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Vaticano quer abolir o plástico. O incentivo vem da Encíclica ‘Laudato si’

Animado pelo impulso da Encíclica ‘Laudato si’ do Papa Francisco, o Vaticano avança em direção a altos percentuais de coleta seletiva de lixo. A venda de plástico descartável já foi proibida e quando terminar o estoque, até o final do ano, estará livre do plástico. Além disso, o Vaticano alcançou um alto grau de reciclagem: 55% dos resíduos são de fato diferenciados, com o objetivo de atingir 70-75% em três anos. Ilha ecológica para resíduos especiais “O mundo dos resíduos é dividido em duas grandes categorias: a de lixo urbano e a de lixo especial, perigoso ou não perigoso. Em 2016, foi criada uma ilha ecológica para onde são destinados todos os resíduos especiais. Em 2018, a ilha foi reestruturada e reforçada, e agora conseguimos administrar cerca de 85 códigos Cer, que são os códigos de resíduos da União Europeia. Nestes primeiros seis meses conseguimos reduzir a proporção do não reciclável para 2%, portanto, uma taxa de seletivo de 98%”, declarou o responsável pelo Serviço de Jardinagem e Limpeza Urbana do Vaticano, Rafael Ignacio Tornini. Pontos críticos Mais difícil é a situação do não reciclável na Praça São Pedro, de competência vaticana, cheia de milhares de turistas todos os dias. “Ali, o não reciclável incide um pouco sobre todo o resto. Mas, debaixo das colunatas, colocamos recipientes específicos para o plástico e devo dizer que funciona, pois coletamos cerca de dez quilos por dia”, ressaltou. “Fazemos adubo com a coleta do orgânico e com a poda das plantas (400 toneladas de material). Assim, trabalhamos para colocar no mercado a menor quantidade de resíduo possível. O que descartamos, tentamos reutilizá-lo no jardim, no Vaticano ou em Castel Gandolfo, como fertilizante de boa qualidade”, sublinhou Tornini. A encíclica verde do Papa foi o incentivo Tornini admite que foi necessário muito trabalho para mudar a “mentalidade”. “Foram dados cursos para os funcionários que gerenciam os resíduos especiais”, frisou. “O segredo foi acolher no coração as diretrizes do Santo Padre na ‘Laudato si’. A Casa comum deve ser salvaguardada e nós devemos ser os primeiros a fazer isso”, concluiu. Por Eugenio Serra Em Vatican News

Santo Arnulfo de Metz

Hoje a Igreja celebra a memória litúrgica do bispo e monge Santo Arnulfo, padroeiro dos cervejeiros. Responsável por educar um rei nos caminhos da justiça e da fé cristã. Nascido em Metz, na antiga província romana da Gália – atual França, no ano 582, Arnolfo pertencia a uma importante família nobre e cristã. Pode estudar e se casou com uma aristocrata chamada Doda. Tiveram dois filhos. A região da Gália, na época, era dominada pelos francos, um povo bárbaro, e dividia-se em diversos reinos que guerreavam entre si. Um desses reinos era a Austrásia, governada pelo rei Teoberto II, para quem Arnolfo trabalhava. Quando o monarca morreu, todos seus descendentes e familiares foram assassinados por ordem de Clotário II, rei franco que desejava incorporar o reino deles a seus domínios. Mesmo em meio a esse trágico cenário, Arnulfo permanecia um homem de fé inabalável, correto e justo. Clotário II, agora soberano de um extenso território, conhecendo a fama que Arnolfo como um cristão de boa conduta, fez dele seu conselheiro, confiando também ao santo a educação de seu filho, Dagoberto. Sob os cuidados de Arnolfo, o príncipe foi educado dentro dos costumes, da piedade e do amor cristão. Esse preparo fez com que Dagoberto, mais tarde ao assumir o trono, se tornasse um dos reis católicos mais justos da história. Apesar de ser conhecido como um homem impaciente, em seu governo o novo monarca adotou uma postura conciliadora, que evitava conflitos com outros povos e reinos. Tinha também a seu lado os sábios conselhos de Santo Elígio, que assim como Arnulfo havia servido a seu pai, Clotário II. Apesar de ser casado e possuir família, Arnolfo foi consagrado bispo de Metz, sua cidade natal. Na época a Igreja não tinha ainda um parecer uniforme sobre a questão do celibato, então não era incomum que pais de família pudessem exercer funções eclesiásticas, como o bispado. Havia sido o caso de Santo Agostinho dois séculos antes. Temendo não ser digno da função de bispo, Arnolfo atirou seu anel no rio Mosela, pedindo a Deus que se o perdoava pelos pecados que havia cometido, faria com que o anel retornasse. E ele retornou, sendo encontrado dentro do ventre de um peixe. Embora fosse leigo, Arnulfo tornou-se um dos grandes bispos de sua época. Como chefe da diocese, participou dos concílios nacionais de Clichy e Reims. Seu filho, Clodolfo, também se tornaria bispo e assumiria a diocese de Metz, enquanto seu outro filho, chamado Ansegiso, tornou-se um dos primeiros mestres do palácio da Era Carolíngia – que representou o renascimento da Europa após o conturbado período que se seguiu à queda do Império Romano. Um dos descendentes de Arnolfo seria o grande Carlos Magno. Santo Arnulfo é considerado o padroeiro dos cervejeiros. Durante uma peste que atingiu a região de Metz, contaminando a água e adoecendo as pessoas que a consumiam, o bispo orientou os fiéis a não mais consumirem as águas contaminadas. Ao invés disso, poderiam substitui-la por cerveja enquanto a doença perdurasse, pois no processo de fabricação da cerveja, o aferventamento e fermentação eliminavam os germes transmissores da enfermidade. Numa passagem pelas cidades de Oostende e Bruges, na Bélgica, também atingidas pela peste, o santo mergulhou um crucifixo em um tonel de cerveja, assegurando às pessoas que naquele momento a bebida era mais segura para o consumo do que a água. Depois de algum tempo, Arnolfo abandonou o bispado e o cargo na corte para ingressar em um mosteiro fundado por seu amigo Romarico, que também havia vivido na corte real e deixado essa vida para trás. De maneira serena, Arnulfo viveu o restante de seus dias, dedicando-se à caridade, penitência e oração. Faleceu no dia 18 de julho de 641, no mosteiro. Assim que a notícia de sua morte chegou à cidade de Metz, a população reclamou o corpo de Arnolfo, depositando-o na basílica que adotou para sempre o nome do santo. No traslado de seu corpo, vários fiéis que ajudavam a carrega-lo sentiram-se cansados e pararam em uma taverna na cidade de Champignuelles para comprar cerveja. Descobriram que havia apenas uma garrafa para ser compartilhada entre todos. Enquanto desencasavam e saciavam a sede dividindo a bebida, milagrosamente a quantidade de cerveja não diminuía. Esse feito foi atribuído a Santo Arnolfo, por esse motivo é venerado como padroeiro dos cervejeiros. A Igreja também celebra hoje a memória dos santos: Estácio, Frederico de Ultrecht. Disponível em: franciscanos.org.br

Papa Francisco nomeia bispos para as dioceses de Bonfim (BA) e Foz do Iguaçu (PR)

O papa Francisco nomeou nesta quarta-feira, 17, para a vacante diocese de Bonfim, na Bahia, o padre Hernaldo Pinto Farias, membro da Congregação do Santíssimo Sacramento. Padre Hernaldo nasceu em 24 de junho de 1964. É bacharel em Teologia pelo Instituto Teológico São Paulo, ITESP, e licenciado em Filosofia pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras das Faculdades Associadas do Ipiranga, em São Paulo. Possui mestrado em Teologia Dogmática pela Pontifícia Faculdade de Teologia Nossa Senhora da Assunção e em Sagrada Liturgia pelo Pontifício Ateneu Santo Anselmo de Roma. Também é doutor em Sagrada Liturgia pelo Pontifício Ateneu Santo Anselmo de Roma. Desde 1996 padre Hernaldo é membro do Centro de Liturgia dom Clemente Isnard. Atualmente também é membro da Associação dos Liturgistas do Brasil (ASLI) e professor do curso de atualização e especialização nordestão de liturgia, em Crato (CE). Além dessas funções, é coordenador do curso de pós-graduação em Espaço Litúrgico e Arte Sacra do Centro de Liturgia Dom Clemente Isnard e membro da Comissão Internacional de Finanças da Congregação do Santíssimo Sacramento junto à Cúria Geral. Confira, abaixo, a saudação da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil ao novo bispo: Saudação da CNBB ao novo bispo de Bonfim Prezado monsenhor Hernaldo Pinto Farias, A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) lhe envia saudações fraternas pela nomeação, feita pelo papa Francisco, como bispo de Bonfim (BA). Em comunhão com os fiéis de toda a diocese de Bonfim, o acolhemos, com alegria, como membro do episcopado e desejamos que sua missão seja fecunda e generosa em misericórdia, como pede o Santo Padre: “a verdade da misericórdia se confirma nos nossos gestos de cada dia, que tornam visível a ação de Deus no meio de nós”. Com nossas preces, Dom Walmor Oliveira de AzevedoArcebispo de Belo Horizonte (MG)Presidente da CNBB Dom Jaime SpenglerArcebispo de Porto Alegre (RS)Primeiro Vice-Presidente da CNBB Dom Mário Antônio da SilvaBispo de Roraima (RR)Segundo Vice-Presidente da CNBB Dom Joel Portella AmadoBispo auxiliar da arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro (RJ)Secretário-geral da CNBB   Papa nomeia novo bispo para a diocese vacante de Foz do Iguaçu (PR) O Papa Francisco nomeou nesta quarta-feira, 17, o novo bispo da diocese de Foz do Iguaçu (PR), dom Sérgio de Deus Borges, atualmente bispo auxiliar da Arquidiocese de São Paulo. A diocese estava vacante desde 29 de setembro de 2018, quando faleceu dom Dirceu Vegini. A decisão do papa Francisco foi comunicada pela Nunciatura Apostólica no Brasil. Dom Sérgio de Deus Borges foi nomeado bispo auxiliar para a arquidiocese de São Paulo (SP), em 27 de junho de 2012, pelo então papa Bento XVI. Em 23 de maio de 2018, foi nomeado pelo papa Francisco Administrador Apostólico da Eparquia Nossa Senhora do Paraíso em São Paulo dos Greco-Melquitas, função que ocupou até 17 de junho de 2019. Saudação da CNBB a Dom Sérgio de Deus Borges Brasília-DF, 16 de julho de 2019 Prezado Irmão, Dom Sérgio de Deus Borges, A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) manifesta alegria por sua nomeação como bispo da diocese de Foz do Iguaçu (PR), vacante desde 29 de setembro de 2018. Renovamos também o agradecimento ao papa Francisco que tem enviado pastores para nossas Igrejas Particulares. Agradecemos o trabalho realizado desde a sua ordenação como bispo auxiliar da Arquidiocese de São Paulo (SP), nestes últimos sete anos. Ao celebrar sua nomeação, recorremos às palavras do papa Francisco pronunciadas no Angelus no último 7 de julho: “A messe é grande, mas os trabalhadores são poucos! Rezem, então, ao Senhor da messe para que mande trabalhadores na sua messe. Esse pedido de Jesus é sempre válido. Sempre devemos rezar ao ‘dono da messe’, isto é, Deus Pai, para que mande operários para trabalhar no seu campo que é o mundo. E, cada um de nós, deve fazê-lo com o coração aberto, com uma atitude missionária; a nossa oração não deve se limitar somente ao que precisamos, às nossas necessidades: uma oração é realmente cristã se também tiver uma dimensão universal.”             Conte com nossas orações e desejo de, que seu pastoreio, em Foz do Iguaçu, seja pleno de bons frutos. Em Cristo, Dom Walmor Oliveira de AzevedoArcebispo de Belo Horizonte (MG)Presidente da CNBB Dom Jaime SpenglerArcebispo de Porto Alegre (RS)Primeiro Vice-Presidente da CNBB Dom Mário Antônio da SilvaBispo de Roraima (RR)Segundo Vice-Presidente da CNBB Dom Joel Portella AmadoBispo auxiliar da arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro (RJ)Secretário-geral da CNBB Disponível no site da CNBB

Santa Sé: fazer mais para combater a fome no mundo

"A humanidade não cumpriu suficientemente seu dever pelos irmãos mais pobres". Com estas palavras, Mons. Fernando Chica Arellano, Observador Permanente da Santa Sé junto à Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), ao Fundo Internacional para o Desenvolvimento Agrícola (FIDA) e ao Programa Mundial de Alimentos (PAM), comenta o relatório de 2019 sobre o estado da segurança alimentar e nutricional no mundo. O documento foi apresentado na terça-feira, 15,  em Nova York, por cinco agências da ONU: FAO, FIDA, UNICEF (Fundo para a Infância), PAM e OMS (Organização Mundial da Saúde). O relatório faz parte do monitoramento dos progressos em direção ao segundo Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) - "Fome Zero" - que visa derrotar a fome, promover a segurança alimentar e colocar fim a todas as formas de desnutrição até 2030.   Os números da crueldade da fome Pelo terceiro ano consecutivo, a fome no mundo não dá sinais de declínio: em 2018, cerca de 820 milhões de pessoas não tinham comida suficiente, em comparação aos 811 milhões do ano anterior. As crianças com baixo peso ao nascer são 20,5 milhões (1 em cada 7), as crianças com menos de 5 anos com desnutrição crônica são 148,9 milhões e aquelas que sofrem de desnutrição aguda são 49,5 milhões. A fome está aumentando, de modo particular, em países onde o crescimento econômico está ficando para trás, com baixa renda média e aqueles cuja renda depende do comércio internacional de matérias-primas. Em contraposição a esta triste realidade, o relatório das Nações Unidas também revela que no mundo está em aumento a obesidade e o número de pessoas com excesso de peso, particularmente entre crianças em idade escolar e adultos; e que as probabilidades de insegurança alimentar são maiores entre mulheres do que entre os homens, em todos os continentes, com a maior diferença na América Latina. "O relatório - continua Mons. Fernando Chica Arellano na entrevista concedida ao Vatican News - está nos dizendo que as pessoas por trás desses números não têm um presente sereno nem um futuro luminoso". "A comunidade internacional realmente deveria fazer mais - ressalta - falta a vontade, sobretudo em remover as causas devidas ao homem, como os conflitos, a crise econômica e as mudanças climáticas".   O grito de ajuda que vem da Ásia e da África O maior número de pessoas subnutridas (mais de 500 milhões) vive na Ásia, principalmente na parte sul. Também na África, a situação é extremamente alarmante, com as mais altas taxas de fome no mundo, que continuam a aumentar lentamente, mas de forma constante, em quase todas as regiões. Em particular, na África Oriental, cerca de um terço da população (30,8%) está subnutrida. Além do clima e dos conflitos, o aumento é favorecido pelas crises econômicas. O Observador Permanece junto às organizações e organismos das Nações Unidas para alimentação e a agricultura, enfatiza que "todos podemos fazer algo para combater a fome", antes de tudo não desperdiçando alimentos e não cedendo à indiferença, como os personagens da parábola do "bom samaritano". "A comunidade internacional - acrescenta - deve crescer em solidariedade, porque a solidariedade, o investimento na paz, são uma forma de lutar contra a fome".   Entrevista com Mons. Fernando Chica Arellano R. - Este relatório nos diz que a humanidade não cumpriu suficientemente o seu dever em relação aos nossos irmãos mais pobres. A fome continua a aumentar. Isso evidencia - eu diria - a grandeza do desafio de atingir a meta de desenvolvimento sustentável "Fome zero", até 2030. Portanto, significa que devemos trabalhar mais para melhor cumprir nosso dever como comunidade internacional e, sobretudo como pessoas, também em nível individual. Os números são realmente muito eloquentes. Falemos da Ásia: 513,9 milhões de pessoas famintas. Falemos da África: 256,1 milhões de pessoas. Na América Latina 42,5 milhões. Mas o relatório enfatiza não apenas a crueldade da fome, mas também outro aspecto: a obesidade. Os adultos obesos do mundo são 672 milhões, 13%, ou uma pessoa em cada oito. Portanto, o problema não é somente a desnutrição, mas também a má nutrição. O relatório, na verdade, está nos dizendo que as pessoas  que estão por trás desses números não têm um presente sereno nem um futuro luminoso. A comunidade internacional realmente deveria fazer mais. Falta a vontade, sobretudo na remoção das causas devidas ao homem, como os conflitos, a crise econômica e as mudanças climáticas. Esses três continuam a ser os fatores que produzem esses flagelos. A atenção aos últimos, a quem sofre, é um tema muito caro ao Papa Francisco. Como é possível promover, também nas pequenas coisas, uma transformação estrutural inclusiva? R. - Todos podemos fazer algo para lutar contra a fome. Primeiro de tudo, não desperdiçar comida; depois, não passar, como fez o sacerdote ou o levita, diante do pobre fechando os olhos ou não ouvindo o grito dos famintos. Isso a nível pessoal. A nível paroquial e de outras ONGs, tantas coisas belas estão sendo feitas, há bonitas iniciativas. Mas se pode fazer mais. Esse relatório é um impulso para fazer mais. Depois a comunidade internacional deve crescer em solidariedade, porque a solidariedade, o investimento na paz é uma forma de lutar contra a fome. Se nós não derrotarmos a fome, todos os outros objetivos de desenvolvimento sustentável da Agenda 2030, acredito que não poderão ser alcançados. O objetivo número um e o objetivo número dois são fundamentais para alcançar os outros 15 objetivos, que todos juntos sintetizam dizendo que não devemos deixar ninguém para trás. O Papa Francisco, no dia 27 de junho, recebeu a Conferência da FAO dizendo que este é um problema que deve envolver a todos, porque o sofrimento de uma pessoa é o sofrimento de todos. Ele também fez um apelo ao bom uso da água, sobretudo na produção de alimentos e em sua distribuição mais justa, porque enquanto há países onde a comida está avançando, sobretudo na África existem regiões inteiras onde, pelo contrário, ela está faltando. Essa desigualdade é verdadeiramente cruel. Por Barbara Castelli Em Vatican News

Inácio de Azevedo e companheiros

Beato Inácio de Azevedo e companheiros mártires Inácio de Azevedo nasceu em Portugal, na cidade do Porto, em 1527. Seus pais, Manuel e Violante, eram descendentes de famílias lusitanas, ricas e poderosas. Desde pequeno foi educado sob preceitos cristãos e recebeu também vasta cultura acadêmica. Aos dezoito anos, tornou-se administrador dos bens da família, pois tinha inteligência acima da média. Mas sua vocação era a religião. Após um retiro na cidade de Coimbra, entrou para a Companhia de Jesus em 1548. Cinco anos depois, recebeu a ordenação sacerdotal. Seus estudos eram tão avançados e seus conhecimentos tão extensos que, mesmo sem terminar o curso de teologia, foi nomeado reitor do Colégio Santo Antonio, em Lisboa. Em 1565, foi escolhido pelos jesuítas para representá-los, em Roma, na eleição do novo geral, que era ninguém menos que o próprio Francisco Borja, hoje santo. Admirado com a capacidade de Inácio, deu-lhe a incumbência de vistoriar as missões jesuítas nas Índias e no Brasil. Tal viagem de inspeção durou três anos. No Brasil, a evangelização começara havia apenas dezesseis anos, mas o trabalho dos jesuítas dava frutos em profusão. A Companhia de Jesus já estava presente em sete tribos no interior e, no litoral, possuía escolas e seminários. Ao voltar, Inácio relatou ao geral que o trabalho ia muito bem, mas poderia render ainda mais se houvesse um número maior de missionários. Recebendo autorização do superior, recrutou jesuítas na Espanha e Portugal. Após cinco meses de preparativos, ele e mais trinta e nove companheiros partiram para o Brasil, em 5 de junho de 1570, num navio mercante. Na mesma data, partiu também uma embarcação de guerra comandada por dom Luis Vasconcelos, governador do Brasil, onde seguiam mais trinta jesuítas. Oito dias depois, os dois navios pararam na ilha da Madeira, para esperar ventos mais fortes e melhor direcionados. O navio de guerra ali permaneceu, mas o capitão do mercante, que era Inácio, resolveu zarpar em direção às ilhas Canárias. Apesar dos boatos da existência de piratas calvinistas no caminho, que estariam no encalço dos jesuítas, ele não quis ouvir os conselhos de não seguir viagem. Inácio e seus parceiros preferiram permanecer a bordo e não desistir, pois não temiam a morte. Ela, de fato, os encontrou em alto mar. O navio foi atacado pelo corsário calvinista francês Jacques Sourie, que partira de La Rochelle, justamente no encalço dos missionários. O navio foi dominado, os tripulantes e demais passageiros poupados, mas todos os jesuítas foram degolados imediatamente. Era o dia 15 de julho de 1570. O culto a Inácio de Azevedo e companheiros foi aprovado pelo papa Pio IX em 1854. A festa ocorre no dia do trânsito dos quarenta de jesuítas martirizados pelas mãos de piratas calvinistas. São venerados como os “Mártires do Brasil”. Disponível em: franciscanos.org.br

Seminaristas apresentam carta ao fim do 3° Cong. Missionário Nacional

Com o tema: “Batizados e enviados: a Igreja de Cristo em Missão no Mundo e o lema: “Sereis minhas testemunhas […] até os confins da terra” (At 1,8), seminaristas diocesanos e religiosos de 104 dioceses e prelazias dos 18 regionais da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), participaram entre os dias 10 a 14 de julho, do 3° Congresso Missionário Nacional de Seminaristas, em Santo Antônio da Patrulha (RS). Ao final, foi lida e aprovada a carta-compromisso redigida a partir das discussões e encaminhamentos realizados durante os cinco dias do evento. Leia a carta na íntegra Carta-compromisso dos seminaristas congressistas aos irmãos de Seminário, senhores Bispos e Formadores de todo Brasil. Nos dias 10 a 14 de julho de 2019, estivemos reunidos em Santo Antônio da Patrulha – RS, para o 3° Congresso Missionário Nacional de Seminaristas. Somamos em torno de 300 congressistas, sendo 235 seminaristas diocesanos e religiosos de 104 dioceses e prelazias dos 18 regionais do Brasil, formadores, coordenadores de COMIREs, bispos representantes da CNBB, coordenadores das POM, representantes da OSIB, CRB, CIMI, IAM, JM e FM. Promovido pelas POM e pela comissão nacional dos COMISEs, o Congresso contou com uma excelente equipe de organização envolvendo cerca de 150 voluntários, com o COMIDI local, COMIRE Sul 3, a diocese de Osório – RS, paróquias, agentes de pastorais e movimentos e famílias da comunidade que se disponibilizaram para acolher e servir com amor e generosidade. O objetivo geral foi animar e aprimorar a formação missionária dos futuros presbíteros no Brasil, de maneira que a missão seja realmente eixo central da formação e ajude os seminaristas a adquirir um autêntico espírito missionário. Gostaríamos de transmitir a todos os nossos irmãos seminaristas, equipes de formação e bispos, nossa imensa alegria em congregar pessoas de tantas Igrejas particulares e congregações religiosas deste nosso imenso país, todas imbuídas pelo mesmo ardor missionário de animar e fortalecer nossa vocação. O Congresso foi, sem duvida, um momento de verdadeira sensibilização para com a caminhada missionária da Igreja no Brasil e no mundo. Tornou-se um excelente espaço de reflexão sobre a formação missionária dos futuros presbíteros, troca de experiências e celebrações a fim de encontrarmos novos rumos que aprimorem as orientações para a formação dos seminaristas do Brasil. Fomos impulsionados a sermos agentes ativos no processo de conversão pastoral e ajudarmos a Igreja a viver a missão como “uma paixão por Jesus e, simultaneamente uma paixão pelo seu povo” (EG 268), durante todo o processo de formação, tanto inicial como permanente. Com a intenção de despertar em medida maior a consciência da missio ad gentes e retomar com novo impulso a transformação da vida, da formação e da pastoral, sentimos que, mais do que nunca, devemos assumir sem medo o seguimento de Cristo de maneira preferencial. “Não é possível falar de vocação, excluindo missão”. O fator missionário não se soma ao ser padre, mas é um com o chamado vocacional. Antes de qualquer coisa é necessário ser discípulo, despojar-se do desnecessário e acompanhar o Mestre, assumindo os mesmos compromissos d’Ele. Assim como Cristo, é preciso “mergulhar” na dor e na dificuldade do outro. Neste sentido, é fundamental que os futuros presbíteros movimentem-se, peregrinem ao encontro daqueles que o Senhor os enviou e com passos, ritmos, etapas, uma imersão autêntica na experiência de Cristo, vivermos a apostolicidade e missionariedade da Igreja e os ensinamentos do Mestre. Também é essencial aprofundar-se nos afetos e nos sentimentos de Jesus, integrar-se em sua liberdade, em seus talentos, pensamentos, compadecimentos. Olhar para o outro, para aquele que sofre, com os olhos de Jesus a partir da iniciação cristã e da configuração a Ele, a fim de que na imagem do cristão missionário se vislumbre a figura do próprio Cristo. Na era atual em que a vida cada vez mais perde seu sentido devido às novas tecnologias, todo missionário é convidado a ser profeta, ser e fazer algo definitivo em meio a essa transitoriedade, pois a missão tende ao que não passará. A Igreja missionária, impulsionada pelo desejo de evangelizar, deve anunciar a partir da experiência própria com Deus e transformação pessoal que emerge de dentro, do ser, pelo e por amor. A partir daí, sentimos a necessidade de compreender o quanto é importante estar “enamorados por Jesus Cristo” e “encontrar forças na cruz do Senhor” que impulsiona a uma vida missionária, tirando cada um de uma zona de conforto para ir à realidade do outro. Isso se resume na necessidade de promovermos a sinodalidade e assumirmos espaços missionários nas casas de formação e nas paróquias; despertarmos o ardor missionário por meio da consciência de que a missão contínua e permanente é um transbordar da experiência pessoal com Jesus. Daí implica-se rever com coragem costumes, estilos, horários, linguagem, escuta, diálogo, estruturas, formas, ministérios, práticas de formação humana, teológica e espiritual, bem como a prática da solidariedade, da cooperação e da integração. Estamos convictos de que a vocação é dom de Deus e a missão d’Ele procede. Dirigimo-nos aos nossos bispos, reitores e formadores. Pedimos o apoio e benção para que a espiritualidade e a missionariedade sejam o princípio articulador de todo o processo formativo. Nas realidades que os COMISEs ainda não atuam ou que são pouco estruturados, pedimos sua atenção e incentivo para que sejam fortalecidos. Assim, certos da atenção de todos, reiteramos nosso desejo de juntos, animados e guiados pelo Espírito de Deus, construirmos no coração dos Seminários, Casas de Formação, Institutos, Universidades e Paróquias, uma mentalidade viva e ardente, direcionada a uma Igreja em permanente missão, com o rosto misericordioso do Pai, marca insubstituível da Igreja Missionária. Sem mais, nossa prece ao coração afim de que brote no seio da Igreja do Brasil e do mundo o amor à causa missionária. Igreja em missão, vida em doação! Em Cristo Jesus, Missionário do Pai.Os participantes do 3º Congresso Missionário Nacional de Seminaristas. Santo Antônio da Patrulha, 14 de julho de 2019 (Texto e fotos: POM) Disponível no site da CNBB

Papa na festa de N. S. do Carmo: o lugar da Igreja é perto de Cristo

“Hoje, festa de Nossa Senhora do Carmo, contemplamos Nossa Senhora que está ao lado da Cruz de Cristo. Esse é também o lugar da Igreja: perto de Cristo.” Com um tuíte, o Papa Francisco recorda a festa litúrgica de Nossa Senhora do Carmo, mãe da Ordem Carmelita, venerada desde o século XIII. O nome de Nossa Senhora do Carmo está ligado à região do Monte Carmelo (em hebraico, “carmo” significa vinha; e “elo” significa senhor; portanto, “Vinha do Senhor”). Foi ali que os profetas Elias e Eliseu se refugiaram, tornando o lugar o cenário de um dos acontecimentos mais importantes do Antigo Testamento e onde se reuniram e construíram uma pequena capela em homenagem a Nossa Senhora. Eis o porquê do nome “Ordem dos Carmelitas”. Nosso lugar é sempre ao lado de Jesus Perto da Basílica de Santa Maria Maior, no centro de Roma, se encontra a comunidade “São Martinho no Monte”, onde reside o Frei Juliano Luiz da Silva, recém-professo perpétuo. Comentando a mensagem do Papa Francisco, Fr. Juliano, que  pertence à Província Carmelitana de Santo Elias no Brasil, ressalta que o nosso lugar é sempre ao lado de Jesus, mesmo quando a dor vier nos visitar. Hoje na festa de Nossa Senhora do Carmo, o Papa Francisco nos recorda de Maria aos pés da Cruz, lugar de todo cristão. Naquele momento recebemos Maria como Mãe e desde os primeiros séculos do cristianismo ela foi reconhecida e venerada como Mãe da Igreja, aquela que caminha com seus filhos, os protege e os ensina como chegar até Jesus. Também a Ordem Carmelita, desde o início, a reconhece como Mãe, Irmã e Mestra de oração. Sabemos que nossos primeiros irmãos no Monte Carmelo já no século XIII haviam em meio a suas celas, uma capela dedicada a Maria, Senhora do Lugar. Os exemplos de Nosso Pai, o Profeta Elias e de Maria plantaram a raiz de nossa espiritualidade, o silêncio, a oração e a nossa missão profética. Como aos pés da cruz, Maria também participa do sofrimento de cada filho e os escuta. Sinal de cuidado materno é o santo escapulário, vindo também esse em momento de tribulação. O que Maria promete aos frades carmelitas daquela época se estende rapidamente a inúmeros filhos que carregam sobre o peito esse sinal de amor. O escapulário nos recorda a misericórdia de Deus para conosco e nos convida a viver segundo a sua Santa Palavra. Hoje, unidos a tantos santos do Carmelo, louvamos a Deus por tantas graças derramadas pela intercessão da Virgem do Carmo. Recordemo-nos que nosso lugar é sempre ao lado de Jesus, mesmo quando a dor vier nos visitar. Feliz festa do Carmo a todos os carmelitas e devotos da Santíssima Virgem do Monte Carmelo. Frei Juliano Luiz da Silva, O.Carm.Roma, 16 de julho de 2019 Por Bianca Fraccalvieri Em Vatican News

Santa Maria Madalena Postel

No dia 28 de novembro de 1758, nasceu a filha primogênita do casal Postel, camponeses de uma rica fazenda em Barfleur, na Normandia, França. A criança foi batizada com o nome de Júlia Francisca Catarina, tendo como padrinho aquele rico proprietário. Júlia Postel teve os estudos patrocinados pelo padrinho, que, como seus pais, queria que seguisse a vida religiosa. Ela foi aluna interna do colégio da Abadia Real das Irmãs Beneditinas, em Volognes, onde se formou professora. No início, não pensou na vida religiosa, sua preocupação era com a grande quantidade de jovens que, devido à pobreza, estavam condenadas à ignorância e à inferioridade social. De volta à sua aldeia natal, Júlia Postel, com determinação e dificuldade, criou uma escola onde lecionava e catequizava crianças, jovens e adultos abandonados à ignorância, até do próprio clero da época, que desconhecia a palavra “pastoral”. Era solicitada sempre pelos mais infelizes: pobres, órfãos, enfermos, idosos, viúvas, que a viam como uma mãe zelosa, protetora, que não os abandonava, sempre cheia de fé em Cristo. Aos ricos pedia ajuda financeira e, quando não tinha o suficiente, ia pedir esmolas, pois a escola e as obras não podiam parar. A Revolução Francesa chegou arrasadora, em 1789, declarando guerra e ódio ao trono e à Igreja, dispersando o clero e reduzindo tudo a ruínas. Júlia Postel fechou a escola, mas, a pedido do bispo, escondeu em sua casa os livros sagrados e o Santíssimo Sacramento e foi autorizada a ministrar a comunhão nos casos urgentes. Organizou missas clandestinas e instruiu grupos de catequistas para depois da Revolução. Sua vocação religiosa estava clara. A paz com a Igreja foi restabelecida em 1802. Juntamente com duas colegas e a ajuda do padre Cabart, Júlia Postel fundou a Congregação das Filhas da Misericórdia, em Cherbourg. Ao proferir seus votos, escolheu o nome de Maria Madalena. A princípio, a formação das religiosas ficou voltada para o ensino escolar e foi baseada nos mesmos princípios dos irmãos das escolas cristãs, já que na época era grande essa necessidade. Essas religiosas, aos poucos, foram se espalhando por todo o território francês. Depois, a pedido de Roma, a formação foi mudada, passando a servir como enfermeiras. Em 1832, madre Maria Madalena, junto com suas irmãs, estabeleceu-se nas ruínas da antiga Abadia Beneditina de Saint-Sauveur-le-Vicomte. Foi reconstruída com dificuldade e tornou-se a Casa-mãe da congregação. Madre Maria Madalena Postel morreu com noventa anos de idade, em 16 de julho de 1846. A fama de sua santidade logo se espalhou pelo mundo cristão. Foi beatificada em 1908, e depois canonizada pelo papa Pio XI, em 1925. Está sepultada em Saint-Sauveur-le-Vicomte. A sua festa acontece no dia 17 de julho e a sua obra, hoje, chama-se Congregação das Irmãs de Santa Maria Madalena Postel. A Igreja também celebra hoje a memória dos santos: Vitalino e Hilarino. Disponível em: franciscanos.org.br

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EVANGELIZAR, a partir de Jesus Cristo e na força do Espírito Santo, como igreja discípula, missionária e profética, alimentada pela Eucaristia e orientada pela animação bíblica, promovendo a catequese de inspiração catecumenal, a setorização e a juventude, à luz da evangélica opção preferencial pelos pobres, para que todos tenham vida (cf. Jo 10,10), rumo ao reino definitivo.

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