phone 

Cúria Diocesana

91 3425-1108

Emergência ambiental na Amazônia: região implora por uma ética ecológica de desenvolvimento

A comunidade internacional também tem se manifestado em defesa da Amazônia que, atualmente, é destaque na imprensa mundial pela emergência ambiental. O presidente francês, Emmanuel Macron, pediu uma reunião neste final de semana durante o encontro do G7. O aumento no número de focos de incêndio em florestas tem sido um dos assuntos mais repercutidos, inclusive nas mídias sociais, com a #PrayForAmazonia (em tradução livre, “Reze pela Amazônia”). A repercussão dos internautas, mas também de chefes de Estado, faz referência às imagens e aos dados do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) que mostram um aumento de 82% no número de focos de incêndio florestal entre janeiro e agosto de 2019, em comparação com o mesmo período de 2018. O Mato Grosso é o estado com mais ocorrências. A relação, segundo especialistas, é com o desmatamento e não com uma seca mais forte. “Esse círculo vicioso de poluição ambiental, que o Papa Francisco denunciava na Laudato si’, convocando todos a uma verdadeira cruzada contra a poluição e em defesa da nossa Casa Comum, infelizmente é uma consciência que está longe ainda de chacoalhar, de sacudir a consciência mesmo dos cristãos e católicos.” Dom Dimas Lara Barbosa, arcebispo metropolitano da Arquidiocese de Campo Grande/MS, relata a situação vivida localmente, como a atuação constante dos bombeiros para apagar focos de incêndio. A consciência para o alerta desse “círculo vicioso de poluição ambiental”, comenta Dom Dimas, precisa partir dos cristãos para uma “verdadeira cruzada em defesa da Casa Comum”: “É com tristeza que a sociedade brasileira e internacional constatam esse permanente e crescente índice da utilização de queimadas como alternativa para limpeza, fins agrários, e isso em todos os campos do Brasil. Aqui em Campo Grande não é diferente. No nosso Estado, os bombeiros já tiveram, nos últimos meses, que apagar focos de incêndio em quase 300 lugares – mas certamente são ações localizadas. Quando essa mentalidade se espalha para o Brasil todo, a gente acaba ficando insensível diante, por exemplo, do que acontece na Amazônia. Afinal de contas, a Amazônia não é um patrimônio privado, nem é só do governo, ela é um patrimônio de todos os brasileiros. E esse círculo vicioso de poluição ambiental, que o Papa Francisco denunciava na Laudato si’, convocando todos a uma verdadeira cruzada contra a poluição e em defesa da nossa Casa Comum, infelizmente é uma consciência que está longe ainda de chacoalhar, de sacudir a consciência mesmo dos cristãos e católicos. Precisamos de novo resgatar a Laudato si’ e a história mesmo da Igreja no Brasil, que já promoveu várias Campanhas da Fraternidade em torno do tema ecológico. Eu me lembro que já em 1979 houve uma Campanha com o título ‘Preserve o que é de todos’. Então, a consciência ecológica é por uma ‘ecologia integral’ que precisa ser assimilada pelo nosso bom povo brasileiro e, particularmente, por aqueles que tem o ofício de cuidar do que é de todos.” A CNBB pede fiscalização séria  As queimadas fora de controle na Amazônia também “chamam a atenção e preocupam” a CNBB. O vice-presidente, Dom Jaime Spengler, afirma que é necessária uma fiscalização séria por órgãos “que não podem, de forma alguma, ser desautorizados ou desacreditados”. “Segundo especialistas, o fator que melhor explica o aumento no número de focos de calor naquela região é o desmatamento. Provavelmente há também outras situações que caracterizam crimes ambientais e que merecem atenção. Esses elementos apontam para a sempre necessária fiscalização séria. Papel de destaque, nesse âmbito, possui os órgãos de controle que não podem, de forma alguma, ser desautorizados ou desacreditados. Há vozes, é verdade, que defendem o desenvolvimento da região através da exploração do subsolo, das florestas, do avanço da agricultura,... Certamente tudo isso pode sim cooperar para o desenvolvimento da região, mas a que preço? Pode cooperar para o desenvolvimento da região desde que as iniciativas sejam orientadas por uma ética, digamos, ecológica; pela responsabilidade socioeconômica e ambiental. Além disso, não se pode esquecer a dignidade e a nobreza dos ecossistemas da região. Me recordo que o Papa Francisco, na Encíclica Laudato si’, fala do perverso sistema de propriedade e consumo atual. É impressionante essa expressão. Por isso da necessidade de encontrar novos caminhos para a promoção da ‘ecologia integral’, no respeito ao ambiente, aos povos nativos e à própria terra."  “Pesquisadores renomados têm alertado com insistência sobre a urgência de cuidado sério para os diversos ecossistemas. Não se pode aceitar que expressões de impacto ou opiniões vagas sustentadas ou influenciadas por interesses nebulosos ou escusos, interfiram na vida desse patrimônio extraordinário que é a região pan-amazônica.” Por Andressa Collet Em Vatican News

Santa Rosa de Lima

A Ásia, a Europa e a África foram regadas pelo sangue de muitos mártires e adornadas durante muitos séculos com o exemplo esplêndido de um sem-número de santos, ao passo que as vastas regiões da América ficaram desertas até que a fé de Cristo começou a iluminá-las a partir do século XVI, e esta jovem surgiu nesta terra qual rosa entre espinhos, como um dos primeiros frutos dos seus santos canonizados. Ela era de descendência espanhola, nasceu em Lima, capital do Peru, em 20 de abril de 1586. Era a décima dos treze filhos de Gaspar Flores e Maria de Oliva. À medida que crescia com o rosto rosado e belo, recebeu dos familiares o apelido de Rosa, como ficou conhecida. Seus pais eram ricos espanhóis que se haviam mudado para a próspera colônia do Peru, mas os negócios declinaram e eles ficaram na miséria. Ainda criança, Rosa teve grande inclinação à oração e à meditação, sendo dotada de dons especiais de profecia. Já adolescente, enquanto rezava diante da imagem da Virgem Maria, decidiu entregar sua vida somente a Cristo. Apesar dos apelos da família, que contava com sua ajuda para o sustento, ela ingressou na Ordem Terceira Dominicana, tomando como exemplo de vida santa Catarina de Sena. Dedicou-se, então, ao jejum, às severas penitências e à oração contemplativa, aumentando seus dons de profecia e prodígios. E, para perder a vaidade, cortou os cabelos e engrossou as mãos, trabalhando na lavoura com os pais. Aos vinte anos, pediu e obteve licença para emitir os votos religiosos em casa e não no convento, como terciária dominicana. Quando vestiu o hábito e se consagrou, mudou o nome para Rosa e acrescentou Santa Maria, por causa de sua grande devoção à Virgem Maria, passando a ser chamada Rosa de Santa Maria. Construiu uma pequena cela no fundo do quintal da casa de seus pais, levando uma vida de austeridade, de mortificação e de abandono à vontade de Deus. A partir do hábito, ela imprimiu ainda mais rigor às penitências. Começou a usar, na cabeça, uma coroa de metal espinhento, disfarçada com botões de rosas. Aumentou os dias de jejum e dormia sobre uma tábua com pregos. Passou a sustentar a família com as rendas e bordados que fazia, pois seu confessor consentiu que ela não saísse mais de sua cela, exceto para receber a eucaristia. Vivendo em contínuo contato com Deus, atingiu um alto grau de vida contemplativa e experiência mística, compreendendo em profundidade o mistério da Paixão e Morte de Jesus. Rosa cumpriu sua vocação, devotando-se à eucaristia e à Virgem Maria, cuidando para afastar o pecado do seu coração, conforme a espiritualidade da época. Aos trinta e um anos de idade, foi acometida por uma grave doença, que lhe causou sofrimentos e danos físicos. Assim, retirou-se para a casa de sua benfeitora, Maria de Uzátegui, agora Mosteiro de Santa Rosa, para cumprir a profecia de sua morte. Todo ano, ela passava o Dia de São Bartolomeu em oração, pois, dizia: “este é o dia das minhas núpcias eternas”. E assim foi, até morrer no dia 24 de agosto de 1617. O seu sepultamento parou toda a cidade de Lima. Muitos milagres aconteceram por sua intercessão após sua morte. Rosa foi beatificada em 1667 e tornou-se a primeira santa da América Latina ao ser canonizada, em 1671, pelo papa Clemente X. Dois anos depois, foi proclamada Padroeira da América Latina, das Filipinas e das Índias Orientais, com a festa litúrgica marcada para o dia 23 de agosto. A devoção a santa Rosa de Lima propagou-se rapidamente nos países latino-americanos, sendo venerada pelos fiéis como Padroeira dos Jardineiros e dos Floristas. A Igreja também celebra hoje a memória dos santos: Zaqueu e Tiago de Bevagna. Disponível em: franciscanos.org.br

Consep aprova cartaz da Campanha da Fraternidade de 2020, inspirado em irmã Dulce

O cartaz da Campanha da Fraternidade de 2020, cujo tema será “Fraternidade e vida: dom e compromisso” foi aprovado na manhã desta quarta-feira, 21 de agosto. Os bispos reunidos no Conselho Episcopal Pastoral (Consep) da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em Brasília (DF) também deliberaram sobre o texto-base e as propostas para a letra do hino da campanha. A arte foi elaborada pelo designer da Edições CNBB Leonardo Cardoso, sob a supervisão do bispo auxiliar do Rio de Janeiro (RJ) e secretário-geral da CNBB, dom Joel Portella Amado, e do secretário executivo de campanhas, padre Patriky Samuel Batista. O cartaz remete à figura de irmã Dulce, que será canonizada no próximo mês de outubro. E também apresenta, ao fundo o Pelourinho, lugar icônico da capital baiana. Padre Patrky explica que a mensagem é de “vida doada é vida santificada. A vida é um intercâmbio de cuidado”. “Por isso que a irmã Dulce cuida. E seu modo de cuidar sinaliza uma Igreja em saída. Então é cuidar das pessoas que estão próximas a nós. Onde estou é lugar de cuidado da pessoa, do mundo, da ecologia. Depois, o cenário faz menção à questão do mundo urbano. Amar é fazer o bem! Daí a beleza do cartaz, que está sintonizado com as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora no que diz respeito ao pilar da caridade”, explicou. Padre Patriky | Foto: CNBB/Daniel Flores Padre Patriky também apresentou aos bispos o texto-base da CF 2020, que está estruturado como de costume com um diferencial, que é a centralidade da Palavra de Deus: “Perceberemos em cada capítulo do texto que a Palavra de Deus ocupa um lugar de primazia, nos ajudando a viver o tempo quaresmal – ‘viu, sentiu compaixão e cuidou dele’”, explicou lembrando do lema relacionado à passagem bíblica do bom samaritano. Os bispos deram sugestões de acréscimos e ajustes ao texto-base com destaque às propostas de que o material tenha opções de roteiros que favoreçam a espiritualidade quaresmal dentro da reflexão tema da CF. Segundo padre Patriky, a indicação está dentro da perspectiva bíblica, “para fecundar o caminho para a vivência espiritual da Quaresma, uma vivência quaresmal de fato que possa converter o coração para transformar também a realidade, é um modo de viver a Quaresma”. HinoO assessor do Setor Música Litúrgica da Comissão Episcopal Pastoral para a Liturgia da CNBB, o jesuíta irmão Fernando Vieira, entregou aos bispos as cinco letras escolhidas por um grupo de peritos a partir das 31 sugestões recebidas por meio de concurso. Após a avaliação dos bispos, será realizada a segunda fase da seleção, neste caso, da música do hino. Perspectiva do trabalhoAinda foram apresentadas perspectivas do trabalho da CF para os próximos anos, que constará do resgate da história, da relação dos Papas com as Campanhas da Fraternidade, levantamento de materiais, encontros com as coordenações diocesanos de pastoral e a visibilidade de projetos financiados pelo Fundo Nacional de Solidariedade. Disponível no site da CNBB

São Filipe Benício

Este grande propagador da Ordem Religiosa dos Servitas na Itália era da família nobre dos Benizi e Frescobaldi de Florença e natural desta cidade. Nasceu a 15 de agosto do ano de 1233 que, segundo afirmam alguns, foi o ano da própria festa da Assunção, na qual os sete fundadores dos servitas tiveram a sua primeira visão de Nossa Senhora. Os pais dele já estavam casados há muito tempo, porém ainda não tinham filhos, sendo Felipe um filho de promessa.   Aos treze anos, foi enviado, com seu preceptor, a Paris para estudar medicina. Voltou e foi para a Universidade de Pádua, onde, aos dezenove anos, formou-se em filosofia e medicina. Depois, durante um ano, exerceu a profissão na sua cidade natal. Devoto de Maria e muito religioso, possuía, também, sólida formação religiosa. Nesse período de estabelecimento profissional, passou a frequentar a igreja do mosteiro e com os religiosos aprofundou o estudo das Sagradas Escrituras. Logo suas orações frutificaram e recebeu o chamado para a vida religiosa. Filipe contou que tudo aconteceu diante do crucifixo de Jesus: uma luz veio do céu e uma voz mandou-o servir ao Senhor, na Ordem dos Servitas. Foi a Monte Senário, pediu admissão nos Servos de Maria, onde ingressou, em 1254, como irmão leigo, destacando-se logo pela retórica. Certo dia do ano 1258, estava em companhia de um sacerdote e o prior quando encontraram dois dominicanos no caminho. Conversaram um bom tempo e Filipe discursou com tanta desenvoltura, sabedoria e eloquência que nesse mesmo ano foi ordenado sacerdote. Em 1262, foi nomeado professor de noviços e vigário assistente do prior-geral. Por voto unânime, em 1267, foi eleito prior-geral da Ordem dos Servitas. Quando o papa Clemente IV morreu, no ano seguinte, Filipe foi proposto como candidato à cátedra de Pedro, mas retirou-se para as montanhas, onde ficou por algum tempo. Sob sua direção, os servitas expandiram-se rapidamente e com sucesso. Participou do Concílio Ecumênico de Lyon, em 1274, na França. Era um conciliador, sua pregação talentosa e eficiente trouxe frutos benéficos para a Ordem e para a Igreja. Atuou, a pedido de Roma, para promover a paz na acirrada disputa entre duas famílias dominantes de Forli, cidade do norte da Itália, em 1283. Eram os guelfos apoiando os pontífices e os guibelinos, os imperadores germânicos. Lá, Felipe recebeu um tapa no rosto, do jovem guibelino Peregrino Laziosi. Filipe aceitou o golpe. O jovem, mais tarde, arrependeu-se. Foi ao seu encontro, pediu desculpas e ingressou na Ordem. Peregrino tornou-se tão humilde e caridoso para com o povo que se tornou um dos santos da Igreja. Segundo os registros da Ordem e a tradição, Filipe gozava da fama de santidade em vida. Morreu em 22 de agosto de 1285 na cidade de Todi, quando voltava para Roma. Foi canonizado pelo papa Clemente X em 1617. Suas relíquias estão sob a guarda da igreja Santa Maria das Graças, em Florença, sua cidade natal. A memória de são Filipe Benício é celebrada no dia 22 de agosto. Algumas localidades comemoram no dia seguinte, devido à festa da Santa Virgem Maria Rainha. A Igreja também celebra hoje a memória dos santos: Fabriciano e André de Fiésole. Disponível em: franciscanos.org.br

Audiência: não fazer turismo espiritual na Igreja, mas viver como irmãos

Na Sala Paulo VI, o Papa Francisco acolheu fiéis e peregrinos para a Audiência Geral desta quarta-feira (21/08). O Pontífice deu prosseguimento ao seu ciclo de catequeses sobre os Atos dos Apóstolos e nesta ocasião falou sobre a “comunhão integral na comunidade dos fiéis”. A conversão começa no bolso A comunidade cristã nasce da efusão do Espírito Santo e cresce graças ao fermento da partilha entre os irmãos em Cristo. "Trata-se de um dinamismo de solidariedade que edifica a Igreja como família de Deus, onde a experiência da koinonia é um elemento central", explicou o Papa. Esta palavra grega, que significa colocar em comum, partilhar, comungar, refere-se, antes de tudo, à participação no Corpo e Sangue de Cristo, que se traduz na união fraterna e também na comunhão dos bens materiais. “O sinal de que o seu coração se converteu é quando a conversão chegou ao bolso. Ou seja, ali se vê se uma pessoa é generosa com os outros, se ajuda os mais pobres: quando toca o próprio interesse. Quando a conversão chega ali, está certo de que é verdadeira.” Os fiéis têm um só coração e uma só alma e não consideram propriedade própria aquilo que possuem, mas colocam tudo em comum. Por este motivo, nenhum deles passava por dificuldade. Francisco então enalteceu os muitos cristãos que fazem voluntariado, que compartilham o seu tempo com os outros. Esta koinonia ou comunhão se configura como a nova modalidade de relação entre os discípulos do Senhor. O vínculo com Cristo instaura um vínculo entre irmãos. Ser membro do Corpo de Cristo torna os fiéis corresponsáveis uns pelos outros. Ser indiferente, não preocupar-se com os outros, não é cristão, recordou o Papa. Por isso, os fortes amparam os fracos e ninguém experimenta a indigência que humilha e desfigura a dignidade humana.  Imbróglio de consequências trágicas Como exemplo concreto de compartilha e comunhão dos bens, Francisco citou o testemunho de Barnabé: ele possui um campo e o vende para oferecer o dinheiro aos Apóstolos. Mas ao lado do seu exemplo positivo há outro tristemente negativo: Ananias e a sua mulher Safira, ao venderem o terreno, decidem entregar somente uma parte aos Apóstolos e ficar com a outra para eles. Este imbróglio interrompe a cadeia da compartilha gratuita, serena e desinteressada e as consequências são trágicas e fatais. Turismo espiritual "A hipocrisia é o pior inimigo desta comunidade cristã, deste amor cristão: fazer de conta de querer bem, mas buscar somente o próprio interesse." Faltar com a sinceridade da compartilha, acrescentou o Papa, significa cultivar a hipocrisia, afastar-se da verdade, se tornar egoístas, apagar o fogo da comunhão e destinar-se ao gelo da morte interior. “Quem se comporta assim transita na Igreja como um turista, há tantos turistas na Igreja que estão sempre de passagem, jamais entram na Igreja: é o turismo espiritual que faz com que pensem ser cristãos, mas são somente turistas de catacumbas. Não devemos ser turistas na Igreja, mas irmãos uns dos outros.” Uma vida marcada somente em tirar proveito e vantagem das situações em detrimento dos outros provoca inevitavelmente a morte interior. O Pontífice então concluiu: "Que o Senhor derrame sobre nós o seu Espírito de ternura, que vence toda hipocrisia e coloca em circulação aquela verdade que nutre a solidariedade cristã, a qual, longe de ser atividade de assistência social, é uma expressão irrenunciável da natureza da Igreja que, como mãe cheia ternura, cuida de todos os filhos, especialmente dos mais pobres." Por Bianca Fraccalvieri Em Vatican News

Novos assessores são apresentados em reunião do Conselho Episcopal Pastoral da CNBB

Novos assessores que estarão a serviço das 12 Comissões Episcopais Pastorais da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil se apresentaram na primeira seção da reunião do Conselho Episcopal Pastoral (Consep) da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) na sede da entidade, em Brasília (DF), nesta terça-feira, 20 de agosto. Irmã Sandra atuará como assessora na Comissão para a Ação Missionária e Cooperação . Foto: Assessoria de Imprensa CNBB/Daniel Flores   A Irmã Sandra Regina Amado, religiosa missionária Comboniana, recém chegada de uma missão no Sudão do Sul, atuará como assessora na Comissão Episcopal Pastoral para a Ação Missionária e Cooperação Intereclesial junto com padre Daniel Luz Rochetti. Ela ressaltou que será um prazer colaborar e estar à serviço da Igreja no Brasil por meio do trabalho da comissão. Dom Odelir José Magri, presidente da Comissão, destacou o perfil dos novos assessores: “contaremos com pessoas preparadas não apenas teoricamente, mas com experiências missionárias significativas”, disse. O novo assessor da Comissão Episcopal para a Doutrina da Fé padre João Paulo de Mendonça Dantas, de Belém (PA), ressaltou o espírito de família que encontrou na CNBB, ambiente importante de aprendizado. “Senti que aqui na CNBB existe um espírito de família o que facilitará compreender rapidamente os desafios que temos pela frente”. “O bom filho à casa retorna”, com estas palavras o arcebispo de Curitiba (PR) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Animação Bíblico- Catequética, dom José Antonio Peruzzo apresentou o padre Jânison de Sá Santos, de Propriá (SE) que voltará a atuar na comissão. Ele trabalhou na CNBB em 2003 e 2007. “Padre Jânison já prestou serviços à CNBB. Estudou e se atualizou e agora retorna para colaborar conosco novamente”, disse dom Peruzzo. Novo time – Após a apresentação de todos os novos assessores, o arcebispo de Belo Horizonte (MG) e presidente da CNBB, dom Walmor Oliveira de Azevedo, ressaltou a qualidade e a competência do time de assessores que estará a serviço das comissões episcopais e à entidade. “Poderemos prestar um importante serviço à Igreja no Brasil. Agradeço ao sacrifício e a doação dos assessores que, inclusive, tiveram que deixar outros serviços mais consoladores para estar à serviço da CNBB”, disse. Dom Walmor disse que esta reunião do Consep tem o importante papel de retomar o horizonte das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil, verificar os passos e avanços em programação e cronograma por parte das Comissões Episcopais Pastorais. O presidente da CNBB reafirmou que o objetivo final é o chegar a esse horizonte bonito de Evangelizar num Brasil cada vez mais urbano pelo anúncio da Palavra de Deus, à luz da evangélica opção pelos pobres firmando e aumentando a rede de comunidades eclesiais missionárias. “Nós como Igreja precisamos contribuir, temos condições e vamos contribuir para que a nossa sociedade seja pautada pelas luzes do Evangelho”, disse. O arcebispo destacou outros pontos que serão tratados no Consep como temas ligados à organização da CNBB e das articulações necessárias para prestar um melhor serviço à Igreja. Saiba quem são os assessores e suas respectivas comissões:MINISTÉRIOS ORDENADOS E VIDA CONSAGRADAPadre Juarez Albino Destro – Rogacionista, Brasília-DFPadre João Cândido da Silva Neto – São João da Boa Vista-SP   LAICATOProfessor Laudelino Augusto dos Santos Azevedo – Itajubá-MGCelso Carias – CEB’s – Duque de Caxias-RJPadre Paulo Adolfo Simões – CEFEP – Pouso Alegre-MG   AÇÃO MISSIONÁRIA E COOPERAÇÃO INTERECLESIALIrmã Sandra Regina Amado – CombonianaPadre Daniel Luz Rochetti – RJ   ANIMAÇÃO BÍBLICO-CATEQUÉTICAPadre Jânison de Sá Santos – Propriá-SE   DOUTRINA DA FÉPadre João Paulo de Mendonça Dantas – Belém-PA   LITURGIAAssessor do Setor Música LitúrgicaIrmão Fernando Benedito Vieira, SJ – Brasília-DFAssessor do Setor Espaço LitúrgicoPadre Thiago Aparecido Faccini Paro – São Paulo-SPAssessor para a LiturgiaPadre Leonardo José de Souza Pinheiro – Juiz de Fora-MG   ECUMENISMO E DIÁLOGO INTER-RELIGIOSOPadre Marcus Barbosa Guimarães – Nova Iguaçu-RJ   AÇÃO SOCIOTRANSFORMADORAFrei Olavio Dotto, OFM – Brasília-DF   CULTURA E EDUCAÇÃOAssessor para CulturaPadre Luciano da Silva Roberto – Mariana-MGAssessor para EducaçãoPadre Júlio César Evangelista Resende, OSC – Campo Belo-MGAssessor para Universidades e Bens CulturaisPadre Danilo Pinto dos Santos – Salvador-BAAssessor para Ensino ReligiosoPadre Eduardo Rocha – Tubarão-SC   VIDA E FAMÍLIAPadre Crispim Guimarães dos Santos – Dourados- MS   JUVENTUDEPadre Antônio Ramos de Prado, SDB – Externo Assessor interno – A definir   COMUNICAÇÃOPadre Tiago José Sibula da Silva – Santo André-SPProfessora Manuela de Oliveira Castro – Brasília-DF Disponível no site da CNBB

São Pio X

Giuseppe Sarto, assim era o seu nome, nasceu em Riese (Treviso), em 1835, em uma família de camponeses. Depois de estudar no Seminário de Pádua, foi ordenado sacerdote aos 23 anos. No começo, foi vigário em Tombolo, após pároco em Salzano, depois cônego da catedral de Treviso, com o encargo de chanceler episcopal e diretor espiritual do Seminário Diocesano. Nestes anos de rica e generosa experiência pastoral, o futuro Pontífice mostrou aquele profundo amor a Cristo e à Igreja, aquela humildade e simplicidade e aquela grande caridade com relação aos mais necessitados, que foram características de toda a sua vida. Em 1884, foi nomeado Bispo de Mântua e, em 1893, Patriarca de Veneza. Em 4 de agosto de 1903, foi eleito Papa, ministério que aceitou com hesitação, porque não se considerava digno de uma tarefa assim tão alta. O pontificado de São Pio X deixou um sinal indelével na história da Igreja e foi caracterizado por um notável esforço de reforma, sintetizado no seu lema Instaurare omnia in Christo (Renovar todas as coisas em Cristo). Suas intervenções, de fato, envolveram os diversos ambientes eclesiais. Desde o início, dedicou-se à reorganização da Cúria Romana; após, deu início aos trabalhos para a redação do Código de Direito Canônico, promulgado pelo seu Sucessor, Bento XV. Promoveu, em seguida, a revisão dos estudos e do “iter” (processo) de formação dos futuros sacerdotes, fundando também vários Seminários regionais, equipados com boas bibliotecas e professores preparados. Outro setor importante foi aquele da formação doutrinal do Povo de Deus. Desde os anos em que era pároco, havia escrito ele próprio um catecismo e, durante o episcopado em Mântua, trabalhou a fim de se chegasse a um catecismo único, se não universal, pelo menos italiano. Como autêntico pastor, havia entendido que a situação da época, também devido ao fenômeno da emigração, tornava necessário um catecismo a que todos os fiéis pudessem recorrer independentemente do local e das circunstâncias da vida. Como Pontífice, preparou um texto de doutrina cristã para a Diocese de Roma, que se difundiu  depois por toda a Itália e no mundo. Esse Catecismo é chamado “de Pio X” e foi, para muitos, um guia seguro no aprender as verdades da fé através de uma linguagem simples, clara e precisa, com eficácia positiva. Notável atenção dedicou à reforma da Liturgia, em particular da música sacra, para conduzir os fiéis a uma mais profunda vida de oração e a uma mais plena participação nos Sacramentos. No Motu Proprio Tra le sollecitudini (1903, primeiro ano de seu pontificado), ele afirma que o verdadeiro espírito cristão tem a sua primeira e indispensável fonte na participação ativa nos sacrossantos mistérios e na oração pública e solene da Igreja (cf. ASS 36 [1903], 531). Por isso, recomendou a recorrência frequente aos sacramentos, favorecendo a frequência cotidiana à Santa Comunhão, bem preparados, e antecipando oportunamente a Primeira Comunhão das crianças para em torno de sete anos de idade, “quando a criança começa a raciocinar” (cf. Sagrada Congregação De Sacramentis, Decretum Quam singulari: AAS 2 [1910], 582). Fiel à missão de confirmar os irmãos na fé, São Pio X, frente a algumas tendências que se manifestaram no contexto teológico no final do século XIX e início do século XX, interveio decisivamente, condenando o “Modernismo”, para defender os fiéis das concepções errôneas e promover um aprofundamento científico da Revelação em consonância com a Tradição da Igreja. Em 7 de maio de 1909, com a Carta Apostólica Vinea electa, fundou o Pontifício Instituto Bíblico. Os últimos meses de sua vida foram marcados pelos clarões da guerra. O apelo aos católicos do mundo, lançado em 2 de agosto de 1914 para expressar “a amargura” do momento presente, foi o grito sofredor do pai que vê os filhos se colocarem uns contra os outros. Morreu pouco tempo depois, em 20 de agosto, e a sua fama de santidade começou a se espalhar rapidamente entre o povo cristão. Queridos irmãos e irmãs, São Pio X ensina a nós todos que a base da nossa ação apostólica, nos vários campos em que atuamos, sempre deve ser uma íntima união pessoal com Cristo, a se cultivar e crescer dia após dia. Esse é o núcleo de todo o seu ensinamento, de todo o seu compromisso pastoral. Somente se estamos enamorados pelo Senhor seremos capazes de levar os homens a Deus e apresentá-los a Seu amor misericordioso, e, assim, apresentar o mundo à misericórdia de Deus. No dia 20 de agosto de 1914, aos setenta e nove anos, Pio X morreu. O povo, de imediato, passou a venerá-lo como um santo. Mas só em 1954 ele foi oficialmente canonizado. A Igreja também celebra hoje a memória dos santos: Ciríaca e Humbelina. Disponível em: franciscanos.org.br

Liturgia

Clique e leia a liturgia diária

Calendário

Calendário de pastoral da Diocese

Sobre a Diocese

EVANGELIZAR, a partir de Jesus Cristo e na força do Espírito Santo, como igreja discípula, missionária e profética, alimentada pela Eucaristia e orientada pela animação bíblica, promovendo a catequese de inspiração catecumenal, a setorização e a juventude, à luz da evangélica opção preferencial pelos pobres, para que todos tenham vida (cf. Jo 10,10), rumo ao reino definitivo.

Boletim de Notícias

Deixe seu e-mail para ser avisado de novas publicações no site da Diocese de Bragança: