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CNBB emite nota sobre o enfraquecimento da participação social nos conselhos paritários

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) emitiu nota, na tarde desta quinta-feira, 19 de setembro, sobre o enfraquecimento da participação da sociedade civil brasileira nos conselhos paritários, legítimos espaços de participação e controle social das políticas públicas. No documento, a entidade afirma que “o governo não pode agir sozinho. A sociedade civil tem que participar. Não se pode desmontar as estruturas de participação social que exercem papel fundamental para nossa nação. Os clamores do povo, suas necessidades e a sensibilidade social vêm exatamente dessa participação e impactam a formulação das políticas públicas”. Conheça a íntegra da nota: Nota sobre os Conselhos Paritários A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) acompanha com apreensão a postura que o Executivo Federal vem adotando em relação aos conselhos paritários, legítimos organismos de participação popular na gestão da sociedade brasileira. A recente publicação do Decreto nº 10.003/19, que altera procedimentos no Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (CONANDA), explicita esse modus operandi. A medida, de maneira abrupta, destituiu os conselheiros da sociedade civil, legitimamente eleitos e no exercício do mandato vigente. Além disso, violou o princípio da democracia participativa, oriundo da Constituição Federal, demonstrando uma equivocada compreensão dessa questão. O governo não pode agir sozinho. A sociedade civil tem que participar. Não se pode desmontar as estruturas de participação social que exercem papel fundamental para nossa nação. Os clamores do povo, suas necessidades e a sensibilidade social vêm exatamente dessa participação e impactam a formulação das políticas públicas. Os bispos do Brasil exortam todos os conselheiros e conselheiras, ligados às diversas instâncias governamentais do nosso país, a manterem a esperança. Acreditando na força do diálogo, esperam a revisão do decreto 10.003/19, bem como da postura em relação aos conselhos paritários. A cidadania e a democracia participativa contribuem para a construção de uma nação mais justa, fraterna, solidária e democrática. Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, continue intercedendo pelo nosso País. Brasília-DF, 19 de setembro de 2019 Dom Walmor Oliveira de AzevedoArcebispo de Belo Horizonte – MGPresidente da CNBB Dom Jaime SpenglerArcebispo de Porto Alegre – RS1º Vice-Presidente da CNBB Dom Mário Antônio da SilvaBispo de Roraima – RR2º Vice-Presidente da CNBB Dom Joel Portella AmadoBispo Auxiliar de S. Sebastião do Rio de Janeiro – RJSecretário-Geral da CNBB Disponível no site da CNBB

Concluída reunião do C6: releitura e modificação do esboço da nova Constituição Apostólica

Concluiu-se nesta quinta-feira (19/09), no Vaticano, a 31ª reunião do Conselho de Cardeais, conforme a nota divulgada pela Sala de Imprensa da Santa Sé. O Conselho de Cardeais Participaram da reunião, que teve início na última terça-feira, 17, o secretário de Estado, cardeal Pietro Parolin, o arcebispo de Tegucigalpa, cardeal Óscar Andrés Rodríguez Maradiaga, o arcebispo de Munique e Freising, cardeal Reinhard Marx, o arcebispo de Boston, cardeal Sean Patrick O'Malley, o presidente do Governatorato do Estado da Cidade do Vaticano, cardeal Giuseppe Bertello, e o arcebispo de Mumbai (ex-Bombaim), cardeal Oswald Gracias. Também tomaram parte da reunião, o secretário do Conselho de Cardeais, dom Marcello Semeraro, bispo de Albano, e o secretário adjunto, dom Marco Mellino. O Papa Francisco participou também dos trabalhos na manhã desta quinta-feira, segundo sua agenda de compromissos. As sessões de trabalho se realizaram das 9h às 12h30 e das 16h30 às 19h, e concluíram-se ao meio-dia desta quinta-feira. Terminada a primeira releitura Conforme previsto, a atividade dessa reunião do Conselho de Cardeais concentrou-se na releitura e modificação do esboço da nova Constituição Apostólica, com base nas várias contribuições que chegaram das Conferências Episcopais, das observações dos dicastérios da Cúria Romana e das sugestões fornecidas pelos organismos interessados. Essa primeira releitura, que chegou ao fim, foi marcada pela escuta e reflexão que responde às indicações do Santo Padre relativas à comunhão e sinodalidade. Próxima reunião A próxima reunião do Conselho de Cardeais está prevista para os dias 2, 3 e 4 de dezembro deste ano.  O Conselho estabeleceu também o calendário das reuniões para 2020. A nova Constituição Apostólica substituirá a “Pastor Bonus” de São João Paulo II, em vigor desde 28 de junho de 1988, composta por 193 artigos, 2 Adnexum e modificações sucessivas introduzidas por Bento XVI e Francisco. Por Vatican News

As urgências de um novo modo de se pensar a vida: “Uma pessoa vale mais que o mundo”

O suicídio é um problema de saúde pública no Brasil e os casos têm crescido principalmente entre os jovens. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o suicídio já é a segunda causa de morte entre jovens de 15 a 29 anos, no mundo. No Brasil, já é a quarta maior. Dados da OMS apontam que 32 brasileiros se suicidam diariamente. Dom Walmor Oliveira de Azevedo   O arcebispo de Belo Horizonte (MG) e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Walmor Oliveira de Azevedo, escreveu um artigo que chama a atenção para essa problemática do suicídio. Com o título: “Uma pessoa vale mais”, o artigo cita a francesa, fundadora da Congregação das Irmãs do Bom Pastor, Santa Maria Eufrásia Pelletier, que há duzentos anos atrás, gritou misticamente: “Uma pessoa vale mais que o mundo”. Segundo o artigo, ela gritou, especialmente, em defesa da mulher, naquela época, pouco valorizada e reconhecida. Esse gesto precisa ecoar no coração da sociedade pós-moderna para o enfrentamento de tudo aquilo que empurra para o alto, de modo assustador, as estatísticas dos milhares de seres humanos que desistem de viver. É uma situação alarmante. Dom Walmor aponta no texto que: “a cada 40 segundos uma pessoa, no mundo, se suicida. Esses números, algumas vezes omitidos em respeito à dor daqueles que vivem o luto, ou por falta de coragem de se dedicar a um complexo problema e, ainda, quem sabe, pela indiferença gélida que compassa as dinâmicas da atualidade, comprovam a urgência de entendimentos e de reações que impulsionem a recuperação daquilo que, após perdido, faz a vida também perder o seu sentido”. Segundo a OMS, nove em cada dez mortes por suicídio podem ser evitadas. A prevenção é fundamental para reverter essa situação, garantindo ajuda e atenção adequadas. Para a organização, a primeira medida preventiva é a educação. É preciso perder o medo de se falar sobre o assunto. Com o tema: o #ComoVaiVocê, a campanha do setembro amarelo deste ano busca chamar a atenção da população sobre a importância dessa discussão. De acordo com o Centro de Valorização da Vida (CVV), a sociedade em geral precisa reconhecer sinais, diferenciar mitos e verdades, ouvir profissionais e ter acesso a formas de apoio. Segundo o CVV, falar também é a melhor solução já que a pessoa que pensa em suicídio sofre uma grande dor e não vê saída para ela. Em geral, quem pensa em suicídio não quer necessariamente morrer, mas fazer aquela dor sair, mas não sabe como. “É oportuno e necessário pensar o alcance e o significado da afirmação: “Uma pessoa vale mais que o mundo”. O tesouro do mundo é cada pessoa. O mundo só tem sentido pelo valor inestimável de cada pessoa”, afirma dom Walmor no artigo. E continua: “A fé cristã tem indicações preciosas ao promover o encontro de cada pessoa com Jesus Cristo.  Assim, possibilita a reorientação permanente na perspectiva do amor que dá sentido ao viver, mesmo diante de dificuldades e das labutas mais desafiadoras, até mesmo quando se chega ao limite do martírio”. Dom Walmor finaliza o texto dizendo que: “O alarme do suicídio põe no horizonte as urgências de um novo modo de se pensar a vida”. Leia o artigo na íntegra: Uma pessoa vale mais Duzentos anos atrás, uma francesa, fundadora da Congregação das Irmãs do Bom Pastor, Santa Maria Eufrásia Pelletier, gritou misticamente: “Uma pessoa vale mais que o mundo”. Ela gritou, especialmente, em defesa da mulher, naquela época, pouco valorizada e reconhecida. Esse gesto precisa ecoar no coração da sociedade pós-moderna para o enfrentamento de tudo aquilo que empurra para o alto, de modo assustador, as estatísticas dos milhares de seres humanos que desistem de viver. É uma situação alarmante. A cada 40 segundos uma pessoa, no mundo, se suicida. Esses números, algumas vezes omitidos em respeito à dor daqueles que vivem o luto, ou por falta de coragem de se dedicar a um complexo problema e, ainda, quem sabe, pela indiferença gélida que compassa as dinâmicas da atualidade, comprovam a urgência de entendimentos e de reações que impulsionem a recuperação daquilo que, após perdido, faz a vida também perder o seu sentido. É oportuno e necessário pensar o alcance e o significado da afirmação: “Uma pessoa vale mais que o mundo”. O tesouro do mundo é cada pessoa. O mundo só tem sentido pelo valor inestimável de cada pessoa. Não se pode escolher valorizar um ou outro indivíduo, lógica perversa de discriminações e de segregações mortais, em razão da ganância e da idolatria patológica do dinheiro. A humanidade precisa, para além da tecnologia e do mesquinho sonho de sempre possuir mais, a todo custo, sem limites, compreender que uma pessoa vale mais que o mundo. Esse, incontestavelmente, é o ponto de partida para um novo humanismo. Assim, a campanha Setembro Amarelo põe no horizonte de toda a sociedade, no portal da casa de cada família e nas fachadas das instituições esta máxima: “Uma pessoa vale mais que o mundo”. A partir desse entendimento, práticas solidárias poderão corrigir descompassos que anulam a vida de maneira irreversível, subjugando-a. E a vida, quando subjugada, gera avassalador vazio existencial que animaliza e desfigura a humanidade, consequência de uma abominável antropofagia. Multidões desistem de viver, ou vivem pela metade. Perdem o gosto de praticar a solidariedade, enjaulando indivíduos em dinâmicas perversas, distantes da beleza do dom da vida. O suicídio é uma realidade terrível na sociedade contemporânea e revela a imponência velada da morte – temê-la acirra o apego mesquinho a bens e riquezas, o que leva a depredações e violências de todo tipo, impactando pessoas em situação fragilizada. Sem forças, antecipam, no desespero, o final de suas vidas. O suicídio é sintoma de uma sociedade que desrespeita, e até mesmo anula, a dignidade a que todos têm direito, desvirtuando a vivência da verdadeira liberdade humana. Paradoxalmente, é sinal de profunda solidão, no tempo das sinapses das redes sociais e das comunicações. Merece, pois, redobrada atenção e adequado tratamento os condicionalismos sociais provocadores de suicídio – que incluem o histórico familiar e as enfermidades. Urgentes são a abordagem e a identificação, com o auxílio dos recursos técnicos e existenciais-relacionais, para enfrentar essa calamitosa situação, muitas vezes camuflada. O número de suicídios é tão impressionante e atinge tantas e diferentes faixas etárias que parece inverossímil.  Mas é certo que essas mortes causam um buraco doloroso na vida de famílias, déficits enormes para a sociedade. Obviamente, o primeiro passo para superar essa cruel realidade é ter coragem para não deixar que o suicídio seja tratado como tabu, além de estar sempre atento aos sinais dados pelas pessoas ao redor. É preciso enfrentá-lo antes que ele bata à porta, que se instale no coração de alguém próximo ou na sua própria vida. Não se pode dispensar o tratamento adequado, ainda um desafio para a saúde pública, e precisa-se da espiritualidade com força para produzir o sentido de vida. Essa união pode favorecer a reorganização das sinapses cerebrais, responsáveis por funcionamentos que reúnem neurotransmissores decisivos no reconhecimento do sentido existencial, possibilitando a percepção da vida como dom que se revela na alegria de amar e ser solidário. A fé cristã tem indicações preciosas ao promover o encontro de cada pessoa com Jesus Cristo.  Assim, possibilita a reorientação permanente na perspectiva do amor que dá sentido ao viver, mesmo diante de dificuldades e das labutas mais desafiadoras, até mesmo quando se chega ao limite do martírio. O alarme do suicídio põe no horizonte as urgências de um novo modo de se pensar a vida. O ponto de partida desse exercício, com força profética e impulso transformador, é o princípio para corrigir modos de viver e conviver: “Uma pessoa vale mais que o mundo”. Dom Walmor Oliveira de AzevedoArcebispo metropolitano de Belo HorizontePresidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) Disponível no site da CNBB

Francisco: os projetos humanos sempre falham, somente a força de Deus permanece

O Papa Francisco deu continuidade ao ciclo de catequeses sobre os Atos dos Apóstolos, na Audiência Geral desta quarta-feira (18/09), realizada na Praça São Pedro, na qual participaram doze mil pessoas. O tema da catequese do Papa foi extraído do Capítulo 3, 39 dos Atos dos Apóstolos: “Cuidado para não se meterem contra Deus! Os participantes do Sinédrio aceitaram o parecer de Gamaliel”. Obediência da fé “Diante da proibição dos judeus de ensinar no nome de Cristo, Pedro e os Apóstolos respondem com coragem que não podem obedecer aos que desejam interromper a viagem do Evangelho no mundo. Os Doze mostram que possuem a “obediência da fé” que eles desejam despertar em todos as pessoas. A partir de Pentecostes, eles deixam de ser pessoas sozinhas. Vivem uma sinergia especial que os descentraliza de si mesmos e os leva a dizer: «nós e o Espírito Santo». Sentem que não podem dizer “eu” sozinho, mas “nós”, o «Espírito Santo e nós»”, disse Francisco, acrescentando: Na força desta aliança, os Apóstolos não se deixam assustar por ninguém. Tinham uma coragem impressionante. Pensamos que eram covardes: todos fugiram, fugiram quando Jesus foi detido pela polícia. Todos. Mas, passaram de covardes a corajosos. Por quê? Porque o Espírito Santo estava com eles. O mesmo acontece conosco: se tivermos o Espírito Santo dentro nós, teremos a coragem de seguir em frente, a coragem de vencer muitas lutas, não por nós mesmos, mas pelo Espírito que está conosco. Os mártires de hoje Segundo Francisco, os Apóstolos “não recuam em sua marcha como testemunhas intrépidas do Ressuscitado, como os mártires de todos os tempos, inclusive o nosso". Os mártires dão a vida, não escondem que são cristãos. Pensemos, alguns anos atrás, hoje também existem muitos mas, pensemos nos cristãos coptas ortodoxos verdadeiros, trabalhadores que foram todos degolados na praia da Líbia, quatro anos atrás. A última palavra que disseram foi “Jesus, Jesus”. Eles não venderam a fé, porque o Espírito Santo estava com eles. São os mártires de hoje. “Os Apóstolos são os megafones do Espírito Santo, enviados por Jesus ressuscitado a difundir com prontidão e sem hesitação a Palavra que salva. Esta determinação deles faz tremer o sistema religioso judaico, que se sente ameaçado e responde com violência e condenações à morte. A perseguição dos cristãos é sempre a mesma: as pessoas que não querem o cristianismo sentem-se ameaçadas e levam os cristãos à morte.” Mas, no Sinédrio, eleva-se a voz de Gamaliel, um fariseu diferente que escolhe conter a reação dos demais, “um homem prudente, doutor da lei estimado por todo o povo”. Na escola de Gamaliel, São Paulo aprendeu a observar “a Lei de nossos pais”, conforme ele diz no Capítulo 22 dos Atos dos Apóstolos. Gamaliel toma a palavra e convida os seus correligionários a exercer a arte do discernimento, diante de situações que excedem os padrões usuais. A força que os homens têm em si não é duradoura “Ele mostra, citando alguns personagens que se fingiram Messias, que todo projeto humano pode primeiro receber elogios e depois naufragar, enquanto tudo o que vem do alto e tem a “assinatura” de Deus está destinado a durar.” Os projetos humanos sempre falham; eles têm um tempo, como nós. Pensem em tantos projetos políticos, e como eles mudam de um lado para o outro, em todos os países. Pensem nos grandes impérios, pensemos nas ditaduras do século passado. Sentiam-se poderosos, que podiam dominar o mundo. Depois todos desabaram. Pensem também nos impérios de hoje: desabarão, se Deus não estiver com eles, porque a força que os homens têm em si não é duradoura. Somente a força de Deus permanece. Pensemos na história dos cristãos, incluindo a história da Igreja, com tantos pecados, tantos escândalos, tantas coisas ruins nesses dois milênios. E por que não desabou? Porque Deus está ali. Nós somos pecadores e muitas vezes escandalizamos. Mas Deus está conosco. Deus sempre salva. A força é “Deus conosco. “Portanto, Gamaliel conclui que, se os discípulos de Jesus de Nazaré creram num impostor, são destinados a desaparecer; se ao invés seguem alguém que vem de Deus, é melhor desistir de combatê-los; e adverte: “Cuidado para não se meterem contra Deus. Nos ensina a fazer esse discernimento”, sublinhou Francisco. Hábito do discernimento As palavras de Gamaliel, são palavras pacatas e sensatas, que nos permitem ver o evento cristão com uma nova luz. Tocam os corações e obtêm o efeito desejado: os outros membros do Sinédrio aceitam o seu parecer e renunciam aos propósitos de morte, ou seja, matar os apóstolos. O Papa concluiu a sua catequese, convidando-nos a pedir ao Espírito Santo para agir em nós a fim de que possamos “adquirir o hábito do discernimento”. Que o Espírito Santo nos ajude a “ver sempre a unidade da história da salvação através dos sinais da passagem de Deus em nosso tempo e nos rostos daqueles que nos rodeiam, e a aprender que o tempo e os rostos humanos são mensageiros do Deus vivo”. Por Mariangela Jaguraba Em Vatican News

CNBB e POM realizam eventos que marcam o mês e a campanha missionária 2019

No próximo dia 17, às 16h30, no contexto de realização da reunião do Conselho Episcopal Pastoral (Consep) da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), serão lançados o Mês Missionário Extraordinário, a ser celebrado pela Igreja em outubro, a Campanha Missionária 2019 e a exposição “Rostos da Missão”, organizados pelas Pontifícias Obras Missionárias (POM) e a CNBB. Na sequência, às 17h30, será realizada uma coletiva com jornalistas na Sala de Imprensa da CNBB para apresentar essas iniciativas. “Enquanto o mundo constrói muros, a Igreja no Brasil e no mundo se esforça para construir pontes que interligam realidades diferentes em ações solidárias”, reforça o bispo auxiliar do Rio de Janeiro e secretário-geral da CNBB, dom Joel Portella. O Mês Missionário Extraordinário, convocado pelo papa Francisco, em outubro de 2017, tem o tema “Batizados e enviados: A Igreja de Cristo em missão no mundo”. O mês missionário quer despertar a consciência da missão ad gentes, além fronteiras. Realizada no Brasil desde 1972, no mês de outubro, a Campanha Missionária ganhou este ano um maior impulso eclesial com a feliz coincidência do Mês Missionário Extraordinário e do Sínodo para a Amazônia. A Exposição “Rostos da Missão: Batizados e enviados” deseja dar maior visibilidade aos projetos missionários ad gentes e ao projeto Igrejas Irmãs da Igreja no Brasil. A exposição será organizada em três espaços da CNBB, apresentando imagens de diferentes contextos da missão, audiovisuais com testemunhos e fotografias com rostos de missionários e missionárias brasileiros que atuam nos cinco continentes. A exposição ficará aberta à visitação de 17 de setembro a 31 de outubro de 2019, das 9h às 16h, na sede da CNBB em Brasília (Setor de Embaixadas Sul 801 – Asa Sul – Brasília/DF). A visitação será feita por meio de agendamento pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.. História e contexto – Em 22 de outubro de 2017, Dia Mundial das Missões, o Papa Francisco durante o ângelus anunciava publicamente para toda Igreja sua intenção de proclamar um Mês Missionário Extraordinário (MME) em outubro de 2019, para celebrar o centenário da carta Apostólica Maximum Illud, de seu predecessor o Papa Bento XV. “Batizados e enviados: a Igreja de Cristo em missão no mundo” é o tema do MME. Despertar em medida maior a consciência da missão ad gentes e retomar com novo impulso a transformação missionária da vida e da pastoral é o objetivo deste mês. A ação está em sintonia com a exortação apostólica Evangelii Gaudium: “A ação missionária é o paradigma de toda obra da Igreja” (EG, 15). Deste modo, a Campanha Missionária 2019 foi enriquecida com a convocação do Papa Francisco. A Campanha Missionária no Brasil, realizada desde 1972, produz materiais de animação missionária para todas Igrejas Particulares do Brasil, tais como: novena missionária, cartazes, santinhos com oração missionária, envelopes e vídeos com testemunhos missionários. Informações:Lançamento do Mês Missionário Extraordinário, Campanha Missionária 2019 e exposição “Rostos da Missão: Batizados e enviados”Abertura: 17 de setembro, às 16h30Período de exposição: 17 de setembro à 31 de outubro de 2019Horário: 9h às 16hLocal: Sede da CNBB em Brasília (Setor de Embaixadas Sul 801 – Asa Sul – Brasília/DF)Visitação feita através de agendamento pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. Disponível no site da CNBB

Papa: ninguém pode nos substituir no coração de Deus

Três parábolas narradas no Evangelho de São Lucas, capítulo 15, para falar do quanto somos amados por um Deus que é misericórdia. “Três parábolas maravilhosas, que mostram a sua predileção por aqueles que se sentem distantes dele.” Em duas oportunidades em sua alocução, antes de rezar o Angelus com os milhares peregrinos e turistas reunidos na Praça São Pedro, o Papa Francisco recomendou que as lêssemos: “Fará bem a vocês, será saúde para vocês.” Mas qual a mensagem tão especial que nos traz o Evangelho de hoje, narrado por São Lucas? O Evangelho do dia - explicou o Papa - começa narrando a reação de alguns que, escandalizados, criticavam Jesus, dizendo com desdém: "Ele recebe os pecadores e come com eles". Jesus acolhe os pecadores e os convida à sua mesa Uma frase, chama a atenção Francisco, que “acaba se revelando como um anúncio maravilhoso. Jesus acolhe os pecadores e come com eles”, como “acontece conosco, em cada Missa, em cada igreja”: “Jesus está contente em nos acolher em sua mesa, onde se oferece por nós. É a frase que poderíamos escrever nas portas de nossas igrejas: "Aqui Jesus acolhe os pecadores e os convida à sua mesa". Para responder aos seus críticos, Jesus conta três parábolas, “três parábolas maravilhosas, que mostram a sua predileção por aqueles que se sentem distantes dele”. A ovelha perdida Começando pela Parábola da ovelha perdida, o Papa observa que “uma pessoa sensata” não deixaria as 99 no deserto para buscar aquela que se perdeu. Fazendo os cálculos, chegaria à conclusão que valeria mais a pena sacrificar uma, mantendo as outras 99 a salvo. Mas Deus – frisou o Pontífice – faz o contrário: “Deus, ao invés disso, não se resigna, a ele importa precisamente tu que ainda não conheces a beleza de seu amor, tu que ainda não acolhestes Jesus no centro de tua vida, tu que não consegues superar teu pecado, tu que talvez, pelas coisas ruins que aconteceram na tua vida, não acreditas no amor.” Únicos e insubstituíveis no coração de Deus Na segunda parábola, cada um de nós é aquela pequena moeda que o Senhor não quer perder e a procura incessantemente: “Ele quer te dizer que és precioso aos seus olhos, que és único. Ninguém pode te substituir no coração de Deus. Tu tens um lugar, és tu, e ninguém pode substituir-te. E também eu, ninguém pode substituir-me no coração de Deus.” Deus não se cansa de nos esperar Um Deus paciente, que não desanima, não se cansa e aguarda o retorno do filho pródigo. Este é o nosso Deus, que nos abraça novamente, nos acaricia e nos coloca em seus ombros. “Ele espera a cada dia que percebamos este seu amor”: “E tu dizes: "Mas eu aprontei tantas, aprontei muito!" Não tenhas medo: Deus te ama, te ama como és e sabe que somente o seu amor pode mudar a tua vida”. A rejeição ao amor infinito de Deus Mas o Santo Padre chama a atenção para o fato de que “esse amor infinito de Deus por nós pecadores, que é o coração do Evangelho, pode ser rejeitado”, como fez o filho mais velho da parábola: “Ele não entende o amor naquele momento e tem em mente mais um patrão do que um pai. É um risco também para nós: acreditar em um deus mais rigoroso do que misericordioso, um deus que derrota o mal com o poder antes que com o perdão.” Mas com Deus, não é assim, reitera o Papa, que explica: “Deus salva com o amor, não com a força, se propondo, não se impondo. Mas o filho mais velho, que não aceita a misericórdia do pai, se fecha, comete um erro pior: presume-se justo, presume-se traído e julga tudo com base ao seu pensamento de justiça. Assim, fica bravo com o irmão e censura o pai: "Tu matastes o novilho gordo agora que este teu filho voltou". Este 'teu filho': não o chama “meu irmão”, mas teu filho. Sente-se filho único”. Sem a ajuda de Deus não sabemos vencer o mal Também nós muitas vezes agimos como o filho mais velho, “quando acreditamos ser os justos, quando pensamos que os maus são os outros”. Mas, recordou Francisco, “não nos acreditemos bons, porque sozinhos, sem a ajuda de Deus que é bom, não sabemos vencer o mal”.   “E como se faz para derrotar o mal?”, perguntou: “Acolhendo o perdão de Deus e o perdão dos irmãos. Acontece cada vez que vamos nos confessar: lá recebemos o amor do Pai que vence o nosso pecado: não existe mais, Deus o esquece. Quando Deus perdoa, perde a memória, esquece os nossos pecados, esquece. Deus é tão bom conosco!” Deus esquece, reiterou o Papa, diferentemente de nós, que mesmo dizendo que “está tudo certo”, na primeira oportunidade nos recordamos dos ferimentos sofridos: “Não, Deus apaga o mal, nos faz novos por dentro e, assim faz renascer em nós a alegria, não a tristeza, não a obscuridade no coração, não a suspeita, mas a alegria”. Nenhum pecado tem a última palavra “Coragem!”, foi a exortação do Santo Padre ao concluir. “Com Deus nenhum pecado tem a última palavra. Que Nossa Senhora, que desata os nós da vida, nos liberte da pretensão de acreditar que somos justos e nos faça sentir a necessidade de ir até o Senhor, que nos espera sempre para nos abraçar, para nos perdoar. Por Jackson Erpen Em Vatican News

Brasília (DF) acolhe Encontro Nacional dos Bispos Eméritos

A Comissão Especial para os Bispos Eméritos realizou, entre os dias 10 e 13 de setembro, a quinta edição do Encontro Nacional dos Bispos Eméritos, no Centro Cultural Missionário (CCM), em Brasília (DF). A iniciativa que reúne bispos eméritos de todo o Brasil – hoje 174 – tem a finalidade de propor a “troca de experiências e partilhas”. Com uma programação especial, o encontro destacou assuntos relevantes para a vida e missão do bispo emérito, entre eles a questão da saúde dos religiosos. Para isso, os prelados tiveram palestras com médicos e especialistas no assunto, especificamente das áreas de urologia e cardiologia. Dom Luiz Soares Vieira, arcebispo emérito de Manaus (AM) e presidente da Comissão Especial para os Bispos Eméritos. Crédito: Daniel Flores/CNBB Os bispos também tiveram um diálogo com o arcebispo emérito de Aparecida (SP), cardeal Raymundo Damasceno, sobre a vida do bispo emérito a partir da liturgia. O arcebispo emérito de Manaus (AM) e presidente da Comissão, dom Luiz Soares Vieira, disse que o cardeal os levou a momentos de reflexão sobre a época em que eles estão vivendo. “O cardeal nos motivou e nos animou a não ficarmos parados, mas continuarmos a realizar o trabalho de evangelização”, disse. Do mesmo modo, o secretário-geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Joel Portella, teve a oportunidade de compartilhar com os bispos eméritos a importância das novas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil, orientações que indicam elementos fundamentais para animação da ação evangelizadora da Igreja no Brasil. Padre João Cândido Neto, assessor da Comissão para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada da CNBB, disse que a reunião conseguiu cumprir o seu foco, que é o de principalmente mostrar que os bispos eméritos não estão sozinhos. “A CNBB está junto com eles e esse é o momento em que cada bispo pôde partilhar um pouco da sua experiência de vida e da sua experiência ainda de pastoral, pois cada um deles, sobretudo os que estão aqui, ainda estão realizando algum trabalho pastoral”, conta. Dom José Albuquerque, bispo auxiliar de Manaus. Crédito: Daniel Flores/CNBB Referencial do regional Norte 1, que equivale ao Norte do Amazonas e ao Estado de Roraima, dom José Albuquerque, também estava no encontro e considerou ser este um momento de fraternidade entre os participantes. Ele afirma que os bispos eméritos continuam fazendo parte da Conferência e ainda ajudam muito no ministério episcopal. “A beleza desse encontro é fazer com que a gente possa não se esquecer dessa presença que é sempre muito inspiradora, olhando para a vida deles a gente pode sim ter a certeza que eles se dedicaram e continuam se dedicando, entregando a própria vida, sempre na alegria, com despojamento, e a história de cada um é edificante” diz. Visita à sede da CNBB Na tarde da quinta-feira, dia 12, os bispos eméritos tiveram a oportunidade de conhecer a sede da CNBB e a editora, a Edições CNBB. O momento foi oportuno para verificar o funcionamento e a gestão dos espaços. Dom Paulo de Conto, bispo emérito de Montenegro (RS), viu a ocasião com grande entusiasmo e carinho por parte dos que o receberam. “Como é bom quando o bispo emérito é benquisto, é amado por todos”, disse. Ele foi escolhido para compor a Comissão para o próximo quadriênio, já que os membros atuais estão finalizando o mandato, com o encontro anual. Dom José González, bispo emérito de Cajazeiras (PB). Crédito: Daniel Flores/CNBB Na ocasião, o referencial do regional nordeste 2, dom José González, bispo emérito de Cajazeiras (PB), fez questão de enfatizar que apesar de todos serem eméritos, não quer dizer que são aposentados. “Todos nós em geral temos alguma atividade pastoral no lugar onde estamos, bom relacionamento com os bispos titulares e ajudamos nas paróquias e nos pedidos que a própria diocese faz, de modo que eu em concreto me sinto feliz, ainda útil e pedindo a Deus que me dê saúde para poder continuar ajudando”, falou. A visita foi encerrada com uma celebração eucarística presidida pelo cardeal Raymundo Damasceno, que acolheu os bispos eméritos e agradeceu  o trabalho realizado pela Comissão ao longo dos quatro anos. “Nessa Eucaristia agradecemos a Deus pelo trabalho que todos esses nossos irmãos realizaram durante esse mandato. Que Deus possa retribuir a eles, e pedimos também pela intercessão da Virgem Maria, cuja memória estamos celebrando no dia de hoje”. Na ocasião, o cardeal anunciou que a Comissão contará com alguns novos membros para o próximo quadriênio. Os nomes ainda serão confirmados. O encontro encerra-se nesta sexta, 13, e conta com a participação de cerca de vinte bispos. Disponível no site da CNBB

Papa Francisco no Japão e na Tailândia em novembro

A Sala de Imprensa da Santa Sé anunciou esta sexta-feira a viagem do Papa Francisco à Tailândia e ao Japão. Trata-se de sua 32ª viagem apostólica, que se realizará de 19 a 26 de novembro. A convite do Governo do Reino da Tailândia e dos bispos, o Pontífice visitará o país de 20 a 23 de novembro de 2019. O mesmo convite foi feito pelo governo e o episcopado do Japão e o Santo Padre estará no país de 23 a 26 de novembro de 2019, onde visitará as cidades de Tóquio, Nagasaki e Hiroshima. O programa completo da viagem será publicado futuramente. Discípulos de Cristo, discípulos missionários O lema da primeira etapa é “Discípulos de Cristo, discípulos missionários”, que evoca um aniversário importante: em 2019 recorrem os 350 anos da instituição do Vicariato Apostólico de Siam, erigido em 1669. O evento também está contido na logo preparado para a visita: Francisco que abençoa, enquanto abaixo está uma embarcação, símbolo da evangelização, com três velas, que evocam a Trindade. A mão de Maria estilizada conduz a embarcação. Por fim, uma cruz dourada exorta toda a Igreja Católica a ser testemunha da Boa Nova. Proteger a vida Já para o Japão, o lema escolhido é “Proteger cada vida”, uma das frases contidas na oração que conclui a Encíclica “Laudato si’ sobre a proteção da casa comum. A exortação é para respeitar não somente a dignidade de cada pessoa, mas também o meio ambiente, sobretudo num país, como o Japão, que enfrenta o problema persistente da ameaça nuclear. Três chamas com cores diferentes caracterizam a logo: a vermelha recorda os mártires, fundamento da Igreja japonesa; a azul representa a Bem-aventurada Virgem Maria, que abraça toda a humanidade como seus filhos; e a verde evoca seja a natureza do Japão, seja a missão de proclamar o Evangelho da esperança. Um círculo vermelho, como o sol, envolve toda a vida e simboliza o amor. O Papa é representado de maneira estilizada com a mão que abençoa e o “t” da palavra “proteção” forma a cruz. O desejo do Papa O Pontífice havia manifestado o desejo de visitar o Japão um ano atrás. No dia 12 de setembro de 2018, encontrando alguns membros da Associação japonesa "Tensho Kenoh Shisetsu Kenshoukai", disse: “Gostaria de anunciar a minha vontade de visitar o Japão no próximo ano. Esperemos que se possa realizar." Por Bianca Fraccalvieri Em Vatican News

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