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Davos: Papa recorda a "responsabilidade moral" de cuidar da casa comum

Manter alta a responsabilidade moral em buscar o desenvolvimento integral desta e das futuras gerações: estes são os votos que o Papa Francisco fez aos participantes que, a partir de hoje, se reúnem em Davos, na Suíça, para o Fórum Econômico Mundial. A mensagem é endereçada ao diretor-executivo da instituição, Klaus Schwab, ao qual o Pontífice agradece o convite para participar desta 50ª edição do Fórum. A Santa Sé será representada pelo prefeito do Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral, Card. Peter Turkson. Colonização ideológica Nestes anos de trabalho, escreve o Papa, o Fórum procurou meios para reforçar a vontade política e a mútua colaboração para vencer o isolacionismo, o individualismo e a colonização ideológica, que ainda caracteriza o debate contemporâneo. Também o tema principal deste ano – a sustentabilidade – indica a necessidade de um maior empenho em todos os níveis para enfrentar as questões sobre as quais a humanidade se confronta. Nas últimas cinco décadas, analisa o Pontífice, muitas políticas promoveram benefícios à humanidade; outras, tiveram efeitos negativos e criaram lacunas importantes no desenvolvimento. Única família humana A consideração que jamais se deve perder de vista, recorda, é que “somos todos membros de uma única família humana”, portanto, temos o dever moral de cuidar uns dos outros. No centro da política pública, deve estar a pessoa, e não a busca pelo poder ou pelo lucro. Este dever moral é imprescindível na busca de soluções équas aos desafios atuais, que devem ir além de visões utilitaristas a curto prazo. Ver os outros para alcançar um fim, escreve o Papa, significa promover a injustiça; espezinhar a dignidade de outra pessoa equivale a diminuir o seu valor. Renovar a ética Francisco cita a sua Carta Encíclica Laudato si’, em que adverte para a importância de uma “ecologia integral”, que leve em consideração as implicações da complexidade e da interconexão da casa comum. A ecologia integral exige uma dimensão ética renovada, que envolva também o setor econômico. O Papa então faz os seus votos de que os participantes deste e dos Fóruns futuros mantenham alta a responsabilidade moral que cada um de nós tem em buscar o desenvolvimento integral de todos os irmãos e irmãs, inclusive os das futuras gerações. “Que as deliberações levem a um crescimento da solidariedade, especialmente para com os mais necessitados, que vivem a injustiça social e econômica e cuja própria existência está até mesmo ameaçada”, conclui Francisco, invocando a benção do “Deus da sabedoria”. O Fórum Econômico Mundial reúne cerca de três mil participantes de 120 países, entre os quais 53 chefes de estado e de governo. Até o dia 24, 350 palestras e workshops debaterão sobretudo o desafio da sustentabilidade e da coesão social. Por Vatican News

São Vicente Pallotti

Vicente Pallotti (1795-1850) é o fundador da Congregação dos Padres Palotinos e das Irmãs Palotinas. Ele foi um sacerdote romano que, com a sua profunda vida espiritual, suas múltiplas atividades apostólicas e a realização profética do apostolado, influiu de modo relevante na história da Igreja no século XIX. Nasceu em Roma , dia 21 de abril de 1795, numa família de classe média. Com sua mãe aprendeu a amar os irmãos mais pobres, crescendo generoso e bondoso. Enquanto nos estudos mostrava grande esforço e dedicação, nas orações mostrava devoção extremada ao Espírito Santo. Passava as férias no campo, na casa do tio, onde distribuía aos empregados os doces que recebia, gesto que o pai lhe ensinara: nenhum pobre saía de sua mercearia de mãos vazias. Às vezes sua generosidade preocupava, pois geralmente no inverno, voltava para casa sem os sapatos e o casaco. Pallotti admirava Francisco de Assis, pensou em ser capuchinho, mas não foi possível devido sua frágil saúde. Em 1818, se consagrou sacerdote pela diocese de Roma, onde ocupou cargos importantes na hierarquia da Igreja. Muito culto obteve o doutorado em Filosofia e Teologia. Mas foi a sua atuação em obras sociais e religiosas que lhe trouxe a santidade. Teve uma vida de profunda espiritualidade, jamais se afastando das atividades apostólicas. É fruto do seu trabalho, a importância que o Concílio Vaticano II, cento e trinta anos após sua morte, decretou para o apostolado dos leigos, dando espaço para o trabalho deles junto às comunidades cristãs. Necessidade primeira deste novo milênio, onde a proliferação dos pobres e da miséria, infelizmente se faz cada vez mais presente. Vicente defendia que todo cristão leigo, através do sacramento do batismo, tem o legítimo direito assim como a obrigação de trabalhar pela pregação da fé católica, da mesma forma que os sacerdotes. Esta ação de apostolado que os novos tempos exigiria de todos os católicos, foi sem dúvida seu carisma de inspiração visionária . Fundou, em 1835, a Obra do Apostolado Católico, que envolvia e preparava os leigos para promoverem as suas associações evangelizadoras e de caridade, orientados pelos religiosos das duas Congregações criadas por ele para esta finalidade, a dos Padres Palotinos e das Irmãs Palotinas. Vicente Pallotti morreu em Roma, no dia 22 de janeiro 1850, aos cinquenta e cinco anos de idade. De saúde frágil, doou naquele inverno seu casaco a um pobre, adquirindo a doença que o vitimou. Assim sendo não pôde ver as duas famílias religiosas serem aprovadas pelo Vaticano, que devolvia as Regras indicando sempre algum erro. Com certeza um engano abençoado, pois a continuidade e a persistência destas Obras trouxeram o novo ânimo que a Igreja necessitava. Em 1904, foram reconhecidas pela Santa Sé, motivando o pedido de sua canonização. O Papa Pio XI o beatificou Vicente Pallotti e, em 1963, as suas ideias e carisma espiritual foram plenamente reconhecidos pelo papa João XXIII, que o proclamou santo. A Igreja também celebra neste dia a memória dos santos: Vicente da Espanha, Gaudêncio e Victor. Tirado do site: franciscanos.org.br

Santa Inês

Virgem e mártir do século III, Inês pertencia à uma rica, nobre e cristã família romana. Isso lhe possibilitou receber uma educação dentro dos mais exatos preceitos religiosos, o que a fez tomar a decisão precoce de se tornar “esposa de Cristo”. Tinha apenas 13 anos quando foi denunciada como cristã. Para a Igreja, Santa Inês é o próprio símbolo da inocência e da castidade, que ela defendeu com a própria vida. A ideia da virgindade casta foi estabelecida na Igreja justamente para se contrapor à devassidão e aos costumes imorais dos pagãos. Inês levou às últimas consequências a escolha que fez a esses valores. É uma das Santas mais antigas do cristianismo e foi martirizada durante a décima perseguição ordenada contra os cristãos, desta vez imposta pelo terrível imperador Diocleciano, em 304. Dotada de uma beleza incomum, recebeu inúmeros pedidos de casamento, inclusive do filho do prefeito de Roma. Aliás, essa foi a causa que desencadeou seu suplício e uma violenta perseguição contra os cristãos. Numa certa tarde de tempestade, o rapaz tentou tomá-la nos braços, mas foi atingido por um raio e caiu morto aos seus pés. Quando o prefeito soube, procurou Inês com humildade e lhe implorou que pedisse a seu Deus pela vida de seu filho. Ela erguendo as mãos e voltando os olhos para o céu orou para que Nosso Senhor trouxesse o rapaz de volta à vida terrena, mostrando toda Sua misericórdia. O rapaz voltou e percebendo a santidade de Inês se converteu cristão. Porém, o prefeito, viu aquela situação como um sinal de poder dos cristãos e resolveu aplicar a perseguição, decretada por Diocleciano, de modo implacável. Inês, segundo ele, fora denunciada e por isso teria de ser enviada para a prisão. Mesmo assim, ela nunca tentou se livrar da pena em troca do casamento que fora proposto em nome do filho do prefeito e muito menos negou sua fé em Cristo. Preferiu sofrer as terríveis humilhações de seus carrascos, que estavam decididos a fazê-la mudar de ideia através da força. Arrastada violentamente até a presença de um ídolo pagão, para que o adorasse, Inês se manteve firme em suas orações à Cristo. Depois foi levada à uma casa de prostituição, para que fosse possuída à força, mas ninguém ousou tocar sequer num fio de seu cabelo, saindo de lá na mesma condição de castidade que chegou. Cada vez mais a situação ficava fora do controle das autoridades romanas e o povo estava se convertendo em massa. Para aplacar os ânimos Inês foi levada ao Circo e condenada à fogueira, mas o fogo prodigiosamente se abriu e não a queimou. Assim, o prefeito decretou que fosse morta por decapitação a fio de espada, naquele exato momento. Foi dessa maneira que a jovem Inês testemunhou sua fé em Cristo. Seu enterro foi um verdadeiro triunfo da fé; seus pais levaram o corpo de Inês, e o enterraram num prédio que possuíam na estrada que de Roma conduz a Nomento. Nesse local, por volta do ano de 354, uma Basílica foi erguida a pedido da filha do imperador Constantino, em honra à Santa. Trata-se de uma das mais antigas de Roma, na qual se encontram suas relíquias e sepultura. Na arte, Santa Inês é comumente representada com uma ovelha, e uma palma, sendo que a ovelha sugere sua castidade e inocência. Sua pureza martirizada faz parte, até hoje, dos rituais da Igreja. Todo ano, no dia de sua veneração, em 21 de janeiro, é realizada na Basílica de Santa Inês, fora dos muros do Vaticano, uma Missa solene onde dois cordeirinhos brancos, ornados de flores e fitas são levados para o celebrante os benzer. Depois os mesmos são apresentados ao Papa, que os entrega a religiosas encarregadas de os guardar até a época da tosquia. Com sua lã são tecidos os pálios que, na vigília de São Pedro e São Paulo, são colocados sobre o altar da Basílica de São Pedro. Posteriormente esses pálios são enviados à todos os arcebispos do mundo católico ocidental e eles os recebem em sinal da obediência que devem à Santa Sé, como centro da autoridade religiosa. A Igreja também celebra neste dia a memória dos santos: Epifânio e Frutuoso. Tirado do site: franciscanos.org.br

Chuvas no sul do Espírito Santo: arquidiocese de Vitória mobiliza paróquias para arrecadar doações

As fortes chuvas que atingiram a região sul do estado do Espírito Santo fizeram despertar iniciativas solidárias das paróquias da região e também da arquidiocese de Vitória (ES). Vários pontos de arrecadação de doações foram montados e uma conta bancária foi disponibilizada para receber recursos que vão ajudar as famílias atingidas nos municípios de Iconha, Vargem Alta, Anchieta e Rio Novo do Sul e Alfredo Chaves. De acordo com informações da Defesa Civil, são 415 pessoas desabrigadas ou desalojadas e seis mortes confirmadas. Buscas por desaparecidos também ocorrem na região. A arquidiocese de Vitória reforçou o pedido de ajuda material e espiritual, além do pedido pessoal do arcebispo metropolitano, dom Dario Campos, para que se coloquem como pontos de arrecadação de doações para os atingidos pelas chuvas. “Doações estão sendo recebidas em algumas paróquias e a Mitra Arquidiocesana, na Cidade Alta, também será um ponto de arrecadação a partir de segunda-feira”, segundo padre Moraes, pároco da  paróquia Imaculada Conceição, em Alfredo Chaves. “A situação é muito difícil e toda ajuda será bem-vinda”, diz comunicado da arquidiocese capixaba. “Muitas famílias perderam tudo que tinham, especialmente as mais carentes precisam de muita ajuda. Estamos precisando de mantimentos, água potável, material de limpeza, eletrodoméstico, roupas de cama e também para vestir, móveis, colchões…, enfim”, disse o padre, que ainda ressaltou a importância de todos estarem em oração e que ofertem “seu calor humano para as vítimas das chuvas”. Uma conta bancária foi disponibilizada para doações em dinheiro: Fundo Solidário – Chuvas no sul do Espírito Santo Banco BanestesAgência 149Conta Poupança 22.196.109CNPJ 27.071.950/0016-40 Titular: Paróquia Santo Antônio de Pádua Mais informações no site da arquidiocese de Vitória. Tirado do site da CNBB

Papa: não me canso de condenar toda forma de antissemitismo

O último compromisso oficial na manhã de segunda-feira (20/01) do Papa Francisco foi a audiência aos membros da delegação do Centro “Simon Wiesenthal”, que combate em todo o mundo todas as formas de antissemitismo, racismo e ódio contra as minorias. Esta instituição há anos mantém contatos com a Santa Sé, com o desejo comum, reforçou o Pontífice, de “tornar o mundo um lugar melhor no respeito da dignidade  humana, uma dignidade que cabe a cada um em igual medida independentemente da origem, da religião e do status social”. Fazer silêncio para fazer memória De modo especial, o Centro contribui para manter viva a memória do Holocausto. Daqui uma semana, no dia 27, recordam-se os 75 anos da libertação do campo de concentração de Auschwitz-Birkenau – campo que o Pontífice visitou em 2016. Ali, Francisco fez uma oração silenciosa e em seu discurso desta manhã falou da dificuldade que sentimos hoje em parar e fazer silêncio para ouvir o grito da humanidade sofredora. “O consumismo hodierno é também verbal: quantas palavras inúteis, quanto tempo perdido em contestar e acusar, quantas ofensas gritadas, sem cuidar daquilo que se diz. O silêncio, ao invés, ajudar a preservar a memória. Se perdemos a memória, anulamos o futuro.” Para Francisco, o aniversário da indizível crueldade que a humanidade descobriu 75 anos atrás deve ser um chamado a fazer silêncio e fazer memória. “É necessário para não nos tornar indiferentes.” Aumento do antissemitismo O Papa declarou-se preocupado com o aumento, em várias partes do mundo, de uma “indiferença egoísta”, que prepara terrenos férteis a “particularismos e populismos”. “Sobre estes terrenos, o ódio cresce rápido”, afirmou o Pontífice, definindo como “recrudescências bárbaras” recentes episódios de antissemitismo. “Não me canso de condenar firmemente toda forma de antissemitismo”, disse Francisco, reiterando que para combater estes sentimentos é necessário um esforço de integração, pesquisa e compreensão do outro. O Santo Padre citou ainda a Declaração Nostra aetate, sobre o patrimônio espiritual comum de judeus e cristãos, que deve ser sempre mais colocado a serviço de todos. “Sinto que, hoje em especial, somos chamados justamente nós, por primeiros, a este serviço: não a tomar as distâncias e excluir, mas a fazermo-nos próximos e incluir. Se não o fizermos nós, quem o fará? Também nós devemos nos recordar do passado e tomar a peito as condições de quem sofre: somente assim cultivaremos o terreno da fraternidade.” O Pontífice concluiu seu discurso agradecendo e encorajando o trabalho do Centro em defesa dos mais fracos. “Que o Altíssimo nos ajude a nos respeitar e a tornar a terra um lugar melhor, semeando paz. Shalom!”. Por Vatican News

Papa: somos pecadores, mas não escravos do mal

Na manhã deste domingo, 19 de janeiro, na Praça São Pedro, o Papa Francisco  durante a oração do Angelus convidou a todos a “darem um testemunho de Jesus”, recordando que no Evangelho de João “ao contrário dos outros três, não descreve o acontecimento, mas nos propõe o testemunho de João Batista. Ele foi a primeira testemunha de Cristo. Deus o chamara e o prepara para isso”. João Batista Depois do Batismo, João Batista, “ não consegue resistir ao impelente desejo de dar testemunho de Jesus e declara: ‘Eu vi e por isso dou testemunho’”. E comenta a extraordinária novidade trazida por Jesus: “Enquanto em todas as religiões é o homem que oferece e sacrifica alguma coisa a Deus, no evento Jesus é Deus que oferece o próprio Filho para a salvação da humanidade” E o Papa pondera: “O testemunho de João Batista nos convida a recomeçar sempre no nosso caminho de fé: recomeçar de Jesus Cristo, Cordeiro cheio de misericórdia que o Pai deu para nós”. Portanto deixar-nos sempre surpreender pela escolha de Deus de estar ao nosso lado. Pecadores, mas não escravos Porém, adverte o Papa: “Aprendamos com João Batista a ‘não presumir que já conhecemos Jesus, de saber tudo sobre Ele. Não, não é assim. Temos que nos deter no Evangelho” Francisco afirma “deixemo-nos instruir pelo Espírito Santo, que dentro nos diz: é Ele! É o Filho de Deus que se fez cordeiro, imolado por amor. Ele, Ele sozinho carregou, sofreu e expiou o pecado do mundo e também os meus pecados”. Para finalmente entendermos que sim, ainda somos pobres pecadores porém não mais escravos, não, mas filhos, filhos de Deus! Veja o ângelus na íntegra no vídeo logo abaixo. Por Jane Nogara

10 razões pelas quais o Terço é tão poderoso

Pe. Dwight Longenecker, pároco de Our Lady of the Rosary, em Carolina do Sul (Estados Unidos), compartilhou um novo artigo para ‘National Catholic Register’ com 10 razões pelas quais a oração do Terço é uma das mais "poderosas". “Os santos dizem. Os papas dizem. O Terço é uma arma poderosa contra o mal. Mas, já parou para descobrir por quê?”, escreveu o presbítero na introdução de seu recente artigo.  A seguir, as 10 razões que explicam o poder do Terço: 1. Porque o Terço envolve a vontade Sobre o primeiro ponto, Pe. Longenecker explicou: “A vontade humana é poderosa porque é compartilhar o poder de Deus. Dá-nos a vontade de escolher fazer o bem ou fazer o mal, e essa vontade, em si mesma, é uma arma poderosa no âmbito espiritual. É por isso que Satanás visa nos escravizar e incapacitar nossa vontade através de vícios. Quando nossa vontade se une à vontade de Deus através da oração, literalmente aproveitamos a fonte de poder de Deus”. 2. Porque o Terço é físico O sacerdote revelou que, quando “usamos os aspectos físicos da oração”, como adotar uma postura intencional ou sacramentais como “velas abençoadas, água benta, incensos e quadros ou imagens sagradas”, então, “estamos usando as ferramentas que possuímos e que Satanás não possui”, o que significa uma vantagem. Pe. Longenecker lembrou que “os anjos, e isso inclui os demônios, são criaturas puramente espirituais. Eles não têm a forma física e, portanto, são inferiores a nós”. 3. Porque o Terço envolve nossas funções linguísticas O também escritor de livros espirituais recorda que "Satanás não tem os meios da fala física"; em troca, o homem recebeu de Deus "línguas para louvá-lo" e "cordas vocais e ânimo para falar e cantar". “Por isso, devemos rezar o Terço em voz alta, movendo nossos lábios. Isso compromete nosso corpo físico e nosso intelecto, através dos quais podemos produzir fala”, acrescentou. 4. Porque o Terço implica nossa imaginação Pe. Longenecker detalha que, quando meditamos os mistérios do Terço, envolvemos a parte não verbal de nossa mente, que se comunica através de imagens "de uma maneira positiva e purificadora". “Satanás gosta de cativar nossa imaginação através de imagens pecaminosas. Essas imagens podem ser comunicadas através da Internet, televisão ou qualquer estímulo visual, mas também quer que nossa imaginação permaneça em imagens que são destrutivas. Portanto, nossa imaginação pode ser usada para fantasias luxuriosas, imaginações violentas contra nossos inimigos ou desfrutar de lembranças negativas”, recordou. Portanto, disse que meditar os mistérios do Terço "limpa nossa imaginação e compromete e usa a imaginação para promover a vontade de Deus em vez do mal". 5. Porque recitar o Terço através da linguagem leva à meditação O sacerdote explica que "nossas mentes geralmente funcionam de maneira linguística: usando a fala e os conceitos da fala para pensar em problemas, pensar no futuro, planejar o que vem depois etc.". Então, quando se reza o Terço, a imaginação pode ser "limpa" com "a meditação". "Ao rezar o Terço, esse canal de nossa mente está ocupado e as portas podem se abrir para a imaginação e o que eu chamo de partes ‘sub-linguísticas’ do nosso ser", afirmou. 6. Porque com o Terço é possível acessar experiências passadas para curá-las Pe. Longenecker comenta que "as emoções verdadeiras são irracionais e inexplicáveis" e, portanto, é "na área emocional da alma onde temos nossas experiências fundamentais". “No útero materno e nos estágios pré-linguísticos da vida, experimentamos a vida de maneira irracional e emocional. Enquanto rezamos o Terço e o canal linguístico está ocupado e o canal imaginativo está ocupado, o Espírito Santo pode acessar as experiências sub-linguísticas, profundas e cruas de nossos primeiros dias. Se houver feridas e más lembranças emocionais, a Mãe Maria poderá curá-las”, explicou o presbítero. 7. Porque, com o Terço, aplicam-se os mistérios curativos “Escrevi mais sobre como isso funciona no meu livro 'Rezando o Terço para a cura interna', mas basta dizer que, ao rezar o Terço, os mistérios sobre o nascimento, o ministério, a paixão e a glória de Cristo se abrem e o Espírito Santo os aplica às nossas próprias necessidades internas. Onde há impurezas, são eliminadas. Onde há más lembranças, são curadas. Onde há feridas, o doutor Jesus e a enfermeira Maria atendem às nossas necessidades”, disse o presbítero. 8. Porque o Terço é a arma ideal para a batalha espiritual Pe. Longenecker foi muito claro neste ponto: “Satanás odeia o Terço. Odeia Maria. Odeia o Evangelho. Odeia Deus. Odeia Cristo, o Senhor. Odeia a oração do Senhor. Odeia a Ave-Maria. Ele odeia você toda vez que reza o Terço por tudo que descrevi anteriormente, porque está entrando no território que ele quer reivindicar como dele. Ele quer controlar a sua vontade e você lhe tira isso. Ele quer controlar as suas palavras, mas você lhe tira isso. Ele quer ter controle sobre sua imaginação, mas você lhe tira isso. Ele quer ter controle sobre suas emoções e seus primeiros anos de vida; você lhe tira isso". 9. Porque as mesmas vitórias sobre o mal descritas nos Evangelhos se aplicam à vida real O presbítero disse que, "em muitos sentidos, os mistérios do Evangelho dão vida à vitória de Cristo sobre Satanás e, rezando o Terço, podemos aplicar essas vitórias contra a obra de Satanás no mundo". 10. Porque o Terço é acessível e fácil para todos Finalmente, para Pe. Longenecker, é “incrivelmente surpreendente” que Deus, através do Terço, gere “uma cura muito profunda na vida individual e no mundo da maneira mais acessível e fácil”. “Não é necessário realizar longas sessões de psicanálise ou aconselhamento. Em vez disso, homens, mulheres, meninos e meninas comuns podem simplesmente rezar o Terço. Todas essas coisas boas acontecem mesmo quando não somos conscientes de que estão ocorrendo estes aspectos profundos de rezar”, ressaltou. Publicada originalmente em CNA. Traduzido e adaptado por Nathália Queiroz. Tirado do site: acidigital.com

Segundo domingo do Tempo Comum

Necessidade de quê? Frei Gustavo Medella “Eis que venho fazer, com prazer, a vossa vontade, Senhor”! Medo da morte, da invisibilidade, da fome. Certamente estes três fantasmas sejam motivadores fundamentais da busca incessante de prazer que orienta muitas vidas humanas. O prazer sexual, por exemplo, que movimenta uma milionária indústria pornográfica, a prostituição e o “boom” de aplicativos voltados para encontros casuais, pode ter em sua base uma fuga, ainda que inconsciente, do fato de que todos somos finitos e mortais. Aquele instante fugaz de prazer talvez seja o equivalente ao choro do bebê que, imaginando-se solitário, chora forte à espera do afago da mãe, como quem diz: “Sozinho não conseguirei sobreviver!”. O investimento pesado em roupas de marcas, em joias da última moda, em carros de luxo e hábitos requintados, talvez seja o equivalente às estripulias do menino de colo que quer gritar ao mundo: “Eu existo, eu estou aqui, por favor, não deixem de me enxergar!”. A busca voraz pelo lucro, pelo acúmulo, pela expansão traduz, certamente, a preocupação primitiva de ter para si garantido o alimento e a nutrição necessários à manutenção da vida. Diante de necessidades tão básicas e da busca medrosa e irracional pelo prazer na satisfação exagerada delas, o que significa “fazer, com prazer, a vontade do Senhor”? Dois rápidos acenos para possíveis respostas a esta desafiadora questão podem vir do próprio Salmo 39 – proclamado na Liturgia deste 2º Domingo do Tempo Comum –, que traz o propósito daquele que crê em praticar prazerosamente a vontade de Deus. 1) Esperar no Senhor – Significa reconhecer que todo o Bem de Deus procede e que a finitude e o limite são características próprias do ser humano. As necessidades básicas existem e é um direito de toda pessoa satisfazê-las com equilíbrio. No entanto, elegê-las como finalidade absoluta da existência é postura equivocada, que produz um cenário desolador de desequilíbrio, injustiça e morte diante do qual Dom Helder Câmara foi capaz de gritar em sua célebre “Invocação a Mariama”: “Basta de injustiça! Basta de uns sem saber o que fazer com tanta terra e milhões sem um palmo de terra onde morar. Basta de alguns tendo que vomitar para comer mais e 50 milhões morrendo de fome num só ano. Basta de uns com empresas se derramando pelo mundo todo e milhões sem um canto onde ganhar o pão de cada dia”. 2) Cantar um canto novo – É o canto que o Senhor põe nos lábios daquele que n’Ele espera. Um canto novo, um novo modo – inspirado por Deus – de relacionar-se consigo mesmo, com as coisas e com as pessoas. Na relação consigo mesmo, perceber-se falível e frágil, mas profundamente amado e, por isso, humilde e grato. Na relação com as coisas, conscientizar-se de que elas não são a finalidade última da existência, que existem para facilitar a vida e não para dominá-la. Quem se julga livre e poderoso porque tem demais, na verdade está possuído por aquilo que julga possuir. E, no que diz respeito ao outro, significa olhar o próximo como um dom, um presente, um irmão que, como todo ser humano, possui defeitos e dificuldades, mas que também traz em si a luz de Deus. Cultivando a confiança no Senhor, origem e finalidade da vida e de tudo que é bom, o ser humano consegue dar passos na direção de uma existência mais leve e feliz, apesar das lutas e dores que fazem parte da jornada. No amor a Deus e ao próximo, que se concretiza na prática do serviço, a pessoa pode encontrar o verdadeiro “prazer em fazer a vontade do Senhor”.   João Batista: o exemplo de quem testemunha Frei Clarêncio Neotti O Evangelho de João foi escrito para acentuar a última frase do texto de hoje: dar testemunho de que Jesus de Nazaré é o Filho de Deus. Todos os milagres e acontecimentos narrados por João se direcionam a essa única conclusão. Qualquerconclusão menor ou de menos conteúdo é insuficiente. Muitas vezes, o povo olhou para Jesus e concluiu que ele era um grande profeta. Essa conclusão ainda não é suficiente. Hoje, o maior de todos os profetas diz expressamente: “Ele está àminha frente, ele existiu antes de mim”, isto é, ele é maior do que eu, ele existiu antes que o tempo existisse. João Batista afirma a eternidade de Jesus. E eterno só é Deus. Contudo, ainda que eterno, Jesus apareceu dentro do tempo, entre os homens, com uma missão divina. Isso vem dito com a figura da pomba – Espírito de Deus -, que desce,paira e permanece sobre Jesus. É como que uma consagração. É a maneira de dizer que Jesus de Nazaré, eterno como Deus, tem a plenitude de Deus e vai agir com a força e o poder de Deus (“batizará no Espírito Santo”). O evangelista coloca João Batista como exemplo de atitude de todo aquele que quer seguir Jesus: “Eu vi e dou testemunho”. Primeiro é preciso ver na pessoa humana de Jesus de Nazaré o Filho de Deus, eterno e com uma missão divina.  Entender e convencer-se desse fato. Depois testemunhar essa verdade, isto é, passá-Ia aos outros com humildade e convicção. “Dar testemunho” de Jesus é uma obrigação que João evangelista inculca ao longo de todo o Evangelho (por exemplo, 14,26; 15,27).   A luz das Nações: Ele veio ensinar os caminhos da vida Frei Almir Guimarães ♦ Terminados os dias do Advento e do Natal vamos penetrando no tempo comum enquanto esperamos a chegada do retiro quaresmal que nos levará à festa da Páscoa. Vamos fazendo nosso caminho, forjando nossa personalidade cristã com todas as naturais e eventuais dificuldades. João, o Batista, aponta Jesus no meio do povo. Ele é o Cordeiro que tira a maldade do mundo. Isaías, por sua vez, retoma a voz do Senhor dirigida ao misterioso Servo de Javé: “Não basta seres meu servo(…). Eu te farei luz das nações”. Somos convidados, sempre de novo, a alimentar e criar relacionamentos de intimidade aquele que nos ensina a ouvir a voz do Senhor e se se apresenta como luz da caminhada dos humanos e sobre o qual repousou o Espírito. Ele veio nos ensinar os caminhos da vida viçosa. ♦ João vira o Espírito descer sobre Jesus como uma pomba do céu e descer sobre ele. Pagola afirma: “As primeiras comunidades cristãs se preocuparam em diferenciar muito bem o batismo de João, que mergulhava as pessoas nas águas do Jordão, e o batismo de Jesus, que comunicava seu Espírito para purificar, renovar e transformar o coração de seus seguidores. Sem esse Espírito, a Igreja se apaga e se extingue’ (Pagola). ♦ Voltar a Jesus, retornar ao Evangelho, tecer relacionamentos de veneração e de estima para com esse Jesus ungido pelo Espírito: esta a urgência de nossos tempos. Andamos sempre precisando de equilíbrio. Nada de exageros de um ou de outro lado. Nada de uma religião fixada em formulações doutrinárias petrificadas e repetidas incansavelmente com os lábios. Longe manifestações exteriores marcadas por gestos quase delirantes e alimentadas com emoções. Antes de tudo está esse cuidado acercarmo-nos corretamente de Jesus vivo e presente em nosso meio. ♦ Desde a infância, e principalmente a partir da idade madura, seremos pessoas de convívio com o Senhor Jesus: certeza de sua misteriosa presença como ressuscitado, convivência pessoal e comunitária com sua palavra no Evangelho, nossa união ao seu sacrifício do altar fazendo-nos oferta da vida ao Pai com ele, certeza de que o encontramos nos seres mais diminuídos em sua dignidade, descobrindo sua presença nos salmos que balbuciamos, vivendo de tal maneira unidos a ele que podemos dizer que para nós viver é Cristo, sempre nos encantando com sua intimidade com o Senhor. Aos poucos, vamos tecendo laços de amor verdadeiro. ♦ Ele veio como o Servo do Senhor, para auscultar a vontade de seu Pai a quem se refere sempre com carinho. Veio também como luz, claridade, esclarecimento. Triste a experiência de caminhar nas trevas nos caminhos da vida ou no universo de nossa existência. Não podemos viver por viver, empurrar a vida para frente, esperando que as coisas aconteçam automaticamente. Precisamos organizar nosso presente e colocar as pedras da construção do amanhã. ♦ Cristo Jesus é luz. Andar em sua companhia e dirigir-se para o Pai, seu Pai e nosso Pai. Quem o vê de verdade, vê o Pai. Esse Jesus vivo nos faz entrar na esfera da luz. Ele nos toma pela mão e nos apresenta ao Pai. ♦ O que fazer de nossa vida? Há um momento em que precisamos ter um buquê de convicções para levar a bom termo a empreitada da existência. Jesus nos ilumina: > Uma vida de carinhosa e densa oração que não seja mero balbuciar dos lábios, mas gemidos e louvores que brotem de nossas entranhas quando acolhemos o Espírito. A oração de Jesus ilumina nosso rezar. Oração sem muitos efeitos sonoros e visuais. De preferência no silêncio do quarto com a porta fechada. Oração de entrega.>> Ter a certeza de que o Senhor, vivo e ressuscitado, nos chamou. Somos peregrinos na direção por ele mostrada. Discípulos que não guardam o tesouro para si. Discípulos que irradiam sem espalhafato. Somos sal da terra e luz do mundo. A luz que pode brilhar em nós vem da luz de Jesus.>> Estar sempre atento ao outro. A todos os outros. Com cuidado, sem afetação, dando tempo ao outro. O outro perto, em casa e o outro de fora e de dentro que quase pede desculpas pelo fato de existir. Atenção para com os jogados à beira do caminho. Não existimos para rodopiar em torno nosso mundinho. Como Jesus vivemos para haja luz à nossa volta.>> No momento das grandes decisões examinar se as escolhas que fazemos correspondem ao espírito das bem-aventuranças e às posturas de Jesus. Por detrás de nossas escolhas (modo de viver, casamento, paternidade e maternidade, administração do dinheiro, etc.) sempre deixar que a luz de Cristo a tudo ilumine.>> De modo particular nos momentos de turbulência, de dúvidas e de desânimo haveremos de nos expor à luz que é Cristo. Contemplaremos a maneira como enfrentou seus adversários. Diante do inevitável desfecho de sua trajetória não há passividade, mas confiança e entrega nos braços do Pai. Oração Aqui estou, Senhor;como o cego à beira do caminho,cansado, suado, poeirento;mendigo por necessidade e ofício.Passas ao meu lado e não te vejo.Tenho os olhos fechados para a luz.Costume, dor, desalento…Sobre eles cresceram duras escamasque me impedem de ver-te…Ah! Que pergunta a tua!O que deseja um cego senão ver?Que eu veja, Senhor, as tuas veredas.Que eu veja, Senhor, os caminhos da vida.Que eu veja, Senhor, sobretudo, teu rosto,teus olhos, teu coração. F. Ulibarri   O batismo do Espírito José Antonio Pagola O novelista Julien Green descreve uma assembleia de cristãos com estas penetrantes palavras: “Todo mundo acreditava, mas ninguém gritava de assombro, de felicidade ou de espanto”. Nós, cristãos de hoje, estamos conscientes da profunda contradição que se opera no interior de nossa vida, quando a apatia e a indiferença apagam em nós o fogo do Espírito. Parecemos homens e mulheres que, para dizê-lo com as palavras do Batista, foram “batizados com água” mas que lhes falta ainda serem batizados com “Espírito Santo e fogo”. Cristãos que vivem repetindo o que, talvez, aprenderam há anos em algum catecismo, ou o que escutam hoje dos pregadores. Falta-Ihes sua própria experiência de Deus. Pessoas que foram crescendo em outros aspectos da vida, mas que permaneceram atrofiadas interiormente, frustradas em seu “desenvolvimento espiritual”. Pessoas boas que continuam cumprindo com fidelidade admirável suas práticas religiosas, mas que não conhecem o Deus vivo que alegra a vida e desata as forças para viver. O que falta em nossas comunidades e paróquias não é tanto a repetição da mensagem evangélica ou o serviço sacramental, mas a experiência de encontro com esse Deus vivo. De modo geral, é insuficiente o que se faz entre nós para ensinar os crentes a penetrar em seu interior e descobrir a presença do Espírito no coração de cada um e no interior da vida. Escassos são os esforços para aprender praticamente caminhos de oração e silêncio que nos aproximem de Deus como fonte de vida. Seguimos escutando e repetindo as palavras de Jesus como vindas “do exterior”. Quase não nos detemos a escutar sua voz interior, essa voz amistosa e estimulante que ilumina, conforta e faz crescer em nós a vida. Dizemos de Deus palavras admiráveis, mas pouco nos ajudamos a pressentir Deus com emoção e assombro, como essa Realidade na qual nos sentimos vivos e seguros, porque nos sentimos amados sem fim e de maneira incondicional. Para degustar esse Deus não bastam as palavras nem os ritos. Não bastam os conceitos nem os discursos teológicos. É necessária a experiência pessoal. Que cada um se aproxime da Fonte e beba. Nós, cristãos, não deveríamos esquecer aquela observação que Tony de Mello fazia com seu habitual encanto: jamais alguém se embriagou pensando intelectualmente na palavra “vinho”. Assim também, para saborear e degustar a Deus, não basta teorizar sobre Ele. É necessário beber do Espírito.   O Cordeiro de Deus Pe. Johan Konings Terminado o tempo natalino, a liturgia dominical inicia uma primeira série de “domingos comuns”nos quais os evangelhos descrevem a vida pública de Jesus, depois de seu batismo por João. No Brasil, o 1º domingo comum é substituído pela festa do Batismo do Senhor. No 2º domingo, o evangelho conta como João Batista apresenta Jesus a seus discípulos chamando-o de “cordeiro de Deus”. Este título é estranho para nós e certamente não suscita muita simpatia entre os jovens. Nesta época de super-homens, nenhum jovem gostaria de ser chamado de “cordeiro”. O pano de fundo deste título é a imagem do Servo do Senhor, que se encontra nos “Cânticos do Servo”da profecia de Isaías. Domingo passado (Batismo do Senhor) foi-nos lido o 1º Cântico do Servo (Is 42 1-4): Deus coloca no Servo o seu Espírito. Hoje, a 1ª leitura nos faz ouvir o 2º Cântico: o Servo (Israel) deve reunir o povo de Deus e ser a luz das nações (Is 49, 3.5-6). O 3º e 4º Cântico (Is 50 e 53) serão lidos na Semana Santa, e é precisamente no 4º Cântico que o Servo Sofredor é comparado com o cordeiro levado ao matadouro, imagem que estende sua força também sobre os três primeiros cânticos. Se Jesus, ao ser batizado por João, aparece como o Servo do Senhor (cf. dom passado), João o chama, mais explicitamente, “o cordeiro que tira o pecado do mundo”, “aquele sobre quem o Espírito permanece” e que “batiza com o Espírito”. Tudo isso para dizer que Jesus é enviado por Deus para libertar o mundo do pecado e comunicar o Espírito de Deus aos fiéis. Ambas as coisas, ele as realiza por sua morte por amor a nós. Ele morre como o cordeiro redentor e, quando de sua “exaltação” (na cruz e na glória), confere-nos o Espírito (Jô 7,39), para libertar o mundo do pecado (cf. ev. De Pentecostes). Se combinarmos essas idéias, parece que este “cordeiro”não é tão passivo assim. Somos batizados no Espírito conferido pelo cordeiro libertador, para libertar o mundo do mal. Somos chamados a realizar a mesma missão do Servo e Cordeiro: dar a nossa vida, para que o pecado seja derrotado. É o sentido profundo do martírio cristão, que sempre acompanha a caminhada da comunidade de Jesus, até hoje. Martírio significa testemunho. Sempre haverá cristãos que representando o povo de Deus inteiro, darão sua vida para desfazer a força do pecado, para desarmar o mal do mundo (não apenas os atos maldosos de cada um, mas também as estruturas do mal, que devem ser combatidas com o empenho radical de nossa própria postura social). Tudo isso faz parte de nossa “vocação a sermos santos”, ou seja, a pertencermos a Deus (cf. 2ª leitura). Todas as reflexões foram tiradas do site: franciscanos.org.br

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EVANGELIZAR, a partir de Jesus Cristo e na força do Espírito Santo, como igreja discípula, missionária e profética, alimentada pela Eucaristia e orientada pela animação bíblica, promovendo a catequese de inspiração catecumenal, a setorização e a juventude, à luz da evangélica opção preferencial pelos pobres, para que todos tenham vida (cf. Jo 10,10), rumo ao reino definitivo.

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