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Cúria Diocesana

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Liturgias do Tríduo e Via-Sacra, a Páscoa essencial do Papa

Tudo será mais sóbrio e essencial. O Departamento de Celebrações Litúrgicas do Sumo Pontífice teve que organizar rapidamente as celebrações papais que Francisco está prestes a presidir sem a presença dos fiéis, numa Basílica de São Pedro semivazia. No entanto, nesta Páscoa muitos olharão para o Papa graças aos meios de comunicação. De fato, o Papa quer estar próximo a muitas pessoas impossibilitadas de irem à missa e participar das liturgias desse Tríduo Pascal em tempos de pandemia e isolamento forçado. O crucifixo de São Marcelo e o ícone da Salus Populi Romani que acompanharam a oração de 27 de março, e a missa do Domingo de Ramos, estarão sempre presentes. Na Quinta-feira Santa, o Papa não presidirá a missa do Crisma com os sacerdotes da Diocese de Roma: a celebração será realizada após o término da crise. A missa na Ceia do Senhor, que recorda a instituição da Eucaristia, será celebrada às 18h (hora italiana), 13h no horário de Brasília, no Altar da Cátedra, sem o rito tradicional do Lava-pés e não se concluirá com a reposição do Santíssimo no final da celebração. Haverá dois momentos na Sexta-feira Santa. O primeiro é a Liturgia da Paixão e da Adoração da Cruz, às 18h locais (13h no horário de Brasília), na Basílica de São Pedro. O crucifixo de São Marcelo será coberto. Haverá uma meditação do pregador da Casa Pontifícia, frei Raniero Cantalamessa, e depois o crucifixo será descoberto. Haverá adoração, mas não o beijo na cruz. Na noite da Sexta-feira Santa, às 21h (16h de Brasília), haverá a Via-Sacra na Praça São Pedro, com as estações ao longo da colunata, ao redor do obelisco e ao longo do percurso que leva ao adro. Dois grupos levarão a cruz. Haverá dois detentos do cárcere “Due Palazzi” de Pádua (as meditações foram escritas por alguns deles) e alguns médicos e enfermeiros do FAS (Fundo de Assistência Médica Vaticana). Médicos e enfermeiros estão na vanguarda do serviço aos doentes afetados pela pandemia. Durante a Vigília do Sábado Santo, às 21h (16h de Brasília), não serão celebrados batismos. A cerimônia inicial com a Bênção do Fogo será realizada atrás do altar da Confissao. Não haverá luzes para os presentes e o canto das três invocações “Lumen Christi” ocorrerá somente quando as luzes forem acesas na Basílica durante a procissão ao altar da Cátedra. Os sinos da Basílica de São Pedro tocarão no momento do Glória, anunciando a ressurreição. A mesma sobriedade também caracterizará a Missa do Domingo de Páscoa, que o Papa celebrará às 11h locais (6h de Brasília) no Altar da Cátedra. O Evangelho será proclamado em grego e latim. No final da missa, Francisco irá à sacristia para tirar as vestimentas, depois retornará à Basílica diante do altar da Confissão para proferir a mensagem Urbi et Orbi e dar a bênção pascal. Vatican News

A palavra do pastor: A Ceia do Senhor

Na "Palavra do pastor" de hoje Dom Jesus nos ajuda a refletir sobre A Ceia do Senhor, último momento de Jesus com seus apóstolos antes de sua prisão. Daquela celebração realizado por Jesus nasceram para a Igreja a Eucaristia e o Sacerdócio. Em nossas orações de hoje não esqueçamos de colocar na presença de Deus todos os nossos sacerdotes, agradecendo a Ele pelo dom de suas vocações. Acompanhemos a meditação de nosso pastor diocesano.   A Ceia do Senhor No final da tarde, na véspera de sua morte, Jesus se reuniu com o grupo dos apóstolos para celebrar por antecipação a Páscoa. Como bons judeus, todos juntos comeram as ervas amargas e o cordeiro assado, ouviram a Palavra de Deus e entoaram os salmos e orações conforme está mandado no do livro do Êxodo, Desta forma celebraram a Pascoa, a maior festa dos judeus, na memória da libertação do povo hebreu na terra do Egito, pelo poder de Deus e a liderança de Moisés. Porém, concluída a celebração da antiga Pascoa, Jesus, pegou o pão que estava sobre a mesa e o distribuiu entre os seus apóstolos dizendo: “Tomai e comei, isto é meu corpo e, logo mais, pegando o cálice disse: Tomai e bebei, este é o cálice do meu sangue, sangue da nova aliança. E todos comeram a beberam. Este gesto de Jesus repartindo o pão e o vinho, seu corpo e sangue, instituiu uma nova realidade, uma nova aliança entre Deus e os seres humanos. Desta forma a antiga aliança foi superada por uma nova, fundamentada no amor de Deus por toda a humanidade que terá a sua culminação no alto da cruz, onde o cordeiro de Deus será sacrificado. Nessa noite, Jesus realizou por vez primeira a eucaristia, a missa e mandou que os seus discípulos fizessem aquilo mesmo que ele tinha feito na sua memória. Desta forma, não só instituiu a eucaristia como também o sacerdócio ministerial, animando-nos a celebrar sempre comendo seu corpo e bebendo seu sangue, alimentos para nossa caminhada de discípulos. Por isso, o amor de Deus Pai que envia seu Filho à morte, pelos seres humanos, se renova em cada missa que celebramos. Desta forma, a celebração eucaristia deve ser para nós gratidão pelo amor de Deus e resposta de amor ao nosso próximo, pois o amor a Deus, por nossa parte, deve vir acompanhado do amor ao irmão. Assim, em muitos lugares, neste dia as pessoas procuram pedir perdão umas das outras pelas ofensas que se fizeram e buscam a reconciliação, pois quem perdoa ou pede perdão já começou a amar. Assim, procuremos neste dia reconciliar-nos uns com os outros. Que o perdão não falte em nossa vida. Como todos nós sabemos a palavra “Páscoa” significa passagem. Segundo descrito nos capítulos 12 e 13 do livro de Êxodo, Deus passou pela terra do Egito trazendo a libertação para o povo hebreu. Estes dias são, também, Páscoa para nós, passagem de Deus pela nossa vida. Mas será que nós permitimos esta presença de Deus ou Ele irá passar e nada vai acontecer em nós. Caros irmãos, entremos no mistério do amor de Deus manifestado na doação de seu Filho Jesus na cruz. Deixemos que Ele nos liberte de tudo aquilo que nos escraviza e não nos deixa ser verdadeiros filhos de Deus. Infelizmente, muitos dos nossos irmãos vivem um tal grau de escravidão que nem sequer sabem que são escravos. Que o nosso amor a Deus se expresse na nossa oração pelos irmãos e irmãs que precisam perceber a passagem libertadora de Deus nas suas vidas. Cristo Jesus, o cordeiro que morreu por todos, nos liberte do mal. Amém Dom Jesus   Não deixe de acompanhar amanhã a meditação sobre A Paixão do Senhor. Por Pascom Diocese de Bragança do Pará

A palavra do Pastor: A semana Santa

Para ajudar o nosso povo a melhor celebrar essa Semana Santa, nosso bispo diocesano publicará pequenos textos para nossa reflexão. Estes textos serão sobre a Quinta-feira Santa, Sexta-feira Santa, Sábado Santo e Domingo da Páscoa do Senhor. No texto de hoje, Dom Jesus faz uma breve introdução para essa semana. O título da reflexão é: A Semana Santa. Acompanhe...   A Semana Santa Após quarenta dias de preparação chegamos à Semana Santa, uma semana em que celebramos os grandes acontecimentos da paixão, morte e ressurreição do Senhor Jesus. Como já é do conhecimento de todos, a quaresma é um tempo penitencial no qual pelo jejum, a abstinência, o exercício do autodomínio, a oração, a esmola e outras atividades penitenciais nos exercitamos na fé com a finalidade de ter o coração mais livre para amar intensamente a Nosso Senhor Jesus Cristo. Neste ano, a Campanha da Fraternidade trouxe para nossa reflexão o tema da vida afirmando a vida como dom generoso de Deus que sempre deve ser respeitado e compromisso do cristão no sentido de promover a vida humana em todas as suas dimensões e estágios: desde o inicio da gestação até o seu fim natural, passando, também, pelo cuidado do meio ambiente, casa comum de todos. Mas fomos surpreendidos no primeiro trimestre pelo surgimento na China do coronavírus e de sua posterior eclosão na Europa e no mundo inteiro. As notícias que nos chegam são assustadoras. Até o momento foram contaminadas quase um milhão e meio de pessoas e mais de oitenta mil já faleceram como consequência do coronavírus que continua sua expansão pelo mundo todo. No Brasil já temos mais de 600 pessoas falecidas e mais de 14.000 pessoas contaminadas. E o estado do Pará já tem seus primeiros mortos. Ante esta situação, nossas autoridades tomaram a decisão de implantar o isolamento social e fomos obrigados, além de paralisar algumas atividades, a fechar nossos templos para evitar uma maior contaminação. Por isso, esta semana santa será especial, já que não poderemos estar presentes nas tradicionais celebrações nem realizar procissões, vias-sacras ou outras atividades religiosas que reúnam muitas pessoas. Além do mais tivemos que suspender as confissões tanto individuais como comunitárias pelo risco de infecção. Mas estas dificuldades não vão impedir que celebremos a semana santa com devoção. Basta que tenhamos fé em Cristo Jesus, Nosso Senhor. Por isso, irmãos acompanhemos pelos meios de comunicação as celebrações desde as nossas casas. Aproveitemos para reunir a família ao redor da televisão, da rádio ou da internet para orar, escutar a Palavra de Deus e compartilhar nossa fé. Este é o tempo oportuno para unir nossas orações e pedir ao Senhor que proteja nossa família, renove o entusiasmo dos profissionais da saúde que arriscam a própria vida no serviço aos doentes e ilumine os investigadores para que consigam logo uma vacina contra o coronavírus. Que esta semana santa nos aproxime mais de Deus. E não esqueça, meu irmão, minha irmã, pegue a sua bíblia, leia a Palavra de Deus, reflita sobre a sua vida e faça um ato de contrição, um pedido de perdão a Deus por todos os seus pecados e, se tiver pecados graves, prometa-lhe que irá confessa-los com o sacerdote na primeira ocasião que tiver. Feliz e santa semana! Dom Jesus Maria Bispo de Bragança do Pará   Acompanhe amanhã, aqui em nosso site e em nossas redes sociais, a meditação sobre a Quinta-feira Santa. Por Pascom Diocese de Bragança do Pará

Santa Maria de Cléofas

Maria de Cléofas, também chamada “de Cléopas”, ou ainda “Clopas”. É destas três formas que consta dos evangelhos o nome de seu marido, Cléofas Alfeu, irmão do carpinteiro José. Maria de Cléofas era, portanto, cunhada da Virgem Maria e mãe de três apóstolos: Judas Tadeu, Tiago Menor e Simão, também chamados de “irmãos do Senhor”, expressão semítica que indica também os primos, segundo o historiador palestino Hegésipo. Por sua santidade, ela uniu-se à Mãe de Deus também na dor do Calvário, merecendo ser uma das testemunhas da ressurreição de Jesus (Mc 16,1): “E passado o sábado, Maria Madalena, e Maria, mãe de Tiago, e Salomé, compraram aromas para irem ungi-lo”. O mensageiro divino anunciou às piedosas mulheres: “Por que procuram o vivo entre os mortos?” Esse é um fato incontestável: nas Sagradas Escrituras vemos Maria de Cléofas acompanhando Jesus em toda a sua sofrida e milagrosa caminhada de pregação. Estava com Nossa Senhora aos pés da cruz e junto ao grupo das “piedosas mulheres” que acompanharam seus últimos suspiros. Estava, também, com as poucas mulheres que visitaram o túmulo de Cristo para aplicar-lhe perfumes e unguentos, constatando o desaparecimento do corpo e presenciando, ainda, o anjo anunciar a ressurreição do Senhor. Assim, Maria de Cléofas tornou-se uma das porta-vozes do cumprimento da profecia. Tem, portanto, o carinho e um lugar singular e especial no coração dos católicos, neste dia que a Igreja lhe reserva para a veneração litúrgica. A Igreja também celebra hoje a memória dos santos: Acácio e Demétrio. Tirado do site franciscanos.org.br

O Papa na Audiência Geral: crucifixo e Evangelho, grande liturgia doméstica

“Nessas semanas de apreensão por causa da pandemia que está fazendo o mundo sofrer, entre as muitas perguntas que nos fazemos, também pode haver perguntas sobre Deus: o que Ele faz diante de nossa dor? Onde está quando tudo dá errado? Por que não resolve os problemas rapidamente?” Com essas palavras, o Papa Francisco iniciou sua catequese na Audiência Geral, desta quarta-feira (08/04), realizada na Biblioteca do Palácio Apostólico, devido à pandemia do Covid-19. Segundo o Pontífice, “a narração da Paixão de Jesus, que nos acompanha nestes dias santos, nos ajuda”, pois nela se concentram muitas perguntas. “O povo, depois de acolher Jesus triunfante em Jerusalém, se perguntava se ele finalmente libertaria o povo de seus inimigos. Esperavam um Messias poderoso e triunfante com a espada. Em vez disso, chega um homem manso e humilde de coração, que convida à conversão e à misericórdia”. Aquela mesma multidão, que antes gritava “Hosana ao Filho de Davi!”, agora grita: “Crucifica-o!” Aqueles que o seguiram, confusos e assustados, o abandonam. Pensaram: se o destino de Jesus é esse, o Messias não é Ele, porque Deus é forte e invencível”. Crucifixo e Evangelho: grande liturgia doméstica O Papa então disse que se continuamos a leitura da Paixão do Senhor, “encontramos um fato surpreendente. Quando Jesus morre, o centurião romano, que era um pagão, que o viu sofrer na cruz, o ouviu perdoar a todos e tocou com as mãos o seu amor sem medida, confessa: «De fato, esse homem era mesmo Filho de Deus!» Diz o contrário dos outros. Diz que Deus está ali realmente”. “Perguntemo-nos hoje: qual é a verdadeira face de Deus? Geralmente, projetamos Nele o que somos, na máxima potência: o nosso sucesso, o nosso senso de justiça e também a nossa indignação. Porém, o Evangelho nos diz que Deus não é assim. É diferente e não podemos conhecê-lo com as nossas próprias forças. Foi por isso que ele se fez próximo, veio ao nosso encontro e se revelou completamente na Páscoa. Onde? Na cruz. Nela aprendemos os traços do rosto de Deus. Porque a cruz é a cátedra de Deus”, disse Francisco, acrescentando: Nos fará bem olhar o crucifixo em silêncio e ver quem é o nosso Senhor: é Aquele que não aponta o dedo contra ninguém, mas abre os braços para todos; que não nos esmaga com a sua glória, mas se despe por nós; que não nos ama em palavras, mas nos dá a vida em silêncio; que não nos obriga, mas nos liberta; que não nos trata como estranhos, mas assume os nossos males, os nossos pecados. Para nos libertar dos preconceitos sobre Deus, olhemos o crucifixo e depois abramos o Evangelho. A seguir, o Papa disse: Nestes dias, todos em quarentena e em casa, fechados, tomemos essas duas coisas em mãos: o crucifixo, vamos olhá-lo, e abramos o Evangelho. Isso será para nós, digamos assim, como uma grande liturgia doméstica, pois não podemos ir à igreja nesses dias. Crucifixo e Evangelho. Deus é onipotente no amor O Evangelho nos diz que “quando as pessoas vão a Jesus para fazê-lo rei, por exemplo, depois da multiplicação dos pães, Ele sai. Quando os espíritos maus querem revelar a sua majestade divina, Ele os silencia. Por quê? Porque Jesus não quer ser mal entendido, ele não quer que as pessoas confundam o Deus verdadeiro, que é o amor humilde, com um deus falso, um deus mundano que dá espetáculo e se impõe à força. Deus é onipotente no amor, e não de outra maneira. É sua natureza. Ele é assim. Ele é amor”. Francisco disse que podemos objetar: O que eu faço com um Deus tão fraco? Preferiria um deus forte e poderoso!”. Mas o poder deste mundo passa, enquanto o amor permanece. Somente o amor protege a vida que temos, porque abraça as nossas fragilidades e as transforma. É o amor de Deus que curou o nosso pecado na Páscoa com seu perdão, que fez da morte uma passagem da vida, que transformou o nosso medo em confiança, a nossa angústia em esperança. A Páscoa nos diz que Deus pode transformar tudo para o bem. Que com ele podemos realmente confiar que tudo ficará bem. É por isso que na manhã de Páscoa nos é dito: “Não tenha medo!”. As perguntas angustiantes sobre o mal não desaparecem repentinamente, mas encontram no Ressuscitado o fundamento sólido que não nos deixa naufragar. Francisco concluiu sua catequese, dizendo que “Jesus mudou a história, tornando-se próximo de nós e fez dela, embora ainda marcada pelo mal, uma história de salvação”. Convidou a todos a abrir o coração na oração: “Não se esqueçam: Crucifixo e Evangelho. A liturgia doméstica será essa” e desejou a todos uma boa Semana Santa e uma Feliz Páscoa. Por Mariangela Jaguraba Em Vatican News

Cresce audiência de emissoras de rádio e TV de inspiração católica por causa da pandemia

O isolamento social modificou completamente a vida dos brasileiros e do mundo inteiro desde que a pandemia do coronavírus avançou pelos países. Devido a rotina de quarentena, de ficar em casa sem poder sair, cidades completamente fechadas incluindo os comércios e igrejas, os meios de comunicação e a internet se tornaram verdadeiras companhias no enfrentamento desse momento conturbado, como é o caso dos católicos que tiveram de deixar de ir às igrejas e passaram a acompanhar as missas e momentos de oração apenas pelos meios de comunicação. Geizom Sokacheski. Foto: arquivo pessoal De acordo com o coordenador da Signis Brasil TV e diretor de expansão, engenharia e almoxarifado da Associação Evangelizar é Preciso, Geizom Sokacheski, o impacto dessa pandemia acabou motivando as pessoas em todo o mundo a uma busca pelo sagrado. “Elas buscam algum tipo de apoio, ajuda, querem voltar ou continuar a praticar uma religião”, destaca Geizom, que observa ainda que em todos os veículos de comunicação até a pandemia, havia uma concorrência por audiência entre as emissoras, assim como se ouvia muito falar que as pessoas não assistem mais TV aberta e não ouvem mais rádio, tudo agora é internet. “Havia sim um comportamento de consumo onde as pessoas no mundo todo haviam aprendido a usar a internet como veículo para receber o conteúdo que lhes era de maior interesse por streaming, mas rádio e TV nunca deixaram de ser acessadas e agora, com esse cenário mundial, o rádio e a TV são a presença diária na vida da população de todo o mundo”, diz. Geizom explica que as emissoras católicas, sejam elas rádio ou TV, assim como todos os outros canais, têm atingido diariamente índices de audiência elevados. “Os canais até então menos assistidos tem superado canais que antes tinham posições acima em algumas faixas de horários, e isso ocorre porque não é uma busca qualquer por programação ou informação”, ressalta. Atualmente, o Brasil conta com nove emissoras de TV Católicas (geradoras) sendo elas: TV Evangelizar, TV Nazaré, TV Imaculada, TV Horizonte, TV Aparecida, TV Canção Nova, TV Pai Eterno, TV Rede Vida e TV Século 21 e por centenas de emissoras de rádios católicas. Neste período de pandemia, todos esses meios de comunicação juntos, além da internet, estão oferecendo um conteúdo específico para aquelas pessoas que precisam ser amparadas, consoladas ou aquelas que estão isoladas em suas casas por conta da covid-19 e veem nessas emissoras um meio de estar mais conectado ao sagrado e em comunhão com o mundo que ora para o fim dessa pandemia. A solidão, o medo da contaminação, o cenário econômico e político assusta a todos. As igrejas estão vazias, de todas as religiões, não se pode sair de casa. Todo esse movimento tem gerado resultados positivos na audiência dos canais, mesmo que não aferindo ibope nacional. De acordo com dados do Google Analytics, a estimativa é que a audiência das emissoras tenha crescido em 300% no meio digital. Com isso, é possível que tenha aumentado consideravelmente os índices diários em pontos nas praças onde se mede o Ibope. “Aumentos que são percebidos pelos telefones das emissoras que não param e em muitas tem até travado pelo excesso de volume de ligações e ou recebimento de e-mails, praticamente todos as emissoras relatam que tiveram de contratar mais acessos de streaming de TV e áudio para seus sites e seus aplicativos”, ressalta Geizom. Segundo ele, esse público busca na sua casa esse encontro com o Sagrado e o encontram nas emissoras católicas que tem desenvolvido habilidades de proximidade com o público na oração, na evangelização mantendo e melhorando alguns tópicos dentro das suas grades, num sentido humanitário, pois o divino e o humano são as pautas de todas as emissoras católicas, que tem aumentado as transmissões da linha devocional como celebrações de missas, adorações, novenas, programas de louvor todas elas sem público. Padre Reginaldo Mazotti: Foto: Divulgação “As igrejas continuam vazias, os auditórios continuam sem público, mas a fé é o elemento fundamental de proximidade das pessoas e a criatividade de estar juntos. Como a campanha iniciada aqui no Brasil pelo padre Reginaldo Manzotti, o qual pediu às pessoas que enviassem fotos por e-mail para serem colocadas dentro do Santuário e de auditórios. Foram contabilizadas mais de 700.000 fotos de pessoas do Brasil, do mundo e de várias religiões que querem se sentir próximas e participativas desses momentos devocionais”, explica Geizom. As emissoras católicas vêm respeitando a redução de equipes e com grande profissionalismo tem dado destaque também para os seus conteúdos de jornalismo, com informações e notícias do Brasil e do mundo, mas um noticiário humanizado com foco na vida. Já os conteúdos de entretenimento têm sido trabalhados com mais zelo e amparo às pessoas, histórias reais, testemunhos e partilhas de vida. De acordo com Geizom, as transmissões ao vivo e em rede que têm sido partilhadas e compartilhadas entre as emissoras demonstram uma total união não só entre as nove emissoras católicas de TV geradoras do Brasil e as centenas de emissoras de rádio, mas também emissoras de todo mundo, em parcerias com a CTV e o Vatican News e emissoras ligadas a Santa Sé num relacionamento diário com a própria CNBB, que orienta e solicita apoio no atendimento das pessoas e da fé. “A nossa união em Signis Brasil pela coordenação das tevês católicas e partilha com a RCR – Rede Católica da Igreja de Rádios, é quem gera conteúdos, o partilha com qualidade e da maneira mais rápida. Não se pensa em exclusividade de conteúdo, não pensamos em concorrência, pensamos em Evangelização e em ser Igreja, pensamos em capilaridade de informação que é útil a todas as pessoas e que somente é atingida com a união das emissoras que exibem os mesmos conteúdos ao vivo ou simultaneamente para chegar a todos os lares brasileiros, para chegar a todas as pessoas que acessem nossos veículos, seja em canal aberto, rádio modulado, aplicativo ou plataforma digital. Pela pandemia somos unidos numa COMUM-UNIDADE para chegar a todas as pessoas levando a Boa Nova de Jesus, a fé, a esperança, a caridade e o amor”, destaca. Tirado do site da CNBB

São Gastão

Um dos acontecimentos mais marcantes da França foi, sem dúvida, a conversão do rei Clóvis e dos seus francos. As personagens principais do acontecimento foram São Remígio, que batizou Clóvis e Clotilde, sua esposa. São Gastão teve papel não negligenciável na conversão do soberano franco, de quem foi o catequista. Seu nome latino é Vedastus. Parece ter nascido em Lomousine, em família nobre. Jovem ainda retirou-se para Lorena, para levar vida retirada e virtuosa. O bispo de Toul chamou-o para o seu escasso clero e o ordenou sacerdote. Clóvis, tendo vencido os alemães, preparava-se para cumprir seu voto, dirigindo-se para Reims, onde o esperava o bispo Remígio para o batismo. Não quis dar aquele passo, desconhecendo noções básicas de religião, pelo que pediu ao bispo de Toul um catequista, que o instruísse no caminho. O bispo lhe deu Gastão como companheiro de viagem e instrutor religioso. Como que para confirmar a sua missão, Deus concedeu ao jovem sacerdote um milagre, que teria duplo efeito: restituiu a vista a um pobre cego encontrado no caminho, e abriu os olhos do rei estupefato, persuadido da santidade do cristianismo. Em Reims, após o batismo, o rei Clóvis recomendou a São Remígio o seu catequista. São Remígio o reteve em Reims, onde Gastão se entregou à instrução dos fiéis e à assistência aos pobres, tanto que dentro de pouco tempo são Remígio o consagrou bispo de Arras. Com o rei Clóvis converteram-se muitos francos, mas tal conversão tinha caráter mais político que religioso; os costumes de muitos deles continuavam pagãos. Acontecia, por exemplo, que os banquetes, mesmo os de dignitários da Corte, se transformassem em verdadeiras orgias, sobretudo quando a coroa real passou de Clóvis a Clotário. Certa vez, o próprio bispo de Arras foi convidado para a mesa do Rei. Gastão aceitou o convite de Clotário. Entrou na sala onde, sobre a mesa preparada, estavam copos cheios de cerveja; antes de assentar-se, abençoou; ao sinal-da-cruz, os copos se quebraram e a cerveja derramou-se sobre a mesa e no chão. Clotário e os seus cortesãos compreenderam que aquele prodígio significava a condenação dos seus desregramentos. Assim, o cristianismo agia sobre os costumes daqueles povos, mediante o ensinamento dos bispos santos, enquanto as populações eram elevadas do estado de embrutecimento e miséria. Numa fria noite de fevereiro foi vista uma nuvem luminosa sobre o palácio episcopal. Era justamente o momento da partida de Gastão, que há quarenta anos era bispo de Arras. Ao clero reunido em torno dele recomendou a fé, a esperança e especialmente a caridade. Depois dormiu no Senhor como um antigo patriarca, a 6 de fevereiro de 540. A Igreja também celebra hoje a memória dos santos:  Edésio, Máxima e Valter de Pontoise. Tirado do site franciscanos.org.br

CNBB une-se a cinco organizações da sociedade civil e assina pacto pela vida e pelo Brasil

No Dia Mundial da Saúde, celebrado nesta terça-feira, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), juntamente com a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), a Comissão Arns, a Academia Brasileira de Ciências, a Associação Brasileira de Imprensa e a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência assinaram o Pacto pela Vida e pelo Brasil. O documento reconhece que o Brasil vive uma grave crise – sanitária, econômica, social e política – e que exige de todos, especialmente de governantes e representantes do povo, o exercício de uma cidadania guiada pelos princípios da solidariedade e da dignidade humana, assentada no diálogo maduro, corresponsável, na busca de soluções conjuntas para o bem comum, particularmente dos mais pobres e vulneráveis. “O momento que estamos enfrentando clama pela união de toda a sociedade brasileira, para a qual nos dirigimos aqui. O desafio é imenso: a humanidade está sendo colocada à prova. A vida humana está em risco”, diz um trecho. A pandemia do novo coronavírus que se espalha pelo Brasil exigindo a disciplina do isolamento social é mencionada no texto. As entidades assinantes reiteram, portanto, que deve-se, pois, repudiar discursos que desacreditem a eficácia dessa estratégia, colocando em risco a saúde e sobrevivência do povo brasileiro. Em contrapartida, no texto, as entidades afirmam que deve-se apoiar e seguir as orientações dos organismos nacionais de saúde, como o Ministério da Saúde, e dos internacionais, a começar pela Organização Mundial de Saúde – OMS. “É hora de entrar em cena no Brasil o coro dos lúcidos, fazendo valer a opção por escolhas científicas, políticas e modelos sociais que coloquem o mundo e a nossa sociedade em um tempo, de fato, novo”, diz outro trecho. Ainda no documento, as entidades afirmam que a sociedade civil espera, e tem o direito de exigir, que o Governo Federal seja promotor desse diálogo, presidindo o processo de grandes e urgentes mudanças em harmonia com os poderes da República, ultrapassando a insensatez das provocações e dos personalismos, para se ater aos princípios e aos valores sacramentados na Constituição de 1988. As entidades lembram, ainda, que a árdua tarefa de combate à pandemia é dever de todos, com a participação de todos — no caso do Governo Federal, em articulada cooperação com os governos dos Estados e Municípios e em conexão estreita com as instituições. “A hora é grave e clama por liderança ética, arrojada, humanística, que ecoe um pacto firmado por toda a sociedade, como compromisso e bússola para a superação da crise atual”. No texto também é ressaltado a importância do Sistema Único de Saúde – SUS. “É necessário e inadiável um aumento significativo do orçamento para o setor: o SUS é o instrumento que temos para garantir acesso universal a ações e serviços para recuperação, proteção e promoção da saúde”. No documento, as entidades reconhecem que a saúde das pessoas e a capacidade produtiva do país são fundamentais para o bem-estar de todos. Mas propugnam, uma vez mais, a primazia do trabalho sobre o capital, do humano sobre o financeiro, da solidariedade sobre a competição. “É urgente a formação deste Pacto pela Vida e pelo Brasil. Que ele seja abraçado por toda a sociedade brasileira em sua diversidade, sua criatividade e sua potência vital. E que ele fortaleça a nossa democracia, mantendo-nos irredutivelmente unidos. Não deixaremos que nos roubem a esperança de um futuro melhor”. Tirado do site da CNBB Nacional

São João Batista de La Salle

A tradição da família de La Salle, na França, é muito antiga. No século XVII, descendente de Carlos Magno, Louis de La Salle era conselheiro do Supremo Tribunal quando sua esposa, também de família fidalga, deu à luz a João Batista de La Salle, em 30 de abril de 1651, na casa da rua de L’Arbatete, que ainda existe, na cidade de Reims. O casal não era nobre só por descendência, ambos tinham também nobreza de espírito e seguiam os ensinamentos católicos, que repassaram aos sete filhos. João Batista era o mais velho deles. Dos demais, uma das filhas tornou-se religiosa, entrando para o convento de Santo Estevão, em Reims. Dois outros filhos ocuparam cargos elevados no clero secular, mas João Batista revelou-se o mais privilegiado em termos espirituais. Desde pequeno a vocação se apresentava no garoto, que gostava de improvisar um pequeno altar para brincar de realizar os atos litúrgicos que assistia com a mãe. Paralelamente, teve no pai o primeiro professor. Apaixonado por música clássica, sacra e profana, toda semana havia, na casa dos de La Salle, uma “tarde musical”, onde se apresentavam os melhores e mais importantes artistas da cidade, assistidos pelas famílias mais prestigiadas de Reims. João Batista fazia parte da apresentação, executando as músicas de caráter religioso, o que fez com que o pai o estimulasse a ingressar no coral dos cônegos da catedral. Entretanto, no íntimo, o desejo dos seus pais era que ele seguisse uma carreira política. Mas esse desejo durou pouco tempo, pois, na hora de definir sua profissão, João Batista confessou que queria ser padre. Seu pai entendeu que não poderia disputar o filho com Deus e ordenou que ele seguisse a voz do Criador, para onde fosse chamado. Ainda jovem, tornou-se coroinha e, com dezesseis anos, era nomeado cônego da catedral de Reims. Como tinha muita cultura e apreciava os estudos, com dezoito anos recebeu o título de mestre das Artes Livres, entrou para a Universidade de Sorbonne e passou a morar no seminário Santo Sulpício, em Paris. Ali se tornou catequista, chegando a ensinar um total de quatro mil crianças, preparando-as para a primeira comunhão. Ao sair do seminário, João Batista, com vinte e um anos, tinha já perdido o pai e a mãe. Cuidou dos irmãos e depois pôde vestir a batina, em 1678, quando, finalmente, se ordenou sacerdote. Fundou uma escola para a formação de professores leigos e, mesmo em meio a todo esse trabalho, continuou estudando teologia, até receber o título de doutor, em 1681. Fundou, ainda, a Congregação dos Irmãos das Escolas Cristãs, que em pouco tempo necessitou da implantação de muitas casas. Tão rápido cresceu a Ordem, que já em 1700 foi possível inaugurar um seminário, onde se lecionava pedagogia, leitura, gramática, física, matemática, catolicismo e canto litúrgico. Ele teve a grata felicidade de ver a congregação comportando setecentos e cinquenta irmãos, possuindo cento e quatorze escolas e sendo frequentadas por trinta e um mil alunos, todos pobres. Aqui no Brasil, os Irmãos das Escolas Cristãs se estabeleceram em 1907, espalhando-se pelos estados do Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Ele morreu numa Sexta-Feira Santa, no dia 7 abril de 1719, em Rouen, e foi canonizado, em 1900, pelo papa Pio X. São João Batista de La Salle foi proclamado “padroeiro celeste, junto a Deus, de todos os educadores”, pelo papa Pio XII. A Igreja também celebra hoje a memória dos santos: Ursulina e Guilherme de Scicli. Tirado do site franciscanos.org.br

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