phone 

Cúria Diocesana

91 3425-1108

Vaticano quer abolir o plástico. O incentivo vem da Encíclica ‘Laudato si’

Animado pelo impulso da Encíclica ‘Laudato si’ do Papa Francisco, o Vaticano avança em direção a altos percentuais de coleta seletiva de lixo. A venda de plástico descartável já foi proibida e quando terminar o estoque, até o final do ano, estará livre do plástico. Além disso, o Vaticano alcançou um alto grau de reciclagem: 55% dos resíduos são de fato diferenciados, com o objetivo de atingir 70-75% em três anos. Ilha ecológica para resíduos especiais “O mundo dos resíduos é dividido em duas grandes categorias: a de lixo urbano e a de lixo especial, perigoso ou não perigoso. Em 2016, foi criada uma ilha ecológica para onde são destinados todos os resíduos especiais. Em 2018, a ilha foi reestruturada e reforçada, e agora conseguimos administrar cerca de 85 códigos Cer, que são os códigos de resíduos da União Europeia. Nestes primeiros seis meses conseguimos reduzir a proporção do não reciclável para 2%, portanto, uma taxa de seletivo de 98%”, declarou o responsável pelo Serviço de Jardinagem e Limpeza Urbana do Vaticano, Rafael Ignacio Tornini. Pontos críticos Mais difícil é a situação do não reciclável na Praça São Pedro, de competência vaticana, cheia de milhares de turistas todos os dias. “Ali, o não reciclável incide um pouco sobre todo o resto. Mas, debaixo das colunatas, colocamos recipientes específicos para o plástico e devo dizer que funciona, pois coletamos cerca de dez quilos por dia”, ressaltou. “Fazemos adubo com a coleta do orgânico e com a poda das plantas (400 toneladas de material). Assim, trabalhamos para colocar no mercado a menor quantidade de resíduo possível. O que descartamos, tentamos reutilizá-lo no jardim, no Vaticano ou em Castel Gandolfo, como fertilizante de boa qualidade”, sublinhou Tornini. A encíclica verde do Papa foi o incentivo Tornini admite que foi necessário muito trabalho para mudar a “mentalidade”. “Foram dados cursos para os funcionários que gerenciam os resíduos especiais”, frisou. “O segredo foi acolher no coração as diretrizes do Santo Padre na ‘Laudato si’. A Casa comum deve ser salvaguardada e nós devemos ser os primeiros a fazer isso”, concluiu. Por Eugenio Serra Em Vatican News

Papa Francisco nomeia bispos para as dioceses de Bonfim (BA) e Foz do Iguaçu (PR)

O papa Francisco nomeou nesta quarta-feira, 17, para a vacante diocese de Bonfim, na Bahia, o padre Hernaldo Pinto Farias, membro da Congregação do Santíssimo Sacramento. Padre Hernaldo nasceu em 24 de junho de 1964. É bacharel em Teologia pelo Instituto Teológico São Paulo, ITESP, e licenciado em Filosofia pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras das Faculdades Associadas do Ipiranga, em São Paulo. Possui mestrado em Teologia Dogmática pela Pontifícia Faculdade de Teologia Nossa Senhora da Assunção e em Sagrada Liturgia pelo Pontifício Ateneu Santo Anselmo de Roma. Também é doutor em Sagrada Liturgia pelo Pontifício Ateneu Santo Anselmo de Roma. Desde 1996 padre Hernaldo é membro do Centro de Liturgia dom Clemente Isnard. Atualmente também é membro da Associação dos Liturgistas do Brasil (ASLI) e professor do curso de atualização e especialização nordestão de liturgia, em Crato (CE). Além dessas funções, é coordenador do curso de pós-graduação em Espaço Litúrgico e Arte Sacra do Centro de Liturgia Dom Clemente Isnard e membro da Comissão Internacional de Finanças da Congregação do Santíssimo Sacramento junto à Cúria Geral. Confira, abaixo, a saudação da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil ao novo bispo: Saudação da CNBB ao novo bispo de Bonfim Prezado monsenhor Hernaldo Pinto Farias, A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) lhe envia saudações fraternas pela nomeação, feita pelo papa Francisco, como bispo de Bonfim (BA). Em comunhão com os fiéis de toda a diocese de Bonfim, o acolhemos, com alegria, como membro do episcopado e desejamos que sua missão seja fecunda e generosa em misericórdia, como pede o Santo Padre: “a verdade da misericórdia se confirma nos nossos gestos de cada dia, que tornam visível a ação de Deus no meio de nós”. Com nossas preces, Dom Walmor Oliveira de AzevedoArcebispo de Belo Horizonte (MG)Presidente da CNBB Dom Jaime SpenglerArcebispo de Porto Alegre (RS)Primeiro Vice-Presidente da CNBB Dom Mário Antônio da SilvaBispo de Roraima (RR)Segundo Vice-Presidente da CNBB Dom Joel Portella AmadoBispo auxiliar da arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro (RJ)Secretário-geral da CNBB   Papa nomeia novo bispo para a diocese vacante de Foz do Iguaçu (PR) O Papa Francisco nomeou nesta quarta-feira, 17, o novo bispo da diocese de Foz do Iguaçu (PR), dom Sérgio de Deus Borges, atualmente bispo auxiliar da Arquidiocese de São Paulo. A diocese estava vacante desde 29 de setembro de 2018, quando faleceu dom Dirceu Vegini. A decisão do papa Francisco foi comunicada pela Nunciatura Apostólica no Brasil. Dom Sérgio de Deus Borges foi nomeado bispo auxiliar para a arquidiocese de São Paulo (SP), em 27 de junho de 2012, pelo então papa Bento XVI. Em 23 de maio de 2018, foi nomeado pelo papa Francisco Administrador Apostólico da Eparquia Nossa Senhora do Paraíso em São Paulo dos Greco-Melquitas, função que ocupou até 17 de junho de 2019. Saudação da CNBB a Dom Sérgio de Deus Borges Brasília-DF, 16 de julho de 2019 Prezado Irmão, Dom Sérgio de Deus Borges, A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) manifesta alegria por sua nomeação como bispo da diocese de Foz do Iguaçu (PR), vacante desde 29 de setembro de 2018. Renovamos também o agradecimento ao papa Francisco que tem enviado pastores para nossas Igrejas Particulares. Agradecemos o trabalho realizado desde a sua ordenação como bispo auxiliar da Arquidiocese de São Paulo (SP), nestes últimos sete anos. Ao celebrar sua nomeação, recorremos às palavras do papa Francisco pronunciadas no Angelus no último 7 de julho: “A messe é grande, mas os trabalhadores são poucos! Rezem, então, ao Senhor da messe para que mande trabalhadores na sua messe. Esse pedido de Jesus é sempre válido. Sempre devemos rezar ao ‘dono da messe’, isto é, Deus Pai, para que mande operários para trabalhar no seu campo que é o mundo. E, cada um de nós, deve fazê-lo com o coração aberto, com uma atitude missionária; a nossa oração não deve se limitar somente ao que precisamos, às nossas necessidades: uma oração é realmente cristã se também tiver uma dimensão universal.”             Conte com nossas orações e desejo de, que seu pastoreio, em Foz do Iguaçu, seja pleno de bons frutos. Em Cristo, Dom Walmor Oliveira de AzevedoArcebispo de Belo Horizonte (MG)Presidente da CNBB Dom Jaime SpenglerArcebispo de Porto Alegre (RS)Primeiro Vice-Presidente da CNBB Dom Mário Antônio da SilvaBispo de Roraima (RR)Segundo Vice-Presidente da CNBB Dom Joel Portella AmadoBispo auxiliar da arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro (RJ)Secretário-geral da CNBB Disponível no site da CNBB

Santa Sé: fazer mais para combater a fome no mundo

"A humanidade não cumpriu suficientemente seu dever pelos irmãos mais pobres". Com estas palavras, Mons. Fernando Chica Arellano, Observador Permanente da Santa Sé junto à Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), ao Fundo Internacional para o Desenvolvimento Agrícola (FIDA) e ao Programa Mundial de Alimentos (PAM), comenta o relatório de 2019 sobre o estado da segurança alimentar e nutricional no mundo. O documento foi apresentado na terça-feira, 15,  em Nova York, por cinco agências da ONU: FAO, FIDA, UNICEF (Fundo para a Infância), PAM e OMS (Organização Mundial da Saúde). O relatório faz parte do monitoramento dos progressos em direção ao segundo Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) - "Fome Zero" - que visa derrotar a fome, promover a segurança alimentar e colocar fim a todas as formas de desnutrição até 2030.   Os números da crueldade da fome Pelo terceiro ano consecutivo, a fome no mundo não dá sinais de declínio: em 2018, cerca de 820 milhões de pessoas não tinham comida suficiente, em comparação aos 811 milhões do ano anterior. As crianças com baixo peso ao nascer são 20,5 milhões (1 em cada 7), as crianças com menos de 5 anos com desnutrição crônica são 148,9 milhões e aquelas que sofrem de desnutrição aguda são 49,5 milhões. A fome está aumentando, de modo particular, em países onde o crescimento econômico está ficando para trás, com baixa renda média e aqueles cuja renda depende do comércio internacional de matérias-primas. Em contraposição a esta triste realidade, o relatório das Nações Unidas também revela que no mundo está em aumento a obesidade e o número de pessoas com excesso de peso, particularmente entre crianças em idade escolar e adultos; e que as probabilidades de insegurança alimentar são maiores entre mulheres do que entre os homens, em todos os continentes, com a maior diferença na América Latina. "O relatório - continua Mons. Fernando Chica Arellano na entrevista concedida ao Vatican News - está nos dizendo que as pessoas por trás desses números não têm um presente sereno nem um futuro luminoso". "A comunidade internacional realmente deveria fazer mais - ressalta - falta a vontade, sobretudo em remover as causas devidas ao homem, como os conflitos, a crise econômica e as mudanças climáticas".   O grito de ajuda que vem da Ásia e da África O maior número de pessoas subnutridas (mais de 500 milhões) vive na Ásia, principalmente na parte sul. Também na África, a situação é extremamente alarmante, com as mais altas taxas de fome no mundo, que continuam a aumentar lentamente, mas de forma constante, em quase todas as regiões. Em particular, na África Oriental, cerca de um terço da população (30,8%) está subnutrida. Além do clima e dos conflitos, o aumento é favorecido pelas crises econômicas. O Observador Permanece junto às organizações e organismos das Nações Unidas para alimentação e a agricultura, enfatiza que "todos podemos fazer algo para combater a fome", antes de tudo não desperdiçando alimentos e não cedendo à indiferença, como os personagens da parábola do "bom samaritano". "A comunidade internacional - acrescenta - deve crescer em solidariedade, porque a solidariedade, o investimento na paz, são uma forma de lutar contra a fome".   Entrevista com Mons. Fernando Chica Arellano R. - Este relatório nos diz que a humanidade não cumpriu suficientemente o seu dever em relação aos nossos irmãos mais pobres. A fome continua a aumentar. Isso evidencia - eu diria - a grandeza do desafio de atingir a meta de desenvolvimento sustentável "Fome zero", até 2030. Portanto, significa que devemos trabalhar mais para melhor cumprir nosso dever como comunidade internacional e, sobretudo como pessoas, também em nível individual. Os números são realmente muito eloquentes. Falemos da Ásia: 513,9 milhões de pessoas famintas. Falemos da África: 256,1 milhões de pessoas. Na América Latina 42,5 milhões. Mas o relatório enfatiza não apenas a crueldade da fome, mas também outro aspecto: a obesidade. Os adultos obesos do mundo são 672 milhões, 13%, ou uma pessoa em cada oito. Portanto, o problema não é somente a desnutrição, mas também a má nutrição. O relatório, na verdade, está nos dizendo que as pessoas  que estão por trás desses números não têm um presente sereno nem um futuro luminoso. A comunidade internacional realmente deveria fazer mais. Falta a vontade, sobretudo na remoção das causas devidas ao homem, como os conflitos, a crise econômica e as mudanças climáticas. Esses três continuam a ser os fatores que produzem esses flagelos. A atenção aos últimos, a quem sofre, é um tema muito caro ao Papa Francisco. Como é possível promover, também nas pequenas coisas, uma transformação estrutural inclusiva? R. - Todos podemos fazer algo para lutar contra a fome. Primeiro de tudo, não desperdiçar comida; depois, não passar, como fez o sacerdote ou o levita, diante do pobre fechando os olhos ou não ouvindo o grito dos famintos. Isso a nível pessoal. A nível paroquial e de outras ONGs, tantas coisas belas estão sendo feitas, há bonitas iniciativas. Mas se pode fazer mais. Esse relatório é um impulso para fazer mais. Depois a comunidade internacional deve crescer em solidariedade, porque a solidariedade, o investimento na paz é uma forma de lutar contra a fome. Se nós não derrotarmos a fome, todos os outros objetivos de desenvolvimento sustentável da Agenda 2030, acredito que não poderão ser alcançados. O objetivo número um e o objetivo número dois são fundamentais para alcançar os outros 15 objetivos, que todos juntos sintetizam dizendo que não devemos deixar ninguém para trás. O Papa Francisco, no dia 27 de junho, recebeu a Conferência da FAO dizendo que este é um problema que deve envolver a todos, porque o sofrimento de uma pessoa é o sofrimento de todos. Ele também fez um apelo ao bom uso da água, sobretudo na produção de alimentos e em sua distribuição mais justa, porque enquanto há países onde a comida está avançando, sobretudo na África existem regiões inteiras onde, pelo contrário, ela está faltando. Essa desigualdade é verdadeiramente cruel. Por Barbara Castelli Em Vatican News

Papa na festa de N. S. do Carmo: o lugar da Igreja é perto de Cristo

“Hoje, festa de Nossa Senhora do Carmo, contemplamos Nossa Senhora que está ao lado da Cruz de Cristo. Esse é também o lugar da Igreja: perto de Cristo.” Com um tuíte, o Papa Francisco recorda a festa litúrgica de Nossa Senhora do Carmo, mãe da Ordem Carmelita, venerada desde o século XIII. O nome de Nossa Senhora do Carmo está ligado à região do Monte Carmelo (em hebraico, “carmo” significa vinha; e “elo” significa senhor; portanto, “Vinha do Senhor”). Foi ali que os profetas Elias e Eliseu se refugiaram, tornando o lugar o cenário de um dos acontecimentos mais importantes do Antigo Testamento e onde se reuniram e construíram uma pequena capela em homenagem a Nossa Senhora. Eis o porquê do nome “Ordem dos Carmelitas”. Nosso lugar é sempre ao lado de Jesus Perto da Basílica de Santa Maria Maior, no centro de Roma, se encontra a comunidade “São Martinho no Monte”, onde reside o Frei Juliano Luiz da Silva, recém-professo perpétuo. Comentando a mensagem do Papa Francisco, Fr. Juliano, que  pertence à Província Carmelitana de Santo Elias no Brasil, ressalta que o nosso lugar é sempre ao lado de Jesus, mesmo quando a dor vier nos visitar. Hoje na festa de Nossa Senhora do Carmo, o Papa Francisco nos recorda de Maria aos pés da Cruz, lugar de todo cristão. Naquele momento recebemos Maria como Mãe e desde os primeiros séculos do cristianismo ela foi reconhecida e venerada como Mãe da Igreja, aquela que caminha com seus filhos, os protege e os ensina como chegar até Jesus. Também a Ordem Carmelita, desde o início, a reconhece como Mãe, Irmã e Mestra de oração. Sabemos que nossos primeiros irmãos no Monte Carmelo já no século XIII haviam em meio a suas celas, uma capela dedicada a Maria, Senhora do Lugar. Os exemplos de Nosso Pai, o Profeta Elias e de Maria plantaram a raiz de nossa espiritualidade, o silêncio, a oração e a nossa missão profética. Como aos pés da cruz, Maria também participa do sofrimento de cada filho e os escuta. Sinal de cuidado materno é o santo escapulário, vindo também esse em momento de tribulação. O que Maria promete aos frades carmelitas daquela época se estende rapidamente a inúmeros filhos que carregam sobre o peito esse sinal de amor. O escapulário nos recorda a misericórdia de Deus para conosco e nos convida a viver segundo a sua Santa Palavra. Hoje, unidos a tantos santos do Carmelo, louvamos a Deus por tantas graças derramadas pela intercessão da Virgem do Carmo. Recordemo-nos que nosso lugar é sempre ao lado de Jesus, mesmo quando a dor vier nos visitar. Feliz festa do Carmo a todos os carmelitas e devotos da Santíssima Virgem do Monte Carmelo. Frei Juliano Luiz da Silva, O.Carm.Roma, 16 de julho de 2019 Por Bianca Fraccalvieri Em Vatican News

Regionais e pastorais incorporam as novas diretrizes da ação evangelizadora em seus planos de ação

Após a 57ª Assembleia Geral dos Bispos do Brasil realizada em Aparecida (SP) em maio deste ano, o desafio para o conjunto da Igreja no Brasil (Igrejas particulares, regionais, organismos e pastorais) é incorporar as novas diretrizes gerais da ação em seus planos de trabalho e planejamentos pastorais. Para o arcebispo de São Luís (MA) e coordenador da comissão de redação do tema central da 57ª Assembleia Geral da CNBB, dom José Belisário, “as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil são uma proposta por parte da CNBB aos vários segmentos da Igreja – arqui/dioceses, paróquias, comissões pastorais, vida consagrada, movimentos. “Todos esses segmentos têm quatro anos pela frente – 2019 a 2013 – para que, inspirando-se nelas, redijam seus planos e programas”, disse. O primeiro passo nessa direção, segundo dom Belisário, é o contato com as novas Diretrizes através do estudo e discussão. “Pelo que estou informado, as novas Diretrizes estão sendo muito bem recebidas nas várias regiões do Brasil”, ressaltou. Um bom exemplo, vem da Pastoral Familiar que reunida em sua 43ª Assembleia Ordinária realizada em Brasília de 5 a 7 de julho, aprofundou o trabalho da pastoral no contexto das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizara (DGAE) 2019-2023 da Igreja no Brasil. “As novas diretrizes falam da casa que tem a porta aberta para entrar e sair. Como Pastoral Familiar, se nós abrirmos vamos ter uma Igreja mais viva, se fecharmos nós estamos comprometendo a própria Evangelização”, destacou o bispo de Rio Grande (RS) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família, dom Ricardo Hoepers. No dia 6 de julho, o Regional Nordeste 4 da CNBB fez o mesmo movimento em sua 29ª Assembleia de Pastoral do Regional cujo principal objetivo foi estudar as novas diretrizes da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil. Os bispos do Piauí escreveram e enviaram uma mensagem com a síntese do estudo às comunidades eclesiais missionárias da região. DGAE em prática – Para o bispo auxiliar da arquidiocese do Rio de Janeiro (RJ) e secretário-geral da CNBB, dom Joel Portella um dos desafios é “ajudar o restante da presidência e toda a Conferência a viver e implantar as diretrizes gerais aprovadas na última assembleia”. A proposta, segundo dom Joel, é “dentro do possível, oferecer seminários, cursos, encontros, até usar os recursos da comunicação com materiais breves que estejam disponíveis na internet para conhecer as diretrizes”. O padre Manoel de Oliveira Filho, membro da Comissão do Texto Central sobre as DGAE 2019-2023, lembrou que a CNBB apresenta diretrizes mais gerais, mas não apresenta um plano; Após a assembleia, segundo padre Manoel, o plano deve ser feito por cada instância da Igreja nas diferentes realidades. “Se a gente acredita no projeto vamos encontrar um caminho para que ele se torne real”, concluiu. Para facilitar os estudos das novas diretrizes, a CNBB, por meio da Edições CNBB, lançou a publicação “Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil para o quadriênio 2019 – 2023″. A publicação integra a série Documentos da CNBB sob o nº 109. A publicação pode ser adquirida no blog da Edições CNBB no link: www.edicoescnbb.com.br. Disponível no site da CNBB

Exéquias do cardeal Sardi: “mestre de teologia moral”

O cardeal Paolo Sardi foi um “mestre de teologia moral”, que “contribuiu à formulação e à difusão do magistério moral do Papa São João Paulo II”. São palavras do cardeal Tarcisio Bertone, Secretário de Estado emérito, ao recordar o cardeal falecido, aos 84 anos, no dia 13 de julho em Roma, depois de uma breve doença. A missa fúnebre foi celebrada nesta segunda-feira (15) na Basílica de São Pedro. No final da missa o Papa Francisco uniu-se aos celebrantes para presidir o rito da encomendação e despedida. Colaborou na redação da “Veritatis splendor” O cardeal Bertone destacou que o cardeal Sardi, ao entrar na Secretaria de Estado aos 41 anos, desde 1990 “coordenou o escritório que colabora com o Pontífice na redação dos textos e discursos. Colaborou na redação da encíclica “Veritatis splendor” de 1993. Sobre o cardeal falecido, o cardeal Bertone recorda a “humildade e honestidade”, recebida de seus pais e a publicação em 1975 do livro “O aborto ontem e hoje” que reconstrói a história da evolução do pensamento católico sobre a delicada questão, um livro fundamental, explica o cardeal Bertone, “principalmente no contexto da calorosa discussão naqueles anos na sociedade italiana”. E evidencia que junto com seu trabalho na Secretaria de Estado, o falecido cardeal, discípulo de Paulo VI, “sempre uniu o serviço pastoral: em particular a missa celebrada todas as manhãs até pouco antes de sua internação na Basílica Vaticana, no altar onde está sepultado Papa João XXIII. Desde 2009 pro-patrono e depois patrono da Ordem de Malta Em dezembro de 1996 São João Paulo II nomeou-o arcebispo e núncio apostólico com encargos especiais, e desde então o então arcebispo Sardi continuou a trabalhar ao lado do Papa na Secretaria de Estado. Em junho de 2009, recorda por fim o cardeal Bertone, o cardeal tornou-se pró-patrono da Soberana Ordem Militar de Malta. E desde 2010 depois que Bento XVI o criou cardeal, patrono da Ordem. “Tarefa que cumpriu animado pela consciência das extraordinárias potencialidades das quais a Ordem de Malta dispõe para oferecer adequadas respostas a muitos dos dramáticos problemas que afligem o mundo”. Por Vatican News

Angelus: a compaixão é a chave da vida cristã

O Papa Francisco dedicou a alocução que antecede a oração do Angelus à parábola do Bom Samaritano, proposta pela liturgia deste XV Domingo do Tempo Comum. Para Francisco, esta parábola se tornou paradigmática da vida cristã: "Tornou-se o modelo de como um cristão deve agir", convidando os fiéis a lerem o "tesouro" contido no Evangelho de Lucas. Quem é o próximo? Neste episódio, Jesus é interrogado por um doutor da lei sobre o que é necessário para herdar a vida eterna. Jesus o convida a encontrar a resposta nas Escrituras: “Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração e com toda a tua alma, e ao teu próximo como a ti mesmo!”. Havia, porém, diferentes interpretações sobre quem seria o “próximo”. Então Jesus responde com esta parábola. O protagonista é um samaritano, grupo na época desprezado pelos judeus. Portanto, não é casual a escolha de um deles como personagem positivo da parábola. Ao longo de uma estrada, o samaritano encontra um homem roubado e agredido por assaltantes. Antes dele, por aquela estrada, haviam passado um sacerdote e um levita, isto é, pessoas que se dedicavam ao culto de Deus. Mas não pararam. O único que lhe presta socorro é justamente o samaritano, "justamente quem não tinha fé!". “Também nós pensamos em tantas pessoas que conhecemos, talvez agnósticas, que fazem o bem. Jesus escolhe como modelo alguém que não era homem de fé. E este homem, amando o irmão como a si mesmo, demonstra que ama a Deus com todo o coração e com todas as forças - o Deus que não conhecia! - e expressa ao mesmo tempo verdadeira religiosidade e plena humanidade.” Peregrinos na Praça São Pedro Lógica invertida Depois de contar a parábola, Jesus se dirige novamente ao doutor da lei e lhe diz: “Na tua opinião, qual dos três foi o próximo do homem que caiu nas mãos dos assaltantes?”. Deste modo, explicou Francisco, Jesus inverte a pergunta do seu interlocutor e também a lógica de todos nós. “Ele nos faz entender que não somos nós, com base nos nossos critérios, que definimos quem é o próximo e quem não é, mas é a pessoa em situação de necessidade que deve poder reconhecer quem é o seu próximo, isto é, quem usou de misericórdia para com ele", prosseguiu o Papa, que acrescentou: “Ser capazes de sentir compaixão: esta é a chave. Esta é a nossa chave. Se diante de uma pessoa necessitada, você não sente compaixão, o seu coração não se comove, significa que algo não funciona. Fique atento, estejamos atentos. Não nos deixemos levar pela insensibilidade egoística. A capacidade de compaixão se tornou a medida do cristão, ou melhor, do ensinamento de Jesus.” O Pontífice fez o exemplo dos moradores de rua e de como nos comportamos diante de alguém caído no chão. "Pergunte-se se o seu coração não se endureceu, se não se tornou gelo. (...) A misericórdia diante de uma vida humana na situação de necessidade é a verdadeira face do amor."  “Que a Virgem Maria nos ajude a compreender e, sobretudo, a viver sempre mais o elo indissolúvel que existe entre o amor a Deus, nosso Pai, e o amor concreto e generoso pelos nossos irmãos e nos dê a graça de ter e crescer na compaixão.” Brasileiros também rezaram o Angelus com o Papa na Praça São Pedro   Por Bianca Fraccalvieri Em Vatican News

Dom Erwin Krautler: os 80 anos de um dos maiores bispos brasileiros

Ainda hoje, pisando o solo brasileiro – terra escolhida para ser a sua – Dom Erwin é aguardado por dois ‘amigos’ da escolta policial com quem convive e que o protege das ameaças de morte que vem sofrendo há 30 anos. O bispo nascido austríaco completa neste dia 12 de julho 80 anos. Juventude e formação Aos 19, ingressou na Congregação dos Missionários do Preciosíssimo Sangue em Schellenberg, Liechtenstein. Jovem ativo, Erwin tocava violão, cantava, fazia teatro... e sonhava ser padre, missionário; queria um mundo justo, fraterno, solidário, cristão. O jovem que já conhecia Santa Teresinha de Lisieux, cuja imagem vira quando menino na Igreja Matriz da aldeia natal Koblach, a reencontrou anos mais tarde, diante de sua primeira crise vocacional, e se apaixonou definitivamente. Dom Erwin chegou à Amazônia em fins de 1965 Estudou Filosofia e Teologia em Salzburgo, onde se ordenou padre em 1965. Celebrou sua primeira Missa em 18 de julho, com o povo de Koblach; e em 25 de novembro daquele mesmo ano já estava no Pará. Lá, no Xingu, seu tio Eurico era bispo e era para onde seus sonhos de criança o levavam, quando ouvia com a família os relatos sobre os índios Kayapó. Embarcou em um navio cargueiro de Hamburgo, no norte da Alemanha, e desceu em São Luís do Maranhão. De lá para Belém e, em seguida, Altamira. Beirando a costa francesa, prometeu a si mesmo que voltaria ali para visitar a terra de Teresa. Prelazia do Xingu era a maior circunscrição eclesiástica do Brasil, com 365 mil quilômetros quadrados Lá, Padre Erwin foi vigário, pároco, reitor, professor de Filosofia Educacional e Psicologia Educacional; ecônomo ; encarregado pastoral. E descobriu que a primeira capela construída pelos Missionários do Sangue de Cristo era dedicada a Santa Teresinha. Seu primeiro barquinho também recebeu este nome. Aos 41 anos, em novembro de 1980, Papa João Paulo II o nomeou bispo coadjutor da Prelazia do Xingu. No ano seguinte, recebeu a cidadania brasileira e foi nomeado bispo, sucedendo a seu tio Dom Eurico. Visitou comunidades em todas as partes da imensa Prelazia, viajando de barco, de jipe, de avião e a pé, onde não havia estrada nem rio. Viveu os sofrimentos do povo simples, abandonado e oprimido; à margem, excluído do “banquete da vida“. Virou ‘parente’ dos indígenas; em 1983 foi jogado no chão, humilhado e preso pela polícia militar enquanto defendia canavieiros em um acampamento na Transamazônica. Eram agricultores que haviam trabalhado e não recebiam salário. O bispo não os deixou sozinhos. Na mira dos poderosos De 1983 a 1991, Dom Erwin foi Presidente do Conselho Indigenista Missionário (CIMI): outros tempos difíceis. O bispo falou no Congresso, contatou deputados e senadores, tentando convencê-los de que os índios precisavam ser considerados cidadãos adultos, donos de sua história, brasileiros e brasileiras com todos os direitos respeitados, inclusive em relação às suas terras ancestrais, suas línguas, expressões culturais e tradições, suas organizações. Começaram as ameaças de morte. Em 1987, um acidente de carro suspeito quase lhe tirou a vida e provocou a morte instantânea do Padre Salvador Deiana, missionário xaveriano que o acompanhava. Dom Erwin passou 6 semanas internado, velado por Santa Terezinha. Em 1992 foi enviado como Delegado da CNBB à IV Conferência Episcopal Latino-Americana e do Caribe em Santo Domingo; em 1995 eleito responsável pela Dimensão Missionária da Igreja no Brasil, cargo que ocupou até 2003; em 1997, participou do Sínodo da América no Vaticano. Martírio de Dorothy e Padre Tore Dom Erwin acolheu a missionária estadunidense Irmã Dorothy Stang em 1982 e a sepultou em 12 de fevereiro de 2005, barbaramente assassinada por combater com o bispo pelos direitos das comunidades camponesas e indígenas e pela preservação ambiental na região amazônica. Em 2007 foi Delegado da CNBB na V Conferência Episcopal Latino-Americana e do Caribe em Aparecida; e eleito presidente do CIMI por mais um quadriênio, missão que se renovou em 2011.Pioneiro na denúncia da exploração sexual de adolescentes, do assassinato de meninos no estado; da ação ilegal de latifundiários, grileiros, madeireiros e fazendeiros com práticas de trabalho escravo e de destruição ambiental, Dom Erwin lutou com tudo o que lhe foi possível contra a construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, que afeta comunidades indígenas e camponesas.A trajetória de Dom Erwin é reconhecida por entidades de todo o mundo; recebeu dezenas de prêmios de direitos humanos e títulos doutor honoris causa, fala tão bem o grego clássico quanto a língua dos Kayapó, e é autor de publicações em alemão e português. Com o Card. Cláudio Hummes, Presidente da REPAM, e Dom Sérgio Castriani, arcebispo de Manaus (AM) Hoje Dom Erwin Krautler é o coordenador para o Brasil da Rede Eclesial Pan-amazônica e membro do Conselho Sinodal para o Sínodo Especial dos Bispos para a Pan-amazônia, programado para outubro de 2019. E por fim, Dom Erwin é também amigo da equipe do Programa Brasileiro da Rádio Vaticano há décadas e somos muito orgulhosos que ele seja um bispo brasileiro, por escolha. Com amigos, recentemente, em Roma Por Cristiane Murray Em Vatican News

Rio Grande do Sul acolhe 3º Congresso Missionário Nacional de Seminaristas

Nos dias 10 a 14 de julho acontece em Santo Antônio da Patrulha (RS) o 3º Congresso Missionário Nacional de Seminaristas. Em sintonia com o Mês Missionário Extraordinário, convocado pelo Papa Francisco, o evento traz o tema “Batizados e enviados: a Igreja de Cristo em missão no mundo” e o lema, de inspiração apostólica: “Sereis minhas testemunhas até os confins da terra” (At 1,8). A ação faz parte das celebrações pelos 25 anos de missão para com a Igreja irmã de Moçambique. Estão envolvidos na organização do evento a coordenação nacional dos Conselhos Missionários de Seminaristas (COMISEs) e as Pontifícias Obras Missionárias (POM), com parceria e apoio de duas Comissões Episcopais Pastorais da CNBB (Ação Missionária e Cooperação Intereclesial e Comissão para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada), a Organização dos Seminários e Institutos do Brasil (OSIB) e a Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB). O Congresso conta com conferências e painéis que abrangem temas como Iniciação à vida cristã e Missão Ad gentes bem como diferentes opções de oficinas, fóruns e testemunhos. Missionário desde que era seminarista, dom José Antônio Peruzzo, arcebispo de Curitiba abriu as conferências do 3º Congresso Missionário Nacional de Seminaristas na quinta-feira (11). Dom José Antônio Peruzzo, arcebispo de Curitiba Sob o tema Iniciação à vida cristã e missão, o arcebispo mesclou, em sua fala, as experiências missionárias pelas quais passou e as indicações do Magistério da Igreja acerca da formação dos futuros presbíteros: “não é possível falar de vocação, excluindo missão”, ressaltou. No que diz respeito à Iniciação à Vida Cristã, o arcebispo de Curitiba destacou que o fator missionário não se soma ao ser padre, mas é com o chamado vocacional. Quando se deixa para trás os tesouros pessoais, aí começa a iniciação ao discipulado. “É preciso fazer uma avaliação do que estamos deixando para trás, pois não existe, nas Sagradas Escrituras, uma experiência vocacional de alguém que não tenha deixado algo para trás. E isso é um processo. Se quer saber a autenticidade de sua vocação, pergunte-se pela capacidade de despojar-se. Não missionar é golpear a identidade do discípulo. Por isso, vocação e missão andam juntas – se faltar uma, caem as duas”. Por fim, reiterou sua fala lembrando que antes de ser apóstolo é necessário ser discípulo. “As etapas formativas não são apenas para estudar filosofia e teologia, mas para fazer um caminho e tornar-se apóstolo e sair de si. Portanto, iniciar-se na vida cristã é iniciar-se na arte de ser missionário”, disse. O evento conta com a presença de cerca de 300 participantes entre seminaristas, religiosos (as), padres e bispos de diferentes dioceses do Brasil. Em seu primeiro dia, a cerimônia de abertura ficou por conta de dom Jaime Spengler, arcebispo de Porto Alegre e vice-presidente da CNBB; dom Jaime Kohl, bispo de Osório; padre Maurício da Silva Jardim, diretor das POM e irmã Regina Cândida Fuhr, representante da CRB. Confira a cobertura completa no site das Pontifícias Obras Missionárias: http://www.pom.org.br/ Com informações do Darlan Schwaab e fotos do Patryck Madeira (equipe de comunicação do 3CMNS). Disponível no site da CNBB

Liturgia

Clique e leia a liturgia diária

Calendário

Calendário de pastoral da Diocese
Vaticano quer abolir o plástico. O incentivo vem da Encíclica ‘Laudato si’
Vaticano quer abolir o plástico. O incentivo vem da Encíclica ‘Laudato si’
Animado pelo impulso da Encíclica ‘Laudato si’ do Papa Francisco, o Vaticano avança em direção a altos percentuais de coleta seletiva de lixo. A venda de plástico descartável já foi proibid...
Papa Francisco nomeia bispos para as dioceses de Bonfim (BA) e Foz do Iguaçu (PR)
Papa Francisco nomeia bispos para as dioceses de Bonfim (BA) e Foz do Iguaçu (PR)
O papa Francisco nomeou nesta quarta-feira, 17, para a vacante diocese de Bonfim, na Bahia, o padre...
Santa Sé: fazer mais para combater a fome no mundo
Santa Sé: fazer mais para combater a fome no mundo
"A humanidade não cumpriu suficientemente seu dever pelos irmãos mais pobres". Com estas palavras,...
Papa na festa de N. S. do Carmo: o lugar da Igreja é perto de Cristo
Papa na festa de N. S. do Carmo: o lugar da Igreja é perto de Cristo
“Hoje, festa de Nossa Senhora do Carmo, contemplamos Nossa Senhora que está ao lado da Cruz de Cr...

Sobre a Diocese

EVANGELIZAR, a partir de Jesus Cristo e na força do Espírito Santo, como igreja discípula, missionária e profética, alimentada pela Eucaristia e orientada pela animação bíblica, promovendo a catequese de inspiração catecumenal, a setorização e a juventude, à luz da evangélica opção preferencial pelos pobres, para que todos tenham vida (cf. Jo 10,10), rumo ao reino definitivo.

Boletim de Notícias

Deixe seu e-mail para ser avisado de novas publicações no site da Diocese de Bragança: