Arquidiocese; uma Prelazia elevada a Diocese; e a criação de uma nova Prelazia. São frutos da recente Assembleia Especial do Sínodo dos Bispos para a Pan-Amazônia, que ocorreu no mês de outubro na Santa Sé. Na divulgação realizada pela Santa Sé, às 12h (horário local) e 8h em Belém, o Papa Francisco anuncia que, na data de hoje, cria a Província Eclesiástica de Santarém, elevando a Diocese à condição de Arquidiocese e Sede da nova Província. Para a arquidiocese, o Santo Padre nomeou Dom Irineu Roman, da Congregação de São José – também conhecida por Josefinos de Murialdo, como o primeiro Arcebispo Metropolitano. A instalação da nova arquidiocese e a posse de Dom Irineu Roman será no dia 2 de fevereiro, Festa da Apresentação do Senhor, às 9h, na Catedral de Nossa Senhora da Conceição – Igreja Matriz de Santarém – PA. A recente província terá como sufragâneas (dependentes): a Diocese de Óbidos-PA; a nova Diocese do Xingu-Altamira, com sede em Altamira-PA, até então prelazia, a ser elevada diocese em 1º de fevereiro. Mantém como Bispo Dom João Muniz Alves, O.F.M; Também fará parte da nova circunscrição a Prelazia de Itaituba-PA, que tem como bispo Dom Frei Wilmar Santin, O.Carm.   Hoje também é criada a nova Prelazia do Alto Xingu-Tucumã, com Sede em Tucumã-PA, a ser instalada no dia 9 de fevereiro, e contará como o primeiro Bispo Prelado, Frei Jesús María López Mauleón OAR, que será ordenado bispo no dia 29 de dezembro, em Fortaleza-CE. A partir da nova criação, as Províncias Eclesiásticas de Belém do Pará e de Santarém passam a dividir geograficamente o Estado do Pará, sendo que a Arquidiocese de Belém passará a ter 8 dioceses e 2 prelazias. Já Santarém passa a ter 2 dioceses e 1 prelazia.   ENTENDA OS TÍTULOS E NOMENCLATURAS Padre Silvestre Sales (Mestre em Direito Canônico, Reitor do Seminário Diocesano de Castanhal e professor na Faculdade Católica de Belém) detalha sobre o título de bispo e suas funções na Igreja Católica, bem como as diferenças entre Arquidiocese, Diocese e Prelazia. Os Bispos e sua função na Igreja Católica Os Bispos, como legítimos sucessores dos Apóstolos, recebem do próprio Deus a missão de santificar, ensinar e governar a porção do Povo de Deus a eles confiada, em comunhão com o Papa – cum Petro et sub Petro –, no colégio episcopal, zelando por toda a Igreja. Como sacerdote, mestre e pastor de seu rebanho, cabe ao bispo presidir, em nome de Deus, a sua Diocese, em favor de todo o Povo de Deus. O Bispo possui a plenitude do sacramento da Ordem e, distribui as graças de Deus, garantindo na Igreja local os dons da graça recebido do próprio Senhor. Logo, ordena para o serviço de Deus os diáconos e presbíteros, confere o sacramento da Confirmação e, com a colaboração de seus sacerdotes, apascenta todos os fiéis confiados a seu pastoreio (cf. cân. 375). O Bispo é, na Igreja particular, o centro da comunhão em Cristo.  Prelazia A prelazia é uma porção do povo de Deus em um determinado território, “cujo cuidado, por circunstâncias especiais, é confiado a um prelado […], que a governa como seu próprio pastor, à semelhança do Bispo Diocesano” (cân.  370). A Prelazia, por ainda não possuir as condições necessárias para ser constituída como Igreja Diocesana, é confiada a um Bispo Prelado, pertencente a uma congregação religiosa, que, com seus confrades, exerce o cuidado pastoral desta parcela do povo de Deus. Diocese Diocese é “uma porção do povo de Deus confiada ao pastoreio do Bispo com a cooperação do presbitério, de modo tal que, unindo-se ela ao seu pastor e, pelo Evangelho e pela Eucaristia, reunida por ele no Espírito Santo, constitua uma Igreja particular” (cân. 369). É, portanto, a Igreja local de uma região geograficamente determinada que está sob o cuidado pastoral de seu próprio Bispo, com seu próprio presbitério. Arquidiocese Entre as Dioceses, há algumas que, por sua antiguidade e importância, recebem do Papa o título de Arquidioceses (do grego “arché”, significa “princípio”, “início”, “a mais antiga”), geralmente, uma grande Metrópole. Cada Arquidiocese, portanto, exerce a primazia sobre as demais Dioceses de sua região (Província Eclesiástica).  Cada Arquidiocese tem como autoridade máxima um Arcebispo (ou Metropolita), que, sacramentalmente, é um Bispo como os demais, porém, por estar à frente de uma Arquidiocese, tem também autoridade e precedência de honra sobre os demais Bispos de sua Província Eclesiástica. Retirado do site da CNBB N2: http://cnbbn2.com.br/

Liturgia

Clique e leia a liturgia diária

Calendário

Calendário de pastoral da Diocese
Encontro aprofunda riscos de implantanção de usina nuclear em Itacuruba (PE)
Encontro aprofunda riscos de implantanção de usina nuclear em Itacuruba (PE)
A diocese de Floresta (PE), com o apoio do Regional Nordeste 2 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB NE 2), promoveu nos últimos dias 5 e 6 um encontro para discutir a proposta de impla...
Bispos da Bolívia: “Não à violência, uma solução constitucional e pacífica"
Bispos da Bolívia: “Não à violência, uma solução constitucional e pacífica
“Em nome de Deus pedimos: cessem as ações de violência e preservem a vida e a paz. Mantenhamos...
Angelus: é na fraternidade que a vida é mais forte do que a morte
Angelus: é na fraternidade que a vida é mais forte do que a morte
Depois desta peregrinação terrena, o que será da nossa vida? A este quesito existencial o Papa re...
Novembro Azul: a necessidade da prevenção contra o câncer de próstata
Novembro Azul: a necessidade da prevenção contra o câncer de próstata
Novembro chegou trazendo com ele o mês de conscientização sobre o câncer de próstata. A campanh...

Sobre a Diocese

EVANGELIZAR, a partir de Jesus Cristo e na força do Espírito Santo, como igreja discípula, missionária e profética, alimentada pela Eucaristia e orientada pela animação bíblica, promovendo a catequese de inspiração catecumenal, a setorização e a juventude, à luz da evangélica opção preferencial pelos pobres, para que todos tenham vida (cf. Jo 10,10), rumo ao reino definitivo.

Boletim de Notícias

Deixe seu e-mail para ser avisado de novas publicações no site da Diocese de Bragança: