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Segundo domingo do Advento ou Solenidade da Imaculada Conceição? Entenda

No próximo dia 8 de dezembro, um domingo, será a Solenidade da Imaculada Conceição de Nossa Senhora. Dentro do Tempo do Advento, a Igreja no Brasil celebrará a solenidade mariana no lugar do 2º Domingo deste tempo litúrgico. Esta peculiaridade tem gerado algumas dúvidas quanto às precedências das celebrações no contexto da pastoral litúrgica. O assessor da Comissão Episcopal Pastoral para a Liturgia da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), padre Leonardo Pinheiro, ajuda a entender esta questão. A dúvida surge quando consultada a tabela de precedência das celebrações. De acordo com o Diretório de Liturgia da Igreja no Brasil, “se ocorrem no mesmo dia várias celebrações, celebra-se a que ocupa um lugar superior na tabela dos dias litúrgicos. Se uma solenidade for impedida por algum dia litúrgico que tem precedência sobre ela, transfere-se para o dia mais próximo que estiver livre”. Padre Leonardo Pinheiro mostra a orientação no Missal | Foto: CNBB/Luiz Lopes Jr “Na tabela de precedências das celebrações, contida nas ‘Normas Universais do Ano Litúrgico e Calendário Romano Geral’, número 59, o domingo do Advento tem precedência em relação às Solenidades e este é o motivo da dúvida”, conta padre Leonardo. Mas a resposta está na página 715 do Missal Romano, indica o assessor. Ali, já no topo da página, se encontra a explicação do porquê, mesmo no domingo do Advento, se celebra a Solenidade da Imaculada Conceição de Maria: “No Brasil, por determinação da CNBB e autorização da Santa Sé, esta solenidade é sempre celebrada no dia 8 de dezembro, mesmo que este dia seja Domingo do Tempo do Advento”. Resgate históricoEsta determinação por parte da Conferência dos Bispos do Brasil se deu por decisão da 13ª Assembleia Geral da entidade. Na ocasião, os bispos votaram a favor da celebração da Solenidade sempre no dia 8 de dezembro. Em fevereiro de 1973, o então presidente da CNBB, dom Aloísio Lorscheider, recebeu o comunicado do secretário da Congregação para o Culto Divino, dom Annibale Bugnini, autorizando a manutenção da celebração na tradicional data por meio da aprovação em assembleia. Devoção popularA festa da Imaculada Conceição é uma das festas marianas mais populares no Brasil. Este foi um dos motivos justificados para a celebração no dia 8 de dezembro. Nos registros da CNBB também está elencado o outro argumento que favoreceu a escolha: “o Mistério da Imaculada Conceição está profundamente ligado ao mistério do Natal”, explica padre Leonardo. “Neste ano, a festa da Imaculada Conceição cai em Domingo do Advento. Conforme as rubricas, deve ser antecipada para o sábado precedente. Atendendo às dificuldades pastorais causadas por esta transferência, a Sagrada Congregação para o culto Divino escreveu ao Presidente da CNBB acenando com a possibilidade de manter a festa da Imaculada no Domingo, caso fosse esse o parecer da Conferência Episcopal. Ora, considerando que o mistério da Imaculada Conceição se relaciona com o tempo do Advento (preparação da vida do Messias), considerando que no Brasil a festa tem grande ressonância popular, estando o povo habituado a celebrá-la no dia 8, tendo mesmo obtido que em numerosos lugares o dia 8 fosse feriado civil”, lê-se no documento da década de 1970. A Solenidade da Imaculada Conceição é celebrada desde o século XI e está inserida no contexto do Advento-Natal, “unindo a espera messiânica e o retorno glorioso de Cristo com a admirável memória da Mãe”, explica o Missal Romano. O dogma da Imaculada Conceição foi proclamado pelo Papa Pio IX, em 1854.   Imaculada Conceição: Maria é celebrada como modelo de virtude nesta festa de devoção nacional Neste sábado, 8 de dezembro, a Igreja celebra a Solenidade da Imaculada Conceição de Nossa Senhora. Esta data, de significativa importância para a Igreja, por fazer memória do dogma que afirma a preservação de Maria do pecado original, tem particular ligação com a Igreja no Brasil, onde cerca de 30 dioceses a tomam por padroeira ou titular. A Solenidade foi instituída por São Paulo VI, no dia 2 de fevereiro de 1974, por meio da exortação apostólica “Marialis Cultus”, na qual ressalta a celebração e atenção especial dada a Maria no tempo do Advento. “No tempo do Advento a Liturgia, não apenas na altura da solenidade de 8 de dezembro, celebração, a um tempo, da Imaculada Conceição de Maria, da preparação radical (Cf. Is 11,1.10) para a vinda do Salvador e para o feliz exórdio da Igreja sem mancha e sem ruga, recorda com frequência a bem-aventurada Virgem Maria, sobretudo de 17 a 24 de dezembro; e, mais particularmente, no domingo que precede o Natal, quando faz ecoar antigas palavras proféticas acerca da Virgem Mãe e acerca do Messias e lê episódios evangélicos relativos ao iminente nascimento de Cristo e do seu Precursor”, escreveu o papa Paulo VI. Nesta solenidade, uma marca muito presente nas reflexões sobre o mistério da Imaculada Conceição é o exemplo de Maria como aquela que é “ícone da Vitória de Cristo sobre o poder das trevas e do pecado”, como ensina dom Edney Gouvêa Mattoso, bispo de Nova Friburgo (RJ), uma das dioceses que celebram a padroeira neste sábado. “A Igreja venera a Santa Mãe de Deus e nela encontra o grande modelo de virtude. No difícil itinerário desta vida terrena, Maria ‘avançou pelo caminho da fé, mantendo fielmente a união com seu Filho até à cruz (…) padecendo com seu Filho único, e associando-se com coração de mãe ao Seu sacrifício’”, afirma o bispo recordando a constituição dogmática Lumem Gentium. Celebração da Imaculada Conceição na arquidiocese de Manaus Para o arcebispo de Belém (PA), “olhar para a Virgem Maria, Mãe de Deus e nossa, significa tomá-la como modelo e referência para nossa vida cristã. E revela-se muito atual considerar o fato de sua concepção imaculada, preservada que foi, em previsão dos méritos de Cristo”. Dom Edney ainda reforça este exemplo mariano com o ensinamento testemunhal que vem da Mãe do Filho de Deus que, “mesmo em meio às provações desta vida unidas às contradições externas e internas, a Graça é maior que o pecado e que a misericórdia de Deus é mais poderosa que o mal”. “No mundo em que, cada vez mais, as pessoas se entregam desordenadamente às paixões fazendo imperar a lei do pecado, somos chamados a contemplar a beleza da vida pura em Maria, e, olhando para dentro de nós, reconhecermo-nos necessitados da graça de Deus”, afirma o bispo de Nova Friburgo. Dom Alberto Taveira também aponta o caminho para seguir nestes tempos “em que a sujeira moral, chamemos de ‘mácula’, se transformou em verdadeiro espetáculo, de forma que o comportamento moral baseado na retidão e na verdade, acaba ridicularizado”. Para o arcebispo de Belém, cabe aos cristãos “tomar posição em favor do bem e da verdade, da superação da maldade e do pecado, para propor o caminho da Imaculada a todos”. Devoção nacionalA força da devoção à Imaculada Conceição é uma expressão nacional, a exemplo de outras devoções marianas. Nossa Senhora Aparecida, por exemplo, também é da Conceição, mas Aparecida, e teve sua festa celebrada em 8 de dezembro, por um tempo. Para se ter uma ideia, são 32 Igrejas Particulares que a tomam como padroeira, titular arqui/diocesana ou da catedral, ou ainda como padroeira municipal. Também há uma devoção especial dentro do episcopado (confira abaixo). Bispo de Divinópolis preside celebração de Nossa Senhora da Imaculada Conceição De Norte a Sul do país, é uma presença forte tanto no contexto eclesial, como na vida das pessoas, para além da devoção. “Conceição” está entre os 160 nomes mais populares do país. São 102.585 mulheres e 1.537 homens com esse registro no país, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Abaixo, a lista de dioceses que tem como padroeira ou titular Nossa Senhora da Imaculada Conceição. Em cada lugar, celebrações festivas que reúnem centenas ou milhares de fiéis, como em Campinas (SP), onde acontece procissão da Basílica Nossa Senhora do Carmo até a Catedral Metropolitana Nossa Senhora da Conceição com a participação do povo das paróquias, do clero, dos seminaristas e dos religiosos e religiosas. No Amazonas, além de ser padroeira da capital Manaus, da arquidiocese e titular da catedral, Nossa Senhora da Conceição também é padroeira do Amazonas. A devoção nasceu praticamente junto com a cidade, são 359 anos. Títulos e patrocínios de 8 de dezembro Aracaju (SE): Nossa Senhora da Conceição, padroeira arquidiocesana e Titular da catedral.Campinas (SP): Nossa Senhora da Conceição, Padroeira arquidiocesana e Titular da catedral.Manaus (AM): Imaculada Conceição, padroeira arquidiocesana, municipal e titular da Catedral.Santa Maria (RS): Imaculada Conceição, Titular da catedral.Abaetetuba (PA): Nossa Senhora da Conceição, Padroeira diocesana e Titular da catedral.Bacabal (MA): Co-Titular da catedral e Padroeira municipal.Bragança Paulista (SP): Nossa Senhora da Conceição, Padroeira diocesana e Titular da catedral.Brejo (MA): Imaculada Conceição, Titular da catedral.Cachoeira do Sul (RS): Imaculada Conceição, Titular da catedral e padroeira da Cidade.Campina Grande (PB): Nossa Senhora da Conceição, Padroeira diocesana, Titular da catedral e padroeira municipal.Diamantina (MG): Imaculada Conceição, Titular da catedral.Divinópolis (MG): Nossa Senhora da Conceição, Padroeira diocesana.Dourados (MS): Nossa Senhora da Conceição, Padroeira da cidade e Titular da catedral.Formosa (GO): Imaculada Conceição, Padroeira diocesana e Titular da catedral.Franca (SP): Imaculada Conceição, Padroeira diocesana e Titular da catedral.Guajará-Mirim (RO): Nossa Senhora do Seringueiro, padroeira da diocese e municipal.Guarulhos (SP): Imaculada Conceição, Padroeira diocesana e Titular da catedral.Humaitá (AM): Nossa Senhora da Conceição, Padroeira diocesana e municipal.Jacarezinho (PR): Imaculada Conceição, Titular da catedral.Limoeiro do Norte (CE): Imaculada Conceição, Titular da catedral.Marabá (PA): Imaculada Conceição, Titular.Nazaré (PE): Nossa Senhora da Conceição, Padroeira diocesana e Titular da catedral.Nova Friburgo (RJ): Imaculada Conceição, Padroeira diocesana.Palmares (PE): Imaculada Conceição, Titular da catedral.Ponta de Pedras (PA): Imaculada Conceição, Titular da catedral.Santíssima Conceição do Araguaia (PA): Nossa Senhora da Conceição, Padroeira diocesana e Titular da catedral.Santarém (PA): Imaculada Conceição, Padroeira diocesana, Titular da catedral e Padroeira municipal.Sete Lagoas (MG): Imaculada Conceição, Padroeira diocesana.Sobral (CE): Nossa Senhora da Conceição, Padroeira diocesana.Teófilo Otoni (MG): Imaculada Conceição, Padroeira diocesana e Titular da catedral.Vacaria (RS): Nossa Senhora da Oliveira, Padroeira diocesana e municipal.Viana (MA): Nossa Senhora da Conceição, Titular da catedral.      Dom João Wilk | Foto: Diocese de Anápolis/reprodução O bispo de Anápolis (GO), dom João Wilk, é da Ordem dos Frades Menores Conventuais, a mesma de São Maximiliano Maria Kolbe, considerado “o grande apóstolo da Imaculada”. Ele revela sua devoção a Maria Imaculada, a quem foi consagrado no Seminário Menor de Niepokalanów, “Cidade da Imaculada”, fundada por São Maximiliano, na Polônia. “Logo no início fomos consagrados e recebemos a medalha milagrosa. Uso-a até hoje e ela me lembra a bondade e o poder de intercessão da Mãe de Jesus”, conta. De acordo com a reflexão oferecida por dom João Wilk ao Portal da CNBB, está em São Maximiliano um dos principais fatores para a devoção à Imaculada: “Ele viu em Maria Imaculada o grande poder evangelizador. Seu lema foi: ‘Conquistar o mundo inteiro para Cristo pela Imaculada’. Diante dos movimentos contrários a Deus e à Igreja, lembrou as palavras do livro de Gênesis pronunciadas por Deus à serpente infernal: ‘Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e a dela. Esta te ferirá a cabeça e tu lhe ferirás o calcanhar’”. Dom João, que é polonês, de Seroczyn, recorda que, sob o signo da Imaculada, o santo compatriota iniciou o grande movimento da “Milícia da Imaculada”: “Na base do movimento colocou três pilares: a consagração à Imaculada no espírito de São São Luiz Maria Grignon, tendo como distintivo a medalha milagrosa que o próprio Jesus revelou à Santa Catarina Labouré; a divulgação do culto da Virgem Imaculada; e o apostolado com os meios de comunicação modernos. No Brasil, dom João teve papel importante nesta ação evangelizadora mariana. Na década de 1990, antes do episcopado, foi redator da revista “Cavaleiro da Imaculada”, diretor das “Edições Kolbe” e do movimento “Milícia da Imaculada”.   Confira os artigos dos bispos sobre a Solenidade – Dom Alberto Taveira | O desafio da Imaculada – Dom Edney Gouvêa Mattoso | Ave, cheia de Graça – Dom João Wilk | Imaculada Conceição Com fotos da arquidiocese de Manaus (AM) e da diocese de Divinópolis (MG) Retirado do site da CNBB

Pregação de Advento: dizer "sim" a Deus exalta a dignidade humana

O Papa Francisco e seus colaboradores da Cúria Romana participaram na manhã desta sexta-feira (06/12), na capela Redemptoris Mater da Primeira pregação do Advento. O pregador da Casa Pontifícia, Fr. Raniero Cantalamessa escolheu como tema das pregações de Advento um trecho do Evangelho de Mateus (2, 11): “Viram o menino com Maria, sua mãe” – Rumo ao Natal, acompanhados pela Mãe de Deus. Maria não celebrou, mas viveu o Advento Cada ano, explicou o frade italiano, a liturgia nos prepara para o Natal com três grandes guias: Isaías, João Batista e Maria; o profeta, o precursor, a mãe. O primeiro o anunciou de longe, o segundo o apontou presente no mundo, a mãe o trouxe no ventre. “Para este Advento de 2019, pensei em nos confiar inteiramente à Mãe”, introduziu o Fr. Cantalamessa. Ninguém melhor do que Ela pode nos predispor a celebrar o nascimento do Redentor. Ela não celebrou o Advento, viveu-o em sua carne; como toda mulher gestante, sabe o que significa estar “à espera” e pode nos ajudar a viver este Advento com uma fé cheia de espera. Fr. Cantalamessa dividiu as pregações em três momentos nos quais a Escritura apresenta Maria no centro dos acontecimentos: a Anunciação, a Visitação e o Natal. Ato de fé mais decisivo da história A pregação desta sexta foi dedicada à Anunciação. “Eis aqui a serva do Senhor; faça-se em mim segundo a tua palavra (Lc 1,38).” Com estas poucas e simples palavras, afirmou o frade italiano, realizou-se o maior e mais decisivo ato de fé na história do mundo. Esta palavra de Maria representa o cume de qualquer comportamento religioso perante Deus, porque expressa, da maneira mais elevada, a passiva disponibilidade unida à ativa prontidão, o vazio mais profundo acompanhado da maior plenitude. “Creiamos também nós! A contemplação da fé de Maria leva­-nos a renovar, antes de tudo, o nosso ato pessoal de fé e de abandono em Deus.” Eis a importância decisiva de dizer a Deus, uma vez na vida, um “faça-se, fiat”, como o de Maria. Quando isso acontece, temos um ato envolto no mistério, porque implica, ao mesmo tempo, graça e liberdade; é uma espécie de concepção. A criatura não pode fazer este ato sozinha; por isso, Deus a ajuda, sem tirar sua liberdade. “O que se precisa, pois, fazer?”, questionou o frade franciscano. É simples: depois de ter rezado, é preciso dizer a Deus com as mesmas palavras de Maria: “Eis aqui o servo, ou a serva do Senhor: faça-se em mim segundo a tua palavra!”. “Sim, meu Deus, digo amém a todo o teu projeto, entrego-me a ti!” "Fiat" com desejo e alegria Porém, advertiu o Fr. Cantalamessa, é preciso lembrar que Maria disse o seu “fiat” com desejo e alegria. Quantas vezes repetimos essas palavras num estado de espírito de resignação mal encoberta, como que baixando a cabeça e cerrando os dentes: “Se não há outro jeito, então faça-se a tua vontade!”. “Maria ensina-nos a dizê-lo de maneira diferente. Sabendo que a vontade de Deus a nosso respeito é infinitamente mais bela e mais rica de promessas do que qualquer projeto nosso.” Como Maria, devemos dizer cheios de desejo e quase com impaciência: “Seja logo realizada em mim, ó Deus, a tua vontade de amor e de paz!”. “Com isso, a vida humana atinge seu sentido e sua mais alta dignidade. Dizer 'sim', 'amém' a Deus, não humilha a dignidade do homem, como às vezes se pensa hoje, mas a exalta.” Retirado do site Vatican News

CNBB lança clipe da Campanha da Fraternidade 2020

Santa Dulce dos Pobres é a grande inspiração do videoclipe da Campanha da Fraternidade 2020, que tem como tema: “Fraternidade e vida: dom e compromisso” e o lema “Viu, sentiu compaixão e cuidou dele” (Lc 10, 33-34). A letra é de autoria do padre José Antônio de Oliveira, 67 anos, da paróquia São João Batista de Barão de Cocais da arquidiocese de Mariana (MG). A música é de Gilson Celerino, que também fez o arranjo para coro a quatro vozes e órgão. O assessor do setor Música Litúrgica, que faz parte da Comissão Episcopal Pastoral para Liturgia da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), o jesuíta irmão Fernando Benedito Vieira, explica que este ano o hino tem um diferencial. “Pensando também nas Igrejas onde existem corais e órgão, fizemos pela primeira vez uma versão para coro a quatro vozes e órgão”, ressalta. As partituras das duas versões do hino da CF 2020 podem ser adquiridas no site da Edições CNBB. Veja o videoclipe do Hino da Campanha da Fraternidade 2020, logo no final da matéria.   Letra do Hino da CF 2020 Tema: Fraternidade e Vida: Dom e CompromissoLema: “Viu, sentiu compaixão e cuidou dele” (cf. Lc 10,33-34)|| Letra: Pe. José Antonio de Oliveira|| Música: Gilson Celerino 1) Deus de amor e de ternura, contemplamoseste mundo tão bonito que nos deste. (Cf. Gn 1,2-15; 2,1-25)Desse Dom, fonte da vida, recordamos: (Cf. SI 36,10)Cuidadores, guardiões tu nos fizeste. (Cf. Gn 2,15) Peregrinos, aprendemos nesta estradao que o “bom samaritano” ensinou:Ao passar por uma vida ameaçada,Ele a viu, compadeceu e cuidou. (Cf. Lc 10,33-34) 2) Toda vida é um presente e é sagrada,seja humana, vegetal ou animal. (Cf. LS, esp. Cap. IV)É pra sempre ser cuidada e respeitada,desde o início até seu termo natural. 3) Tua glória é o homem vivo, Deus da Vida; (Cf. Santo Irineu)ver felizes os teus filhos, tuas filhas;é a justiça para todos, sem medida; (Cf. Am 5,24)É formarmos, no amor, bela Família. 4) Mata a vida o vírus torpe da ganância,da violência, da mentira e da ambição.Mas também o preconceito, a intolerância.O caminho é a justiça e conversão. (Cf. 2Tm 2,22-26) Retirado do site da CNBB

Papa à COP25: estamos diante de um desafio de civilização

O Papa Francisco enviou uma mensagem aos participantes da COP25, a Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas que está em andamento em Madri de 2 a 13 de dezembro. A mensagem foi endereçada pelo secretário de Estado, Card. Pietro Parolin, à Ministra do Meio Ambiente do Chile, Carolina Schmidt, Presidente da COP25. Conscientização fraca No texto, o Pontífice cita a crescente conscientização por parte dos vários atores da comunidade internacional da importância e da necessidade de "trabalhar juntos na construção de nossa casa comum”.   Infelizmente, constata, depois de quatro anos da adoção do Acordo de Paris, “devemos admitir que esta consciência é ainda bastante fraca, incapaz de responder adequadamente ao forte sentido de urgência de uma acão rápida”. Estudos científicos mostram que os atuais compromissos assumidos pelos Estados para mitigar e adaptar-se às alterações climáticas estão longe de atingir os objetivos fixados pelo Acordo de Paris. “Eles demonstram como as palavras estão longe de ações concretas!” Interrogar-se seriamente Nesta perspectiva, convida o Papa, devemos interrogar-nos seriamente se existe vontade política para atribuir “mais recursos humanos, financeiros e tecnológicos para atenuar os efeitos negativos das alterações climáticas, bem como para ajudar as populações mais pobres e mais vulneráveis que mais sofrem com elas”. É necessária uma vontade política clara, clarividente e forte, afirma ainda o Pontífice. Tudo isto nos chama a refletir sobre o significado dos nossos modelos de consumo e de produção e sobre os processos de educação e de conscientização para torná-los coerentes com a dignidade humana. Desafio de civilização Para Francisco, “estamos diante de um ‘desafio de civilização’ em favor do bem comum e de uma mudança de perspectiva que coloca esta mesma dignidade no centro da nossa ação, que se expressa claramente no "rosto humano" das emergências climáticas”. Ainda permanece uma janela de oportunidade, conclui o Papa, mas não devemos deixá-la fechar e os jovens de hoje mostram uma maior sensibilidade aos problemas complexos que surgem desta "emergência". “Que possamos oferecer à próxima geração razões concretas para esperar e trabalhar por um futuro bom e digno! Espero que este espírito anime o trabalho da COP25, para o qual desejo o maior sucesso.” Por Vatican News

Papa Francisco nomeia novo bispo auxiliar para a arquidiocese do Rio de Janeiro

A Nunciatura Apostólica no Brasil comunicou nesta quarta-feira, 4 de dezembro, a decisão do Papa Francisco em acolher a solicitação do cardeal dom Orani João Tempesta, de poder contar com a colaboração de um bispo auxiliar, nomeando bispo titular de “Aulona” e auxiliar de São Sebastião do Rio de Janeiro o padre Zdzislaw Stanislaw Blaszczyk (Tiago), atualmente presbítero na paróquia São Pedro do Mar (RJ). Padre Tiago é natural de Gdów, na Polônia. O presbítero tem 50 anos. Ingressou no seminário maior da arquidiocese de Cracóvia em 1988 e fez mestrado na Pontifícia Academia de Teologia, também na Cracóvia. Recebeu a ordenação sacerdotal no dia 14 de maio de 1994, trabalhou como vigário paroquial nas paróquias São Pedro e São Paulo, em Bolechowice, e da Exaltação da Santa Cruz, na Cracóvia. Em 2000, como padre missionário diocesano “Fidei Donum”, mudou para a arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro. Trabalhou como pároco na paróquia São Judas Tadeu, em Bangu. Atualmente é pároco da paróquia São Pedro do Mar, no Recreio dos Bandeirantes, e integra o Conselho dos Presbíteros.   Saudação da CNBB ao padre Zdzislaw Stanislaw Blaszczyk (Tiago) Estimado padre Tiago, A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) expressa alegria com sua nomeação como bispo auxiliar de São Sebastião do Rio de Janeiro (RJ), anunciada pelo papa Francisco na manhã desta quarta-feira. A nomeação como bispo auxiliar da Arquidiocese do Rio de Janeiro reafirma o seu caminho missionário e o compromisso maior com a Igreja no Brasil . Neste Advento, assim como Maria acolheu o mistério de Deus em sua vida, manifestamos gratidão pelo seu sim a esta nova missão confiada pela Igreja e fazemos votos de que seu ministério seja abençoado e fecundo. Em Cristo, Dom Walmor Oliveira de AzevedoArcebispo de Belo Horizonte (MG)Presidente da CNBB Dom Jaime SpenglerArcebispo de Porto Alegre (RS)Primeiro Vice-Presidente da CNBB Dom Mário Antônio da SilvaBispo de Roraima (RR)Segundo Vice-Presidente da CNBB Dom Joel Portella AmadoBispo auxiliar da arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro (RJ)Secretário-geral da CNBB Retirado do site da CNBB

O Papa: quem escolhe Cristo não recorre ao mago, a magia não é cristã

«Cuidem de vocês mesmos e de todo o rebanho». O ministério de Paulo em Éfeso e a despedida dos anciãos. Este foi o tema da catequese do Papa Francisco, extraído do Livro dos Atos dos Apóstolos, na Audiência Geral, desta quarta-feira (04/12), realizada na Praça São Pedro. “A viagem do Evangelho no mundo continua sem parar e passa pela cidade de Éfeso, manifestando o seu significado salvífico. Graças a Paulo, cerca de doze homens recebem o batismo em nome de Jesus e experimentam a efusão do Espírito Santo que os regenera”, frisou o Papa. “Vários são os milagres que se realizam por meio do Apóstolo: os doentes ficam curados e os possuídos são libertados. Isso acontece porque o discípulo assemelha-se a seu Mestre e o torna presente comunicando aos irmãos a mesma vida nova recebida Dele”, sublinhou Francisco. A fraqueza das artes mágicas Segundo o Papa, “a força de Deus que se manifesta em Éfeso tira a máscara de quem quer usar o nome de Jesus para fazer exorcismos, mas sem ter a autoridade espiritual para fazê-lo, e revela a fraqueza das  artes mágicas, que são abandonadas pelas pessoas que escolhem Cristo. Uma verdadeira mudança para uma cidade, como Éfeso, que era um lugar famoso pela prática de magia. São Lucas sublinha a incompatibilidade entre a fé em Cristo e a magia". “Se você escolhe Cristo não pode recorrer ao mago: a fé é abandono confiante nas mãos de um Deus confiável que se mostra não através de práticas ocultas, mas pela revelação e com amor gratuito.” Talvez alguns de vocês podem dizer: Ah, sim, essa história de magia é antiga. Hoje, com a civilização cristã, isso não acontece. Fiquem atentos! Eu lhes pergunto: quantos de vocês vão atrás de tarô, quantos de vocês vão procurar as pessoas que leem as mãos e as cartomantes? Ainda hoje, nas grandes cidades, os cristãos práticos ainda procuram essas coisas. “Mas, se você acredita em Jesus Cristo, porque vai procurar o mago, a cartomante, todas essas pessoas? Por favor: a magia não é cristã. Essas coisas que são feitas para adivinhar o futuro ou adivinhar muitas coisas ou mudar as situações da vida não são cristãs. A graça de Cristo dá tudo a você: reze e confie-se ao Senhor.” A difusão do Evangelho em Éfeso prejudica o comércio dos ourives que fabricavam as estátuas da deusa Ártemis, fazendo de uma prática religiosa um verdadeiro negócio. “Vendo diminuir a atividade que dava muito dinheiro, os ourives organizam uma revolta contra Paulo, e os cristãos são acusados de terem colocado em crise a categoria de artesãos, o santuário de Ártemis e o culto a essa deusa”, disse ainda o Papa. Entrega pastoral Depois, Paulo parte de Éfeso. Vai diretamente a Jerusalém e chega a Mileto. Ali, chama os anciãos da Igreja de Éfeso, os presbíteros, para fazer uma entrega “pastoral”. Estamos no final do ministério apostólico de Paulo e Lucas nos apresenta o seu discurso de despedida, um testamento espiritual que o apóstolo dirige àqueles que, após sua partida, deverão guiar a comunidade de Éfeso. Esta é uma das páginas mais bonitas do Livro de Atos dos Apóstolos: eu aconselho vocês a pegar hoje o Novo Testamento, a Bíblia, o capítulo 20 e ler esta despedida de Paulo aos presbíteros de Éfeso, que ele faz em Mileto. É uma maneira de entender como o apóstolo se despede e também como os presbíteros hoje devem se despedir e também como todos os cristãos devem se despedir. É uma página bonita. Não se esqueçam: Atos dos Apóstolos, capítulo 20, versículos de 17 em diante. O pastor deve vigiar Na parte exortativa, Paulo incentiva os responsáveis da comunidade: “Vigiem a si mesmos e todo o rebanho: e este é o trabalho do pastor: vigiar. O pastor deve vigiar, o pároco deve vigiar, fazer vigília, os presbíteros devem vigiar, os bispos, o Papa deve vigiar. Isto é: vigiar para proteger o rebanho, e vigiar a si mesmo, examinar a consciência e ver como ela cumpre esse dever de vigiar”. O Papa concluiu sua catequese, pedindo ao Senhor para renovar em nós o amor pela Igreja e pelo depósito da fé que ela preserva, e nos tornar corresponsáveis pela tutela do rebanho, apoiando os pastores na oração para que manifestem a firmeza e a ternura do Divino Pastor. Ao saudar os peregrinos de língua portuguesa o Papa disse: Saúdo com afeto os peregrinos de língua portuguesa, em particular o grupo brasileiro de Nossa Senhora do Livramento, de Vitória de Santo Antão, encorajando a todos a apostar em ideais grandes, ideais de serviço que engrandecem o coração e tornam fecundos os seus talentos. Confiem em Deus, como a Virgem Maria! Por Mariangela Jaguraba Em Vatican News

MULTIPLICADORES DA CAMPANHA DA FRATERNIDADE 2020 PARTICIPAM DE ENCONTRO PREPARATÓRIO

A Campanha da Fraternidade, realizada pela Igreja Católica todos os anos no período quaresmal, inicia muito antes da Quarta-feira de Cinzas. No final do ano anterior, a CF começa a ser articulada e estudada pelos chamados “multiplicadores”. Foi por este motivo que de 30/11 a 1º/12, na sede da CNBB Norte 2, em Belém, mais de 70 pessoas estiveram reunidas, oriundas de 8 dioceses e prelazias do Regional Norte 2. O Encontro de Multiplicadores da CF 2020, cujo tema é “Fraternidade e Vida: dom e compromisso”, e o lema: “Viu, sentiu compaixão e cuidou dele” (Lc 10-33-34), contou com a assessoria do articulador regional das Pastorais Sociais, Francisco José Araújo, com o coordenador da Comissão Regional de Presbíteror, Pe. José Maria Ribeiro, e do coordenador regional da Comissão Pastoral da Terra, Pe. Paulo Joanil da Silva. Na manhã do sábado, 30, o arcebispo eleito de Santarém, dom Irineu Roman, passou toda a manhã na formação e incentivou o estudo das lideranças. “É muito bom estes momentos e vocês agora sairão daqui com a responsabilidade de propagar, divulgar, anunciar esta beleza do cuidado com a vida, proposta da reflexão eclesial do ano que vem”, disse. A metodologia do encontro foi o mesmo do Texto Base da CF: Ver – Discernir – Agir. Os estudos foram feitos em momentos de palestras e trabalhos em grupo. Na noite do sábado, 30, Pe. José Maria Ribeiro ainda palestrou sobre as Diretrizes para Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil 2019-2023. Retirado do site da CNBB N2

‘Campanha Cuide bem de você e de todos que você ama’ é retomada pela Pastoral da Aids da CNBB

A prevenção e o diagnóstico precoce continuam sendo as formas mais seguras de combate ao HIV (Vírus da Imunodeficiência Humana). A AIDS ainda é um grande desafio para a sociedade. Por isso, neste 1º de dezembro – Dia Mundial de Luta contra a Aids, a Pastoral da AIDS, vinculada à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), retoma a campanha “Cuide bem de você e de todos que você ama” de 2014, que teve o padre Fábio de Melo como garoto propaganda. A ideia continua sendo a disseminação de informações no maior número de canais de informação disponíveis em todo o Brasil. Para isso, a Pastoral da Aids, com seus agentes e o trabalho junto à comunidade e unidades de saúde, realizará atividades de conscientização para a necessidade da testagem de HIV em seus espaços de atuação. O bispo de Goiás (GO) e referencial da Pastoral, dom Eugênio Rixen, destaca o trabalho que vem sendo feito ao longo de 20 anos em quase metade das dioceses brasileiras. “Essa pastoral procura levar vida. A exemplo de Jesus que disse ‘Eu vim para que todos tenham vida em abundância’. Por isso, é muito importante fazer o teste precoce. Quanto mais rápido a pessoa sabe que contraiu o vírus HIV mais fácil é o tratamento. É possível viver bem com o HIV “, diz o bispo. Segundo a pastoral, 2019 marca a entrada na última década da meta 90-90-90 assumida pelo Brasil, perante a Organização das Nações Unidas (ONU). A meta prevê que, até 2020, 90% de todas as pessoas vivendo com HIV saibam que têm o vírus; 90% das pessoas diagnosticadas com HIV recebam terapia antirretroviral; e 90% das pessoas recebendo tratamento possuam carga viral indetectável e não mais possam transmitir o vírus. Amostra de teste de sangue para HIV/Aids. Foto: Westend61 Getty/Images Dados do relatório Communities at the centre (Comunidades no centro, na tradução livre para o português), divulgado pela UNAIDS no Brasil este ano, mostram que as populações-chave— pessoas que usam drogas injetáveis, homens gays e outros homens que fazem sexo com homens, transexuais, profissionais do sexo e pessoas privadas de liberdade e seus parceiros sexuais representam agora mais da metade (54%) das novas infecções por HIV no mundo. Em 2018, essas populações-chave representaram cerca de 95% das novas infecções por HIV na Europa Oriental e Central e no Oriente Médio e Norte da África. Este ano, os agentes da pastoral vão focar em dois grandes objetivos: sensibilizar a população para buscar o diagnóstico precoce para o HIV, procurando um serviço de saúde para realizar o teste anti-HIV, mesmo sem ter sinal ou sintoma de doença e acompanhar e apoiar as pessoas que se descobrem com HIV na realização do tratamento, pois quanto mais cedo a pessoa inicia o tratamento menos possibilidades de desenvolver a Aids. O bispo de Goiás (GO) e referencial da Pastoral, dom Eugênio Rixen Segundo dom Eugênio Rixen, a pastoral trabalha em duas frentes: o acompanhamento dos soropositivos e campanhas de prevenção. “A gente sabe que quem se infecta, normalmente quando percebe, quando toma  conhecimento disso, passa por uma crise muito forte de desespero. Então, procuramos acompanhar os soropositivos mostrando que é possível viver e ter uma vida digna mesmo vivendo com o vírus HIV.  O segundo ponto é trabalhar para que esse vírus não se espalhe, através de atitudes responsáveis, de uma vida digna  e procurando levar, então, esperança e vida em lugar de morte e desespero”, destacou. No Brasil, as pessoas que vivem com o HIV recebem o tratamento gratuito pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A Pastoral da Aids defende que as políticas em HIV, aprovadas em 1990, se fortalecem por meio do fortalecimento do SUS. Dados De acordo com o Programa das Nações Unidas sobre o HIV (Unaids), em 2019, há 37,9 milhões de pessoas infectadas com o vírus no mundo, dos quais 23,3 milhões têm acesso à terapia antirretroviral. Do total de infectados no mundo, 36,2 milhões são adultos e 1,7 milhão são crianças e jovens com menos de 15 anos. No Brasil, o último Boletim Epidemiológico da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, divulgado em 2018, mostra que, entre 2007 e 2018, foram notificados, pelo Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), 247.795 casos de Aids (68,6% em homens e 31,4% em mulheres). O Brasil teve uma média de 40 mil novos casos da doença nos últimos cinco anos, com maior concentração nas regiões Sudeste e Sul. Tratamento do HIV como prevenção É comprovado cientificamente que o tratamento da pessoa que vive com HIV leva o vírus a ficar indetectável no sangue, bem como no sêmen. O vírus fica confinado em certos órgãos considerados santuários do HIV no nosso corpo, porém não circula na corrente sanguínea. Por isso, a pessoas com HIV deve ser prontamente oferecida a terapia antirretroviral. Com ela, além da pessoa sentir-se mais disposta, com mais apetite, há aumento na expectativa de vida e a pessoa não transmite o HIV. Com informações: Ministério da Saúde e Unaids Retirado do site da CNBB

Papa sobre matrimônio: Sacramento que não se improvisa, é preciso de preparação dos noivos

Na primeira audiência deste sábado (3), o Papa Francisco recebeu na Sala Clementina, no Vaticano, 400 participantes de um curso de formação para a tutela do matrimônio e o cuidado pastoral dos casais feridos, organizado pelo Tribunal Apostólico da Rota Romana. As aulas foram realizadas em Roma durante cinco dias e reuniram párocos, diáconos permanentes, casais e agentes da Pastoral da Família. No discurso, o Pontífice lembrou que o encontro no Vaticano marcou o término do curso de formação, com “conteúdos teológicos e processos canônicos importantes para os casais e para a vida da Igreja hoje”, além de direcionar para temáticas “cruciais”. Sobretudo, o cuidado pastoral dos casais feridos, disse o Papa, que não pode ser tratado com uma abordagem “burocrática, quase mecânica”, é preciso entrar na vida das pessoas, “que sofrem e que têm sede de serenidade”. Igreja busque a verdade do amor dos casais Francisco então descreveu as feridas do matrimônio vividas atualmente, que podem inclusive sangrar muito, e provêm de várias causas psicológicas, físicas, ambientais e culturais, além de serem provocadas “pelo fechamento do coração humano ao amor”. A Igreja “jamais vai conseguir ignorá-las, virando o rosto para o outro lado”, acrescentou o Pontífice, precisa “buscar sempre e somente o bem das pessoas feridas e a verdade do amor delas”. “É por isso que a Igreja, quando encontra essas realidades de casais feridos, antes de tudo chora e sofre com eles; se aproxima com o óleo da consolação para aliviar e curar; ela quer carregar para si a dor que encontra. E se, então, se esforça para ser imparcial e se propõe em buscar a verdade de um matrimônio destruído, a Igreja não é jamais estranha, nem humanamente, nem espiritualmente àqueles que sofrem. Não consegue nunca ser impessoal ou fria diante a essas tristes e tribuladas histórias de vida.” O Papa então exortou agentes, juízes, testemunhas e partes envolvidas de cada causa eclesiástica que enfrentam um matrimônio ferido que confiem, antes de tudo, no Espírito Santo: “guiados por ele, podem escutar com critério justo”, sabendo examinar, discernir e julgar. O matrimônio cristão, lembrou Francisco, deve ser vivido num caminho de fé, como “colunas da Igreja doméstica”. “Mesmo que o matrimônio possa preencher os cônjuges cristãos de alegria e de plenitude humana e espiritual, eles não devem jamais esquecer que são chamados, como pessoas e como casais, a caminhar sempre na fé, a caminhar na Igreja e com a Igreja, a caminhar na vida da santidade.” O matrimônio não se improvisa Desse caminho no Espírito que nasce “aquele precioso e indispensável ministério dos casais na Igreja”, tão necessário hoje nas comunidades paroquias e diocesanas. Esse ministério tem origem no Sacramento, enalteceu o Papa, “uma conquista apostólica e missionária” que precisa ser nutrida pelos noivos através “da oração, com a Eucaristia e a Reconciliação, com a bondade sincera de um com o outro, com a dedicação aos irmãos que encontram”. “Esse Sacramento não se improvisa. É necessário se preparar já como noivos. Não é suficiente que os noivos cristãos se preparem a serem marido e mulher com uma boa integração psicológica, afetiva, de relacionamento e projetos, que também é necessária para a estabilidade da sua futura união. Eles devem inclusive nutrir e intensificar progressivamente neles próprios aquela chamada específica para se moldar como marido e mulher cristãos. Isso significa cultura, dentro da vocação cristão, a vocação particular para serem discípulos missionários como casais, testemunhas do Evangelho na vida familiar, de trabalho, social, lá onde o Senhor os chama.” A renovação da comunidade de famílias A Igreja, na sua estrutura paroquial, finalizou o Papa, “é concretamente uma comunidade de famílias”. “É o Espírito Santo que trabalha nessa sinergia, e, assim, o Espírito Santo é invocado, também para esse processo apostólico, que não é fácil, mas não é impossível. Encorajo os Pastores, bispos e sacerdotes a promover, sustentar e acompanhar esse processo para que a Igreja se renove se transformando sempre mais numa rede de cobertura de comunidades de famílias, testemunhas e missionárias do Evangelho.” Por Andressa Collet Em Vatican News

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