phone 

Cúria Diocesana

91 3425-1108

Liturgias do Tríduo e Via-Sacra, a Páscoa essencial do Papa

Tudo será mais sóbrio e essencial. O Departamento de Celebrações Litúrgicas do Sumo Pontífice teve que organizar rapidamente as celebrações papais que Francisco está prestes a presidir sem a presença dos fiéis, numa Basílica de São Pedro semivazia. No entanto, nesta Páscoa muitos olharão para o Papa graças aos meios de comunicação. De fato, o Papa quer estar próximo a muitas pessoas impossibilitadas de irem à missa e participar das liturgias desse Tríduo Pascal em tempos de pandemia e isolamento forçado. O crucifixo de São Marcelo e o ícone da Salus Populi Romani que acompanharam a oração de 27 de março, e a missa do Domingo de Ramos, estarão sempre presentes. Na Quinta-feira Santa, o Papa não presidirá a missa do Crisma com os sacerdotes da Diocese de Roma: a celebração será realizada após o término da crise. A missa na Ceia do Senhor, que recorda a instituição da Eucaristia, será celebrada às 18h (hora italiana), 13h no horário de Brasília, no Altar da Cátedra, sem o rito tradicional do Lava-pés e não se concluirá com a reposição do Santíssimo no final da celebração. Haverá dois momentos na Sexta-feira Santa. O primeiro é a Liturgia da Paixão e da Adoração da Cruz, às 18h locais (13h no horário de Brasília), na Basílica de São Pedro. O crucifixo de São Marcelo será coberto. Haverá uma meditação do pregador da Casa Pontifícia, frei Raniero Cantalamessa, e depois o crucifixo será descoberto. Haverá adoração, mas não o beijo na cruz. Na noite da Sexta-feira Santa, às 21h (16h de Brasília), haverá a Via-Sacra na Praça São Pedro, com as estações ao longo da colunata, ao redor do obelisco e ao longo do percurso que leva ao adro. Dois grupos levarão a cruz. Haverá dois detentos do cárcere “Due Palazzi” de Pádua (as meditações foram escritas por alguns deles) e alguns médicos e enfermeiros do FAS (Fundo de Assistência Médica Vaticana). Médicos e enfermeiros estão na vanguarda do serviço aos doentes afetados pela pandemia. Durante a Vigília do Sábado Santo, às 21h (16h de Brasília), não serão celebrados batismos. A cerimônia inicial com a Bênção do Fogo será realizada atrás do altar da Confissao. Não haverá luzes para os presentes e o canto das três invocações “Lumen Christi” ocorrerá somente quando as luzes forem acesas na Basílica durante a procissão ao altar da Cátedra. Os sinos da Basílica de São Pedro tocarão no momento do Glória, anunciando a ressurreição. A mesma sobriedade também caracterizará a Missa do Domingo de Páscoa, que o Papa celebrará às 11h locais (6h de Brasília) no Altar da Cátedra. O Evangelho será proclamado em grego e latim. No final da missa, Francisco irá à sacristia para tirar as vestimentas, depois retornará à Basílica diante do altar da Confissão para proferir a mensagem Urbi et Orbi e dar a bênção pascal. Vatican News

O Papa na Audiência Geral: crucifixo e Evangelho, grande liturgia doméstica

“Nessas semanas de apreensão por causa da pandemia que está fazendo o mundo sofrer, entre as muitas perguntas que nos fazemos, também pode haver perguntas sobre Deus: o que Ele faz diante de nossa dor? Onde está quando tudo dá errado? Por que não resolve os problemas rapidamente?” Com essas palavras, o Papa Francisco iniciou sua catequese na Audiência Geral, desta quarta-feira (08/04), realizada na Biblioteca do Palácio Apostólico, devido à pandemia do Covid-19. Segundo o Pontífice, “a narração da Paixão de Jesus, que nos acompanha nestes dias santos, nos ajuda”, pois nela se concentram muitas perguntas. “O povo, depois de acolher Jesus triunfante em Jerusalém, se perguntava se ele finalmente libertaria o povo de seus inimigos. Esperavam um Messias poderoso e triunfante com a espada. Em vez disso, chega um homem manso e humilde de coração, que convida à conversão e à misericórdia”. Aquela mesma multidão, que antes gritava “Hosana ao Filho de Davi!”, agora grita: “Crucifica-o!” Aqueles que o seguiram, confusos e assustados, o abandonam. Pensaram: se o destino de Jesus é esse, o Messias não é Ele, porque Deus é forte e invencível”. Crucifixo e Evangelho: grande liturgia doméstica O Papa então disse que se continuamos a leitura da Paixão do Senhor, “encontramos um fato surpreendente. Quando Jesus morre, o centurião romano, que era um pagão, que o viu sofrer na cruz, o ouviu perdoar a todos e tocou com as mãos o seu amor sem medida, confessa: «De fato, esse homem era mesmo Filho de Deus!» Diz o contrário dos outros. Diz que Deus está ali realmente”. “Perguntemo-nos hoje: qual é a verdadeira face de Deus? Geralmente, projetamos Nele o que somos, na máxima potência: o nosso sucesso, o nosso senso de justiça e também a nossa indignação. Porém, o Evangelho nos diz que Deus não é assim. É diferente e não podemos conhecê-lo com as nossas próprias forças. Foi por isso que ele se fez próximo, veio ao nosso encontro e se revelou completamente na Páscoa. Onde? Na cruz. Nela aprendemos os traços do rosto de Deus. Porque a cruz é a cátedra de Deus”, disse Francisco, acrescentando: Nos fará bem olhar o crucifixo em silêncio e ver quem é o nosso Senhor: é Aquele que não aponta o dedo contra ninguém, mas abre os braços para todos; que não nos esmaga com a sua glória, mas se despe por nós; que não nos ama em palavras, mas nos dá a vida em silêncio; que não nos obriga, mas nos liberta; que não nos trata como estranhos, mas assume os nossos males, os nossos pecados. Para nos libertar dos preconceitos sobre Deus, olhemos o crucifixo e depois abramos o Evangelho. A seguir, o Papa disse: Nestes dias, todos em quarentena e em casa, fechados, tomemos essas duas coisas em mãos: o crucifixo, vamos olhá-lo, e abramos o Evangelho. Isso será para nós, digamos assim, como uma grande liturgia doméstica, pois não podemos ir à igreja nesses dias. Crucifixo e Evangelho. Deus é onipotente no amor O Evangelho nos diz que “quando as pessoas vão a Jesus para fazê-lo rei, por exemplo, depois da multiplicação dos pães, Ele sai. Quando os espíritos maus querem revelar a sua majestade divina, Ele os silencia. Por quê? Porque Jesus não quer ser mal entendido, ele não quer que as pessoas confundam o Deus verdadeiro, que é o amor humilde, com um deus falso, um deus mundano que dá espetáculo e se impõe à força. Deus é onipotente no amor, e não de outra maneira. É sua natureza. Ele é assim. Ele é amor”. Francisco disse que podemos objetar: O que eu faço com um Deus tão fraco? Preferiria um deus forte e poderoso!”. Mas o poder deste mundo passa, enquanto o amor permanece. Somente o amor protege a vida que temos, porque abraça as nossas fragilidades e as transforma. É o amor de Deus que curou o nosso pecado na Páscoa com seu perdão, que fez da morte uma passagem da vida, que transformou o nosso medo em confiança, a nossa angústia em esperança. A Páscoa nos diz que Deus pode transformar tudo para o bem. Que com ele podemos realmente confiar que tudo ficará bem. É por isso que na manhã de Páscoa nos é dito: “Não tenha medo!”. As perguntas angustiantes sobre o mal não desaparecem repentinamente, mas encontram no Ressuscitado o fundamento sólido que não nos deixa naufragar. Francisco concluiu sua catequese, dizendo que “Jesus mudou a história, tornando-se próximo de nós e fez dela, embora ainda marcada pelo mal, uma história de salvação”. Convidou a todos a abrir o coração na oração: “Não se esqueçam: Crucifixo e Evangelho. A liturgia doméstica será essa” e desejou a todos uma boa Semana Santa e uma Feliz Páscoa. Por Mariangela Jaguraba Em Vatican News

Cresce audiência de emissoras de rádio e TV de inspiração católica por causa da pandemia

O isolamento social modificou completamente a vida dos brasileiros e do mundo inteiro desde que a pandemia do coronavírus avançou pelos países. Devido a rotina de quarentena, de ficar em casa sem poder sair, cidades completamente fechadas incluindo os comércios e igrejas, os meios de comunicação e a internet se tornaram verdadeiras companhias no enfrentamento desse momento conturbado, como é o caso dos católicos que tiveram de deixar de ir às igrejas e passaram a acompanhar as missas e momentos de oração apenas pelos meios de comunicação. Geizom Sokacheski. Foto: arquivo pessoal De acordo com o coordenador da Signis Brasil TV e diretor de expansão, engenharia e almoxarifado da Associação Evangelizar é Preciso, Geizom Sokacheski, o impacto dessa pandemia acabou motivando as pessoas em todo o mundo a uma busca pelo sagrado. “Elas buscam algum tipo de apoio, ajuda, querem voltar ou continuar a praticar uma religião”, destaca Geizom, que observa ainda que em todos os veículos de comunicação até a pandemia, havia uma concorrência por audiência entre as emissoras, assim como se ouvia muito falar que as pessoas não assistem mais TV aberta e não ouvem mais rádio, tudo agora é internet. “Havia sim um comportamento de consumo onde as pessoas no mundo todo haviam aprendido a usar a internet como veículo para receber o conteúdo que lhes era de maior interesse por streaming, mas rádio e TV nunca deixaram de ser acessadas e agora, com esse cenário mundial, o rádio e a TV são a presença diária na vida da população de todo o mundo”, diz. Geizom explica que as emissoras católicas, sejam elas rádio ou TV, assim como todos os outros canais, têm atingido diariamente índices de audiência elevados. “Os canais até então menos assistidos tem superado canais que antes tinham posições acima em algumas faixas de horários, e isso ocorre porque não é uma busca qualquer por programação ou informação”, ressalta. Atualmente, o Brasil conta com nove emissoras de TV Católicas (geradoras) sendo elas: TV Evangelizar, TV Nazaré, TV Imaculada, TV Horizonte, TV Aparecida, TV Canção Nova, TV Pai Eterno, TV Rede Vida e TV Século 21 e por centenas de emissoras de rádios católicas. Neste período de pandemia, todos esses meios de comunicação juntos, além da internet, estão oferecendo um conteúdo específico para aquelas pessoas que precisam ser amparadas, consoladas ou aquelas que estão isoladas em suas casas por conta da covid-19 e veem nessas emissoras um meio de estar mais conectado ao sagrado e em comunhão com o mundo que ora para o fim dessa pandemia. A solidão, o medo da contaminação, o cenário econômico e político assusta a todos. As igrejas estão vazias, de todas as religiões, não se pode sair de casa. Todo esse movimento tem gerado resultados positivos na audiência dos canais, mesmo que não aferindo ibope nacional. De acordo com dados do Google Analytics, a estimativa é que a audiência das emissoras tenha crescido em 300% no meio digital. Com isso, é possível que tenha aumentado consideravelmente os índices diários em pontos nas praças onde se mede o Ibope. “Aumentos que são percebidos pelos telefones das emissoras que não param e em muitas tem até travado pelo excesso de volume de ligações e ou recebimento de e-mails, praticamente todos as emissoras relatam que tiveram de contratar mais acessos de streaming de TV e áudio para seus sites e seus aplicativos”, ressalta Geizom. Segundo ele, esse público busca na sua casa esse encontro com o Sagrado e o encontram nas emissoras católicas que tem desenvolvido habilidades de proximidade com o público na oração, na evangelização mantendo e melhorando alguns tópicos dentro das suas grades, num sentido humanitário, pois o divino e o humano são as pautas de todas as emissoras católicas, que tem aumentado as transmissões da linha devocional como celebrações de missas, adorações, novenas, programas de louvor todas elas sem público. Padre Reginaldo Mazotti: Foto: Divulgação “As igrejas continuam vazias, os auditórios continuam sem público, mas a fé é o elemento fundamental de proximidade das pessoas e a criatividade de estar juntos. Como a campanha iniciada aqui no Brasil pelo padre Reginaldo Manzotti, o qual pediu às pessoas que enviassem fotos por e-mail para serem colocadas dentro do Santuário e de auditórios. Foram contabilizadas mais de 700.000 fotos de pessoas do Brasil, do mundo e de várias religiões que querem se sentir próximas e participativas desses momentos devocionais”, explica Geizom. As emissoras católicas vêm respeitando a redução de equipes e com grande profissionalismo tem dado destaque também para os seus conteúdos de jornalismo, com informações e notícias do Brasil e do mundo, mas um noticiário humanizado com foco na vida. Já os conteúdos de entretenimento têm sido trabalhados com mais zelo e amparo às pessoas, histórias reais, testemunhos e partilhas de vida. De acordo com Geizom, as transmissões ao vivo e em rede que têm sido partilhadas e compartilhadas entre as emissoras demonstram uma total união não só entre as nove emissoras católicas de TV geradoras do Brasil e as centenas de emissoras de rádio, mas também emissoras de todo mundo, em parcerias com a CTV e o Vatican News e emissoras ligadas a Santa Sé num relacionamento diário com a própria CNBB, que orienta e solicita apoio no atendimento das pessoas e da fé. “A nossa união em Signis Brasil pela coordenação das tevês católicas e partilha com a RCR – Rede Católica da Igreja de Rádios, é quem gera conteúdos, o partilha com qualidade e da maneira mais rápida. Não se pensa em exclusividade de conteúdo, não pensamos em concorrência, pensamos em Evangelização e em ser Igreja, pensamos em capilaridade de informação que é útil a todas as pessoas e que somente é atingida com a união das emissoras que exibem os mesmos conteúdos ao vivo ou simultaneamente para chegar a todos os lares brasileiros, para chegar a todas as pessoas que acessem nossos veículos, seja em canal aberto, rádio modulado, aplicativo ou plataforma digital. Pela pandemia somos unidos numa COMUM-UNIDADE para chegar a todas as pessoas levando a Boa Nova de Jesus, a fé, a esperança, a caridade e o amor”, destaca. Tirado do site da CNBB

CNBB une-se a cinco organizações da sociedade civil e assina pacto pela vida e pelo Brasil

No Dia Mundial da Saúde, celebrado nesta terça-feira, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), juntamente com a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), a Comissão Arns, a Academia Brasileira de Ciências, a Associação Brasileira de Imprensa e a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência assinaram o Pacto pela Vida e pelo Brasil. O documento reconhece que o Brasil vive uma grave crise – sanitária, econômica, social e política – e que exige de todos, especialmente de governantes e representantes do povo, o exercício de uma cidadania guiada pelos princípios da solidariedade e da dignidade humana, assentada no diálogo maduro, corresponsável, na busca de soluções conjuntas para o bem comum, particularmente dos mais pobres e vulneráveis. “O momento que estamos enfrentando clama pela união de toda a sociedade brasileira, para a qual nos dirigimos aqui. O desafio é imenso: a humanidade está sendo colocada à prova. A vida humana está em risco”, diz um trecho. A pandemia do novo coronavírus que se espalha pelo Brasil exigindo a disciplina do isolamento social é mencionada no texto. As entidades assinantes reiteram, portanto, que deve-se, pois, repudiar discursos que desacreditem a eficácia dessa estratégia, colocando em risco a saúde e sobrevivência do povo brasileiro. Em contrapartida, no texto, as entidades afirmam que deve-se apoiar e seguir as orientações dos organismos nacionais de saúde, como o Ministério da Saúde, e dos internacionais, a começar pela Organização Mundial de Saúde – OMS. “É hora de entrar em cena no Brasil o coro dos lúcidos, fazendo valer a opção por escolhas científicas, políticas e modelos sociais que coloquem o mundo e a nossa sociedade em um tempo, de fato, novo”, diz outro trecho. Ainda no documento, as entidades afirmam que a sociedade civil espera, e tem o direito de exigir, que o Governo Federal seja promotor desse diálogo, presidindo o processo de grandes e urgentes mudanças em harmonia com os poderes da República, ultrapassando a insensatez das provocações e dos personalismos, para se ater aos princípios e aos valores sacramentados na Constituição de 1988. As entidades lembram, ainda, que a árdua tarefa de combate à pandemia é dever de todos, com a participação de todos — no caso do Governo Federal, em articulada cooperação com os governos dos Estados e Municípios e em conexão estreita com as instituições. “A hora é grave e clama por liderança ética, arrojada, humanística, que ecoe um pacto firmado por toda a sociedade, como compromisso e bússola para a superação da crise atual”. No texto também é ressaltado a importância do Sistema Único de Saúde – SUS. “É necessário e inadiável um aumento significativo do orçamento para o setor: o SUS é o instrumento que temos para garantir acesso universal a ações e serviços para recuperação, proteção e promoção da saúde”. No documento, as entidades reconhecem que a saúde das pessoas e a capacidade produtiva do país são fundamentais para o bem-estar de todos. Mas propugnam, uma vez mais, a primazia do trabalho sobre o capital, do humano sobre o financeiro, da solidariedade sobre a competição. “É urgente a formação deste Pacto pela Vida e pelo Brasil. Que ele seja abraçado por toda a sociedade brasileira em sua diversidade, sua criatividade e sua potência vital. E que ele fortaleça a nossa democracia, mantendo-nos irredutivelmente unidos. Não deixaremos que nos roubem a esperança de um futuro melhor”. Tirado do site da CNBB Nacional

Papa: no drama da pandemia, pedir a graça de viver para servir

Em meio à pandemia, não só a Praça São Pedro vazia, mas também a Basílica Vaticana, onde o Papa Francisco presidiu à celebração eucarística neste Domingo de Ramos. Com o Pontífice, o mestre das cerimônias litírgicas, Mons. Guido Marini, poucos diáconos, um único cardeal, alguns leigos e religiosas. Também o coral foi em número reduzido. As oliveiras e os ramos perto do altar central lembravam a entrada triunfante de Jesus em Jerusalém. Na homilia, o convite do Papa foi para se deixar guiar pela Palavra de Deus na Semana Santa, que, quase como um refrão, mostra Jesus como servo: na Quinta-feira Santa, é o servo que lava os pés aos discípulos; na Sexta-feira Santa, é apresentado como o servo sofredor e vitorioso (cf. Is 52, 13); e já amanhã, Isaías profetiza: «Eis o meu servo que Eu amparo» (42, 1). “Deus salvou-nos, servindo-nos. Geralmente pensamos que somos nós que servimos a Deus. Mas não; foi Ele que nos serviu gratuitamente, porque nos amou primeiro. É difícil amar, sem ser amado; e é ainda mais difícil servir, se não nos deixamos servir por Deus.” Traição e abandono O Senhor, explicou o Papa, nos serviu dando a sua vida por nós, a ponto de experimentar as situações mais dolorosas para quem ama: a traição e o abandono. Jesus sofreu a traição do discípulo que O vendeu e do discípulo que O renegou, foi traído pela multidão, pela instituição religiosa e pela instituição política. Quando sofremos traições, a vida parece deixar de ter sentido. Isso porque nascemos para ser amados e para amar. “Olhemos dentro nós mesmos; se formos sinceros para conosco, veremos as nossas infidelidades. Tanta falsidade, hipocrisia e fingimento! Tantas boas intenções traídas! Tantas promessas quebradas! Tantos propósitos esmorecidos! O Senhor conhece melhor do que nós o nosso coração; sabe como somos fracos e inconstantes.” O que Ele faz para nos servir é tomar sobre Si as nossas infidelidades, removendo as nossas traições. Assim, nós, em vez de desanimarmos com medo de não ser capazes, podemos levantar o olhar para o Crucificado e seguir em frente. Meu Deus, meu Deus, por que Me abandonaste? Sobre o abandono de Jesus, nada é mais impressionante do que as palavras pronunciadas por Ele na cruz: Meu Deus, meu Deus, por que Me abandonaste? No abismo da solidão, pela primeira vez Jesus O designa pelo nome genérico de «Deus». Na realidade, explicou Francisco, trata-se das palavras de um Salmo (cf. 22, 2), que dizem como Jesus levou à oração inclusive a extrema desolação. O porquê de tudo isto, mais uma vez encontramos na palavra serviço. Jesus morreu por nós, para nos servir. Lembremo-nos de que não estamos sós: “Hoje, no drama da pandemia, perante tantas certezas que se desmoronam, diante de tantas expetativas traídas, no sentido de abandono que nos aperta o coração, Jesus diz a cada um: Coragem! Abra o coração ao meu amor.” Estamos no mundo para amar a Ele e aos outros, disse ainda o Papa: “o resto passa, isto permanece. O drama que estamos atravessando impele-nos a levar a sério o que é sério, a não nos perdermos em coisas de pouco valor; a redescobrir que a vida não serve, se não se serve. Porque a vida mede-se pelo amor”. Jovens: viver para servir A exortação do Pontífice, nestes dias da Semana Santa, em casa, é permanecer diante do Crucificado. Diante de Deus, pedir a graça de viver para servir. “Procuremos contatar quem sofre, quem está sozinho e necessitado. Não pensemos só naquilo que nos falta, mas no bem que podemos fazer.” A senda do serviço, concluiu Francisco, é o caminho vencedor, que nos salvou e salva a vida. E essas palavras foram dedicadas aos jovens, que hoje celebram a 35 Jornada Mundial da Juventude: “Queridos amigos, olhem para os verdadeiros heróis que vêm à luz nestes dias: não são aqueles que têm fama, dinheiro e sucesso, mas aqueles que se oferecem para servir os outros. Sintam-se chamados a arriscar a vida. Porque a maior alegria é dizer sim ao amor, sem se nem mas... Como fez Jesus por nós.” Por Bianca Fraccalvieri Em Vatican News

Comissão para Liturgia oferece roteiro de Celebração em Família no Domingo de Ramos

Neste domingo, 5 de abril, a Igreja no mundo dá início à celebração da Semana Santa, que este ano vai ser diferente por causa da pandemia do coronavírus. A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, por meio da Comissão Episcopal para a Liturgia, convoca os cristãos a celebrarem a entrada de Jesus em Jerusalém montado em um jumentinho e aclamado pelo povo, cada um e cada família em suas casas. Para ajudar neste momento de fé e esperança, a Comissão para Liturgia preparou um roteiro especial de Celebração da Palavra de Deus para ser feito em família. Além, é claro, de poder acompanhar as missas transmitidas pelos veículos de comunicação de inspiração católica. Escolha em sua casa um local adequado para celebrar e rezar juntos. Prepare sua Bíblia com o texto a ser proclamado, um crucifixo, uma imagem ou ícone de Nossa Senhora, uma vela a ser acesa no momento da celebração. Escolha quem irá fazer o “Dirigente (D)” da celebração: pode ser o pai ou mãe e quem fará as leituras (L). Na letra (T) todos rezam ou cantam juntos. A comissão indica ainda que se coloque no portão ou na porta de casa (em um lugar bem visível) um ramo no momento da celebração pois marcar a casa é uma característica do povo de Deus. De acordo com a comissão, as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora na Igreja do Brasil afirma no número 73 que: “A casa, enquanto espaço familiar, foi um dos lugares privilegiados para o encontro e o diálogo de Jesus e seus seguidores com diversas pessoas (Mc 1,29; 2,15; 3,20; 5,38; 7,24). Nas casas Ele curava e perdoava os pecados (Mc 2,1-12), partilhava a mesa com publicanos e pecadores (Mc 2,15ss; 14,3), refletia sobre assuntos importantes, como o jejum (Mc 2,18-22), orientava sobre o comportamento na comunidade (Mc 9,33ss; 10,10) e a importância de se ouvir a Palavra de Deus (Mt 13,17.43).”   Baixe aqui o arquivo com o roteiro especial da Celebração da Palavra de Deus. Tirado do site da CNBB

Presidente da Comissão para a Doutrina da Fé da CNBB esclarece sobre confusões em relação à fé que circulam nas redes sociais a respeito da Covid-19

Na última sexta-feira, 27 de março, pela primeira vez, o mundo se uniu em oração ao Papa Francisco para acompanhar, direto da Praça São Pedro vazia, a bênção extraordinária Urbi et Orbi – que geralmente é feita apenas no Natal e na Páscoa. O momento de oração foi um pedido pelo fim da pandemia do novo coronavírus. Além disso, Francisco concedeu indulgência plenária – que é o perdão do mal causado como consequência do pecado – aos fiéis. Desde o início da pandemia no Brasil, inúmeros momentos de oração, reflexão e pregação têm tomado conta das redes sociais. Muitos deles sem fundamento algum na Doutrina Católica, que é constituída pelo conjunto de dogmas, verdades de fé , ensinamentos, preceitos e leis que formam o magistério da Igreja Católica Apostólica Romana. Fernando Altemeyer Júnior. Foto: arquivo pessoal O professor de teologia da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), Fernando Altemeyer Júnior, escreveu recentemente sobre amuletos e proteção. “Deus não escolhe uns e mata outros de forma sádica ou como algo inevitável da roda cíclica da morte”, disse. Em um trecho do texto, o professor destaca que “essa maneira de ver a religião como amuleto da sorte, ou posse de objetos sagrados que me salvassem do mal que todos estamos submetidos é tremendamente defeituosa e caricata. Falsifica Deus e o faz ser um agente do mal”. Ainda segundo o texto, o teólogo afirma que a oração não é vacina nem é antídoto. “Se fosse assim a dezena de padres mortos em Bolonha estaria viva! Fé é a força da esperança de quem crê e confia sem resultados aparentes. Pessoas de fé também morrem e às vezes mais que os incrédulos. Fé não salva uns e mata outros, protegendo uns e discriminando outros. Se fosse assim estaríamos dizendo que Deus detesta Itália e ama o Brasil”. O professor Altemeyer destaca no texto que “Deus nos ama por igual, todos e cada um, crente ou ateu, mesmo se não rezássemos nem um pai-nosso. Deus que é Pai perdoa antes que abramos a nossa boca. Atenção para esse tipo de religião mágica de barganha e privilégios”. Dom Pedro Carlos Cipollini. Foto:CNBB Em uma rápida busca pela internet é possível ver que as pessoas têm escrito e compartilhado “explicações” sobre os desígnios de Deus a respeito da pandemia do coronavírus. Diante disso, o portal da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) conversou com o bispo de Santo André e presidente da Comissão Episcopal para a Doutrina da Fé da CNBB, dom Pedro Carlos Cipollini, que destacou que esta visão de que Deus castiga e pune não está de acordo com a revelação que Jesus nos fez do Pai que não quer a morte do pecador, mas que ele se converta de vida. Leia a aqui entrevista completa: Deus quem manda o vírus para converter o povo? Não é Deus que manda. Esta visão de que Deus castiga e pune não é de acordo com a revelação que Jesus nos fez do Pai que não quer a morte do pecador, mas que ele se converta e viva. Jesus disse ainda: quero misericórdia e não sacrifício. Deus não manda, mas permite com um objetivo maior? Deus permite? Sim Deus permite as consequências das ações do próprio homem que hoje por exemplo está de certa forma destruindo a natureza, a terra, nossa casa comum. Isto porque Deus é Pai mas não paternalista, ele permite que soframos as consequências de nossas escolhas. A fé pode ser uma armadura e evitar as infecções? A fé é sempre uma armadura do espírito para, mais que evitar, vencer o mal em todas as suas manifestações. Porém, a cura pode ser fruto da própria ação inteligente do homem que consegue descobrir os remédios necessários. Agora algumas curas são especiais e fruto da intervenção direta de Deus sem explicações científicas. Somente os não pecadores e convertidos serão salvos? Esta pergunta sobre quem será salvo está lá no Evangelho de Marcos (cap. 16,16) “quem crer será salvo” . Consideremos que este ato misterioso de crer pode vir até em um último momento como veio para o bom ladrão. Serão salvos os pecadores que reconhecem seu pecado e os que estão no caminho da conversão. Deus quer que todos se salvem e nenhum se perca. Como podemos enxergar coerentemente aos olhos da fé tudo que está acontecendo? Aos olhos da fé devemos ver a ação de Deus em tudo. Ele está presente em tudo o que acontece mesmo que seja algo que aparentemente seja absurdo como a morte de um inocente na cruz (Jesus). A fé nos ensina além disso que tudo concorre para o bem dos que creem e amam a Deus. Pois Deus sabe tirar o bem de situações que são ruins como a morte na cruz. Foi passando pela cruz que Jesus ressuscitou. Morrendo destruiu a morte. A fé aponta para o mistério pascal que está impresso em todas as realidades e também nessa de pandemia. É um momento de sofrimento, mas Deus fará surgir uma luz. A vida tem a última palavra, Deus tem a última palavra, esta é a visão da fé. Tirado do site da CNBB Nacional

Papa Francisco alerta para os vícios e os perigos do mundo virtual

Pela libertação dos diferentes vícios que hoje afetam milhões de pessoas em todo o mundo: na intenção de oração deste mês de abril, Francisco lança seu olhar para as pessoas escravas das dependências. O “drama do vício”não apenas se refere apenas à dependência de drogas, álcool e cigarro, que continuam sendo as mais comuns na sociedade. Hoje, esse drama assume formas diferentes e novas: de acordo com a Organização Mundial da Saúde, o crescente uso de Internet, computadores, smartphones e outros dispositivos eletrônicos está associado não apenas a benefícios para usuários, mas também a casos documentados de uso excessivo, que podem levar a diferentes vícios com consequências negativas para a saúde. Esta presença incontrolada nas plataformas digitais pode afetar a qualidade das relações cotidianas. Diante desses “perigos do mundo virtual”, o Papa explica que, “apoiados pelo Evangelho da Misericórdia, podemos aliviar, cuidar e curar o sofrimento relacionado aos novos vícios”, por exemplo, através de prevenção, reabilitação e projetos de reintegração. Pandemia A Rede Mundial de Oração do Papa, à qual são confiadas as intenções de oração, escolhem com quase um ano de antecedência os temas para cada mês. Mas em meio ao período de pandemia de coronavírus que estamos vivendo, a Rede lançou um vídeo extraordinário no dia 24 de março, em que o Papa pede para rezar pelos doentes e os que sofrem, e agradece também a “todos os homens e mulheres de boa vontade que rezam por este momento, todos unidos, sem distinção de tradição religiosa a que pertençam”. Por Vatican News

Liturgia

Clique e leia a liturgia diária

Calendário

Calendário de pastoral da Diocese
Liturgias do Tríduo e Via-Sacra, a Páscoa essencial do Papa
Liturgias do Tríduo e Via-Sacra, a Páscoa essencial do Papa
Tudo será mais sóbrio e essencial. O Departamento de Celebrações Litúrgicas do Sumo Pontífice teve que organizar rapidamente as celebrações papais que Francisco está prestes a presidir sem a...
O Papa na Audiência Geral: crucifixo e Evangelho, grande liturgia doméstica
O Papa na Audiência Geral: crucifixo e Evangelho, grande liturgia doméstica
“Nessas semanas de apreensão por causa da pandemia que está fazendo o mundo sofrer, entre as mui...
Cresce audiência de emissoras de rádio e TV de inspiração católica por causa da pandemia
Cresce audiência de emissoras de rádio e TV de inspiração católica por causa da pandemia
O isolamento social modificou completamente a vida dos brasileiros e do mundo inteiro desde que a pa...
CNBB une-se a cinco organizações da sociedade civil e assina pacto pela vida e pelo Brasil
CNBB une-se a cinco organizações da sociedade civil e assina pacto pela vida e pelo Brasil
No Dia Mundial da Saúde, celebrado nesta terça-feira, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil...

Sobre a Diocese

EVANGELIZAR, a partir de Jesus Cristo e na força do Espírito Santo, como igreja discípula, missionária e profética, alimentada pela Eucaristia e orientada pela animação bíblica, promovendo a catequese de inspiração catecumenal, a setorização e a juventude, à luz da evangélica opção preferencial pelos pobres, para que todos tenham vida (cf. Jo 10,10), rumo ao reino definitivo.

Boletim de Notícias

Deixe seu e-mail para ser avisado de novas publicações no site da Diocese de Bragança: